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Mostrando postagens de Agosto, 2009

A HISTÓRIA DE ISABEL

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Por conta deste Blog, ganhei muitos seguidores que continuaram o contato. Uma foi Isabel que mora em Lisboa, Portugal. Nas mensagens, é encantador o jeito lusitano de escrever.Quando ela citou um objeto que eu não conhecia "tábua de Colo" pedi a ela que me explicasse o que era e escrevesse algo sobre o objeto. Daí saiu uma história simples gostosa de ler. "Tabua de Colo"era uma peça que as modistas usavam para alinhavar (passar a linha) nos tecidos para confeccionar as roupas. TABUA DE COLO Na época em que fui fabricada, havia muitas modistas que me utilizavam no seu trabalho. Certo dia (1948) fui oferecida como prenda de casamento à linda jovem “Conceição” que sua profissão era modista e abajureira. Tive ao longo de vários anos muito trabalho; vestidos, calças, blusas, saias, casacos, vestidos de noiva, um sem número de peças de vestuário e ainda lindos abajoures

ÀS VEZES SÃO PAULO DÁ SAUDADES.

Dois pequenos textos da Folha de São Paulo em 17 de agosto de 2009 - Ruy Castro - Tentacular e Impiedosa e Guerra de audiência chega aos ônibus de são Paulo deram origem a este meu texto (desculpe Moacyr Scliar se eu te imito. Para quem não sabe, Moacyr Scliar escreve suas crônicas das segunda feira partindo de uma noticia do jornal que ele julga interessante. Mas, como já dizia Lavoisier – na Natureza nada se cria, nada se perde, tudo se COPIA, me sinto desculpada). Ruy Castro fala da “tentacular e Impiedosa” propaganda referindo-se ao bombardeamento, à superdose de anúncios desde Bancos de táxi, miniTvs instaladas nos painéis. Etc etc. Fala dos aviões que usam e abusam deTvs, fazem marketing até onde se encosta a cabeça E por aí vai. No mesmo dia outra noticia “aterrorizante”: a Globo lança hoje (17/08/09) serviço de TV para ônibus em São Paulo. Serão 300 os ônibus “presenteados” transmitindo por uma hora e reprisado continuamente uma programação pré-gravada com resumos

MEU ATUAL PROJETO PROFISSIONAL

APRESENTANDO O PROJETO São os ENCONTROS DE RESGATE DE MEMÓRIA AUTO BIOGRÁFICA Não gosto da palavra “OFICINA” embora de uso corrente. No meu subconsciente me reporto sempre a motores, graxas de oficinas mecânicas ou panos, linhas e agulhas de oficinas de costura. Também não gosto de “WORSHOP” porque é palavra importada. Adotei para mim “ENCONTROS” que diz bem o que faço. ENCONTROS DE RESGATE DE MEMÓRIA AUTO BIOGRÁFICA não envolve estratégias nem treinamentos para aumentar a memória, mas é um RESGATE, buscando lembranças esquecidas, com uma abordagem em outro caminho, outro enfoque, outra filosofia. E o registro desse resgate. Quando um ser humano desaparece, todo o testemunho de uma vivencia se perde. Deixar registrado fatos, emoções, realizações, testemunhos, momentos de vida, é um dever de cidadania para com a família e a sociedade. É a contribuição para a construção da ”pequena história” a história do cotidiano de uma cidade, de um país, do mundo. Meu primeiro contato

A HISTÓRIA REAL DE UM SOFÁ E SUAS TRÊS "ESPOSAS" - AS POLTRONAS-VERSÃO 2009

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Esta história foi publicada em abril de 2008 neste mesmo blog. Já passou por modificações, acrescentei as fotos e como o meu publico leitor agora já é outro, resolvi republicá-la. É uma historia que eu gosto muito porque é um testemunho de vida. Esse sofá da história tem agora, em 2009, 59 anos. Foi comprado na casa Pekelman, por volta de 1949-1950, quando mobiliamos com todo o capricho a "mansão" da Avenida D. Pedro I, no Ipiranga. Na sua forma original, era revestido de adamascado vermelho escuro, como dá para imaginar nas primeiras fotos (ainda em preto e branco porque não existia fotografia em cores). Assim, nessa sua versão primeira, foi testemunha do nosso namoro e depois do noivado. Foi nele que nos conhecemos melhor, que aparamos nossas arestas, que construímos nossos sonhos e que vivemos um amor romântico acompanhado por muita música da época. E a clássica fotografia de casamento também foi nele, como tinha sido a foto da minha “paramentação” para o baile de forma

COMEÇA O SEGUNDO SEMESTRE MUSICAL -julho de música

Já em julho, no sábado 04, volto à Casa Brasileiro Britânica para ópera em DVD. Fazia tempo que não ia. O programa foi Verdi na Plenitude Romântica apresentando La Traviata. Muito interessante porque foi uma montagem japonesa, de 1973. Cenários pobres, escuros, esfumaçado, pouco nítido e com figurantes quase todos japoneses. Voz belíssima de uma Violeta um pouco gorda demais e de José Carreras 35 anos mais jovem, e com cabelo. Mas, Verdi é sempre Verdi e a musica que ele faz cantar encanta mesmo. Sergio Casoy o comentarista chamou bem a atenção para a voz da soprano adaptando-se aos momentos mais alegres, mais agoniado ou mais doloroso do final. É assim que vou aprendendo. À noite, a abertura do Festival de Inverno de Campos de Jordão. Não sei o que houve desta vez. Todos eles têm sido magníficos. Deste, não gostei. Cadeiras vagas (o que nunca vi acontecer) e um programa bastante complexo: canções folclóricas das montanhas cantadas por Maria Bayo com técnica vocal que