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Mostrando postagens com o rótulo historia da medicina - literatura

BIOTONICO FONTOURA E JECA TATU

> Os artigos que o prof. Emérito da USP José de Souza Martins escreve na mídia impressa são sempre muito especiais. Assuntos muito variados sempre encontram leitores também variados. O escrito deste 10 de maio - seu 400º - tocou muita gente porque BIOTONICO FONTOURA e JECA TATU fazem parte das lembranças de muitos idosos que certamente resgatarão seus tempos de infância através da leitura. O prof. foi muito feliz na escolha do tema e não posso deixar de passar para o "meus" seguidores e para quem perdeu o jornal,a integra desse artigo. Tenho a autorização dele. O CENTENÁRIO DO BIOTONICO FONTOURA Cândido Fontoura Silveira (1885-1974) era farmacêutico em Bragança Paulista quando, aos 25 anos de idade, em 1910, criou o Biotônico Fontoura, um fortificante e antianêmico, rico em ferro. Quase todo farmacêutico do interior tinha um medicamento de sua invenção. No mais das vezes, era um purgante. Eventualmente, um fortificante. O ideal de saúde era, então, o da pessoa gorda...

RESPOSTA AO IDENTIFIQUE 04

O texto A se refere a uma poesia de Álvares de Azevedo cujo titulo é “ SE EU MORRESSE AMANHÃ ”. É do periodo ROMANTISMO na literatura brasileira. ÀLVARES DE AZEVEDO nasceu em são Paulo em 12 de setembro de 1831. Fez curso de Direito em São Paulo. Poeta adolescente mostra em suas poesias sentimentos contraditórios em seus escritos que tem um misto de refinamento estético e infantilidade. A partir de 1851 o poeta passa a ter fixação pela idéia da morte. Isso fica claro nas cartas destinadas à mãe e à irmã. Em 25 Abril de 1852, quando tinha apenas 20 anos , Álvares de Azevedo morreu vítima de tuberculose, deixando uma obra relativamente extensa, para quem viveu tão pouco. Álvares de Azevedo, foi fortemente influenciado por Lord Byron e Musset. Sua poesia é marcada pelo subjetivismo, melancolia e um forte sarcasmo. Os temas mais comuns são o desejo de amor e a busca pela morte. O amor é sempre idealizado, povoado por virgens misteriosas, que nunca se transformam em real...

IDENTIFIQUE 04

Hoje, a identificação proposta é de cunho literário. Estou reproduzindo trechos de conhecidas obras de autores brasileiros. São eles: Texto A - Se eu morresse amanhã , viria ao menos Fechar meus olhos minha triste irmã; Minha mãe de saudades morreria Se eu morresse amanhã! Texto B - Oh! Que saudades que eu tenho Da aurora da minha Vida Da minha infância querida Que os anos não atrazem mais Texto C – Um sarau é o bocado mais delicioso que temos, de telhado a baixo, Em um sarau, todo mundo tem o que fazer. O diplomata ajusta, com o copo de champanhe na mão, os mais intrincados negócios; todos murmuram e não há quem deixe de ser mormurado. O velho lembra-se dos minuetos e das cantigas de seu tempo e o moço goza todos os regalos de sua época. As moças, são no sarau como as estrelas no céu; estão no seu elemento: aqui uma,...

RESPOSTA AO "IDENTIFIQUE" 01

Como complementação da imagem : “Não me basta saber que sou amado, Nem só desejo o teu amor: desejo Ter nos braços teu corpo delicado, Ter na boca a doçura de teu beijo”. Olavo Bilac “No inicio da Avenida Paulista (hoje final, entre as ruas Minas Gerais e Augusta), em 1920, alguém teve um dia a idéia de implantar um monumento que homenageasse Olavo Bilac. O Prefeito Firmiano de Morais Pinto procurou tomar todas as providências para que a iniciativa tivesse êxito. O escultor escolhido foi o suíço William Zadig. O resultado foi lastimável. Além de revelar falta de percepção da paisagem, o monumento não tinha unidade plástica e, pior do que isso, não tinha poe...

CORRENTE LEIA MAIS

Continuo falando em livros. Em 2006 estive envolvida com livros como jamais estive. E resolvi fazer alguma coisa de útil. Entrei na CORRENTE LEIA MAIS. Escrevi pequenos textos, fiz várias copias e distribui nos lugares por onde passava: lojas, banca de jornal, escolas, padarias, pontos de ônibus. O texto dizia: Se você tem livros que pretende descartar, não o faça aleatoriamente. Entre na Corrente Leia Mais e exerça sua cidadania sem gasto e sem muito trabalho. Cole na capa do livro o seguinte: Corrente Leia Mais “Não estou perdido. Sou um viajante. Quando terminar a leitura deixe-me em qualquer lugar para que eu possa continuar a minha viagem” “Esqueça” o livro em qualquer lugar: ônibus, metrô, lojas...... Fiz isso durante meses, distribui muitos livros, mas nunca encontrei nenhum para continuar a corrente. Não me arrependo. O trabalho foi prazeroso.

dona neuza.com.br - Alessandro Dell'Aira (texto traduzido)

DONA NEUZA COM BR – di Alessandro Dell’Aira De sua casa, não se pode sair o mesmo. Vive no décimo andar de um edifício do Alto da Lapa, mais ou menos onde o Pinheiros encontra o Tietê e suas águas turvas deixam para trás o coração da metrópole. Dona Neuza gostaria de explodir o prédio da frente, que é mais baixo que o seu, mas que tira uma fatia de vista. Ou transferir-se ao andar superior. Mas reconsidera: Não, o seu reino está aqui. Sim, se apóia sobre o balcão: parece Liza Minnelli com Nova Iorque a seus pés. Setenta e nove anos, viúva e feliz. Como uma mulher casada foi feliz e não vê porque não deve continuar sendo já que a cada pôr do sol, seu companheiro a cumprimenta do Pico do Jaraguá. Sempre tem seu bigode da cor das nuvens. Esta casa é um arquivo suave e profundo, com muitas pastas azuis cheias de folhas manuscritas e impressas. Marido, esposa, filhos, netos, e agora é aqui sozinha a tomar conta desse um longo caminho vivido juntos. A idade do corpo é uma questão de anos ...

MEU UNICO CONTO - Moça no metrô - Homem no metrô

Nunca tinha escrito um conto. Não sou escritora. Sou uma simples registradora de fatos e para isso não preciso ter imaginação. Em um dos meus cursos fui desafiada a escrever um conto, tema do curso. Resisti o quanto pude, mas desafios me "acendem" e eu escrevi. Esqueci no fundo de uma gaveta até que nestes dias uma amiga muito culta, muito honesta, de muita credibilidade me motivou a postar esse conto no blog. E aqui estou eu, postando um "conto" gênero que não é a minha praia. Moça no Metrô Vagão cheio. Moça sentada no assento do corredor. Abre a bolsa, grande para conter o mundo. Lá no fundo sapato, documentos, carteira, moedeira, bilhete único, catálogo de telefone, agenda, absorventes íntimos, camisinhas, echarpe vistosa, bijuterias brilhantes ou menos brilhantes, um “nécessaire”. Um caos. Moça de boa aparência, branca, entre 25 e 30 anos, não muito bonita, fora dos padrões da moda, meio gordinha, mais baixa do que alta. Mas, tem a seu favor uns olhos azuis d...

CATARATA - ANOS 1000

Entre aqueles livros que me deixaram marcas, um deles foi O FÍSICO de Noah Gordon. Leia se puder. Conta a história de um médico medieval, Rob Cole que aos nove anos torna-se aprendiz de um barbeiro-cirurgião amoral. Apaixonando-se pela medicina a duras penas e viagem atribulada vai para a Pérsia onde a Medicina era ensinada por Avicena. Durante o ano de 1021 e seguintes, várias situações de uso da “medicina” são descritas. Entre as muitas, hoje só vou citar uma delas, o tratamento da catarata na época, porque faz parte de um trabalho do grupo VivendoCienciArte. Aqui vai: “Depois de conversar com o médico judeu Benjamin Merlin de Stafford, Rob se dirigiu para um povoado de Leicestershire onde sabia que Master Merlin havia operado um homem de catarata. O povoado onde Rob estava era tão pequeno que nem tinha uma taverna (...) O trabalhador que estava mais perto da estrada interrompeu o movimento ritmado de ceifar para informar onde ficava a casa de Edgar Thorpe. Rob percebeu i...