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COMO COMEMOREI O ANIVERSÁRIO DE SÃO PAULO

25 de Janeiro de 2009, 455 anos, cidade de São Paulo, festas. O dia, o ano, a idade, o lugar me envolveram nessa comemoração, Em geral começo a comemorar muito antes do dia 25, e neste ano só pensei muito São Paulo. Uma ligeira interrupção para respirar um ar puro, conviver com pavões, faisões, araras, cisnes e marrecos e logo o envolvimento voltou. Neste ano, tive a oportunidade única de passar para outras pessoas o pouco que eu sei sobre a cidade, mas, sobretudo passar e emoção que sinto sempre que falo dela. O lugar onde durante duas semanas pude falar de São Paulo já é mítico: Casa das Rosas. Na nossa mais bela Avenida, a Paulista, é Ramos de Azevedo como pai, caprichando no presente de casamento para a filha. Jardins, salas, escadas de um outro tempo, recebe agora um projeto cultural, o ESCREVIVENDO que se desdobra em outros sempre novos. Foi através do ESCREVIVENDO que entrei com minhas palestras interativas sobre o Centro de São Paulo. Seis encontros, 12 horas de puro d...

2002 - AS GELADEIRAS DE MINHA (E DA NOSSA) VIDA

Até os meus 18 anos (1948), a palavra “geladeira” não fazia parte do vocabulário da minha família. Logicamente não era assim em outros meios familiares, mas mesmo os mais abonados tinham “armário” de madeira isolado e resfriado com barras de gelo entregues em casa. Éramos de um tempo em que as compras eram diárias, somente aquilo que seria usado para fazer as refeições do dia, elas mesmas muito simples. Verduras se compravam no verdureiro que passava pela manhã oferecendo alfaces, escarolas, batatas, pimentões... Vindos em geral de sua própria horta. Sempre passavam pela manhã para dar tempo de as verduras e legumes serem usados ainda para o almoço. A “venda” do quarteirão ou esquina fornecia o feijão, o arroz, o óleo (sem outra opção que o de caroço de algodão)... Comprava-se a quilo ou meio quilo em “conchas” medidoras, embrulhados em folhas de papel grosseiro que eram enrolados de maneira característica e com grande habilidade do “vendeiro.” Embora nós nunca tivéssemos usado o siste...