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Mostrando postagens de março, 2008

MONUMENTO À OLAVO BILAC - 1920

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“ No inicio da Avenida Paulista (hoje final, entre as ruas Minas Gerais e Augusta), em 1920, alguém teve a idéia de implantar um monumento que homenageasse Olavo Bilac. O Prefeito Firmiano de Morais Pinto procurou tomar todas as providências para que a iniciativa tivesse êxito. O escultor escolhido foi o suíço William Zadig. O resultado foi lastimável. Além de revelar falta de percepção da paisagem, o monumento não tinha unidade plástica e, pior do que isso, não tinha poesia. A falta de unidade facilitou o esquartejamento da obra e seus fragmentos foram espalhados pela cidade com a falta de cerimônia com que são tratados os monumentos desta cidade. Do conjunto só restou a imagem do gesto desolado do poeta que ficou a ouvir estrelas.” Benedito Lima de Toledo - Album Iconográfico da Avenida Paulista - 1987

"O BEIJO ETERNO"

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Escultura “O beijo Eterno” – William Zadig - 1920 “Não me basta saber que sou amado, Nem só desejo o teu amor: desejo Ter nos braços teu corpo delicado, Ter na boca a doçura de teu beijo”. Olavo Bilac Separada das outras estátuas do monumento a Olavo Bilac, O Beijo Eterno “morou” em um depósito da prefeitura durante algum tempo, e foi depois instalado no Largo do Cambuci, causando protestos das senhoras puritanas que não admitiam aquele casal nu se beijando em praça pública. Retirado, o casal continuou vagando, foi para a Avenida Nove de Julho sob a Avenida Paulista. “ Incansáveis, os amantes mantiveram sua apaixonada homenagem a Bilac em meio à fuligem, até serem salvos por quatro cabeludos à Castro Alves, da Faculdade de Direito, que os desembarcaram no Território Livre do Largo de São Francisco, em junho de 1962, para emoldurar novas lutas libertárias e inspirar trovas acadêmicas” (depoimen

UMA VISITA AO MEMORIAL DA AMERICA LATINA

É sábado à tarde e acredito seja um bom dia para visita ao Memorial da América Latina, um grande e bonito espaço paulistano. Já fiz minhas pesquisas, vou munida de dados teóricos, mas vou conferir algumas coisas que sei de vivencias in loco. Uma olhada geral: - monstruosamente grande no centro de uma cidade em que cada metro quadrado já tem construções. Hoje, a volta toda é de “palitos” de concreto. No espaço, construções das mais variadas formas arquitetônicas; longe umas das outras o suficiente para não se perder nada das formas mas não perto o suficiente para manter uma integração maior. Uma constatação: - nem uma viva alma circulando entre as construções e as palmeiras que estão desoladamente sozinhas. Nenhuma pessoa. Pelo menos do lado maior porque o Memorial é divido por uma rua de transito apreciável.. Para uni-las há uma passarela que pela desolação e vazio causa medo. Principalmente nos dias de semana. Não convida a atravessa-la. O Memorial já tem quase 20 anos. Foi inau

SABE ONDE FICA?

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Olhe bem para essa máscara. Ela é bonita, sugestiva. Uma obra de arte. Sabe onde fica? Uma dica: Fica no Theatro Municipal de São Paulo. Enquanto procura localizá-la terá a oportunidade de ver muitos detalhes maravilhosos que decoram nosso teatro. Sempre "olhamos" as coisas mas não as "vemos". É diferente.

MARIANTONIA - INSTITUTO DE ARTE CONTEMPORÂNEA

Mais uma coisa nova que descobri em São Paulo. Alertada pelo prof. de História da Arte no Brasil, fui até a rua Maria Antonia. Esta rua fez parte de minha vida no ano de 1951 quando, no ultimo ano da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP, fazia a licenciatura. Mas, até então, era um prédio a mais que freqüentávamos em uma época em que os cursos eram espalhados por vários casarões. Uma lembrança fugidia de colunas altas de uma instituição e não casa adaptada. Essa imagem ficou congelada. Em outubro de 1968 o prédio da Maria Antonia volta a ser noticia. Em uma época de regime de força há um antagonismo declarado entre o Instituto Mackenzie de um lado da rua e o prédio da Faculdade de Filosofia do outro lado. Ovos, pedras e um coquetel Molotov acirram a luta e às 2he20 do dia 3 de outubro o prédio de cinco andares já não tem mais vidraças e a fachada está escurecida. Logo mais à tarde o sangue acaba de “pintar” o prédio e a vida se esvai de um jovem de 20 anos, secunda

EU TRABALHO NO CRECI

Sabe o que é o CRECI? É o CENTRO DE REFERÊNCIA DA CIDADANIA DO IDOSO Sabe onde fica? Fica em baixo do Viaduto do Chá, do lado do Municipal Em um espaço onde muito antes foi o restaurante da Liga das Senhoras Católicas. Oficialmente, Rua Formosa 215. É subordinado à Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Assistência Social (SMADS) e sob a gestão do CROPH (Coordenação Regional das Obras de Promoção Humana). É um centro de convivência com um grande número de atividades: oficinas artesanais, de yoga, danças...... telecentro e atualmente curso de alfabetização É um espaço grande, claro, confortável, Conheço o espaço desde 2004, antes até da inauguração e até arrastei cadeiras nos últimos retoques. O que eu faço no CRECI?. Trabalho em RESGATE DE MEMÓRIA AUTOBIOGRAFICA EM IDOSOS. Desde que comecei a escrever a minha própria história e a história da minha família, me conscientizei do quanto é importante a lembrança e o registro dela. A vida de cada pessoa é rica em acontecimentos,

MAIS MUSICA

MAIS MUSICA O domingo (29) para mim vai ser bastante musical. Há muitas ofertas, mas sou uma só e portanto tenho que escolher. Depois do meu programa familiar – tomo café sempre aos domingos com filhos e netos - vou para o Teatro Municipal. Neste domingo encontrarei Jamil Maluf e ele me trará Brahms, Sarasate e Mussorgsky com o belíssimo Quadros de Uma Exposição. Um belo programa. Estão convidados. Mais à tarde, no MASP, a OCAM – Orquestra de Câmara da USP apresenta um concerto de flauta do compositor Reinecke, Suítes de Stravinsky e a Sinfonia numero 4 de Beethoven. Quer domingo melhor? Nos encontramos lá.

MAIS NOTICIAS MUSICAIS

São Paulo me surpreende a cada momento. Sempre encontro coisas novas dentro daquilo que eu gosto. E quando encontro, partilho com amigos. Tomei conhecimento na revista Concerto de um evento chamado “Caixa de Musica.” um encontro musical na Caixa Cultural de São Paulo, na Praça da Sé. Como passo sempre por lá vi também um banner dando noticia do evento. Quando vi que o curador era o Dante Pignatari - com quem fiz um curso “O Mundo da Musica no ano passado - fui conferir. Se era ele o curador, só podia ser bom porque de sua capacidade eu já tinha amostra. 19h, tempo certo de sair da USP onde já tinha passado por dois cursos: “História e Musica” e “Musica e Memória”, cheguei direto. Enquanto espero me reporto á História de São Paulo, como sempre. E dentro desse prédio os séculos XVII e XVIII voltam na “fotografia” de um Largo da Sé – que depois virou Praça da Sé – com a Igreja de São Pedro dos Clérigos que depois virou Caixa Econômica e com a velha matriz que foi demolida para amp

O MUSEU DO THEATRO MUNICIPAL

São Paulo tem muitos “cantos” cheios de charme e quase desconhecidos. Você é capaz de passar “n” vezes em frente e não se dar conta de que ele está lá te aguardando para te envolver em um mundo de informações que no mínimo aumentam sua cultura. Para os mais idosos que andavam pelo Vale do Anhangabaú despreocupados de assédios e assaltos, os baixos do Viaduto do Chá, no lado perto do Municipal, era caminho diário. Alguns iam almoçar na Liga das Senhoras Católicas e depois namoravam nos jardins porque no salão de refeições homens eram separados de mulheres. Mas os jardins não eram tão bem cuidados como hoje porque agora, uma grande Empresa cuida o que pode ser considerado o “jardim de sua casa”. Então, voltem a esse espaço. Desçam as escadas do lado direito (ficando de frente para o Vale e para o edifício Sampaio Moreira) e darão de frente com o Museu do Theatro Municipal, um desses “cantos” que eu citei. Vamos falar dele, transcrevendo o que está no folder de poucos pegam e pouquís

A FIGUEIRA DA GLETTE

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O Palacete Glette foi demolido na década de 70, os “gletianos” perderam suas referencias. O terreno agora abriga um estacionamento. Mas, a Figueira, aquela que sombreava as “happy hours" dos Street no final da década de 20, sobreviveu. Sempre crescendo, seu tronco cada vez mais grosso, a cada ano produzindo folhas novas e figuinhos como frutos, a pobre figueira mistura-se a carro, fumaças, restos de coisas. Seus galhos chegam até o outro lado da rua e aí respira a fumaça de muitos e muito ônibus do Terminal Princesa Isabel. E, ao cair da noite, o cheio da fumaça muda: agora são os churrasquinhos “de gato” que alimentam uma população carente de tudo. Convivendo com a Figueira durante os quatro anos importantes da minha vida, anos que me formaram profissionalmente, sempre a respeitei como ser vivo, como companheira calada e testemunha das aflições dos exames, dos relaxamentos pós estudos, “participante” das conversas amigas. Só não namorei sob seus galhos. Que pena. Teria mais a

O PALACETE GLETTE

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Na esquina da Alameda Glette com a Rua Guaianazes, no bairro paulistano dos Campos Elíseos, foi construído no fim do século XIX um palacete que por mais de uma década foi a residência do médico e industrial carioca Jorge Street. Esse industrial transferiu-se com a família do Rio de Janeiro para São Paulo para o tratamento da filha Maria Zélia, de 15 anos que estaria com tuberculose. A menina morreu logo e a família Street fixou-se na cidade, mudando para o palacete adquirido de Firmiano Morais Pinto em 1916. (Firmiano Morais Pinto seria o prefeito de São Paulo em 1920) Em 1926, o palacete passou por uma grande reforma, que alterou muito o seu aspecto original. Mas era uma residência de luxo, com piscina coberta, quadra de tênis onde aconteciam competições da cidade, garagem para três carros e uma área de lazer ao ar livre, sombreada por uma grande figueira. Por ocasião da grande crise mundial de 1929, a família Street perdeu tudo e o imóvel já hipotecado passou para o patr

SOBRE LIVROS LIDOS (1)

Um amigo me pediu uma relação de livros que eu tivesse lido e servisse de orientação em suas leituras. Obrigada pelo credito, mas não sou critica literária, não fiz curso de letras e minhas considerações e comentários são exclusivamente meus, frutos de minha bagagem cultural e afetiva, minha vivência e meu gosto pessoal. E resultado da minha maneira de ser, de ver a vida e de entender as coisas. Portanto, essa lista é pessoal e os comentários idem. Vou “despejando” o conteúdo aos poucos. Só a partir de 2000 tenho registro de tudo o que li, mas antes e durante toda a minha vida compartilhada li (lemos) muito. Toda a literatura brasileira clássica, clássicos de outras terras, livros comprados, ganhos, encontrados em sebos... Havia fases; fase Jorge Amado, fase Zélia Gatai, fase Graciliano Ramos, fase José Lins do Rego, fase Érico Verissimo, fase Mario Vargas Llosa, fase Garcia Marques...... Fase de best-sellers, fase de livros de estudo e pesquisa.... A José de Alencar só voltava por

O Edifício Sampaio Moreira

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Os três gigantes de São Paulo Atual

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Edificio Sampaio Moreira entre dois espigões

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UM PONTO PRIVILEGIADO DE SÃO PAULO ATUAL

Se você é paulistano e anda pelo centro da cidade, desça ao Vale do Anhangabaú e pare no cruzamento do Vale com a Avenida São João. Se você souber ver e não só olhar, terá aí uma aula de história da cidade, que dará mais prazer a essa visão. Repare no aclive da ladeira e conhecerá a borda do planalto inicial da cidade, onde o centro velho se instalou. É a rua Libero Badaró. Em nível mais baixo, o Vale do Anhangabaú, cavado pelo rio Anhangabaú que era um dos limites naturais do primitivo núcleo da cidade. O outro era o rio Tamanduateí. Olhe em frente para o começo da Avenida São João. E terá a visão dos três gigantes de São Paulo: O Edifício Altino Arantes (Banespa) dominando a visão. À sua direita o Martinelli e às sua esquerda o prédio do Banco do Brasil. Cada um com sua história. O Altino Arantes com seus 36 andares e 161 metros, é todo em concreto armado, 17.951m² construídos, tem 161,22 metros de altura, 14 elevadores, 900 degraus e 1119 janelas. Perdendo agora a posição de ma

O AVÔ DOS ARRANHA-CÉUS PAULISTANOS

Passeando de novo pelo centro de São Paulo, chegue até o fim do Viaduto do Chá, do lado do Teatro Municipal. Olhe para frente e verá dois altos prédios envidraçados e entre eles um predinho humilde, sujinho, quase perdido entre os espigões da região. E no entanto ele teve seus dias de gloria: Foi o primeiro arranha céu de São Paulo e o AVÔ deles, considerando que o Martinelli foi o PAI. Chama-se Sampaio Moreira, tem um estilo eclético e seus terraços, sua pérgula superior lhe dão um aspecto simpático e diferente de seus visinhos. O arquiteto responsável por essa jóia foi Cristiano Stokler das Neves (o mesmo que projetou a Estação Sorocabana, hoje Sala São Paulo) Tem 12 andares e fica na Rua Líbero Badaró, nas bordas do Planalto inicial da cidade. Ficou pronto em 1924, cinco anos ante do Martinelli. Ainda em processo de tombamento, o edifício teve sorte. Entre os dois altos prédios, ficou um espaço não suficiente para outro prédio. E aí foi colocada a escultura de Verdi cujo anjo de

SAMPAIO MOREIRA - O AVÔ DOS ARRANHA-CÉUS PAULISTANOS

Passeando de novo pelo centro de São Paulo, chegue até o fim do Viaduto do Chá, do lado do Teatro Municipal. Olhe para frente e verá dois altos prédios envidraçados e entre eles um predinho humilde, sujinho, quase perdido entre os espigões da região. E no entanto ele teve seus dias de gloria: Foi o primeiro arranha céu de São Paulo e o AVÔ deles, considerando que o Martinelli foi o PAI. Chama-se Sampaio Moreira, tem um estilo eclético e seus terraços, sua pérgula superior lhe dão um aspecto simpático e diferente de seus visinhos. O arquiteto responsável por essa jóia foi Cristiano Stokler das Neves (o mesmo que projetou a Estação Sorocabana, hoje Sala São Paulo). "Meu" predinho tem 12 andares e fica na Rua Líbero Badaró, nas bordas do Planalto inicial da cidade. Ficou pronto em 1924, cinco anos ante do Martinelli. Ainda em processo de tombamento, o edifício teve sorte. Entre os dois altos prédios, ficou um espaço não suficiente para outro prédio. E aí foi colocada a escultu

A TORRE DO BANESPA - SEGUNDA PARTE

Agora, começa a subida. No primeiro elevador, você irá até o 26º andar. Uma baldeação e o novo elevador o levará até o 32º andar. E então, dois lances de escada o esperam para serem subidos a pé os 41 degraus. Uma sala com fotos e livro de presença, permite um pequeno descanso. E mais uma escada, agora em caracol com 18 degraus. É então que se chega ao terraço da torre. Bastante estreita dá saudades de seu vizinho terraço do Martinelli. Ainda há mais uns 15m com escada em caracol, que só podem ser usadas pelo Corpo de Bombeiros para hastear as bandeiras; paulista em dias comuns e paulistana no mês do aniversário da cidade. A cada dois ou três meses são trocadas ou porque perderam a cor com o sol ou porque ficaram esfarrapadas pelo vento constante. Você chegou ao terraço e se tiver curiosidade vai não só ver São Paulo de um outro ponto de vista, mas vai conhecer a história da cidade através de cada um dos pontos observados do alto. Fazendo uma “viagem” rotacional de 360 graus em se

A TORRE DO BANESPA (PRIMEIRA PARTE)

Você já foi à Torre do Banespa? Não? Então vá. As visitas acontecem todos os dias úteis das 10h às 17h. Só no mês do aniversário da cidade é que nos fins de semana está aberta à visitação pública. A Torre é nos altos do que já foi a sede do Banco do Estado de São Paulo, na rua João Brícola, entre as ruas Boa Vista, Quinze de Novembro e Praça Antonio Prado. Chega-se lá facilmente pelo metrô descendo na estação São Bento. Já começamos aí com um pouco da história de São Paulo. A Rua João Brícola estava no centro financeiro da cidade na década de 30 e foi o lugar que o Banco do Estado de São Paulo escolheu para sua sede. Já havia estado no “centro novo” em um prédio em frente ao Teatro Municipal (depois abrigando o Mappin) ,mas longe do mundo do dinheiro. Fez uma troca com a Santa Casa de Misericórdia que ficou com o prédio da Praça Ramos de Azevedo (que até hoje é dela) cedendo seus terrenos da João Brícola. O prédio começou a ser construído no final da década de 30 (1939), levou 8 a

A SEMANA DA VOVÓ NEUZA

Amigos Este texto é longo. Muito longo. A minha sugestão é que leiam por partes, dia por dia. Se tiverem fôlego, leiam tudo de uma vez. Se eu sobrevivi a a esta louca semana vocês poderão sobreviver à leitura do seu registro. A semana que passou foi densa, variada, de muitas surpresas. Confusa porque algumas rotinas ainda não tinham sido estabelecidas. Itinerários estavam ainda sendo estudados e material sendo preparado. Pareço criança no inicio das aulas. Quero uma pasta para cada matéria devidamente identificada com etiquetas digitadas e impressas. Na segunda feira , depois de "estudo" das opções, resolvi que vou de carro. Meninos deixam o carro no domingo à noite. Saí daqui antes das 7h e cheguei pelas 7:15. De ônibus certamente perderia a aula das 8h e se saio mais tarde pego congestionamento monstro na praça Panamericana. Chegar muito cedo não me aborrece. Enquanto espero leio. ECA-USP. Primeira aula de História da Arte no Brasil, Prof. Tadeu Chiarelli. Muito im

AVISO AOS NAVEGANTES

Alô amigos Tudo o que eu escrevo é de minha inteira responsabilidade. Representa a minha opinião, a minha maneira de ver e está relacionado à minha personalidade, bagagem cultural e afetiva, estado de espirito do momento e circunstancias outras. Portanto, algumas das "minhas" afirmações, eventuais críticas e considerações são sujeitas a "chuvas e trovoadas no decorrer do periodo" Por favor, se tiverem um tempinho façam um comentário. Mas comentários sinceros, não bajuladores, não confetis. O bom comentário ajuda a crescer na vida e principalmente no que se escreve. Preparem-se para a proxima postagem que sai hoje mesmo.

PEDAÇOS DE UMA HISTÓRIA DE VIDA

Como Foi bom Amar sempre e sempre. - no dia a dia de trabalho em que mãos apenas se tocam, mas o calor humano se transmitia. - no roçar dos lábios do “até logo” de pressa. - no “namoro” de amantes em que, mãos entrelaçadas, olhos nos olhos vivemos o prazer da “espera”... - no contato pele a pele das caricias mais intimas num preparo para a posse efetiva. Calor de vida, calor de paixão, mistura de sons, cheiros e gostos passando de um para outro. - na apenas proximidade do “depois” saciados de amor e da posse, no aconchego do abraço relaxado do sono.

Nesta Cdade (de São Paulo)

Nesta cidade Nasceu Amassada Sofrida Escurinha. Aos poucos ficou bonitinha Lindinha Chorona. Nesta cidade foi bebê Foi menina. Bebeu saber Conhecimento Cultura Nesta cidade Mudou. Ficou moça Andou de bonde De ônibus. Nesta cidade brincou com Sapos Minhocas Pedrinhas pedronas Folhinhas folhonas Nesta cidade Nada sabia do amor Queria Sonhava. Custava a chegar Nesta cidade O amor chegou Urgente, Violento Intenso. Nesta cidade Sonhou Vibrou Amou Nesta cidade Se tornou mulher Companheira-amante E seu útero vazio Gerou vidas. DNAs misturados Chacoalhados Enrolados Companheira-amante sempre. Nesta cidade Sempre nesta cidade XX e XY em ciclo vital Crescem. Peixinhos nadando Grãozinho esperando Vidas, vidas vidas, vidas novas. XY sempre. Nesta cidade Companheira-amante Companheiro-amante Amam a todos Que agora são oito. Nesta cidade Companheiro-amante Voou pelos ares deixou na tristeza a companheira-amante Nesta cidade Mais dia menos dia em pó transformada Não mais companheira Não

A Cidade de São Paulo dos meus amores

Paulista, Paulistana apaixonada pela cidade, de vez em quando tenho necessidade de declarar meu amor.E saem textos que ensaiam poemas como este: A POESIA DE SÃO PAULO São Paulo que é minha São Paulo que eu amo Brutal, espantosa, Estranha, vibrante Ousada, Charmosa Cheirosa, gigante Seus cheiros, seus gostos Contrastes. Seus sons e belezas Me encantam Sua cores são muitas Seus rostos variam São brancos, são negros Torrados de menos Torrados de mais Seus cheros são fortes. Perfumes baratos Pastéis lá da feira Café nas esquinas Pão fresco na noite. Sotaques estranhos De muitos lugares É nisso que dá Não ter preconceitos Nem defeitos Daslu e Berrini São Vito e miséria Contrastes estranhos Por que? Escrever sobre a cidade Uma temeridade Nem sei escrever Só sei é amá-la

Filme Fantasia

O filme Fantasia representa para mim, o máximo da associação de desenho animado e musica. Mas, não como é o comum de uma música ser feita para um desenho. Fácil. É um desenho feito para musicas já existentes, conhecidas e de grandes mestres. Assisti Fantasia na minha mocidade, na geração seguinte de meus filhos e já na geração dos netos. Nenhum filme me marcou tanto. Se a gente pensar que o filme foi feito em 1940 com os recursos técnicos da época, Walt Disney se superou. A imaginação aliada à capacidade (acho que até manual) deu essa obra prima. Dificil de encontrar em DVD mas procurem.Acabarão achando. Depois, vejam a versão Fantasia 2000 já com todos os recursos de computação. E me digam o que acham. Ficaria horas comentando os detalhes do filme, mas deixo outra obra prima que é um artigo de ninguem menos que Monteiro Lobato publicado na Folha em 1948: “ Fantasia deixou-me estarrecido. É a expressão. Estarrecido. E embaraçado para definir. Tudo tão novo, tudo tão inédito, que

Ópera na Centro Brasileiro-Britânico

Meus fins de semana sao musicais. No sábado, uma ópera comentada por Lauro Machado Coelho. É didático e muito claro. Conhece bem o assunto. Neste sábado foi a Lucia de Lammermour de Donizetti. Ele a escreveu para publico italiano mas fez também a versão ao gosto francês e a Lucia virou Lucy. Soprano dramática com performance perfeita realmente passou a trágica mensagem. E o local, O Centro Brasileiro-Britanico em Pinheiros é um lugar confortável, bonito, tranqüilo, gente educada muito fina. Não tem muita gente. E é de graça. Confiram. Vale à pena. Qualquer guia trás o endereço. Já na segunda-feira começa o batente mesmo. Aula das 8h as 12h (hoje foi ate 10h) Historia da Arte no Brasil. Pela amostra, o curso promete. O professor é o curador da exposição Lasar Segall, Thadeu Chiarelli. Vá ver também essa exposição no Sesi da Paulista.

Domingo no Municipal

Gosto muito de música e estou semp r e ligada ao que acontece. Neste domingo fui ao Municipal. Como tenho mais de 60 anos (muitos mais) sou isenta de pagamento e como sou deficiente auditiva ainda pego bons luga r es. O p r og r ama de ontem foi muito bom mesmo. Pa r a "esquenta r " um pouco de Wagne r . Só uma abe r tu r a. Depois uma pianista r ussa com mãos de penas e olhos de céu , executou a semp r e ap r eciada Va r iações sob um Tema de Paganini. É lindo lindo. A va r iação mais conhecida tem uma melodia que foi usada em um filme há já alguns anos "Em algum luga r do Passado" e então todo mundo só conhece essa e associa ao filme. Não gosto disso . E ai vem Tchaikovsky com a Sinfonia nº 4 que enche nosso mundo inte r io r . Alguém um dia comentou que as musicas de Tchaikovsky pa r ecem colchas de r etalho.Que seja. São então "colchas" lindas. O maest r o Flo r êncio tem um entusiasmo que contagia músicos e publico. E já nos p r epa