quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

DAS COMEMORAÇÕES DO ANIVERSÁRIO DA CIDADE


Eles existem porque alguém há dez anos, acreditou na nossa juventude. Porque alguém apostou na música como forma de inclusão social. Entre violinos, violas, violoncelos e contra baixos, a meninada, cujas idades vão de 13 a 18 anos,  está  á vontade, orgulhosa em suas camisetas azuis, e parece um bando de adolescentes  chilreantes. São a ORQUESTRA GRUPO PÃO DE AÇÚCAR, com letra maiuscula mesmo.

De repente, tudo muda. A figura do condutor Daniel Misiuk aparece e eles são  agora pequenos deuses nos trazendo música,divina música.



A Orquestra Grupo Pão de Açúcar que contabiliza mais de 500 concertos,  hoje é “nossa”,  participando do apagar das 458 velinhas do bolo da nossa cidade. Escolheram um belo espaço, bem paulistano, com muito verde e muita arte: O Museu da Casa Brasileira.
Programa diversificado,  arranjos próprios adequados ao que se comemorava,   tudo começou com um poema  de Oswald de Andrade, na voz e interpretação de Renata Jaffé.

Canto de Regresso à pátria
Minha terra tem palmares
Onde gorjeia o mar
Os passarinhos daqui
Não cantam como os de lá
Minha terra tem mais rosas
E quase que mais amores
Minha terra tem mais ouro
Minha terra tem mais terra
Ouro, terra, amor e rosas
Eu quero tudo de lá
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte pra São Paulo
Sem que veja a rua 15
E o progresso de São Paulo

E a música enche os ares:

 - Sampa – sem voz, só sons
 - Aquarela do Brasil – inegavelmente o hino  nacional brasileiro do povo. Balança com a gente, arrepia. Sem dúvida a que mais me impressionou.
 - Beatles Barroque – revisitou os Beatles  pelo viés da música erudita barroca.
 - Preludio e  Allegro de Fritz Kreisler
 - Um concerto de Vivaldi
 - Um pouco de música italiana
 - Os hinos dos clubes de futebol Palmeiras, São Paulo e Corinthians arrancaram aplausos demorados de seus torcedores.
 - Musica inglesa entremeando  as “tupiniquins”
 - Ciranda da Bailarina –do Ballet O Grande Circo Mistico  de Chico Buarque na  voz de uma menina graciosa e seu acompanhante ao violino
 -Toquinho comparece com  sua Aquarela.

No bis, a Aquarela do Brasil , de novo, para  encanto de todos.

E à  frente de tudo, com o entusiasmo de quem preparou e acompanhou os meninos, Renata Jaffé, aquela que eu descobri ser irmã do Marcelo Jaffé o violista do Quarteto de  Cordas da Cidade de São Paulo, e do Claudio Jaffé que de vez enquando se junta ao quarteto com o seu cello. DNA de musica em  todos eles,  vindo de Alberto e Daisy Jaffé, nomes que eu conheço de longa data.

Programa que encheu minha manhã de prazer, ocupou toda a minha parcela de emoção.  Não compareci a  nenhum outro festejos. Por melhores que fossem nunca seriam melhores do que este.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

DIVULGO E PARTICIPO



Já divulguei com a devida antecedência a performance dos músicos indianos aqui em São Paulo.  Publiquei nos meus blogs, no twitter, e passei para todos os meus grupos de confivência. E finalmente chegou  dia da apresentação.

É do meu perfil me envolver em tudo o que antecede a apresentação pública.  Pude fazer isso porque de certa maneira , e muito pouco, participei do projeto. 

Quando o publico toma contato com os  músicos, não tem ideia da infra estrutura necessária Desde as 10h da manhã uma equipe de pelo menos umas 10 pessoas se deslocou, esticou fios, ligou microfones,  testou  sons em todas as nuances necessárias.Tudo diferente porque os músicos tocam sentados, com microfones bem baixos, e que tem que responder á sensibilidade de cada instrumentos.

Cenário montado com colchas coloridas .Figurino a carater.

Circulei por lá.  Atenta a tudo e todos filmei, fotografei. Mas, não sou fotógrafa e tudo fica apenas registrado sem boa resolução ou qualidade.

Atentei bem para as fisionomias procurando uma identidade física.  “Vi” rostos esteticamente bem estruturados harmoniosos e, recobertos pela  pele azeitonada, são  únicos, inconfundíveis. E belos.!!!!

No texto de divulgação falei só de Ravikiran, mas outros três músicos fazem parte do conjunto do qual Ravikiran é o maestro, o líder, o guru..
Ravikiran  toca um instrumento construido por ele; a Chitravina, instrumento de 21 cordas.   Toca  sentado em almofadas, no chão, com o instrumento  apoiado no colo.



Ravikiran é inovador do conceito musical Melarmonia, unidade de melodia e harmonia. Mais dados sobre ele já foram apresentados na divulgação.

Fazem parte do conjunto:
 Ghatam Giridhar Udupa - O ritmo flui em seu sangue. Denominado “O Rei do Pote” , originário de família de artistas musicais e literatos toca com maestria o Ghatam (pote de argila) e outros instrumentos de percussão.
Udupa tem tocado em várias orquestras do mundo, com artistas renomados, sendo detentor de inúmeras premiações. É um dos fundadores do movimento Layatharanga grupo que busca criar novas ondas musicais pela combinação de ritmos clássicos e populares de diferentes partes do mundo.



Jayachandra  Rao - Iniciou aprendizado do antigo Mridangam, instrumento dos Deuses (percussão) com 5 anos, toca também flauta e busca o virtuosismo melódico, ele é ainda reconhecido cantor clássico. Conhecido pelo "Gayaki Style" de tocar e sua incrível habilidade em antecipar o estilo livre (Manodharma) do artista principal lhe tem rendido convites para performances de dança, jazz, world music, fusion music, trilhas de filmes comerciais, e arte experimental.


Charumathi  Raghuraman 
Nascida entre músicos, revelou seu talento e interesse por violino aos 5 anos de idade, aos 8 anos iniciou estudos formalmente com renomados professores tanto em instrumento como canto vocal. Aspira o virtuosismo instrumental. No grupo é quem todo instrumento clássico, o violino.

Tudo pronto, com pequenos ajustes feitos na hora, começou a apresentação.

Ou se presta atenção à musica, ou se registra.  Preferi ouvir e ouvir bem.

A sensação de  prazer era  a tonica dominante nos músicos, expressada em sorrisos.  A comunicação olho no olho  entre  os quatro, Ravikiran conduzindo. E para mim, música enchendo a minha alma.  

Não conhecia música indiana.  É diferente, mas empolga e emociona. Fecha-se os olhos e  encontra-se a melodia procurada.  O ritmo e a técnica de Udupa e Rao requer olhos  abertos e ouvidos bem  atentos.E cada um tem o seu momento de solo  em que expressa tudo o que sabe e sente.

Auditório cheio, fato inusitado em uma quarta feira às 14h, aplaudiu de pé e pediu bis. E a surpresa chegou: Asa  Branca baião de Luiz Ganzaga que está na alma de cada brasileiro,  tocada pelos instrumentos indianos diferentes. Enfrentando ritmos diferentes.  Mas gênio, técnica e arte não fogem de obstáculos. Os enfrentam. E foi lindo, lindo. E o público vibrou.

Publico saindo, equipe recolhendo as coisas, ainda tive tempo de registrar  um ponto de sensibilidade pessoal: Simone e Greg, a simpatia e competencia circulando, um casal que projeta o futuro. Compartilham funções e conhecimentos  entre eles e com toda a equipe. O resultado é um espetáculo nota 10 como acabei de assistir.

Gostamos tanto que repetimos a dose às 19 horas no espaço Brahama Kumari, organização indiana.  Ouvimos de novo as maravilhas.
     
             Nada melhor do que beleza para fechar um texto



SIMONE E GREG   "o casal vinte"



segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

MUSICA INDIANA EM SÃO PAULO



No próximo dia 18 de janeiro, às 14h, Estação Ciência da USP recebe apresentação especial do músico Ravikiran

A Estação Ciência – USP, em parceria com o Centro Cultural da Índia e o Consulado Geral da Índia no Brasil, traz ao público, no dia 18 de janeiro, quarta-feira, às 14h, uma apresentação gratuita do artista indiano Ravikiran, em uma iniciativa pela divulgação da milenar e rica cultura da Índia.

Um gênio aclamado, Ravikiran é inovador do conceito musical Melarmonia. Além disso, Ravikiran tem também contribuído substancialmente como autor, pensador  revolucionário, filantropista e empreendedor.

A apresentação é gratuita e reservas de lugares podem ser feitas pelo e-maileventos@eciencia.usp.br ou pelo telefone (11) 3871 6755. No entanto, será permitida a entrada mesmo sem inscrição, desde que haja lugares.

Sobre Ravikiran:


Ravikiran fez sua grande estreia no mundo da música com 2 anos, em 1969. Ele é um dos mais destacados embaixadores da Música e Cultura Indiana hoje. A qualidade e conteúdo da contribuição artística de Ravikiran nos papéis versáteis de virtuose instrumental (chitravina), vocalista, compositor, guru e orador são reconhecidos em todos lugares em que tem se apresentado. Ravikiran, após sua ampla publicidade como prodígio, iniciou estudos como vocalista sob orientação cuidadosa  de seu pai Narasimhan. O método singular utilizado possibilitou-lhe desenvolver rigorosa disciplina, estudar e se divertir ao mesmo tempo. Em poucos anos compôs ao redor de 500 músicas, tendo sido também profundamente treinado nos aspectos de improviso da música clássica indiana. Debutou como vocalista em 1972 em Coimbatore Índia com 5 anos. Sua habilidade de realizar concertos completos com acompanhantes seniores, evidenciando rara maestria nos aspectos rítmicos e melódicos da música clássica indiana, impressionou desde aprendizes até os maiores amantes da música.

Serviço:

Ravikiran em São Paulo
Quando: 18/01, quarta, 14h
Onde: Estação Ciência (Rua Guaicurus, 1394, Lapa)
Quanto: gratuito
Recomendação etária: livre
Informações e inscrições: 
eventos@eciencia.usp.br / 3871 6755

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Meu Dezembro Musical


02- Auditório Camargo Guarnieri – OSUSP-Programa  parcial do que seria apresentado no dia 4 na Sala são Paulo. Não constando do programa impresso Abertura Ruslan e Ludmila-de Glinka. Ao invéz de Rachmaninoff, Concerto nº 3 de Beethoven. Pianista com Luiz de Moura Castro comum aspecto “esquisito”. Mas,conseguiu tocar. Até apresentou uma suite de valsas de Chopin como  bis.. Só isso. O que tinha coro foi deixado para o domingo.

04 –Sala São Paulo- Programação completa com alterações. Abertura de Glinka, e o Concerto nº 3 de Beethoven em lugar de Rachmaninoff. Depois, Magnificat-Aleluia de Villa-Lobos com coro e orquestra. Ultimo número o TeDeum  de Antonin Dvorak com orquestra, coro e solistas (soprano e baixo).
No ambiente Sala São Paulo, a acustica impecável dá um outro sentido às  peças. Coro é sempre bem-vindo e o coro da OSESP é perfeito.. A maestrina como sempre, uma figura.  Loira, alta, toda turqueza na roupa, continua apresentando o efeito  “movimento em negro” quando a sompra da trave de segurança  se projeta sobre ela  e se movimenta com seus movimentos. Belo.
Seu entusiasmo e envolvimento tornam qualquer peça do repertório, um encanto para os ouvidos.

11  -  O programa era “O Morcego”de Johan Strauss II, uma opereta, peça leve, própria para época  festiva, de final de ano. Quando possível leio os comentários no jornal e já esperava uma versão atualizada, para século XXI e para o Brasil. Dentro desse contexto, cenários, figurinos, interpretações, vozes, coro, corpo de baile, direção musical (de um Abel Rocha sempre atuante e participante, cantando junto) tudo  esteve perfeito, pelo menos para mim que sendo uma ouvinte amadora não capto detalhes negativos. Piadinhas atuais e bem brasileiras. Celular para contatos e tira de  preservativos oferecidos para a ida a uma festa.
Como estou sempre aberta  para o novo, levo um pouco de tempo, mas consigo assimilar o novo como coisa diferente e não fazendo comparações. O tradicional era apenas uma opereta da Viena  da Belle Époque.  O novo, uma mistura de musical, ópera, balé,  e até comédia (traço antropofágico segundo uma critica mais especializada e sofisticada). Então, curto o que vejo agora. E sempre procuro o belo e o bom, Nunca (ou quase nunca) me detenhho no negativo.
Minha mensão especial vai para  Edna D’Oliveira como Adele. E mais especial ainda para o maestro Abel Rocha. Para o coro e o corpo de baile o que disser é redundante.

12 –No evento comemorativo dos 25 anos do IEA (Instituto de Estudos Avançados) da USP, a parte musical foi com Ivan Vilela como compositor, acompanhado por Gilberto  de Syllo (baixo) e Paula Ferrão arruda (violino) .Um violão clássico em músicas folcloricas. Genial.
18 –Theatro Mvnicipal- Orquestra Experimental de Repertório. RegenteJamil Maluf. Sem programa??????A primeira obra deu para  saber que era Uma Noite em Monte Calvo de Mussorgsky. Bastava lembrar o filme Fantasia com suas imagens de cemitério com esqueletos saindo de túmulos durante a noite para servir ao diabo.  A segunda obra, jamais teria reconhecido porque só tem a valsa como conhecida. Trata-se de O Cavaleiro da Rosa de Strauss, que eu consegui ler na partitura dos violinos porque estava no balcão nobre, bem em cima da orquestra.O concerto de Scriabin foi substituido por Petruchka de Stravinsky. Grande orquestração como seria de esperar do autor e ótima interpretação da orquestra e o magnifico regente.

18 -  Com tempo apenas suficiente para dar uma parada em casa, saio de novo, agora para o Masp onde o Coralusp se apresentou para o concerto de encerramento da temporada 2011. Apresentação de vários pequenos grupos e no fina, lacho que aproximadamente 300 vozes cantando músicas natalinas  O que eu mais gostei mesmo foi de Adeste Fidelis, musica tradicional de Natal.

22 -  No Theatro Mvnicipal o concerto de encerramento da temporada. A orquestraSinfônica Municipal e o coral paulistano  apresentaram Corelli em “concerto fatto per la notte di Natale”, Bach com o conccerto de Brandemburgo nº 2 e uma Cantata de Natal de Ernani Aguiar. Maestro entusiasta , Luiz Gustavo Petri, levou bem o espetáculo. Programa razoável com destaque para o concerto de Bach onde  quatro solistas de oboé, trompete, flauta e violino faziam o  principal,com o cello no fundo. Orquestra como coadjuante.Foi bonito, mas jávi melhores encerramentos.
24– TV Cultura  balê de Tchaikovsky  O Quebra Nozes. Encenação linda com a orquestra da ópera de Berlim e Daniel Barenboim como regente. Duas horas de espetáculo lind, lindo.

E neste final de mês não haverá  nada de novo em música. Todos viajam , a cidade fica vasia de musicos e de ouvintes. Janeiro haverá alguma coisa, mas pouca e tudo volta em fevereiro.









sábado, 24 de dezembro de 2011

CAETANO


CAETANO


Este é Caetano. O  motorista nota 10 da linha 7281 – Lapa - Praça Ramos de 
Azevedo. Há outros igualmente bons, mas este eu conheço mais.  É um motorista que está sempre sorrindo, cumprimenta os passageiros e nem sempre é cumprimentado.  . Conversa sempre com quem é usuário assíduo e sempre tem um caso a contar. Tem o cuidado de parar o ônibus bem perto da calçada para que os idosos possam descer com segurança e com conforto maior.

A linha 7281  é uma linha que eu classifico de “Familiar”. Sou usuária há anos e viajo nos dois trechos. No primeiro trecho, entre o ponto inicial que é na rua Joaquim Machado   e o primeiro ponto da rua Cerro Corá, saindo da rua Tonelero, os passageiros são em geral gente do bairro da Vila Ipojuca, idosos que estiveram no mercado e que fazem compras aos poucos ou  porque não aguentam muito peso  ou porque gostam de ter o que fazer todo dia. Vão descendo  ao longo da rua Tonelero e em geral se conhecem, se tratam pelos nomes.  Já na Cerro Corá , a 7281 se transforma em uma linha igual às outras .porque os passageiros são diversificados.     Mesmo assim, Caetano conhece  quem chega. Às vezes espera quem vem correndo, esbaforida, em atraso.

Faço de Caetano o representante da linha 7281 e através dele envio a todos meus votos de Feliz Natal e um 2012 cheio de sucessos. 
                                   NEUZA GUERREIRO DE CARVALHO-dezembro de 2011

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

UM DOMINGO DE DEZEMBRO


Assim como a Avenida Paulist representa uma São Paulo dinâmica, o Theatro Mvnicipal é um ícone da cidade de tradição e cultura. Não se comparam. São coisas diferentes. Assim como gosto  da Avenida, gosto do Theatro. Há mais de 30 anos subindo  suas escadarias me identifico com ele. Me lembro da primeira vez que adentrei em seu espaço: tinha 18 anos, nada entendia de teatro e quase nada de música mas fui ver Vestido de Noiva de Nelson Rodrigues.

Voltei a frequenta-lo com mais assiduidade no  final da década de 70. Toda semana eu e Ayrton íamos  ouvir música às sextas feiras. (nas segunda  íamos ao Cultura Artística). Foi lá que  conhecemos e cultivamos o grande Eleazar de Carvalho, foi lá que ouvimos Jean Pierre Rampal e sua flauta de ouro, foi lá que  ouvimos o trompete de Maurice Andrés, e muitas e muitas vezes Nelson Freire e outros solistas que acomanhamos através dos  tempos e vimos
embranquecer os cabelos.

Neste ano de 2011 estive no Theatro Mvnicipal o quanto pude depois da reabertura. No meu relatório mensal que publico sempre, faço pequenos comentário pessoais ou apenas cito o que ouvi.

Mas, algumas vezes há algo excepcional, seja pela peça levada, seja pelo contexto espacial . Ontem 11,  o programa era "O Morcego" de Strauss II, uma opereta, peça leve, própria para época  festiva de final de ano. Quando possível leio os comentários no jornal e já esperava uma versão atualizada, para século XXI e para o Brasil. Dentro desse contexto, cenários, figurinos, interpretações, vozes, coro, corpo de baile, direção musical (de um Abel Rocha sempre atuante e participante, cantando junto) tudo  esteve perfeito, pelo menos para mim que sendo uma ouvinte amadora não capto detalhes negativos.

Um único problema. Como a peça foi escrita no século XIX, e já vi versão tradicional, na minha estrutura cultural está fixada uma visão de cenário tradicional, figurino pomposo e atitudes menos dinâmicas. Custa um pouco me desfazer dessa estrutura para colocar no lugar  o modernos, o atual. Porque é preciso tirar uma para dar lugar a outra.  Só assim se entendem o atual.

Como estou semre aberta  para o novo, levo um pouco de tempo, mas consigo assimilar o novo como coisa diferente e não fazendo comparações. O tradicional era apenas uma opereta da Viena  da Belle époque.  O novo, uma mistura de musical, ópera, balé,  e até comédia  do século XXI (traço antropofágico segundo uma critica mais especializada e sofisticada). Então, curto o que vejo agora. E sempre procuro o belo e o bom, Nunca (ou quase nunca) me detenhho no negativo.

Minha mensão especial vai para  Edna D’Oliveira como Adele. E mais especial ainda para o maestro Abel Rocha. Para o coro e o corpo de baile o que se disser é recorrente.

Não bastasse todo esse encanto de final de semana, encontrei com quem fazer alguns comentários.  E no intervalo, troca maior de conversas  levou até a uma atitude pra lá de cavalheresca (como não se usa mais), de um jovem adulto que se ofereceu para me levar até minha casa, com certea porque sua formação não considerava normal um octagenária andar sozinha em um final de domingo, depois de 21h.

Rendeu ótima conversa,  troca de histórias de vida, de atualidades. J.L. (ainda não coloco o nome. Não sei se tenho autorização)  teve seu perfil delineado por mim durante a conversa e deve ter uma vida rica para ser contada. Familia próxima de Renata, Luiza e Marina me pareceu seu encanto  pela maneira carinhosa e orgulhosa com que mostrou suas fotos.

Não preciso de muito para ser feliz, e hoje fui feliz, muito feliz. Música, arte e relacionamento humano. Tudo de bom. 

Ás vezes esses contatos continuam. Às vezes não. Vejamos o que acontece. 

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

MINHA MENSAGEM DE FESTAS

Amigos

Minha mensagem de festas deste ano é um retalhinho da minha história de vida e pode servir de motivação para que vocês  escrevam as suas  histórias.  
 Vai sob forma de texto e fotos complementares.
Um 2012 de sucesso. Neuza
https://mail.google.com/mail/images/cleardot.gif

Formatura Neuza em 1952
1952--pai e mãe da Neuza-Neuza e Ayrton namorados
Casamento  Neuza - Ayrton - 1953

 Os três-Eudóxia (mãe da Neuza) - Neuza e Ayrton
                                      
                                                    2000 - Eudóxia   e Neuza
                                                  2006 - Neuza Sozinha
                                         Neuza rodeada de carinho pelos seus quatro amores
                                         os netos  Victor  - André - Tiago e Bruno



https://mail.google.com/mail/images/cleardot.gif

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Meu Novembro Musical


Sigo prestando contas a mim mesma sobre a a minha música em Novembro.

Começo bem o mês, com dois eventos em um dia só.
06 – 11h Theatro Mvnicipal – Orquestra Experimental de repertório.com uma maestrina da qual nunca tinha ouvido falar: Mônica Giardini.  Não foi muito brilhante. Mas, brilhante mesmo foi o pianista Eduardo Monteiro que já conheço bem, com um Brahm em concerto nº 1.  A segunda parte foi a Sinfonia Fantástica de Berlioz. Ainda não consegui  assimilar bem Berlioz e dessa sinfonia gosto de  trechos, Não de tudo, embora a orquestração seja excelente.
Encontrei a amiga Tsu. Recebi de cortesia um ingresso para o programa da tarde, no mesmo Mvnicipal.

06 – 17h  - Só dei uma chegada em casa e voltei de novo ao Theatro. O evento era de elite dado os preços (platéia  R$350,00) “COMEDIA INFERNAL – confissões de um serial killer” com o titulo em inglês uma vez que era falado em inglês, com tradução.
A descriçao  que está toda no programa comprado (R$ 20,00).É um misto de teatro, ópera, concerto; há´uma orquestra de câmara especializada em música barroca, duas cantoras líricas (sopranos) e o ator é o conhecido  John Malkovich.  Baseia-se na história real de Jack, um assassino condenado, aclamado poeta prisioneiro........Condenado  por onze homicidios, suicidou-se na Austria lugar de seu nascimento.
Performance mais do que extraordinária de Malkovichn na cena do suicídio.. Um  espetáculo diferente com um grande ator.

08 – No evento REOUVIR que comemorava a entrega do 10.000º prótese auditiva  através do SUS, tomei conhecimento  de uma orquestra formada por deficientes auditivos, mas não só,  de escola do Jaçanã. Atualmente 60 músicos com idades entre 12 e 26 anos.  Fábio Bonvenuto é responsável pelo projeto.Tenho informações de como funciona, via Internet. A orquestra se apresentou no evento (bem oportunamente).Quem não sabia que eram deficientes auditivos não imaginaria. Dão preferencia à percussão e sopro metais.   A altura dos sons é maior que o convencional mas isso não é problema.
Tocaram músicas conhecidas como La Barca e.............Experiencia diferente.

09 – Sala São Paulo – Encontro de Gerações da USP. Belo local, belas pessoas, muito colorido, muitas vozes......Maria Inês e Tsu foram companheiras inseparáveis. Programa com Beethoven – concerto para piano e orquestra nº 4 com Eduardo Monteiro ao piano. Acompanho suas apresentações. E quando ele no bis toca a “Morte do Amor” do Tristão  e Isolda de Wagner em transcrição de Liszt me emociona demais. Sigo a angustia  do tema com repetições que não se decidem, gerando uma grande ansiedade, para terminar na tranquilidade depois da morte  (ou do final de um orgasmo como dizia uma professora de música que eu tive)

Depois, Carlos Gomes (Fosca), Glinka (Ruslan e Ludmila) e Wagner com seu peso, e toda sua potencialidade na abertura deTannhäuser. Dá para perder o fôlego.

10 – Em casa. Zapeando pelos canais deTV, sem querer encontrei o film que me acompanha durante gerações da minha vida: FANTASIA de Walt Disney. Ouvi tudo  de novo, e fui procurar os meus DVDs para garantir que posso vê-los quando quiser.

O primeiro FANTASIA  de 1940 é fruto da coragem da equipe. Sem a moderna tecnologia de hoje, produziram um milagre. Ja temos o FANTASIA 2000 usando tudo o que tinha na época, mas não se compara em sensibilidade. Engraçadinho, moderno mas não é a “minha” FANTASIA.

Tudo sobre eles é fácil encontrar no Google mas só quem os viu pode realmente entendê-los.

Monteiro Lobato que era um critico impiedoso (quase acaba com a carreira de Anita Malfatti pelas suas críticas) escreveu sobre o filme um comentário que partindo dele tem que ser respeitado. Não me contive e transcrevo o que Monteiro Lobato escreveu na    Folha da Noite 12/07/1948

Fantasia deixou-me estarrecido. É a expressão. Estarrecido. E embaraçado para definir. Tudo tão novo, tudo tão inédito, que o vocabulário crítico usual torna-se impotente, Disney é um tipo novo de gênio e sua arte é uma arte total e absolutamente nova, jamais prevista nem pelas mais delirantes imaginações. Até o aparecimento de Disney, o cinema não passava de uma conjugação do teatro com a fotografia. Era uma representação teatral fotografada em todos os seus movimentos, cores e sons. Disney criou a grande coisa nova; a conjugação da fotografia com a imaginação.
 O desenho genial de Disney permite que todas as criações da imaginação possam ser fotografadas e projetadas com a riqueza dos sonhos

Uma arte, pois, absolutamente nova e jamais prevista. 

Tudo quanto é absolutamente novo desnorteia a rotina do nosso cérebro. Ficamos sem palavras para julgar. O vocabulário humano é um

 conjunto de convenções que refletem experiências muito repetidas. Quando uma experiência sensorial totalmente nova nos defronta, o velho

 vocabulário existente mostra-se necessariamente inadequado.

Diante da dança dos cogumelos chineses, das manobras da fada do orvalho, da tradução em desenho do pensamento musical dum Stravinski, ou dum Beethoven, da prodigiosa sátira à “Dança das Horas” de Ponchielli, do jogo dos dois extremos, como a bolha e o elefante, da disneyzação da família de Pégaso e do clã dos centauros, a atitude do espectador torna-se cômica. Temos que abrir a boca e conservar-nos mudos. Tudo quanto tentarmos dizer com as convencionais e velhas palavras da admiração, torna-se grotesco.
Um meu vizinho de poltrona tentou comentar o anjinho que cerrou as cortinas quando o casal de centauros amorosos se recolheu para o amor – o anjinho de costas cujo traseirinho nu foi virando coração – e tive de pedir-lhe silêncio
Não fale.  Falar as velhas palavras diante de tal mimo de criação artística é quebrar grosseiramente algo lindo, é furar com ponta de prego enferrujado uma irisada bolha de sabão.
Não fale. Não comente. Não conspurque. Limite-se a extasiar-se. Diante de “disnéias” como o do elefante atrapalhado com a bolha, do anjinho que transforma nádegas em coração, da peixinha que se mantém de rosto impassível de tão consciente da prodigiosa beleza da sua dança aquática, do enlace de caudas quando a mimosa centaura se aninha no peito do seu centauro amoroso, falar é profanar.
Walt Disney é a suprema compensação dos horrores que a guerra está trazendo para a humanidade. Há a guerra, sim. Há o bombardeio aéreo às cegas. Há o estraçoamento dos inocentes. Há o inferno. Mas a humanidade salva-se produzindo neste momento trágico a altíssima compensação de um Disney, o Grande Criador.
Ah, se fosse possível um novo fiat! Recriar o mundo! Com o material que a natureza nos fornece produzir um mundo novo, formas novas de vida

 e se fosse Walt Disney o encarregado da transmutação! Que suprema, que prodigiosamente bela uma nova Criação Cósmica assinada pela

 mais alta expressão do gênio humano – Walt Disney. Inania verba... 


Que impotência a nossa ao tentar dizer de Disney com essa coisa

 grosseira que é a palavra escrita!


Nós, gente de hoje, somos trogloditas da Pedra Lascada diante dessa criatura que nos entremostra maravilhas dum ainda remoto futuro.
Disney, Disney, os trogloditas te saúdam.”

12 De novo no Theatro Mvnicipal (agora com a grafia certa que é como deve ser escrito sempre)  em um evento fechado que depois descobri sero lançamento do “Theatro Mvnicipal 100 anos” Líndissimo livro, nem quis folhear muito porque ficou sendo meu último objeto de desejo. Não mais um “tablet”, mas o livro que aliás, custa muito mais barato (R$ 100,00). Só consegui estar nesse evento pela gentileza do Nelson Rios, do Quarteto, que me disponibilizou dois ingressos.
Além dos quatro componentes, Betina, Nelson, Robert e Marcelo hoje esteve presente um cravista, Nicolau de Figueiredo. Já o tinha visto do curso de Dante Pignatari no SESC  e já conhecia a  história do seu cravo. Ele consegue dar vóz  ao carvo que geralmente fica humilde por trás de conjuntos musicais.
Com o quarteto tocou do catalão Antonio Soler o Quinteto para cravo e cordas, e de Johann Christian Bach  (10º filho dos 12 de Bach com Ana Magalena, sua 2ª esposa)o Concerto nº6 para cravo e cordas.  
De Debussy, agora sem Nicolau,  o  Quarteto tocou um quarteto  já dentro da  modernidade. Não foi muito entusiasmante.
Betina estava linda, “brilhante”  e a cada movimento com o arco os brilhos se sucediam, piscavam como estrelas em um céu limpo e claro. Dava a impressão  que a Via Láctea toda tinha se despejado sobre ela. A tudo isso se somava sua elegancia natural.
Só uma consideração pessoal: Sei que as 8  folhas do “biombo” tem a função de reduzir  o espaço acústico para que a música não se espalhe demais (será?). Mas, precisava ser tão”brega”? Além das flores (flores, flores e flores) uma mistura de imagens sem dúvida exquisita: sereia, cavalo, dama  antiga, casinha, frutas, barquinho, veleiro, musas se banhando......Nada a ver com o meu querido Quarteto. Hora de mudar  para algo mais sugestivo.
Consideração final:    Música ouvida com companhia é sempre melhor sentida, e eu tive boa companhia.
16- Música com Marcos. Durante as aulas de Música e Memória, com as “Cantoras do Rádio”, hoje tivemos Elisete Cardoso (lembrança maior de “Naquela mesa”), Ângela Maria e Dolores Duran. Na década de 50, é com esta última me identifico mais (talvez pela proximidade de Irlei, sua irmã, que pertence ao meu grupo de Semi-Novas) e todas as letras de suas músicas  me tocam fundo. Entre umas e  outras eruditas, tenho vontade de ouvir coisas mais simples e tocantes.
Ouvimos muitas músicas dessa década, antes do advento da Televisão .Algumas sobreviveram e entraram na nova era. Outras sucumbiram.
16 – Saindo da USP, ainda corri via ônibus e metrô para a Praça da Sé, na  Caixa Cultural onde estão  acontecendo  concertos Magda Tagliaferro por ocasião dos 25 anos de sua partida. Na impossibilidade de ir a todos (são todos ótimos como mostra o catálogo) escolhi alguns  e hoje fui ouvir Flavio Varani que tocou Chopin. Depois de uma Fantasia e uma das Polonaises, Flavio tocou os 24 Prelúdios. Haja fôlego até para ouvir. Imagine para ele tocar. E é então que eu vejo  as suas qualidades artisticas.  Nos preludios, que variam de andamento, tonalidade, interpretação, ele pode mostrar toda sua técnica, versatilidade e toda sua interpretação pessoal. É um suceder de música de uma variação muito, muito grande.  E ele ainda tem fôlego para o bis (que ele disse ser o bis habitual da Magda Tagliaferro) para tocar  a Dança de  “La Vida Breve” de Manuel de Falla, onde mostra todo seu talento e técnica.
Ainda deu tempo e oportunidade para cumprimentá-lo e ligá-lo ao seu avô Vincenszo Pastore, um artista da fotografia. Avô  e neto com  duas formas diferentes, mas geniais, de expressão artística.
Foi um dia denso de atividades, mas valeu a pena.
20 - Igreja Beato José de Anchieta -do Páteo do Colégio - Orquestra Arte Barroca, que tem como proposta interpretar  o repertório camerístico e orquestral dos séculos XVII e XVIII, com base na pesquisa de repertório e do estudo de tratados de época, fazendo uso de cópias de instrumentos barrocos.
A Orquestra Arte Barroca é composta por: Paulo Henes (Spala e diretor artístico), Carolina Colepícolo, Renan Vitoriano e  Beatriz Ribeiro (violinos), William coelhho (viola), Pedro Beviláqua (violoncelo), Gilberto Chacurc(contrabaixo), Edilson de Lima (teorba), Milton Castelli (guitarra barroca) e Fernando Cardoso (cravo). Participação especial de Pedro Ribeeiro na flauta doce.
Dando continuidade ao projeto “Música Programática”  hoje o tema  foi “TEMPESTADE”. De  Vivaldi  foram executados “La Tempesta di Mare” e “Verão” das “Quatro Estações”.De Mathew Lockea música dramática “The Tempest”ede henry Purcell, a suite “The Tempest”.
Ambiente bom, capela restaurada, sóbria e de bom gosto, boa acustica. Entre a manhã e a tarde, um interlúdio de músicca equilibrou o dia.
23 - No  encontro com Marcos  para Música e Memória a cantora  de hoje foi Maysa em todos os seus aspectos. Música, música e música durante toda a tarde. A voz e o carisma de Marcos, seus comentários com a sensibilidade de sempre nos levaram para o tempo de  Maysa. O resto é silêncio.
No mesmo dia, horas com Dolores Duran através de sua irmã Irlei. Revisamos um grande repertório de Dolores  em um acervo de oito CDs com muitas músicas inéditas de Dolores e outras pouqíssimo conhecidas.
Separamos muitas para montar um CD de presente para Marcos. Será entregue no dia 30, no encerramento  desses encontros maravilhosos.
27 – Grande auditório do MASP -  OCAM (Orquestra de Câmarada USP. Enquanto espero volto a um tempo, na décadaa de 70, em  que frequentávamos muito esse auditorio. Ele é despojado, em concreto aparente, sem rococós nem enfeites e nem sei de sua acústica. Não entendo e nem tenho ouvido. Não é específico,  pois nele tambémtemos as aulas de História da Arte.
Enquanto espero também olho detalhes como o podium do maestro. Parece feito a martelo, de ultima hora (mas é sempre o mesmo) coberto com o que paarece restos de carpete. E não tem nem o protetoratrás do maestro para previnir quedas quando ele se entusiasma demais. E causa preocupação.
Mas, essesdetalhes, não perturbam a música quando ela atinge sua melhor qualidade e éo que acontece sempre.
Hoje tivemos a site Sertão Veredas ( movimento nº 1) de Egberto Gismonti, interessate na temática da miscigenação.
Depois, o concerto em sol  Maior de Ravel. Harpa dá seu grande toque no primeiro movimento.  Segundo movimento – Adágio assai – lindo com um diálogo do piano com os sopro-metais (oboé, flauta, corne inglês??) que apresentam toda a melodia.  Pianista brasileira  com formação pianística e musical inteiramente no Brasil. Muito aplaudida, deu seu recado com toda a força de tecnica e expressão  ela é Luciana Sayuri.
Final com Villa-Lobos com as Bachianas Brasileiras nº 2, muito muito linda principalmente “O canto da nossa Terra”. O trenzinho do Caipira”sempre encanta. A obra se caracteriza por imitar o movimento de uma locomotiva com os instrumentos da orquestra.
Diz o programa que Ferreira Gullar  escreveu uma letra para esta melodia. Vamos a ela:
 "Lá vai o trem com o menino Lá vai a vida a rodar Lá vai ciranda e destino Cidade noite a girar Lá vai o trem sem destino Pro dia novo encontrar Correndo vai pela terra, vai pela serra, vai pelo mar Cantando pela serra do luar Correndo entre as estrelas a voar No ar, no ar… "

29 –Como sou eclética e gosto música de todos os estilos, porque música é música, passei muitas  horas gravando CDs de Dolores Duran, com gravações  desconhecidas e conhecidas. Gravei cinco CDs com os quais presenteamos o nosso mui amado professor Marcos Ferreira Santos. Para ter certeza das gravações, ouvi todas elas enquanto gravava. Uma over dose de Dolores, com músicas inesqucíveis como “A Noite do meu Bem”

30 - Como TCC (trabalho de conclusão de curso),  dos encontros com Marcos,  cada um dos participantes deve cantar uma música à sua escolha. Como só tenho voz e ouvido muito aquem do absoluto, “saí pela tangente”. Copiei  a letra da música que eu cantaria e pedi a todos que cantassem juntos. A minha música escolhida foi “Valsinha” de Chico Buarque de Holanda e Vinicius de Moraes principalmente pelo que ela tem de mensagem nas entrelinhas.  
Para quem não conhece;

Valsinha            Chico Buarque / Vinicius de Moraes
Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar
Olhou-a de um jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar
E não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar
E nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto, convidou-a pra rodar

E então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar
Com seu vestido decotado cheirando a guardado de tanto esperar
Depois os dois deram-se os braços como há muito tempo não se usava dar
E cheios de ternura e graça, foram para a praça e começaram a se abraçar

E ali dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou
E foi tanta felicidade que toda cidade se iluminou
E foram tantos beijos loucos, tantos gritos roucos como não se ouvia mais
Que o mundo compreendeu, e o dia amanheceu em paz

E assim terminou meu novembro Musical, com 12 contatos pessoais com Música.