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Mostrando postagens com o rótulo HISTORIA DE VIDA

Algumas considerações sobre EL SUEÑO DEL CELTA de Mario Vargas Lhosa

Não sou acadêmica, critica literária,  ou uma profa.como Cremilda Medina  que é capaz de uma análise profunda. Sou  uma leitora comum. Uma   das minhas vertentes culturais é sem dúvida a leitura. Não leio tanto quanto gostaria. Não há tempo material para isso, embora aproveite os tempos de deslocamento em ônibus e metrô e tempos de espera.  Meu dia de 24 horas é cheio de afaseres porque mesmo aquelas horas destinadaas ao sono  - pelo menos seis horas - são usadas para o rearranjo dos neurônios, quando se resolvem  problemas ou a criação acontece  a partir de flashs. Nas outras 18 horas  roubo não poucas dos afazeres domésticos para cuidar das minhas outras vertentes culturais além da leitura. Trabalho ainda com Memórias resgatadas  e isso me exige pesquisas de atualização..  Não prescindo das minhas músicas e um concerto exige tempo de deslocamento, de  participação  e de posterior assimilação. Isso quando não  pesqu...

A HISTÓRIA DE ISABEL

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Por conta deste Blog, ganhei muitos seguidores que continuaram o contato. Uma foi Isabel que mora em Lisboa, Portugal. Nas mensagens, é encantador o jeito lusitano de escrever.Quando ela citou um objeto que eu não conhecia "tábua de Colo" pedi a ela que me explicasse o que era e escrevesse algo sobre o objeto. Daí saiu uma história simples gostosa de ler. "Tabua de Colo"era uma peça que as modistas usavam para alinhavar (passar a linha) nos tecidos para confeccionar as roupas. TABUA DE COLO Na época em que fui fabricada, havia muitas modistas que me utilizavam no seu trabalho. Certo dia (1948) fui oferecida como prenda de casamento à linda jovem “Conceição” que sua profissão era modista e abajureira. Tive ao longo de vários anos muito trabalho; vestidos, calças, blusas, saias, casacos, vestidos de noiva, um sem número de peças de vestuário e ainda lindos abajoures. Pa...

“QUEM SOU EU” TEXTO REPAGINADO – VERSÃO 2009

Faz mais de um ao que eu comecei a usar um novo sistema de comunicação – o blog. Gostei e venho mantendo até então o meu blog pessoal da VOVONEUZA e desde março ultimo um Blog mais sério em que tenho responsabilidades e que escrevo só sobre são Paulo. Progresso. No Blog da VOVONEUZA tracei o meu perfil procurando me auto avaliar e dizendo sinceramente quem sou eu. Como tudo muda inclusive contextos, pessoas, devo ter mudado também e pensando nisso procurei rever o “Quem sou Eu” vendo o que continua, o que mudou e o que tinha sido esquecido e deve ser acrescentado. O cerne, o eixo de “quem sou eu” ficou mantido. Mas há coisas a constatar e acrescentar. Primeira constatação deste ano: estudei mais, tenho mais conhecimentos, me valorizo mais. Não me intimido com pessoas, sei o que quero, o que penso e estou segura na minha filosofia de vida. Considerava três os caminhos que mais me interessavam: a MUSICA, a LITERATURA e as ARTES VISUAIS. Na verdade esqueci de citar uma vertente...

MAIS ÁRVORES EM MINHA VIDA -1

Já falei em Figueira, em Paineiras, no famboyant da Dr.Arnaldo, e ainda não falei na Seringueira da rua Caativa. Quando a minha família – Ayrton, eu, Flavio, Jurema e meus pais –nos mudamos para a rua Caativa, no Alto da Lapa, em 1962, tínhamos um grande terreno à frente da casa, que na realidade seria ¼ de uma praça, mas que assumimos, cuidamos e passou a fazer parte, se não legal, mas de uso nosso. Na lateral da casa, também havia muito espaço de terra para “pintarmos” de verde a nossa nova casa. Logo começamos a plantar árvores não só na calçada, mas na “praça” e na lateral. Eram sibipirunas ainda pequenas, de 80cm a 1m. As árvores foram crescendo de vagar e começaram a fazer parte de nosso cotidiano. Davam sombra, “pousavam” para fotografias, enfeitavam o conjunto. Na lateral da casa resolvemos plantar uma seringueira. Mal escolhida, porque ele cresce muito, tem raízes relativamente rasas para o porte.Eu deveria saber disso e mais, que deveriam ser preservadas as raízes-escoras,...

MINHA VIDA DE ESTUDANTE – PRIMEIRA PARTE (1935-1940)

Volto para trás, olho o passado, fisgo a memória e me vejo com cinco anos atravessando a rua Correia de Andrade no Brás, e entrando na escolinha da Dona Etelvina, que por coincidência tinha sido professora de meu pai em suas primeiras letras. Eu já as conhecia pelo jornal que meu pai trazia e me ensinava qual era qual, mas foi Dona Etelvina, minha primeira professora que organizou esse conhecimento primordial. Tenho agora sete anos. O que dona Etelvina podia já me ensinou. Estou ávida de aprender. Eu não tinha nenhum ambiente propício, não vivia em uma família que fosse letrada ou pelo menos interessada. Meu pai era guarda livros, já um degrau acima do restante da família, mas sempre achou que eu devia subir mais. A “biblioteca” de minha casa era constituída por 02 (sim, dois) livros apenas: Uma Antologia Nacional onde eu li pela primeira vez o verso Meus Oito Anos de Casemiro de Abreu; e um livro de Geografia Geral, naturalmente em preto e branco, sem nenhuma foto colorida. Claro, er...

AYRTON...VISTO POR MIM

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É um retrato de vida. Escrito por mim, Neuza, sua companheira de 46 anos, pode soar piegas, mas é a visão de quem só o enxergou com os olhos do amor, de um grande e profundo amor. Sou suspeita em minhas considerações, parcial com certeza, mas é um direito que tenho de escrever o que sinto e penso sobre ele. Nossa vida foi simples, comum, mas rica em sentimentos e plena de realização emocional. Não tenho dúvidas que o mérito coube todo ao Ayrton. O que hoje eu tenho de bom, me foi passado por ele, que com sua paciência e tolerância me foi mostrando o jeito certo de viver. Suas qualidades foram tantas, que não consigo acabar de listá-las. Foi antes de tudo uma pessoa sempre igual, sempre coerente em suas atitudes, sem picos de depressão ou euforia, e por isso foi muito fácil conviver com ele. Para retratá-lo, tenho que falar sobre sua maneira de ser, suas qualidades. Não me lembro de defeitos, e se existiram foram completamente ofuscados. Deve ter tido seus pequenos defeitos, era hum...