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VIAGEM - 1º DIA

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Conforme expliquei na minha postagem de 23 de maio, estou colocando no ar  o texto que se refere ao meu primeiro dia de viagem.


PRIMEIRO  DIA – SEXTA  FEIRA – 30 DE MARÇO  DE 2012

Na primeira hora deste dia (01h35min) estamos decolando do aeroporto de Guarulhos (São Paulo, Brasil) rumo a outro hemisfério. Saberemos que chegamos lá quando nos saudar a constelação da Ursa Maior. É a constatação material, visivel, da mudança de hemisfério. A constelação da Ursa Maior (UMa) é uma das mais facilmente identificáveis nos céus noturnos do hemisfério norte. As suas estrelas principais conferem a esta constelação uma imagem muito característica como se mostra na figura





Assim ao longo da noite veremos a Ursa Maior em diferentes perspectivas. Sendo uma constelação que está muito próxima do polo, permanecerá visível, total ou parcialmente, durante toda a noite do hemisfério norte. Não vimos o avião, porque entramos diretamente pela conecção, mas já sabia que era um Boeing da Singapore Airlines OBoeing …

JORNAL

JORNAL É um vício meu. Um vício com método. Não há jornal virtual que substitua o contato com o papel, a possibilidade de ler devagar, voltar mais tarde com menos trabalho do que procurar na Internet por um artigo ou notícia.
Não é algo que vem de muito longe. Quando menina na minha casa, a despesa com jornal não entrava, porque não havia lugar para ela. Na juventude, tinha muita leitura especifica na Universidade para que o jornal entrasse na rotina. Só quando a vida ficou mais calma, filhos e netos já com vidas próprias, é que nós (eu e meu companheiro de 46 anos) nos apegamos aos jornais.
Meu sogro sempre dizia que “em casa em que não entra jornal e que não tem um dicionário, não é uma casa de respeito”.
Tenho uma rotina: se tenho compromisso pela manhã, levanto mais cedo para ter o tempo do jornal preservado. Claro que não leio o jornal todo. Tenho minhas preferências. Não me ligo muito a esporte e então, para não desperdiçar esse caderno mando para a portaria do prédio, onde sei que…

UM EVENTO MUITO ESPECIAL

Foi um evento muito especial. Comemorava-se o primeiro aniversário do CENTRO CULTURAL DA ÍNDIA em São Paulo
Há dezesseis  anos instalava-se em São Paulo o Consulado da Índia e há um ano seu Centro Cultural lançava suas bases na cidade sob a batuta de seu dinâmico diretor Sr .Kamal Jit Singh                       . A festa de aniversário teve som, com a música típica, teve encanto visual, com o colorido das vestes e a cor dos rostos, desde o azeitonado dos indianos ao branco comum ou os “torrados” brasileiros de todos os tons. Teve expressão corporal através da dança com movimentos suaves que tem significados. Teve bolo de aniversário com 1(uma) vela apagada  pelos extremos: crianças e uma idosa.
Engraçada foi a mistura do híndi com o português e o inglês. Mesmo quem não entendia nem híndi nem inglês, pode se comunicar – com o coração. Como sempre disse o Sr.Kamal. Toda festa tem comida e esta teve muita. Confraternizaram-se os indianos e brasileiros através de suas comidas típicas. Cada…

O DIA EM QUE A TERRA TREMEU

Jurema é minha filha. Mora na Itália. No Norte da Itália. Não mora no epicentro do terremoto,mas perto dele. Viveu a experiencia impar e sensível física e emocionalmente,escreveu sobre isso. Tem espaço no meu blog para  publicar seu texto.Aqui vai ele.

O DIA EM QUE A TERRA TREMEU

Vou começar esse texto deixando claro que nao falo em primeira pessoa, faço dessas palavras, o retrato de muitas coisas que li, escritas por pessoas que VIVERAM os momentos terriveis do terremoto do dia 20 de maio de 2012. Deixo o tema “DESTRUICAO DOS MONUMENTOS HISTORICOS” para os historiadores e arquitetos, pois entendo que eles sao muito mais abalizados a falar sobre o assunto. Deixo aos especialistas, a discussao do “USO INADEQUADO DO SOLO URBANO”, E “OCUPAÇAO DESORDENADA DAS CIDADES E CAMPOS”. Prefiro escrever sobre aquilo que passamos. Uma destruiçao silenciosa, profunda e assustadora. Uma destruiçao que levaremos para sempre em nossas memorias. Provavelmente contaremos aos nossos bisnetos sobre o DIA EM QU…

VOLTEI

Depois de uma longa ausência estou aqui de novo com muitas notícias.Aqui vi uma prévia.

VIAGENS Nunca fui muito viageira. Até a  idade adulta, com meus pais pouco saí de São Paulo. No máximo íamos à Praia Grande, uma vez para Poços de Caldas, para o Rio de Janeiro e para Atibaia. Não mais.Depois de casada, com filhos pequenos, íamos apenas para São Carlos, casa dos avós paternos.Quando maiorzinhos, nos permitimos uma ida à Brasília, e ao Rio de Janeiro, de fusca 1962.
Viagem maior foi em 1967em um navio alemão da Hamburg Sud, o Cap San Lorenzo. Navio de pequena tonelagem e mixto  - carga e 12 passageiros – para ter prioridade nos portos.  Cinco dias a bordo,  cinco em Buenos Aires e na volta, passando por Montevidéo hospedados no navio. Fomos os quatro, os filhos com 9 e 12 anos. Viagem muito especial mas eu ainda não tinha o “vício” do registro e ficou só na memória. Durante algum tempo acampamos, uma maneira fácil de conviver com os filhos de maneira econômica. Curtimos  muito.
 Depois d…

PARA MINHA MÃE

Minha mãe cumpriu seu ciclo vital  há 6 anos. Sua neta, filha duas vezes escreveu sobre ela   e estou transcrevendo seu texto. É bonito demais para ficar guardado. 

Eudóxia Navarro, conhecida por todos apenas como “bisa”. Com seus quase 100 anos de vida, viveu realidades e transformações incalculáveis. Assistiu pela televisão os protestos estudantis com participação de seus netos. Assistiu a chegada do homem à lua. Foi fotografada pelas primeiras máquinas existentes, e pelas máquinas digitais. Pode ver seu bisneto pelas poderosas WebCams.
Festejou a descoberta da vacina contra a poliomielite, mas se entristesseu com a chegada da Aids. Foi uma das primeiras mulheres a votar e viu o impeaciment de Collor. Passou por onze mudanças de moeda. Assistiu todas as Copas do Mundo e comemorou todas as vitórias do Brasil. Viu o Brasil ser campeão, bi-campeão, tri-campeão, tetra-campeão, penta-campeão. Mas infelizmante não viu o hexa título.
Viveu num Brasil de 70 milhões de habitantes em 1970 e num Brasil de 180 m…

RETRATO DO BRASIL

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Fotografia feita por José de Souza Martins com o telefone celular na Câmara dos Deputados, no dia 18 de abril, quando foi falar na Audiência Pública da CPI do Trabalho Escravo. *José de Souza Martins é sociólogo e Professor Emérito da Faculdade de Filosofia da USP. Dentre outros livros, autor de A Política do Brasil Lúmpen e Místico (Contexto, 2011); Uma Arqueologia da Memória Social - Autobiografia de um moleque de fábrica, (Ateliê Editorial), 2011;A Sociedade Vista do Abismo, (Vozes, 2010); Exclusão Social e a Nova Desigualdade, (Paulus, 2009).