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O BANHO DO JOAQUIM

No dia 28 de março de 2007, a aula do curso da Universidade aberta à Terceira Idade – “Memória – a Terceira Idade construindo Conhecimentos” – foi de um reconhecimento dos bastidores do MAE (Museu de Arqueologia e Etnologia da USP). Vimos laboratórios onde os procedimentos museológicos são efetuados. Em um deles, meio destoando do resto do material, havia dois armários com esqueletos humanos. Memória ativada, neurônios acordados e lembrei três fatos relativos a eles : 1 – Em uma época – mais ou menos década de 70 – para atender a solicitação de um amigo que estava montando uma exposição da industria farmacêutica onde ele trabalhava e precisava de um esqueleto, tentei ajudá-lo. Na escola em que eu lecionava havia um. Autorizada a emprestar tal esqueleto o pegamos para levá-lo até a Faculdade de Medicina onde estava sendo montada a exposição. Entrei no carro, coloquei o esqueleto no colo e fomos da Lapa até a Dr. Arnaldo. Nunca me esqueço da cara das pessoas que olhando aquela cena ...

MINHA VIDA DE ESTUDANTE - 2005

Durante os quase 30 anos que lecionei, nunca deixei de estudar. Não formalmente, não em cursos especiais que no fim acabam por serem fabricas de certificados que não dizem nada, mas por minha própria conta. Afinal, não se pode ensinar se não se tem muita segurança no assunto. Crianças pequenas não me impediram de passar horas desenrolando assuntos difíceis para torná-los fáceis para os alunos. Passaram quase 55 anos da minha saída da Usp em 1951. Minha vida passou por muitas fases: casei, tive filhos, tive neto, perdi meu companheiro de 46 anos, perdi pai e mãe. Os quatro anos de invalidez de minha mãe fizeram com que eu me debruçasse sobre o computador, pesquisasse mais e mais e acabasse aumentando minha bagagem cultural. Em todos os sentidos. E isso é estudo, embora não formal. E comecei a sonhar em voltar para a USP. Nenhum outro espaço me atraiu. Lá no fundo do subconsciente, a sementinha de “uspiana” estava em estado de dormência e só “acordou” quando eu me vi de novo no campus...

MINHA VIDA DE ESTUDANTE-2006

2006 foi um ano muito especial em todos os sentidos. Consegui conciliar horários e disponibilidade domestica com um curso que me perseguia há muito tempo: Psicologia Social. Desde 2000, quando me envolvi com o livro “Memória e Sociedade” de Ecléa Bosi, tento entender do assunto para melhor aproveitar o conteúdo do livro. Não tenho a necessária base na matéria. Durante dois meses pude partilhar aulas, conceitos, ensinamentos e, sobretudo conviver com uma pessoa tão especial como Ecléa Bosi. Seu carisma, sua tranqüilidade, sua atenção e humildade me prenderam mais e mais à sua figura. Hoje não me sinto intimidada por sua importância e fama. Conhecendo-a e assistindo suas aulas, somei mais uma realização à minha contabilidade de expectativas. E, dentro da Psicologia Social, Ecléa nos deixou agora o Zeca Moura, uma figura impar, com seu estilo próprio, nunca resistindo em trilhar caminhos secundários, terciários,... Nas explicações, mesmo que isso signifique dificuldade em voltar ao iní...

MINHA VIDA DE ESTUDANTE - 2007

2007 foi um ano produtivo em termos de estudos. E, pareço criança em começo de ano escolar. Compro pastas, ponho etiquetas, preparo tudo para o novo ano. A cada semestre reviso os apontamentos, organizo as pastas, passo o assunto para um CD e arquivo. Por isso tenho muito material que geralmente serve de um curso para outro. Tem acontecido isso. Começo com os cursos de verão da Casa das Rosas. Foram dois. Um deles, Rascunhos Poéticos não me agradou e deixei pelo meio.. O outro, Poesia Lírica Moderna foi bastante pesado, teórico, mas eu voltei a ouvir falar em Baudellaire, Rimbaud, Malarmé e acompanhei as explicações sempre embasada em pesquisas paralelas,coisa que eu gosto muito de fazer e complementam o curso. E aí chegaram os cursos da USP. Para o primeiro semestre escolhi: Psicologia das Relações Humanas – minhas expectativas não coincidiram com a realidade. A professora não me agradou e eu também deixei o curso depois de dois meses. Apreciação Musical – um curso já conhecido, com ...