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BIBLIOTECA DE SÃO PAULO -RECÉM INAUGURADA

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Semana passada, decidi que iria ver de perto a nova Biblioteca de São Paulo, novinha em folha. Vou de metrô porque é mais fácil. E aproveito ler o livro da vez porque o movimento não me causa nenhum transtorno. E o livro da vez é A LINGUAGEM DA PAIXÃO, de Mario Vargas Llosa*. Não é dos ultimos mas é sempre atual o modo como é escrito. Chegando ao meu destino chego também ao capitulo do livro EPITÁFIO PARA UMA BILBIOTECA, onde Vargas Llosa relaciona e comenta sobre as bibliotecas que ele conheceu ao longo do seu tempo de viajante pelo mundo. E eu ia visitar a nossa nova Biblioteca. Nesse preciso momento. Isso que eu chamo SINCRONICIDADE... Dois acontecimentos sem nenhuma relação acontecendo simultaneamente. Coincidencias (ou sincronicidades) à parte, voltamos à nossa Biblioteca. Desço na Estação Carandiru. E me pergunto porque conservar esse nome que só sugere coisas ruins? Se clubes esportivvos tem seu nome atrelado ao nome original da estação ( Corintias-Itaquera, Palmeiras-B...

UMA FATIA DO MEU PASSADO

Ganhei de volta uma fatia do meu passado ao receber uma mensagem de Carmen Silvia. Escondida na minha memória, voltou clara e vivente como o foi há tanto tempo. Há 60 anos. Carmen Silvia é filha de Helena do grupo dos cinco que cursaram a História Natural da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP entre 1948 e 1951. Quatro mulheres e um único homem que se casou com uma delas. Convivemos quatro anos no pequeno espaço do Palacete Glette, um tempo para mim de formação de personalidade e de profissionalidade. Helena sempre foi a musa da turma. Bonita, elegante, finissima nas atitudes e no trato, a mim encantava. Eu a tinha como um modelo. Chegava à Glette sempre de carro com motorista e isso já mostrava sua situação social. Mas, com simplicidade, simpatia e empatia compartilhava de tudo, com todos . Eu, baixinha, feiosa e sem graça até casei com Ayrton antes dela. Mas, ela já namorava Julio quando Flavio (meu filho) nasceu e ela foi me visitar. Casou com Julio e formam um...

LIÇÃO DE CASA - UMA RESENHA

Livro escolhido: MINHA PROFISSÃO É ANDAR - Pecci, João Carlos, 1942 São Paulo: Summus Editorial Ltda. 1980 O autor, João Carlos Pecci escreveu seu livro na primeira pessoa. É uma auto-biografia. Um livro real. João Carlos sofreu um acidente de carro na Via Dutra em 1968 fraturou a sexta vértebra cervical ficando paraplégico O tema do livro é a Deficiência Física pessoal e de como foi enfrentada por ele. O autor escreve de maneira linear desde o momento do acidente – com ligeira “apresentação” dos preliminares, Paraplégico, escreve sobre os tempos de hospitalização, os desconfortos físicos e emocionais. O apoio da família, dos amigos, as primeiras manifestações de sexualidade na nova condição. A ida para casa e o doloroso processo de reabilitação. O autor dá um depoimento sincero de sua situação e transmite a possibilidade de participar do mundo e não ficar segregado por conta de uma deficiência. Texto coerente, profundo sem pretender ser. Abrange um período de 1968 a 1977, quando aos ...