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Mostrando postagens de Maio, 2009

MEU BLOG EM FORMATO DE DIÁRIO

Às vezes este meu blog pessoal tem o formato de um diário. Escrevo coisas que interessam só a mim, que me dão uma dimensão diferente quando colocadas em palavras e frases. Como o blog é a minha via de comunicação, uso esse meio para que as pessoas que o acessam me conheçam mais e melhor. Se servir para alguém o que escrevo, ótimo. Senão, serviu para mim como uma prestação de contas do que faço da minha vida. Como esta foi uma semana densa demais, resolvi escrever sobre ela. Desculpem o tamanho do texto. A semana de 16 a 24 de maio de 2009 foi intensa, diversificada, com muita coisa acontecendo, muita coisa boa, outras nem tanto. Começou no dia 16, no sábado o dia de HISTÓRIAS DE VIDA. Sem compromisso formal, fui até a Casa das Rosas. Dei uma passada no ESCREVIVENDO da Karen, revi amigos de outros módulos e sabendo que o pessoal do Museu da Pessoa estava por lá captando depoimentos, fui me chegando. Não conhecia mais ninguém. Agora uma moçada nova. Mas Karen (a do Museu) chegou e

CONVOCADA, AUTUADA, FICHADA E COM DEPOIMENTO ARQUIVADO NO QUARTEL DO SEGUNDO EXÉRCITO DE SÃO PAULO.

Quando eu relatei o que foi minha vida de professora, não mencionei que os livros de Ciências da época continham (quase) todos os aparelhos e sistemas para o funcionamento do corpo humano, ensinavam como o Homem nasce, cresce, funciona e morre. Nada sobre Reprodução. Parecia que as crianças nasciam de geração espontânea ou como dizia uma colega já adulta e casada que pensava que as crianças vinham em repolhos. Era década de 50, e falar em órgãos masculinos e femininos, jamais!!! Era tabu. Sempre tive minhas próprias idéias e acreditando na necessidade desse conhecimento, comecei a quebrar esses tabus. Tinha que fazer meus próprios esquemas gráficos e falar com a mesma naturalidade em testículos, pênis, ovários, vagina, com que falava em estomago, coração, ossos, músculos. Entrou 60 e eu continuei sempre melhorando os esquemas e meus filhos cresceram entre esses desenhos, de ovários, vaginas, testículos, pênis. As perguntas naturais recebiam respostas sempre corretas. A i

“QUEM SOU EU” TEXTO REPAGINADO – VERSÃO 2009

Faz mais de um ao que eu comecei a usar um novo sistema de comunicação – o blog. Gostei e venho mantendo até então o meu blog pessoal da VOVONEUZA e desde março ultimo um Blog mais sério em que tenho responsabilidades e que escrevo só sobre são Paulo. Progresso. No Blog da VOVONEUZA tracei o meu perfil procurando me auto avaliar e dizendo sinceramente quem sou eu. Como tudo muda inclusive contextos, pessoas, devo ter mudado também e pensando nisso procurei rever o “Quem sou Eu” vendo o que continua, o que mudou e o que tinha sido esquecido e deve ser acrescentado. O cerne, o eixo de “quem sou eu” ficou mantido. Mas há coisas a constatar e acrescentar. Primeira constatação deste ano: estudei mais, tenho mais conhecimentos, me valorizo mais. Não me intimido com pessoas, sei o que quero, o que penso e estou segura na minha filosofia de vida. Considerava três os caminhos que mais me interessavam: a MUSICA, a LITERATURA e as ARTES VISUAIS. Na verdade esqueci de citar uma ve

NOSSA VIDA COM CACHORROS - 3 -PALOMA

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Lembro-me bem quando Paloma chegou. Era mês de novembro de 1981. Eu e Ayrton estávamos em Extrema, no nosso sítio, carregando telhas e tijolos para a construção de uma casinha. Depois do almoço, voltamos para S. Paulo, pois à noite íamos à ópera. Até era engraçado o contraste de nossas atividades. Quando chegamos, Flavio e Jurema estavam com uma surpresa: uma cachorrinha que o Flavio tinha comprado na feira de animais da rua da Consolação (pensou que fosse macho). Nós não queríamos mais cachorro de jeito nenhum. Ayrton nunca gostou muito deles, e se os tivemos foi para satisfazer as crianças. Mas, a cachorrinha nova foi simpática à primeira vista, e começou logo a fazer parte da família, estando sempre junto, e sendo companheira durante 15 anos. Desde cedo nos cativou Muitas fotos mostram o quanto ela participava de nossa vida. Viajava conosco para todo lugar (Caraguá, Extrema, Pouso Alegre, São Carlos). Paloma nos encontrou, numa fase receptiva. Tínhamos idade para ser avós, e

NOSSA VIDA COM CACHORROS - 2

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Em um aniversário dos meninos, acho que foi em 1965, a festinha estava animada, quando Ary chegou de São Carlos e trouxe de presente para os dois, um cachorrinho, lindo quando pequeno. Devia ser um mestiço mal “misturado”, porque a parte de traz lembrava bassé e a parte da frente bulldog. Marrom claro, patas curtinhas para sustentar o corpo. Foi o Pinduca . Todos gostavam dele. Eu não me liguei muito, porque trabalhava bastante por essa ocasião, mas as crianças e meus pais sim. . Era um cachorro meio enfezado, a cara “carrancuda”. Sorrateiro, entrava devagar na sala, se escondia atrás da cortina e ficava entre o vidro e a grade, dormindo o tempo todo. Não ligava quando as pessoas entravam em casa, mas não as deixava sair. Gostava de morder o calcanhar do Ayrton e ele não gostava do Pinduca. Como era um cachorro meio pesado, nunca saia com a gente de carro, mas se alguém esquecia o portão aberto saia simplesmente (muito diferente das fugidas do Qüem Qüem) e dava um trabalhão

NOSSA VIDA COM CACHORROS - 1

Nunca fomos muito cachorreiros. Não me lembro de nenhum cachorro na casa de Ayrton. Eu, de certa forma, sempre convivi com cachorros da família de minhas tias paternas que durante toda vida tiveram cachorros. Eu mesma, quando solteira, só tive um cachorro, no sobradinho da Lucas Obes, mas era mais de meu pai e de minha mãe, porque eu estudava fora o dia inteiro e não era de muito achego. Essa era a Lady. Acho que chegou até nossa casa por meu primo Aírton, que, era quem abastecia a família de cachorros. Lady viveu no sobradinho, onde costumeiramente pulava pela janela de meu quarto e ficava em um telhadinho durante horas, apreciando o movimento. Foi depois para a Av. Dom Pedro e chegou a vir para a Lapa, no apartamento de meus pais. Era pretinha, pequena e de pelo curto. Ficou velha, doente, e em uma das viagens de meus pais ela ficou em um hospital e acabou sendo sacrificada quando estava no fim. Meus pais a levaram para ser enterrada em um cemitério de cães. Passamos

MEU UNICO CONTO - Moça no metrô - Homem no metrô

Nunca tinha escrito um conto. Não sou escritora. Sou uma simples registradora de fatos e para isso não preciso ter imaginação. Em um dos meus cursos fui desafiada a escrever um conto, tema do curso. Resisti o quanto pude, mas desafios me "acendem" e eu escrevi. Esqueci no fundo de uma gaveta até que nestes dias uma amiga muito culta, muito honesta, de muita credibilidade me motivou a postar esse conto no blog. E aqui estou eu, postando um "conto" gênero que não é a minha praia. Moça no Metrô Vagão cheio. Moça sentada no assento do corredor. Abre a bolsa, grande para conter o mundo. Lá no fundo sapato, documentos, carteira, moedeira, bilhete único, catálogo de telefone, agenda, absorventes íntimos, camisinhas, echarpe vistosa, bijuterias brilhantes ou menos brilhantes, um “nécessaire”. Um caos. Moça de boa aparência, branca, entre 25 e 30 anos, não muito bonita, fora dos padrões da moda, meio gordinha, mais baixa do que alta. Mas, tem a seu favor uns olhos azu