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A PRIMEIRA EDIFICAÇÃO PAULISTANA

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A HISTÓRIA DO PÁTEO DO COLLEGIO

Usei a antiga grafia para melhor caracterizá-lo. Aí está a semente, o espaço onde a cidade de São Paulo começou. É o ponto de convergência direta ou indireta da travessa do Collégio (depois rua do Palácio e atualmente rua Anchieta);da rua do Tesouro (depois largo do Correio e depois ainda Largo do Tesouro); da Ladeira Municipal ( atual General Carneiro); da rua da Fundição (atual Floriano Peixoto) Conta a história que vindos de São Vicente, a missão jesuítica escolheu o local principalmente porque era mais fácil a defesa contra os ataques dos índios. Já estava aqui o padre Leonardo Nunes desde 1950. O lugar tinha uma posição estratégica, ocupando o alto da colina – exatamente aqui – defendido por escarpas abruptas e acessíveis por um lado apenas. E, cercada por dois rios: o Tamanduatei e o Anhangabaú. O primeiro está hoje “encaixotado” em concreto e o segundo canalizado no subterrâneo do Vale do Anhangabaú. A esse lugar chegaram 13 jesuítas, entre eles José de Anchieta e Manoel da Nó...

O PATEO DO COLLEGIO EM FOTOS

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A TURMA DO PATEO DO COLLEGIO

Escrevi sobre a TURMA DO PÁTEO DO COLLÉGIO em maio de 2005 Quatro anos passados, para publicar sobre o grupo, o texto tem que ser repaginado; fazer a versão 2009. Afinal tudo muda. Muda o ambiente, mudam as pessoas, muda o contexto social, muda o comportamento pessoal, mudam os relacionamentos. Agora, continua uma tarde de terça feira . O ano é 2009, o mês é julho e o dia é 01. Ainda não são 14 horas. Venho das entranhas da terra, da maior estação do metrô paulistano e passo por uma Praça da Sé apinhada, desviando de “meninas-sanduíche” anunciando compra e venda de ouro, banquinhas de vendas de passes e cartões telefônicos, lupas - “especiais para ler a Bíblia” -, ambulantes de balas, chocolates, revistas e mil outras miudezas. E já estou chegando ao Páteo do Collégio, espaço grande em torno do monumento “Gloria Imortal aos Fundadores de São Paulo” que chama o nosso olhar para cima. E não temos como deixar de ver também a torre do Banespa, um ponto alto da cidade, de onde é possí...

MEUS 12 DIAS "OCIOSOS"

Começaram no dia 10 de junho que já tem seu texto pronto (ping – pong...).Vim do Rio onde a temperatura estava nos 30 graus Celsius para a umidade, e no máximo 15 graus Celsius de São Paulo. Paguei um preço pela mudança , mas foi baixo por tudo de bom que aconteceu: atividades e espaços , cabeças e atitudes tudo diferente. Uma parada na minha rotineira vida (será que é tão rotineira assim?) Na quinta, 11, foi feriado. Passei o dia escrevendo para postagens nos dois Blogs. Problemas de família balançaram um pouco, mas não muito. Na sexta, 12, dia dos Namorados não significou nada para mim. Fiz rotinas domesticas porque aqui também se come. Recebi alunas do Campos Salles que procuravam material para a festa dos 85 anos da escola. Veio mãe e duas meninas jovenzinhas. Consegui para elas um mundo de material que tenho no meu acervo. . Xerocaram para exposição. Em seguida, no mesmo dia, com meia hora de intervalo, chegou o repórter Marcelo Guedes para entrevista gravada para a RedeTV....

PING PONG - Uma aventura televisiva

PING - São Paulo - Rio de Janeiro saindo do aeroporto de Congonhas, as 7:00h. Lugar bonito, movimentado, tropeçando em executivos com suas pastas de laptop inconfundíveis. Todos, mas todos mesmo os atendentes da TAM (não sei de outros) com sorrisos, me acompanhando cada passo. O PING São Paulo – Rio acontece através do espaço. Para mim mais do que um espaço físico, um espaço no qual eu consigo imaginar uma giga biblioteca de conhecimentos, um ciber espaço. É aí que eu localizo o meu Google. Mas não deixo de, mais do que apenas olhar, ver o azul de um céu limpo, floquinhos brancos de nuvens e de sentir que estou solta e nem a gravidade me puxa para baixo. Vôo TAM até com café da manhã. Os executivos que saíram de casa quase de madrugada e deixaram companheiras e filhos ainda dormindo, são cuidados logo cedo para chegarem ao trabalho em forma. De repente, um Pão de Açúcar que eu não via há muitos anos, que me trás uma lembrança de um tempo de sonhos, por volta de 1952. Como a memóri...

O BAU DA MEMÓRIA

Há algo que desejamos que permaneça imóvel ao menos na velhice”: o conjunto de objetos que nos rodeiam. (...) eles nos dão um assentimento à nossa posição no mundo, à nossa identidade.(...) são nossos objetos biográficos Ecléa Bosi - O tempo Vivo da memória. Era uma vez um baú. Como todo baú que se preza aquele também era de madeira e ocupava um lugar importante, na sala principal da casa. Um dia, alguém ouviu um zum zum e se aproximando bem pode ouvir uma vozinha esganiçada falando, falando falando. Não dava nem tempo do seu parceiro argumentar ou dialogar. O alguém foi se aproximando, abriu a tampa do baú e lá dentro encontrou objetos bastante diversos, ajeitados, dividindo um espaço comum. Foi fácil identificar de onde vinha a tal vozinha e de quem era. - Pois é – dizia a Tesourinha - eu sou a moradora mais velha deste baú. Não a que mora há mais tempo, mas a mais velha em idade. Tenho quase cem anos e você deve andar por aí. Ganhamos o direito de estar...

TROFEU DA IMBECILIDADE.... de propaganda

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Sim, é isso mesmo, Na minha cotação, veja o que ganhou o TROFEU IMBECILIDADE, O IGNOBEL DA FUTILIDADE E OSCAR DA PIOR PROPAGANDA. Retrato de uma época que enfatiza o consumismo e a superficialidade, isso ainda é reforçado com imagem de meia folha em um caderno importante de um jornal de grande circulação. Será que casamento é isso? Pela ênfase dada, muitos jovens vão acreditar que é isso sim. O CASAMENTO PERFEITO: COMPRAS E DIVERSÃO. Nem vão parar para pensar que casamento é muito mais. É COMPARTILHAR com o que isso traz de comportamento e atitude; é TOLERAR que se aprende com a convivência, com desprendimento e com vontade; mas é, sobretudo AMAR, AMAR, AMAR E AMAR. Cultivar o sentimento, adubando-o sempre. Porque o titulo da propaganda não poderia ser: O CASAMENTO PERFEITO: AMAR, COMPARTILHAR , TOLERAR. Mas isso não vende!!! Não tem valor de mercado!!!

A PRIMEIRA GELADEIRA A GENTE NÃO ESQUECE...

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MAS DEPOIS VEM AS OUTRAS E.... Foi naquele tempo em que pelas ruas circulavam principalmente os Fords. e Chevrolets de carrocerias enormes, e principalmente sem o horror dos gasogênios. A euforia de consumo se estendeu a tudo o que podia ser importado principalmente utensílios domésticos, o sonho das donas de casa. Junto com as peças de reposição dos carros importados para atividades comerciais, nossa casa ganhou uma geladeira Crosley Shelvador. a primeira de nossa vida. Branca, como devem ser as geladeiras, com detalhe azul claro. Trinco mecânico, ainda não magnético. O “gigante” branco ocupava muito espaço nas pequenas cozinhas. A geladeira era o "deus" maior no “templo” doméstico que era a cozinha. Pouco aproveitamento de espaço, importava era a pose, a imponência. Também, não havia o hábito dos gelados e o interior ficava quase vazio. Não nessa nossa geladeira, e não nos primeiros tempos quando a vizinhança pedia para guardar a carne da semana. Quase a metade da gela...

MEU BLOG EM FORMATO DE DIÁRIO

Às vezes este meu blog pessoal tem o formato de um diário. Escrevo coisas que interessam só a mim, que me dão uma dimensão diferente quando colocadas em palavras e frases. Como o blog é a minha via de comunicação, uso esse meio para que as pessoas que o acessam me conheçam mais e melhor. Se servir para alguém o que escrevo, ótimo. Senão, serviu para mim como uma prestação de contas do que faço da minha vida. Como esta foi uma semana densa demais, resolvi escrever sobre ela. Desculpem o tamanho do texto. A semana de 16 a 24 de maio de 2009 foi intensa, diversificada, com muita coisa acontecendo, muita coisa boa, outras nem tanto. Começou no dia 16, no sábado o dia de HISTÓRIAS DE VIDA. Sem compromisso formal, fui até a Casa das Rosas. Dei uma passada no ESCREVIVENDO da Karen, revi amigos de outros módulos e sabendo que o pessoal do Museu da Pessoa estava por lá captando depoimentos, fui me chegando. Não conhecia mais ninguém. Agora uma moçada nova. Mas Karen (a do Museu) chegou e s...

CONVOCADA, AUTUADA, FICHADA E COM DEPOIMENTO ARQUIVADO NO QUARTEL DO SEGUNDO EXÉRCITO DE SÃO PAULO.

Quando eu relatei o que foi minha vida de professora, não mencionei que os livros de Ciências da época continham (quase) todos os aparelhos e sistemas para o funcionamento do corpo humano, ensinavam como o Homem nasce, cresce, funciona e morre. Nada sobre Reprodução. Parecia que as crianças nasciam de geração espontânea ou como dizia uma colega já adulta e casada que pensava que as crianças vinham em repolhos. Era década de 50, e falar em órgãos masculinos e femininos, jamais!!! Era tabu. Sempre tive minhas próprias idéias e acreditando na necessidade desse conhecimento, comecei a quebrar esses tabus. Tinha que fazer meus próprios esquemas gráficos e falar com a mesma naturalidade em testículos, pênis, ovários, vagina, com que falava em estomago, coração, ossos, músculos. Entrou 60 e eu continuei sempre melhorando os esquemas e meus filhos cresceram entre esses desenhos, de ovários, vaginas, testículos, pênis. As perguntas naturais recebiam respostas sempre corretas. A inf...

“QUEM SOU EU” TEXTO REPAGINADO – VERSÃO 2009

Faz mais de um ao que eu comecei a usar um novo sistema de comunicação – o blog. Gostei e venho mantendo até então o meu blog pessoal da VOVONEUZA e desde março ultimo um Blog mais sério em que tenho responsabilidades e que escrevo só sobre são Paulo. Progresso. No Blog da VOVONEUZA tracei o meu perfil procurando me auto avaliar e dizendo sinceramente quem sou eu. Como tudo muda inclusive contextos, pessoas, devo ter mudado também e pensando nisso procurei rever o “Quem sou Eu” vendo o que continua, o que mudou e o que tinha sido esquecido e deve ser acrescentado. O cerne, o eixo de “quem sou eu” ficou mantido. Mas há coisas a constatar e acrescentar. Primeira constatação deste ano: estudei mais, tenho mais conhecimentos, me valorizo mais. Não me intimido com pessoas, sei o que quero, o que penso e estou segura na minha filosofia de vida. Considerava três os caminhos que mais me interessavam: a MUSICA, a LITERATURA e as ARTES VISUAIS. Na verdade esqueci de citar uma vertente...

NOSSA VIDA COM CACHORROS - 3 -PALOMA

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Lembro-me bem quando Paloma chegou. Era mês de novembro de 1981. Eu e Ayrton estávamos em Extrema, no nosso sítio, carregando telhas e tijolos para a construção de uma casinha. Depois do almoço, voltamos para S. Paulo, pois à noite íamos à ópera. Até era engraçado o contraste de nossas atividades. Quando chegamos, Flavio e Jurema estavam com uma surpresa: uma cachorrinha que o Flavio tinha comprado na feira de animais da rua da Consolação (pensou que fosse macho). Nós não queríamos mais cachorro de jeito nenhum. Ayrton nunca gostou muito deles, e se os tivemos foi para satisfazer as crianças. Mas, a cachorrinha nova foi simpática à primeira vista, e começou logo a fazer parte da família, estando sempre junto, e sendo companheira durante 15 anos. Desde cedo nos cativou Muitas fotos mostram o quanto ela participava de nossa vida. Viajava conosco para todo lugar (Caraguá, Extrema, Pouso Alegre, São Carlos). Paloma nos encontrou, numa fase receptiva. Tínhamos idade para ser avós, e a N...

NOSSA VIDA COM CACHORROS - 2

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Em um aniversário dos meninos, acho que foi em 1965, a festinha estava animada, quando Ary chegou de São Carlos e trouxe de presente para os dois, um cachorrinho, lindo quando pequeno. Devia ser um mestiço mal “misturado”, porque a parte de traz lembrava bassé e a parte da frente bulldog. Marrom claro, patas curtinhas para sustentar o corpo. Foi o Pinduca . Todos gostavam dele. Eu não me liguei muito, porque trabalhava bastante por essa ocasião, mas as crianças e meus pais sim. . Era um cachorro meio enfezado, a cara “carrancuda”. Sorrateiro, entrava devagar na sala, se escondia atrás da cortina e ficava entre o vidro e a grade, dormindo o tempo todo. Não ligava quando as pessoas entravam em casa, mas não as deixava sair. Gostava de morder o calcanhar do Ayrton e ele não gostava do Pinduca. Como era um cachorro meio pesado, nunca saia com a gente de carro, mas se alguém esquecia o portão aberto saia simplesmente (muito diferente das fugidas do Qüem Qüem) e dava um trabalhão encontr...