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SE O SOFÁ FALASSE........

Escrito por Jurema de Carvalho Calvanese, filha de Neuza e que também faz do sofá um objeto biográfico porque o conhece há mais de 50 anos. Da Itália para o Brasil.
Podemos contar a historia de um objeto biografico de infinitas formas - variaçoes pessoais dos escritores, variaçoes temporais, variaçoes emotivas, relaçoes diretas e indiretas com o objeto em questao. Enfim, infinitas formas de viver a mesma coisa.
Inicio esta variaçao contando, antes de mais nada que o objeto em questao, na verdade é um conjunto de moveis um sofa, duas poltronas, duas mesinhas e uma mesinha de centro. Assim, quando nominar apenas o sofa, subentende-se esse conjunto.
Nasceram por volta de 1949 e viveram e vivem com cinco geraçoes diversas em locais também diversos.
A primeira geraçao ja se foi. A segunda tem ainda uma representante que une a geraçao precedente com as geraçoes atuais vividas em 4 tempos (a sua propriamente dita, de seus filhos, de seus netos e a ultima geraçao, com filhos “emprestados” de amigos).
Imagin…

MEU PROJETO ATUAL - TRABALHO COM MEMÓRIA

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AINDA SOBRE O SOFÁ -UM OBJETO BIOGRÁFICO

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Em abril de 2008 entre  os meus primeiros textos para este blog estava a História de um sofá. Estou repetindo para os que não leram como traço de união para um texto novo de continuidade dessa história.  Aqui vai o primeiro texto  e a continuação.



A História real de um sofá (e de suas três “esposas” – as poltronas) – Versão 2009
Esta história foi publicada em abril de 2008 neste mesmo blog. Já passou por modificações, acrescentei as fotos e como o meu publico leitor agora já é outro, resolvi republicá-la. É uma historia que eu gosto muito porque é um testemunho da minha vida. Esse sofá da história tem agora, em 2011 61anos. Foi comprado na casa Pekelman, por volta de 1949-1950, quando mobiliamos com todo o capricho a "mansão" da Avenida D. Pedro I, no Ipiranga. Neuza -Baile de formatura da FFCL- fev.1952

Na sua forma original, era revestido de adamascado vermelho escuro, como dá para imaginar nas primeiras fotos (ainda em preto e branco porque não existia fotografia em cores). As…

O THEATRO MUNICIPAL EM 2011

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Tenho uma ligação afetiva muito grande com o Theatro Municipal. Ao que me lembre, a primeira vez que passei pelas suas monumentais portas, foi por volta de 1948, para assistir “Vestido de Noiva’ de Nelson Rodrigues.  Voltei lá em fevereiro e 1952 para a cerimonia de colação de grau  de minha licenciatura pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USA A primeira reforma estava por começar.  E aí, passou muito tempo  sem nos encontrarmos -eu e o Theatro Municipal.  Tempos de trabalho e de familia.
Nas décadas de 70 e 80 eu e Ayrton frequentamos o Municipal quase todas as semanas. Foi nele que em 1982 tivemos o prazer de ouvir Jean Pierre Rampal e sua flauta de ouro, Maurice André com seu trompete maravilhoso, a regencia impecável de Eleazar de Carvalho muitas e muitas vezes. Um sem número de espetáculos que ficaram para sempre registrados na memória.
Sozinha, quando me recompuz da perda maior, música voltou a ser prioridade  cultural. Voltei ao Municipal muitas e muitas vezes. E a …