Postagens

Mostrando postagens com o rótulo - memorias

MEDINDO ASA DE MOSCA

Alguém sabe o que fazia exatamente na manhã do dia 15 de outubro de 1951?Pois eu sei.Ainda por conta dos meus diários antigos.
Retirados do Baú da memória para procurar dados sobre o Hotel Esplanada, tive que folhear grande parte deles. E me deparei com um registro interessante.. Dizia eu: “passei a manhã toda medindo asa de mosca” . O que significa isso: E aí entra a memória fotográficaque me mostra uma sala no sotão do Palacete Glette onde funcionavaa Biologia.A Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCL)funcionava nesse palacete, mansão dos Street. Ainda não era Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) e ainda não existia o campus Butantã.
Eu estava prestes a terminar a licenciatura emHistória Natural e além das matérias didáticas dadas no prédio da Maria Antonia, tínhamos que escolher alguma coisa especifica da História Natural. Eu escolhi Citogenética (passei com nota 9,0), Genética de Populações (nota 9,25) Ecologia de Drosophila (nota 8,37) supervisionadas …

A ESCRITA À MÃO

É o titulo de uma cronica de Ruy Castro que eu “roubei”. Continuo gostando de quase todas as suas cronicas, umas mais outras menos.Pena que Ruy Castro não seja paulistano. Com assuntos nossos a delicia da leitura seria maior. Mas, quando o assunto é geral sempre vai fundo na minha memória. Voltei aos idos de 1939 quando, no terceiro ano do então curso primário já tinha subido de status e tinha permissão de escrever á tinta. Nos dois primeirosanos, era só á lapis. Nas carteiras individuais ou duplas havia um tinteiro embutido, quase cheio de tinta. As canetas de madeira com penas de aço deixavam calos no dedo maior (ainda tenho vestigio de um) de tanta força que se usava . As penas chegavam a abrir. Mas eram baratas e se trocava muito.Tenho ainda algumas penas com 86 anos,envoltas no talco que as protegia À tinta só se escrevia no caderno de passar a limpoComo uniforme usava-se um avental branco que estava sempre muito cheio de borrões de tinta esparramada. Acessorios eram os mata-borr…

UMA FATIA DO MEU PASSADO

Ganhei de volta uma fatia do meu passado ao receber uma mensagem de Carmen Silvia.
Escondida na minha memória, voltou clara e vivente como o foi há tanto tempo. Há 60 anos.
Carmen Silvia é filha de Helena do grupo dos cinco que cursaram a História Natural da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP entre 1948 e 1951. Quatro mulheres e um único homem que se casou com uma delas.
Convivemos quatro anos no pequeno espaço do Palacete Glette, um tempo para mim de formação de personalidade e de profissionalidade.
Helena sempre foi a musa da turma. Bonita, elegante, finissima nas atitudes e no trato, a mim encantava. Eu a tinha como um modelo. Chegava à Glette sempre de carro com motorista e isso já mostrava sua situação social. Mas, com simplicidade, simpatia e empatia compartilhava de tudo, com todos . Eu, baixinha, feiosa e sem graça até casei com Ayrton antes dela. Mas, ela já namorava Julio quando Flavio (meu filho) nasceu e ela foi me visitar. Casou com Julio e formam um do…