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EU E A POESIA

Poesia não é minha praia. Não me ligo muito a esse tipo de literatura. Corrigindo:   tipo de poesia mais moderna. Procuro uma explicação. Durante os muitos e muitos anos de vivência, no meu subconsciente estão marcados o que eu conhecia como “poesia” : ritmo, rimas, métrica. ... Penso em poesia e me vem à memória o que minha tia Nena me ensinou quando eu tinha uns 2 a 3 anos. (1932-33). Já em 2000 ela me repetiu e eu transcrevi. MEU BRASIL Como são lindos, os passarinhos que tem seus ninhos nos palmeirais] Cantam nas matas, mil alegrias, E melodias sentimentais   Como são belas, as borboletas Que irrequietas, de flor em flor Num voo constante, em torno dela Sobre as mais belas, se vão dispor   Terra de sonhos, tardes amenas, Noites serena, terra gentil Que formosura, quanta beleza Na Natureza, tens ó Brasil!!!!   E mais tarde, quando eu já tinha uma irmã, meu pai nos cantava duas trovas espanholas: Se quieres que te cante ...

VOCÊ SABIA QUE

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  Olavo Bilac já foi garoto propaganda?    A foto abaixo foi publicada na revista Fon Fon em 1917 ,Era o tempo em que os poetas não só tossiam (era até moda poeta morrer de tuberculose), mas precisavam de xarope para a paz dos brônquios e dos dois mil reis  da publicidade para a paz de seus versos e rimas (informação de José de Souza Martins)

OBJETOS DE MEMÓRIA

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Todos os objetos têm história. É só procurar por elas. E quando encontramos vários objetos que nos trazem histórias de tempos diferentes aí sim merecem atenção. Na foto, temos três vasos, quase do mesmo tamanho, feitios diferentes e que foram usados para uma bela montagem de flores e folhas diferentes. Através deles podemos resgatar memórias, fotos e dados em sequência cronológica Agora estão todos juntos, na mesma casa florida e quando dá vão até a orquídea recuperada e batem um papinho.   Vamos lá   1 - VASO BRANCO DE PORCELANA PINTADO À MÃO DA DÉCADA DE 70, ARTISTA DESCONHECIDO. Pertenceu a avó paterna de Eliana, Acincina Pereira de Almeida, mulher forte, uma nordestina branca, de olhos azuis que nasceu em Macambira no Sergipe em 10 de agosto de 1916 . Chegou em São Paulo no final dos anos 50 inícios dos anos 60 (1957), quando começou a trabalhar para a igreja Santa Terezinha na Higienópolis. Esta foi a dona do vaso em dois momentos         ...

VOLTANDO A FALAR DE MÚSICA

  VOLTANDO A FALAR DE MÚSICA Já devo ter comentado que neste isolamento que já atinge 425 dias, uma das coisas que eu sinto mais falta é nos domingos de manhã atravessar a rua, tomar um ônibus, descer na Praça Ramos de Azevedo e ir ao Theatro Municipal. Encontrava Rosa a amiga chilena e se a lojinha Joana (chinesa) estivesse aberta sempre comprávamos mimos para nossas amigas Meire e Vilma que nos recebiam com o maior carinho no Saguão do Municipal. E sempre um concerto com Orquestra Sinfônica ou a Experimental de Repertório, ou a Orquestra de Heliópolis ou......, mas sempre um programa orquestral. Nos   primeiros tempos de isolamento sempre fugia de programas musicais na TV. Não me detinha nos programas de música orquestral.   Não me satisfazia uma tela pequena e um som “mixuruca” perto do som ao vivo. Aos poucos, na impossibilidade de voltar aos meus programas dominicais e na falta dessa música erudita ao vivo, fui me adaptando e percebi uma grande vantagem: se a gr...