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UM DEVER DE CIDADANIA

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Doação de órgãos deveria ser obrigatória, não opcional em cédulas de identidade. Deveria ser vista como um dever de cidadania.  Mas, não há campanhas esclarecedoras. Acho que vou abraçar essa bandeira. e esclarecer e motivar como puder.  Não sei como nem quando, mas vou. Assim que meus documentos de doação de corpo estiverem finalizados eu conto sobre isso também. Já estão quase prontos. Para inicio de conversa, mando uma imagem recebida que achei oportuna. Aqui vai ela.

A CASA DAS ROSAS

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                                    A Casa das Rosas situa-se na cidade de São Paulo, em um ponto que é o cartão postal da cidade, a AVENIDA PAULISTA. Nesta Avenida, bem perto do largo do Paraíso – Hoje praça Oswaldo Cruz – em um terreno de “apenas”   5500m²  está aquela  que se chamou Casa das Roseiras e que  hoje é conhecida como CASA DAS ROSAS . Uma “casinha’ de 1500m² , com quatro andares, e 30 cômodos.  Tinha o numero 186  e hoje é o nº 37. Foi construída com base em um  projeto de Ramos de Azevedo em um  dos últimos terrenos vagos da avenida, próximo à Praça Oswaldo Cruz. Já estava em voga o estilo Art Déco, o que fez a casa nascer meio “fora de moda”, com seu estilo filiado ao renascimento francês.     DESCRIÇÃO DA CASA PARTE EXTERNA:  - O jardim geométrico é inspirado nos jardins de Versalles, com especi...

UM TEXTO INTERESSANTE

São Paulo Anos 30 - Copiado (na integra) de um artigo da Rotogravura do Estado de São Paulo em meados dos anos 30 (grafia da época)                    A Dactilographa - Figura do século O famoso Keyserling que como tantas outras notabilidades mundiaes, fez tambem sua pequena “tourné” pela América do Sul diz, num dos seus mais suggestivos estudos, que cada civilização e cada época tem tido o seu typo especialmente representativo. Nos tempos da Grécia heróica, esse typo foi o bardo, cantador de mythos e epopéas. Na Roma dominadora foi o César triumphante e dictador. Na Edade Média, o cavalleiro andante; na Renascença o artista;no século XVIII o pregador de doutrinas sociaes;no século XIX o burguês ennobrecido pelo comércio e pela indústria. Nos nossos tempos, diz elle, é o conductor de machinas, sejam ellas a locomotiva, o avião ou o automóvel, O automóvel principalmente, que é a Machina q...

UM DOCUMENTO ENCONTRADO NO FUNDO DO BAÚ DA MEMÓRIA – responsável por toda uma história

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Periodicamente meu Baú da Memória sofre limpezas, arrumações porque está sempre bagunçado. É atração da casa e a cada vez seu conteúdo é tirado, conferido, acrescido e manuseado. Nesta última vez, forrando o fundo do Baú encontrei um documento que, se estava lá certamente era valioso. Mas esquecido.  Protegidos, estavam o documento e o texto que lhe deu origem: A Voz dos Objetos. Uma análise do documento através de suas palavras chaves: PAPEL RECICLADO - CERTIFICADO –MEU NOME COMPLETO - TALENTOS – MATURIDADE – 2004 – BANCO REAL -– PARTICIPAÇÃO – LITERATURA –– geraram uma história que gerou este texto. Foto do certificado O PAPEL RECICLADO mostra já uma preocupação com a natureza, com a sustentabilidade com o respeito pelo planeta. Satisfação em constatar o fato. CERTIFICADO (documento comprobatório de um fato) em meu nome testemunha alguma coisa que eu fiz. MEU NOME COMPLETO - mostra o cuidado com a identidade. Nada de NEUZA GUERREIRO ou NEUZA DE CARVALHO, mas N...

SOBRE CANTO LIVRO

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Já escrevi sobre o  CANTO-LIVRO e agora  divulgo o que acontece. Aqui vai um convite

DE NOVO AS MINHAS PAINEIRAS

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Mesmo sem chuva e com as temperaturas variando muito as minhas paineiras resistiram e sobreviveram.  Observadas a cada dia, foram mostrando  timidamente as primeiras folhas, que foram aumentando e aumentando. Em 10 de agosto estavam assim.  Agora já estão assim. Aguardo as flores que devem começar a aparecer  - a primavera chega logo - e então as maritacas as descobrem e aparecem em bandos com seus barulhos ensurdecedores.

O PREÇO DO PROGRESSO

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Quando Joaquim Eugênio de Lima, idealizador e construtor da Avenidapaulista doou o terreno do Trianon para a Prefeitura  e posteriormente para a construção do MASP o fez com a condição de que a vista parao centro da cidade fosse preservada através do vale da Avenida Nove de Julho. Era assim: vista do centro a partir do terraço do Trianon  antes de 1950 Embora Lina Bo Bardi tenha preservado a vista através do vão livre do MASP, as múltiplas construções acabaram totalmente com a vista. Vejam como está agora.  É o preço do progresso.  Visões espaciais cada vez menores. 

DOIS PAULISTANOS ATUANTES EM EDUCAÇÃO

Um nasceu em Moema em 1961 e o outro nasceu no Brás em 1943. 18 anos de diferença, portanto duas gerações diferentes. Um estudou no Liceu Pasteur e Arquidiocesano o outro no Colégio Bandeirantes, todos eles colégios de referencia. O objetivo imediato dos dois – a Universidade de São Paulo, curso de Medicina. Atingiram esse objetivo e então os caminhos foram diferentes: um, oncologista, outro neurocientista. Ambos estudaram muito, muito, muito, mas desde sempre tendo uma meta a que haviam chegado  por contatos ou  pessoais ou por estudos. Um sempre acreditou que o ensinar é algo que está na pessoa.  Não é um caminho escolhido, é algo que dá prazer. É um comunicador nato e escolheu temas polêmicos como Câncer  (quando começou a falar nisso era um tema tabu)  e AIDS. Enfrentou um publico alvo difícil, refratário e precisou usar toda sua criatividade para atingi-lo.  Hoje tem ao seu dispor uma ferramenta abrangente, a TV. Com o seu amor ao ensin...

POESIA DA CIDADE

Escrevi essa pretensa "poesia" para um curso de Surrealismo.  Tentei, mas não é a minha praia. SOU PAULISTANA Nesta cidade Nasci. Amassada Sofrida Escurinha Dei susto. Aos poucos bonita Lindinha Chorona. Nesta cidade Fui  bebê Menina Bebendo  saber Conhecimento Cultura Nesta cidade Mudei Fiquei moça Andei de bonde E até de  ônibus. Nesta cidade Brinquei com Sapos Minhocas Pedrinhas pedronas Folhinhas folhonas Nesta cidade de amor  não sabia Queria Sonhava. Só sonhava Nesta cidade O amor me encontrou. Urgente, Violento Intenso. Nesta cidade Sonhei Vibrei Amei Nesta cidade Tornei-me  mulher Companheira - amante Um   útero vazio Gerou vidas. DNAs misturados Chacoalhados Enrolados Companheira - amante sempre. Nesta cidade Sempre nesta cidade XX e XY em ciclo vital Cresceram.. Peixinhos nadando Grãozinho esperand...

CARTA AO MAESTRO JAMIL MALUF

Minha memória fotográfica me leva a um tempo distante, a um espaço que me parece uma igreja pelos bancos e alguém falando às pessoas sobre a importância do que estava acontecendo. Pedia-se a colaboração para uma Orquestra que estava sendo lançada.  Eu e Ayrton escrevemos em um papelucho nossos nomes, nossos contatos e o deixamos lá.  Perdeu-se no tempo o papelucho porque nunca tivemos retorno. O tempo passou, a vida continuou, as famílias cresceram, tomaram a maior parte do nosso tempo, mas nós mantivemos em algum cantinho da memória essa “fotografia”. “Foto” diluída no tempo, esmaecida e teria se apagado se não fosse o contínuo alimentar com a música da orquestra lançada, a Orquestra Experimental de Repertório. Maestro - acompanhei o embranquecer dos seus cabelos juntamente com o embranquecer dos meus, este mais rápido porque sou muito mais velha. Poucos contatos pessoais gratificantes quando o encontrei no saguão do teatro antes de uma apresentação e pude trocar ...

A VOZ DOS OBJETOS – O BAÚ DA MEMÓRIA

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Era uma vez um baú.  Como todo baú que se preza aquele também é de madeira e ocupa um lugar importante, na sala principal da casa.   Um dia, alguém ouviu um zum zum e se aproximando bem pode ouvir uma vozinha esganiçada falando, falando falando. Não dava nem tempo do seu parceiro argumentar ou dialogar. Quem seria? O que dizia? O alguém foi se aproximando, abriu a tampa do baú e lá dentro encontrou muitos objetos, bastante diversos, ajeitados, dividindo um espaço comum. Foi fácil identificar de onde vinha a tal vozinha e de quem era. Era uma “Tesourinha” com seu parceiro “Furador” que trocavam conversa. - Pois é – dizia a “dona” Tesourinha - eu sou a moradora mais velha deste baú. Não a que mora há mais tempo, mas a mais velha em idade. Tenho quase 100 anos e você deve andar por aí. Ganhamos o direito de estar aqui porque durante anos servimos a certa mocinha no seu ofício de bordar a máquina. A máquina de costura naturalmente;  e nós dois ajudamos...