MEDINDO ASA DE MOSCA

 Circunstancias atuais me levaram a rever apontamentos e textos antigos já publicados nesse Blog. O que estou republicando é uma postagem de 2010 e quase 9 anos depois acho que encontro leitores novos. O texto em questão vai em seguida.


MEDINDO ASA DE MOSCA

Alguem sabe o que fazia exatamente na manhã do dia 15 de outubro de 1951?    Pois eu sei. Ainda por conta dos meus diários antigos.

Retirados do Baú da memória para procurar dados sobre o Hotel Esplanada, tive que folhear grande parte deles. E me deparei com um registro interessante.

 Dizia eu: “passei a manhã toda medindo asa de mosca”. 

O que significa isso: E aí entra a memória fotográfica que me mostra uma sala no sotão do Palacete Glette onde funcionava a Biologia.  A Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCL) funcionava nesse palacete, mansão dos Street. Ainda não era Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) e ainda não existia o campus Butantã.

Eu estava prestes a terminar a licenciatura em História Natural e além das matérias didáticas dadas no prédio da Maria Antonia, tínhamos que escolher alguma coisa especifica da História Natural. Eu escolhi Citogenética (passei com nota 9,0), Genética de Populações (nota 9,25) Ecologia de Drosophila (nota 8,37) supervisionadas pelo prof. Pavan. E foi por isso que eu estava medindo asa de mosca (Drosophilas) naquela manhã de 15 de outubro de 1951.

Alem do fato em si, a memória faz desfilar toda uma fatia da minha vida ligada ao estudo e profissionalização.  E ainda me conta dos meus primeiros tempos da descoberta do amor...

Memória é isso, um novelo do qual se puxa um fio e vem todo ele.

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