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Mostrando postagens de Dezembro, 2013

DECISÕES DIFÍCEIS (mas não tanto) consciente e sem conflitos– DOAÇÃO DE CORPO

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Isto é uma explicação para meu comportamento, no mínimo inusitado.
Não foi uma decisão difícil. No mínimo teve seu tempo e sua hora e se apoiou na minha própria filosofia de pensamento e em ser prática, racional e objetiva.
Quando se morre, formalmente há velório, enterro (ou cremação) e tradicionalmente tudo acontece como um ritual. Velório - uma vigília ao defunto – é para mim algo mórbido onde se prolonga o contato. Sofrido para a família próxima, meio indiferente para a maior parte dos participantes. Acaba sendo uma atividade social obrigatória. Os judeus nem abrem o caixão no velório. Ótimo. Fica para cada um a lembrança mais querida. Do ponto de vista religioso é a encomenda da alma (sempre as mesmas palavras e quanto mais palavras maior o sofrimento dos mais próximos) coisa em que eu não acredito. Sou bióloga, materialista e entendo que quando as funções vitais param tudo acaba mesmo. O velório culmina com o enterro (ou cremação) outro ritual macabro que gera aos que se afastam um…

MINHA POBRE "GALINHA DOURADA"

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Sempre soube que a escultura que fica no fim da primeira rampa de acesso ao auditório Simon Bolívar do  Memorial da América Latina era a Pomba de Ceschiatti, que tem uma história
A convite do arquiteto Oscar Niemeyer, de quem foi colaborador constante, o escultor Alfredo Ceschiatti executou para o Memorial um de seus últimos trabalhos, pois faleceu em agosto de 1989.  Pousada na curva da rampa do imenso foyer espelhado do Auditório Simón Bolívar, a Pomba de Ceschiatti está preste a alçar vôo. Fundida em bronze, ela tem 2,20m de altura e envergadura de 3,00 m. Sua revoada levará a mensagem de paz por todo o Continente. Entre as outras obras do artista, destacam-se os anjos suspensos da catedral de Brasília.
Mas, em Arte Contemporânea a interpretação é sempre do observador e a minha primeira impressão, em 1989, era que não podia ser pomba. Muito gorda. E adotei minha expressão “galinha dourada” para identificá-la. Me perdoe Alfredo Ceschiatti.
Hoje, neste final de novembro de 2013, na ter…