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OS CARROS QUE TIVEMOS EM NOSSA VIDA

Hoje, não sei porque, lembrei de escrever sobre nossos carros. Coisas que não se explicam. Ganchos de memória por um ou outro motivo. E fiz uma relação cronológica procurando tecer algum comentário. Quando mais não seja, serve para acrescentar algum conhecimento amador obre os “quatro rodas” de cada época. 1-Ford Verde 1937 – Nosso primeiro carro. Nos anos 57 e 58. Carro antigo, simples, ainda com breque a varão. Sempre tinha problemas elétricos (quando Jurema nasceu, estava na garagem, sem bateria). Uma das vezes em que viajamos com ele, para Caraguatatuba, com Ary e Cidinha (irmão e cunhada do Ayrton), quebrou a roda antes da serra. Conseguimos chegar, resolvemos o problema e na volta subimos (pela serra velha, imagine) com Ayrton, eu grávida, o Flavio, S.Auto, d.Amélia, Nenza e Aydinha. Ary e Cidinha subiram de ônibus. E seu Auto meu sogro ,queria sempre ir na frente. Era mais volumoso e eu fiquei espremida a viagem inteira. 2-Citroen preto 1951 Nos anos de 1958 a 1963. Carro m...

OUTROS TEMPOS

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No comecinho dos anos 50 era uso corrente entre as moças, quando o namoro estava mais ou menos resolvido, ela tirar uma foto caprichada para oferecer ao namorado. Às vezes só podia (ou devia) fazer isso só no noivado. Eu não fugi à regra. Apaixonada, queria que Ayrton se lembrasse de mim a cada momento (fantasias ) e tirei uma bela foto em um fotografo conhecido, Tucci, na rua da Gloria. E dei a ele com dedicatória que recupero agora: "ao Ayrton com todo meu coração e amor da Neuza."12 de agosto de 1952 Ficou durante muito tempo na escrivaninha do consultório e só foi substituido pela foto dos filhos. Até que eu era "bonitinha" com a ajuda do retoque do fotógrafo. Também eu tinha 22 anos!!!!!!

MISSA DE FORMATURA DA TURMA DE 1951 DA FFCL-USP

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OPORTUNIDADE DE VER SÃO PAULO “DE NOVO” – Primeira parte

Escrever é sempre um trabalho que não sai no impulso. Começa pelo titulo que exige um bom tempo para se escolher o mais adequado, o que diga muito em poucas palavras, o que seja sugestivo. Eu ainda não encontre um título para este texto e ainda não sei em que “casa” vai morar:: na pasta “USP 2008”; Na pasta “Textos de Neuza”; na pasta “Neuza 2008” ou simplesmente em “Meus Documentos” para na hora certa muda-lo de “casa”? Por enquanto o titulo é AINDA SEM TITULO, AINDA SEM CASA. No final do texto já tinha "descoberto" o titulo. Mesmo uma registradora como eu, precisa de um tempo entre o acontecimento a ser registrado e a efetiva passagem para a linguagem escrita. É um tempo de assimilação e incorporação. Cada fato é uma pedrinha de mosaico que vai sendo trabalhada, ajeitada e colocada no lugar certo. Fatos revistos, colocados na ordem, complementados com detalhes... Quando a ultima pedra fecha o quadro, o texto está pronto na cabeça e pode ser considerado completo. E...

A História real de um sofá (e de suas três “esposas” – as poltronas)

No dia 2 de abril de 2008, muitas pessoas conhecidas viram no Jornal Nacional da TV Globo, em cobertura nacional, uma reportagem de Neide Duarte . Eu apareço e o sofá também. Por isso recuperei a história e aqui vai ela. Esse sofá da história tem agora, em 2008, 58 anos. Foi comprado na casa Pekelman, por volta de 1949-1950, quando mobiliamos com todo o capricho a "mansão" da Avenida D. Pedro I, no Ipiranga. Na sua forma original, era revestido de adamascado vermelho escuro, como dá para imaginar nas primeiras fotos (ainda em preto e branco porque não existia fotografia em cores). Assim, nessa sua versão primeira, foi testemunha do nosso namoro e depois do noivado. Foi nele que nos conhecemos melhor, que aparamos nossas arestas, que construímos nossos sonhos e que vivemos um amor romântico acompanhado por muita música da época. E a clássica fotografia de casamento também foi nele. Depois, quando nos casamos ele nos acompanhou em nossa nova vida. Ficou com sua primeira aparênc...