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Mostrando postagens de Abril, 2009

ABRIL DE MUSICA

Embora eu continue me dedicando também à Literatura através do programa ESCREVIVENDO da Casa das Rosas e procurando me manter atualizada em Artes Plásticas visitando as atuais exposições de ERA UMA VEZ... no CCBB, e a de Vik Muniz no Masp, a minha prioridade continua sendo a musica. E a musica erudita, principalmente orquestral. Com ela me encontro, “limpo” o possível stress e consigo o relaxamento necessário para me organizar de novo a cada periodo. Mês com poucos programas. Mais trabalho, coisas novas, toma o lugar da música, principalmente quando os programas não me motivam muito. Continua a Sala Olido a substituir o Municipal em reforma. E acho que vai durar muito essa substituição. Sala pequena – só 296 lugares – tem estado sempre cheia. No dia 05 a Sinfônica Municipal e o Coral Paulistano nos brindaram com Bach. Concerto de Brandenburgo – apenas o de nº 4 – e duas cantatas. No dia 17, agora em um horário novo, 19,30h, muito bom para mim, também a Orquestra Sinfônica Mu

BAÚ DE LIVROS – 2

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Continuo subindo na escada para remexer no meu Baú de livros. Estes são apenas os que estão “escondidos” todos os outros, e são muitos, estão espalhados pela casa. Nessa segunda subida –que demorou porque não subo em escada a não ser que tenha gente em casa. Tenho medo de cair e se isso acontecer acabaram as andanças pela cidade, os cursos, os concertos... – resgatei as coleções de Julio Verne. Preciosidades em uma edição de 1966 ilustrada por Salambô. Para quem não sabe: Júlio Verne nasceu em 1828 — e morreu em 1905 .Foi um escritor francês. É considerado por críticos literários o precursor do gênero de ficção científica, tendo feito predições em seus livros sobre o aparecimento de novos avanços científicos, como os submarinos, máquinas voadoras e viagem à Lua. A primeira grande novela de sucesso de Júlio Verne em 1862, foi o relato de viagem à África em balão, intitulado Cinco semanas em um balão. Essa história continha detalhes tão minuciosos de coordenadas geográficas

MEU BAÚ DE LIVROS - 1

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Meu baú de livros – na verdade não um baú, mas um maleiro – foi acessado ao acaso. Surpresa. Encontrei nele preciosidades: as coleções de Julio Verne e a coleção completa de Monteiro Lobato com ilustração de André Lê Blanc. e junto vieram as Fábulas de La Fontaine com ilustração de Gustave Dorè Quem gosta de livros pode avaliar o quanto significou esse encontro porque somou o prazer de poder manusear novamente volumes preciosos com a lembrança que eles me trouxeram. Menina ainda, pelos meus sete oito anos me acostumei a ver na minha casa apenas dois livros: Geografia Geral e Antologia Nacional. No primeiro, pelas fotos fiquei com a idéia subconsciente de que todos os paises eram cinzentos, lúgubres e tristes porque nas edições em preto e branco e sem muita definição, era essa a impressão que passava. Ainda não tinha conhecimento suficiente para extrapolar. No segundo livro li pela primeira vez a poesia de Casemiro de Abreu “Meus Oito Anos”. Aos 10 anos chegou como brinde para me

CRODOWALDO PAVAN - UMA ALUNA E SEU PROFESSOR

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Neste três de Abril de 2009, morre o prof. Pavan. Ele era quase um paulistano. Afinal, Campinas fica logo ali. Mas é uma referencia para São Paulo e para a Universidade Podia ter esperado um pouquinho mais – seis meses – e teria completado os 90 anos. Seu necrológio será publicado á exaustão, suas fotos cansarão olhares, sua trajetória profissional será repetida e repetida e repetida. Mas estas serão letras sobre um jovem professor e tempos de convivência de um professor com uma aluna que estava começando a se acostumar com o meio universitário. Em 1948 entrei para a Universidade de São Paulo, que funcionava não no belo campus que temos hoje, mas em um palacete de moradia – O Palacete Glette. 1948 – 1949 foram anos de Zoologia e Botânica e em 1950 subimos para o sótão do Palacete para as aulas de Biologia com o prol André Dreyfus e seus assistentes Rosina de Barros, Crodowaldo Pavan e Antonio Brito da Cunha. Espaço acanhado, os microscópios quase se tocando, mas com a comp

MARÇO MUSICAL DA VOVÓ NEUZA

Sala São Paulo em 7 de março começa o ano com novo maestro, substituindo John Neschling. Muito movimento em torno da saída desse maestro. Competência à parte comportamentos inadequados geram atritos e mudanças. Agora é Yan Pascal Tortelier um francês na cidade (alguma ligação com o ano da França em São Paulo?) Gostaria de ter ido a essa primeira apresentação onde o novo maestro certamente deu tudo e mais um pouco de si. Não pude e não posso. Sem companhia é difícil. . Dependo de gastos que não posso fazer. Então, leio os jornais. Confio em críticos de hoje como confiava em Enio Squeff na década de 80 (saudades de suas criticas precisas. Hoje é um artista plástico). Diz Arthur Nestrovsky da execução do Hino Nacional com abertura da temporada. Se estivesse lá, teria tremido nas bases. Isso me lembrou (sempre os ganchos da memória) uma certa noite, na praça Luiz Carlos Paraná onde a Phillips que patrocinava um concerto para convidados no Municipal, montou uma tela gigante ao