NOSSOS NATAIS
Dos natais de minha infância pouco me lembro. Acho que não tínhamos condições financeiras para grandes comemorações, ou então no nosso meio social e familiar, tudo se resumia a um almoço em que se reunia a família. Troca de presentes? Nada. Me lembraria se houvesse. Acho que só quando nos vimos “família”, os natais se tornaram significativos. Assim que os filhos puderam compreender suas ligações com o ambiente, usávamos a data para maiores comemorações, mais presentes, para criar mais expectativas agradáveis e maior curtição da data (naturalmente pelos presentes e brinquedos). Na minha família, de formação religiosa muito fraca (éramos rotulados de Católicos, mas nossas convicções e freqüência à igrejas se resumiam a pouquíssimas idas à missa, casamentos, batizados e 1ª comunhão como conseqüência normal do contexto) o Natal nunca foi visto com significado religioso. Era uma festa familiar, material no que se referia a presentes e ceias, e como reforço de vínculos de amizade. E contin...