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Mostrando postagens de Setembro, 2008

HISTÓRIA DA PRAÇA DO PATRIARCA

Você sabe onde fica? Claro que sim se você é paulistano e visita sempre o centro de sua cidade. Mas sabe o que é e onde fica o Edifício Lutetia? Vejamos a história. A Praça do Patriarca é praça projetada, feita de propósito como parte do Plano Bouvard de remodelação do Vale do Anhangabaú. Sua história é recente – 1926. Não existia na São Paulo Colonial nem na cidade Imperial. Resultou da demolição de todo um quarteirão ao lado do que se chamava “Quatro Cantos”, isto é, o cruzamento da rua Direita com São Bento em cantos simétricos. Seu nome foi dado em homenagem a José Bonifácio de Andrada e Silva, o patriarca da Independência. Ao redor dela foram erguidos edifícios que abrigaram lojas e magazines elegantes. Tinham endereço da Praça do Patriarca a Casa Fachada, perfumaria; Casa Fretin de instrumentos cirúrgicos e de precisão; Casa São Nicolau, Casa Fausto, Mappin... No meio da praça uma coluna que recebeu o nome popular de “cabide”, desmontada em 1938. Ao seu redor circulavam

A HISTÓRIA DA PRAÇA DO PATRIARCA EM FOTOS.

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Praça do Patriarca na década de 20 Praça do Patriarca na ultima reforma - século XXI A estátua de José Bonifácio na Praça do Patriarca.

É QUASE PRIMAVERA....

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Então vamos falar de flores. Flores são sempre bonitas quaisquer que sejam elas: azuis como algumas tulipas rainhas, vermelhas como as rosas colombianas atuais, amarelas como os populares lirios, brancas como os lirios nobres, margaridas humildes de canteiros pobres. Gosto mesmo é de margaridas, mas hoje elegi uma outra flor, linda, especial na minha memória e muito pouco conhecida. Sua “casa” é uma pequena árvore com uns dois metros ou pouco mais, com folhas enormes - uns 20 cm - e dá como uma inflorescência branca ou cor de rosa, com um forte cheiro de mel. Claro que está sempre rodeada de abelhas. Quando passa o seu tempo ela não cai, mas seca com uma cor marron e fica muitos e muitos dias assim. Se colhida dá otimos arranjos porque dura muito. Você pode ver dois exemplares dessa planta ao lado do ponto de onibus em frente à ECA (Escola de Comunicações e Artes) da USP. A memória que ela me trás é de um tempo especial, com um sitio de São Roque como cenário natural e quatro cria

O QUE PROMETI - A FOTO DE IZZY GORDON

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ESTA É IZZY GORDON. VOZ, SIMPATIA E MUITO MAIS.

MAIS ÁRVORES EM MINHA VIDA -1

Já falei em Figueira, em Paineiras, no famboyant da Dr.Arnaldo, e ainda não falei na Seringueira da rua Caativa. Quando a minha família – Ayrton, eu, Flavio, Jurema e meus pais –nos mudamos para a rua Caativa, no Alto da Lapa, em 1962, tínhamos um grande terreno à frente da casa, que na realidade seria ¼ de uma praça, mas que assumimos, cuidamos e passou a fazer parte, se não legal, mas de uso nosso. Na lateral da casa, também havia muito espaço de terra para “pintarmos” de verde a nossa nova casa. Logo começamos a plantar árvores não só na calçada, mas na “praça” e na lateral. Eram sibipirunas ainda pequenas, de 80cm a 1m. As árvores foram crescendo de vagar e começaram a fazer parte de nosso cotidiano. Davam sombra, “pousavam” para fotografias, enfeitavam o conjunto. Na lateral da casa resolvemos plantar uma seringueira. Mal escolhida, porque ele cresce muito, tem raízes relativamente rasas para o porte.Eu deveria saber disso e mais, que deveriam ser preservadas as raízes-escor

MAIS ÁRVORES EM MINHA VIDA - complemento

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As árvores da rua Caativa em 1966 e em 1991

PAINEIRAS

É abril. 2005. E eu continuo acompanhando as “minhas” paineiras daqui da janela de minha casa. Há alguns anos as acompanho e escrevo sobre elas. Já as descrevi floridas, toda vestidas de cor de rosa; já falei sobre seus frutos e suas sementes leves balançando no ar e cobrindo de branco a grama do jardim. Já falei sobre elas no inverno, sem folhas, nem flores nem fruto, apenas galhos nus. Elas me situam no tempo que aqui na cidade não segue calendário algum. Florescem no fim do verão, no outono, quando o seu ciclo determina. Este ano comecei a dar atenção à que fica mais próxima de mim, que eu vejo daqui de cima como um toldo verde e ficou assim quase até o fim do verão. Exatamente no dia 14 de março vi sua primeira flor. E a partir de então fui acompanhando o aparecimento de outra, mais outra, muitas outras. Este ano ela está preguiçosa. Floresce aos poucos e enquanto os ramos mais externos já estavam carregados, os mais de dentro só exibiam botões, que foram abrindo devagar, se

MUSICA EM AGOSTO -primeira quinzena

Agosto foi muito musical. Para compensar o pouco de julho. Continuo tendo que dividir o texto em duas partes: Primeira e segunda quinzenas. No dia 03, um domingo por um inexplicável descuido, não tinha ingresso para o Municipal e o jeito foi procurar um programa alternativo. E fui ao Teatro do SESI – FIESP, NA Paulista. Ouvi um duo de flauta e violoncelo de artista jovens, iniciantes. Como quase tudo neste ano girou em torno do centenário da imigração japonesa para o Brasil, o duo também tocou peças nipônicas. Na minha opinião, a flauta foi muito forte e o cello fraco demais, foi completamente dominado. Quase não se ouvia. Ainda no dia 03, o coro da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP) deu uma bela apresentação com a maioria das peças de origem japonesa. A regente Naomi Munakata fez sucesso. Coro bem ensaiado e afinado é muito bonito. No dia 03 (ou já era 04?) à meia noite o encerramento do Festival de Inverno de Campos de Jordão apresentou nada menos do que a

MUSICA EM AGOSTO -segunda quinzena

No sábado, 16, ouvimos no CIEE a Orquestra Bacheana Jovem conduzida por João Carlos Martins. Para quem não sabe a sua história, procure lê-la.. A Sinfonia nº Um de Beethoven, a mais mozerteana de suas sinfonias foi executada no capricho por jovens instrumentistas, ensaiando os passos no mundo artístico. A apresentação de uma pianista de 85 anos sensibilizou os presentes que nem se importaram se ela tocou bem ou mal, mas admiraram a sua garra. E aí João Carlos Martins executou ao piano Adios Nonino de Piazzola, do jeito que ele pode. Hino Nacional num arranjo dele foi ouvido com ele e a orquestra. Teve que conceder à platéia dois bis em um esforço hercúleo de quem saiu de um hospital para a sala de concertos. No domingo 17, minha agenda tinha o concerto da OSESP no Ibirapuera, tocando a sempre querida Carmina Burana. Fui de carro para ser mais fácil. Não consegui chegar. Todas as entradas do parque estavam fechadas. Por causa do concerto? Não fiquei sabendo. Não fiquei brava, nã