sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

OS PARQUES DA CIDADE- O PARQUE DO ESTADO


Alguém que mora em outro hemisfério, em um país de história e civilização milenar falou de São Paulo de maneira ofensiva esquecendo que estamos ainda na primeira infância de nossa história, com peculiaridades de diversidade populacional e não tivemos tempo para crescer e aprender a ser uma “cidade”.
 Entre outras coisa a revista ABACO, espanhola, dizia em 2004, que São Paulo era “uma de las más feas e inhospitas del continente.”   “casi inexistência de parques y espacios públicos donde sentarse y mirar.”
Não gostei. E resolvi sempre que possível falar das coisas positivas de São Paulo. Mesmo 12 anos depois estou cumprindo o meu dever de paulistana falando sobre os PARQUES DA CIDADE que a embelezam e lhe dão muito verde, muito mais do que o próprio paulistano conhece.

São Paulo tem parques sim. Muitos e grandes, bem cuidados, mas pouco conhecidos. Então, como gosto de divulgar coisas, aqui vão várias postagens sobre os nossos parques, os parques dos Paulistanos
Começo com o maior, o PARQUE DO ESTADO e em postagens sucessivas vou escrevendo sobre outros parques.

O PARQUE DO ESTADO conhecido antes como Parque Estadual das Fontes do Ipiranga, e agora também conhecido como Parque da Água Funda é um parque público estadual
É uma das pouquíssimas áreas do município em que ainda se encontra vegetação de Mata Atlântica. Estende-se por 526 hectares.

                           Visão do Parque do Estado em vista aérea – relações com a cidade

Parque do Estado em vista aérea - relação com o Aeroporto de
Congonhas


Parque do Estado em relação com avenidas próximas


O parque hospeda diversas instituições, entre elas o Jardim Botânico de São Paulo, o Parque Zoológico de São Paulo, o Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade de São Paulo – Cientec  e o Observatório de São Paulo.

Sua história começou nos idos de 1893, quando a região era privada, pertencia a diversos proprietários e era 22% maior do que é hoje. Foi   desapropriada pelos poderes públicos e utilizada como fonte de recursos hídricos para melhor abastecimento de água em bairros da zona leste da cidade – Brás, Mooca e Ipiranga, até a década de 1930,
Uma das primeiras instituições a ocupar o imenso Parque do Estado foi o Observatório do Estado que já existia com outros nomes desde 1912 e quando José Nunes Belfort de Mattos usava sua própria casa para, carregada de instrumentos específicos e situada na Av.Pulista 133 (onde hoje é o MASP) já fazia observações.

Casa de Belfort de Mattos na Av. Paulista
Observatório  da Av. Paulista

Em 1928, com o crescimento da cidade, a avenida Paulista já não era mais a localização ideal para o observatório, pois o imenso movimento prejudicava tanto as observações atmosféricas quanto as medições sismológicas. Logo, foi efetuada a sua transferência para o Parque do Estado, localização considerada mais apropriada dentre as cogitadas como Instituto de Astronomia,Geofísica e Ciencias Atmosféricas - IAG
Com a criação da Universidade de São Paulo em 1934, o IAG passou a ser considerado como Instituto Complementar da USP.
Na década de 1990, o IAG foi deslocado para a Cidade Universitária da USP, no Butantã, e seu campus da Água Funda passou a abrigar o Parque de Ciência e Tecnologia da USP (CienTec). Desde então, o local possui apelo turístico, com visitas e palestras para escolas e visitantes.

Um grupo de trabalho foi criado em 1993 para elaborar um diagnóstico do estado de preservação daquela área do Parque do Estado. A partir dessas informações, políticas de preservação ambiental seriam implantadas.
Alguns locais são abertos à visitação pública:
·         Jardim Botânico (aberto ao público);
·         Instituto de Botânica de São Paulo (aberto ao público);
·         Instituto Geológico (aberto ao público);
·         Fundação Zoológico (aberto ao público);
·         Parque de Ciência e Tecnologia da USP (aberto ao público);
·         Observatório de São Paulo (aberto ao público);
·         Secretaria do Estado de Agricultura e Abastecimento;
·         Centro de esportes, cultura e lazer (aberto ao público);
·         Centro de logística de exportação;
·         Centro de exposições Imigrantes;

INSTITUTO DE BOTÂNICAJARDIM BOTÃNICO – Implantado pelo naturalista mineiro Frederico Carlos Hoehne .  Sua área de 360 mil m² de mata atlântica abriga 380 espécies de árvores, utilizadas para fins de pesquisa e conservação. 
Algumas das atrações locais:
 - Alameda Fernando Costa –
 - Córrego Pirarungáua –
 - Museu Botânico Dr. João Barbosa Rodrigues -
 - Escadarias/Jardim de Lineu
 –
 - Estufas 
 - Lago das Ninféias 
- Jardim dos Sentidos –
 - Trilha da Nascente –

  
                                        Jardim Botânico do Parque do Estado


PARQUE ZOOLÓGICO DE SÃO PAULO é o maior jardim zoológico do Brasil. Aloja as nascentes do histórico riacho do Ipiranga, ao sul da cidade de São Paulo, , dentro do Parque do estado, localizado em uma área de 824 529 m² de Mata Atlântica original.
Exibe mais de 3.200 animais, sendo 102 espécies de mamíferos, 216 espécies de aves, 95 espécies de répteis, 15 espécies de anfíbios e 16 espécies de invertebrados, em recintos que reproduzem os habitats naturais desses animais. A fazenda do Zoológico, de 572 ha, produz hortaliças usadas na fabricação de rações variadas para os animais, além de material para os recintos onde ficam os animais. Nela ficam animais que precisam de maior área para acasalamento. [
O Zoológico de SP foi criado em junho de 1957, Os primeiros animais de origem exótica, como os leões, ursos e elefantes, foram adquiridos de circo particular e os animais da fauna silvestre brasileira, como onças e galos da serra, foram adquiridos em Botucatu. o rinoceronte Cacareco, que ficou famoso pelo episódio de ter sido eleito vereador nas eleições de outubro de 1958
Em maio de 2001, a área anexa ao zoológico e que era ocupada pela empresa "Simba Safari" foi reincorporada à Fundação Parque Zoológico de São Paulo, sendo reaberta ao público como "Zôo Safári" 

PARQUE DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA USP (CienTec). Desde então, o local possui apelo turístico, com visitas e palestras para escolas e visitantes.
Já existente desde 2001 quando foi criado, o Parque de Ciência e Tecnologia da USP, Parque CienTec, vinculado à Pró-reitora de Cultura e Extensão Universitária, da USP, e desde  2012 considerado como ¨Reserva Ecológica da USP¨, tem  área de 112 hectares de mata, tem proteção  como área de especial interesse ambiental,  e foi declarada de caráter de preservação permanente e destinada apenas a conservação, restauração, pesquisa, extensão e ensino.
O Parque CienTec fica dentro do Parque Estadual das Fontes do Ipiranga, conhecido como Parque do Estado, junto ao Jardim Botânico, ao Jardim Zoológico, e ao Observatório de São Paulo, na Zona Sul do município de São Paulo/SP.
, O Parque CienTec é uma instituição que oferece entretenimento educativo para crianças, jovens e adultos. Por meio de diferentes passeios, demonstrações e experiências, a ciência e a tecnologia ficam muito mais próximas do visitante.


Algumas das atividades no Parque CienTec são:
- Astronomia, geofísica e meteorologia
- Alameda Solar
- Planetário
- Observações astronômicas
- Nave virtual Mário Schemberg
- Gruta Digital
- Geofísica 
- Meteorologia
- Fontes do Ipiranga
- Trilhas ecológicas
- Exposição de Matemática
- Laboratório de óptica
- Energias alternativas
- Princípios de física

                                                      Portal do CienTec
  
 
                                                       Alameda Solar - CienTec



                                                                Planetário - CienTec


                                             Estação Meteorológica - CienTec

Serviço:
Parque de Ciência e Tecnologia da USP –  CienTec
End.: Av. Miguel Stéfano, 4200 – Água Funda – zona sul – São Paulo.
Horário de funcionamento: de segunda a sexta, das 8h30 às 17h. Sábado, das 9h às 16h. Agendamento de grupos: de segunda a sexta, das 9h às 17h.
Tel.: (11) 5077-6312.


http://www.cidadedesaopaulo.com/sp/br/o-que-visitar/atrativos/pontos-turisticos/4250-parque-de-ciencia-e-tecnologia-da-usp-

sábado, 19 de novembro de 2016

BOAS VINDAS AOS NOSSOS “FIGUINHOS” Filhotes do clone da Figueira da Glette


Quem acompanha os meus textos neste Blog já sabe o quanto a Figueira da Glette representa em minha vida. (Veja publicações de 21 de março de 2008 sobre A Figueira da Glette e o Palacete da Glette e procure  o livro  A Glette, o Palacete e a Universidade de São Paulo  onde a Luta pela Figueira foi tanta que mereceu até um capítulo próprio. 

Vai lembrar que em 24 de novembro de 2006 um clone da Figueira da Glette foi plantado na Praça do Por do Sol da USP com toda a pompa e circunstância. Muitas fotos foram tiradas.


Clone da figueira no dia do plantio em novembro de 2006
Vista de São Paulo no fundo


Grupo que vivenciou o plantio do clone da Figueira  na Praça do Por do Sol – USP em novembro de 2006



Eu Neuza plantando o clone da Figueira na Praça do Pôr do Sol –USP em novembro de 2006 – ao lado profa. Berta Lange de Morretes, atualmente com quase 100 anos.

Placa comemorativa


No  próximo dia 24 esse acontecimento vai fazer 10 anos

Durante todos esses anos, quando passei por lá - e foram muitas passagens de ônibus ou de carro nas andanças pelos cursos da Universidade Aberta à Terceira Idade- USP – sempre a “cumprimentava” porque para mim era uma referência importante.

Às vezes me assustava com a aparência meio decadente que sugeria uma “morte anunciada”. Desconhecida, apesar da placa identificadora do que a planta representava, quase ninguém lhe dava um olhar ou reconhecia o seu significado dentro da USP.

De repente, um susto e uma alegria. De tanto me ouvir falar desse clone, um dia destes, meu filho parou, olhou, fotografou e fez um close da folhagem. E, para surpresa, lá estavam “figuinhos” –seus pequenos frutos – que mostravam que ela estava ainda viva.

É com emoção que eu dou as boas-vindas a esses “figuinhos”, porque eles representam o resultado de muito trabalho de preservação da memória coletiva de quase mil gletianos que tem neles a referência de um tempo de estudantes.
Aqui estão eles fotografados em novembro de 2016


                                    O clone da Figueira em novembro de 2016



Ache os "figuinhos" e dê as boas vindas simbólicas a eles


domingo, 13 de novembro de 2016

DIÁLOGO NO ESCURO


FUI E VIVI A EXPERIÊNCIA DO DIÁLOGO NO ESCURO. VALEU A PENA. GRANDE LIÇÃO DE VIDA E APRENDIZADO.  

UMA EXPERIENCIA IMPERDÍVEL – DIÁLOGO NO ESCURO


Não perca. Vale a pena
Vc pode vivê-la  na UNIBES CULTURAL. Na rua Oscar Freire 2500 (ao lado do Metrô Sumaré) tel. (11)30654333.  De segunda a sábado das 11:00 até 18:30; quartas feiras das 13:00 até 20:30 (entrada até uma hora antes)
Último dia – 03/12/2016
 Preço – R$ 6,00 meia e R$ 12,00 inteira

O que o folheto nos informa:
Sentir o mundo sem enxergar. Ser conduzido por guias deficientes visuais através de salas totalmente escuras e especialmente construídas, em que cheiros, sons, vento, temperatura e textura apresentam as características de ambientes cotidianos.

Interagir sem a visão, mas usando seus outros sentidos. Uma inversão de papeis, em que as rotinas diárias tornam-se uma nova experiência, fora do ambiente familiar. São os guias, deficientes visuais, que proporcionam segurança e sentido de orientação e respondem a questionamentos que normalmente não se tem a chance de fazer, reduzindo as barreiras e ajudando na compreensão mútua.

Durante a visitação, o visitante pode fazer perguntas que normalmente não se tem a chance de fazer a uma pessoa com deficiência visual, reduzindo as barreiras de ambos os lados e ajudando a compreensão mútua. 

No DIÁLOGO NO ESCURO a ênfase não é sobre a deficiência visual, mas sim sobre a importância da compreensão, empatia e solidariedade.
O passeio em si dura pouco mais de uma hora, mas os efeitos podem durar uma vida.
Mais de 8 milhões de visitantes em 140 cidades de 40 países já viveram essa experiência.

Venha ver de perto

terça-feira, 8 de novembro de 2016

"MEU" OUTUBRO DE 2016

Hesitei muito em publicar este texto porque é muito pessoal. Mas, como sempre afirmei, desde 2008 quando comecei a postar meus textos, meu blog é uma colcha de retalhos. Escrevo sobre coisas pessoais, sobre histórias de minha cidade, resgate de minhas memórias, meus pensamentos, minhas considerações sobre  fatos, meus comentário vários. Assim resolvi que  a publicaão deste texto estava dentro do que me  propunha e é um jeito de  participar  minha vida  com meus leitores.  E aqui vai o texto
“MEU”OUTUBRO DE 2016 – UM MÊS DE MUITAS NOVIDADES
Este outubro foi realmente “recheado” de coisas diferentes em minha vida. Além, das minhas rotinas pessoais que incluem ler jornal junto com o café da manhã, fazera minha própria fisioterapia especifica, dar uma geral na casa (louça, roupa, chão, comida…)  os compromissos de trabalho com os Encontros semanais no HU, frequentar os Encontros Culturais do Terron, ir ao CIEE nas quintas para palestras sobre a História de São Paulo, compromissos sociais necessários e prazerosos (almoço comemorativo dos 10 anos de Encontros Culturais, pizzada tradicional), que me tomam tempo de pesquisa e estudo, com contrapontos de tricô e leituras atuais, ainda  novos acontecimentos fizeram parte de minha vida.
Começou até um pouco antes de outubro, quando já em agosto recebi um convite de participação de um evento sobre documentos da USP, no Arquivo do Estado de São Paulo. E, o convite incluiu a minha atuação como mediadora nesse evento.  Eu nunca exerci esse papel, nem tinha muita ideia de como seria. Então, durante cerca de um mês estudei muito, pesquisei sobre os participantes na fala dos quais eu devia intervir com complementações ou mais dados que eles por modéstia não tinham exposto.  Fiz o que não me foi pedido e montei uns mini pôsteres de alguns dos primeiros professores que foram contratados e que foram meus professores. O arquivo os exibiu em uma vitrine que ficou no saguão à vista de todos.
Mas, tudo para mim era novidade, desconhecido e dependia da minha improvisação. Parece que deu certo, tenho tudo relatado para meu acervo e os comentários foram positivos
De qualquer forma, exercer uma ação nova aos 86 anos dá um certo orgulho, aumenta a autoestima e me dá mais uma ‘profissão” – mediadora em eventos. Sou capaz de assumir.

E em 11 de outubro estive na rádio CBN para uma entrevista gravada sobre idosos de modo geral, quando pude expor minhas ideias atuais, fruto de muita experiência e principalmente vivência.  Acho que ainda nem foi para o ar e não sei como me saí. Mas, de qualquer forma foi uma atividade fora da rotina, de responsabilidade porque muita gente ouve e as mensagens precisam ser consistentes em firmeza e conteúdo.

No dia 22, encontrei o   pessoal do Páteo do Colégio, aqueles colecionadores de discos antigos (alguns tem quase 3 mil discos entre 78rpm e long plays) que se reúnem naquele espaço há 40 anos. Todos velhinhos, mas alegres com o reencontro. Milton, o mais jovem deles junto com o   Paulo Yabuti, o mais velho e ativo do grupo, montaram o que se chamou ‘PASSATEMPO MUSICAL” uma espécie de programa de calouros com perguntas e sons programados para serem respondidos em todos os detalhes. Respostas certas valiam pontos que são somando para uma classificação. E até o quinto colocado há prêmios em livros, vinhos, discos antigos. Durou das 15h até 20h, quando cada um retomou sua vida. Reunião diferente. Foi muito bonito ver os “velhinhos” vibrarem quando respondiam certo, recebiam pontos e aplauso de todos.

No dia 23, um domingo passei a tarde e até mais de 21h trabalhando em material dos Encontros. Trabalho extra que eu inventei. Como perderei 3 encontros por conta de feriados que caem na quarta feira, tive que fazer arranjos e o Tema Fotografia ficou sozinho. Como o achei pequeno para 15 dias de folga das participantes (por conta do feriado do dia 2 de novembro), juntei a ele um tema que inclui neste semestre: Atividades Culturais – Artes Visuais, Música e Literatura. Como não tinha ainda montado textos de apoio para esse tema, tive que montá-los com pressa para mandar para Ana Lucia (o meu contato com o HU) imprimir para a distribuição ser no dia 26 e assim as meninas terem trabalho nos 15 dias seguintes.  Não contava com mais esse trabalho “trabalhoso” porque edição de grandes materiais não é fácil.

No dia 27, dia do Grupo de Leitura da Academia Paulista de Letras compareci com minha amiga Jolanda embora   o evento ocorra no centro da cidade (largo do Arouche) e às 19h, não de tão fácil acesso. Mas, o livro a ser comentado era A Metamorfose de Franz Kafka, leitura obrigatória e comentado e explicado “n” vezes por escritores e críticos. Todos concordam que é uma metáfora, dão explicações sociológicas, psicológicas, psicanalíticas, e mutatis mutantis, as palestras são bem parecidas. Não há grandes divergências e o que mais há são detalhes e explicações pessoais.
E aí eu entro muito enxerida. 
Nas minhas várias leituras em edições diferentes, nunca pude deixar de lê-lo dominada pela minha formação biológica. Assim quando Gregor Samsa acorda como um “inseto monstruoso”, esse inseto sempre foi uma “barata” e conhecendo a morfologia desse inseto é muito mais completa a minha compreensão do que ele sentia nessa situação. Consegui listar 36 parágrafos do livro em que a condição de “barata” é provada. E até levei umas imagens explicativas.
Nem sei como tive coragem de intervir e expor meu ponto de vista em uma comunidade de acadêmicos, todos literatos e com cultura saindo pelo ladrão. Mas aprendi a expor minhas opiniões, tenho segurança e perdi (acho que até demais) a minha antiga timidez.
Não sei se gostaram muito, mas o produtor cultural pediu o texto para mandar a todos.  Gostaria de ser uma mosquinha para ouvir os comentários de cada um. O quanto devem ter me gozado. Não importa. Participei. Compartilhei o que sabia sobre insetos, testei a minha cognição e capacidade de expressão e atuei em outro ambiente que não o meu, o que foi mais uma coisa nova na minha vida.

E no dia 29, outra coisa completamente diferente na minha vida. Com preparo no dia 28 em que durante duas horas provei roupas para escolha adequada, no sábado comecei o dia saindo daqui as 7h. Sempre alguém vem me buscar e depois me trazer. Não sei se é o critério ou fazem isso porque sou uma “velhinha” e preciso de mais cuidados.
Estava então por conta da produção da O2 –Cinema para gravação de imagens. Para uma vinheta? Para um pedaço de alguma coisa televisiva com certeza. Com um estacionamento fechado na rua Libero Badaró toda a equipe a postos e trabalhando. Umas 50 pessoas, equipamentos mil, material diversificado, camareira, maquiadora...
Café da manhã farto, servido para todos.
Roupas trocadas e saída dos participantes para o ponto entre final (ou começo) do Viaduto do Chá, rua Libero Badaró onde ela limita com a Praça do Patriarca e todo o espaço em frente à Prefeitura. Equipamento montado e acessado pelos técnicos, direção de Quico Meireles e assistentes, eu estava lá no meio e só então me foi dito qual era meu papel. Eu atuaria como uma senhora idosa que está nesse ponto, testemunha a colisão de um carro em um poste, se assusta…Cena do carro no poste já tinha sido filmada e o barulho da batida é gravada em separado.
Em outras tomadas eu devo atravessar a rua. Espero o sinal abrir, com cuidado olhando para os lados, e um cavalheiro me oferece o braço como ajuda. E vamos atravessando seguindo as marcações no chão. Cenas intermediarias que serão mescladas, o cavalheiro me abandona no meio da rua e eu me apavoro. Não sei se fiz bem a cara de idosa apavorada.
Repetimos como sempre, mais de uma dezena de vezes a mesma cena. Ainda bem que o cavalheiro em questão era nada menos do que o super ator global TONY RAMOS. Paciente, me dava as dicas com grande classe. Nos intervalos conversamos bem.
Imagine um sábado pelas 11h, meio dia, os transeuntes passando em grande número, transito sendo parado no momento certo da gravação, fãs agitadas por passar pelo seu galã de telenovela…Fitas amarelas e pretas, características, tem que delimitar o espaço.
Só quem participa avalia o trabalho perfeito de equipe para um tempo limitado depois da edição.
E essa brincadeira foi até depois das 13h quando enfrentamos um transito paulistano mesmo para voltar ao estacionamento. Eu e Tony trocamos muitas conversas interessantes sobre as vidas de cada um de nós. Assunto sempre há.
14h o almoço nos espera. Cada um que vai chegando vai se servindo de uma mesa farta e é um momento de comentários sobre as atividades.
Minha parte foi encerrada, troquei a roupa da cena pelas minhas e fui trazida para casa às 15 horas
Acho que fui um pouco mais do que figurante, mas o cachê desta vez foi pequeno. Sempre ajuda
Não importa. Me diverti, fiz coisas completamente diferentes do que estou acostumada, conheci muita gente em ambiente de trabalho especifico e muito qualificado e sempre aprendo coisas. Estive em uma parte de São Paulo que conheço bem, sei de suas histórias e reforcei-as ao conta-las.
O resto do sábado e o domingo foi de assimilação de tanta atividade e trabalhando a cabeça para compor este texto.
E ainda no dia 1 de novembro, um presente gentil do Eduardo Barros, um vídeo de divulgação do meu trabalho, gravado, editado e lançado por ele foi para o ar pelo o YouTube.
Este foi o final de setembro e o começo de novembro de minha vida. E o mês de outubro inteiro.  Com sete acontecimentos diferentes da minha rotina.
Às vezes tenho medo que o “motor”  funda.

Este texto é uma prestação de contas para mim mesma, uma maneira de me saber ainda íntegra e com bom pique, até mais do que tinha antes da cirurgia. Parece que subconscientemente estou resgatando o tempo meio ocioso da época.  Estou ansiosa por saber e principalmente compartilhar. Tudo que sei de bom passo para a frente. Atropelo os outros e me atropelo. Estou assim, porque estou saudável e estou saudável porque estou ativa. É um círculo vicioso e o segredo da minha qualidade de vida.
    
    

domingo, 2 de outubro de 2016

EM TEMPOS DE ELEIÇÃO E SEMPRE - DIGA NÃO

NÃO

Este não é um texto. É um desafio.
 Diga NÃO à:

      • AGRESSÃO À NATUREZA
      • AGRESSÃO FÍSICA
      • AGRESSÃO MORAL
      • ALARMISMO
      • AMBIÇÃO DESRREGRADA
      • ANALFABETISMO
      • ASSÉDIO MORAL
      • ASSÉDIO SEXUAL
      • BUROCRACIA
      • CALÚNIAS
      • CARA DE PAU
      • CASTIGOS FÍSICOS
      • CASTIGOS MORAIS
      • CENSURA EXPLICITA OU NÃO
      • CIDADANIA DESRESPEITADA
      • CONDENAÇÃO DA CAMISINHA
      • CORRUPÇÃO
      • DESNUTRIÇÃO
      • DESONESTIDADE
      • DESRESPEITO
      • DISCRIMINAÇÃO
      • EGOCENTRISMO
      • EGOISMO
      • ESCRAVIDÃO BRANCA
      • FACTOIDES
      • FALTA DE ÉTICA
      • FAVELIZAÇÃO
      • FOFOCAS
      • GUERRA
      • “GATOS”
      • IGNORANCIA
      • IMPOSIÇÃO
      • IMPUNIDADE
      • INCOMPETENCIA
      • INTERNACIONALIZAÇÃO DA AMAZÔNIA
      • JEITINHO
      • LIXOS MISTURADOS
      • MANIPULAÇÃO DE OPINIÃO.
      • MARGINALIZAÇÃO
      • MENTIRA
      • NEPOTISMO
      • POLUIÇÃO
      • POLUIÇÃO DE QUALQUER TIPO
      • PRECONCEITO
      • PREGUIÇA
      • PROPAGANDA ENGANOSA
      • SENSACIONALISMO
      • SUJEIRA
      • TERRORISMO
                        E....................

Medite sobre cada palavra, tente construir um texto sobre o assunto, pesquise e :

 - PROPONHA ESTRATÉGIAS
 -  ARGUMENTE SUA POSIÇÃO
 - TRABALHE
 - SE ENVOLVA
 - VIVA O PROBLEMA

TEXTO ESCRITO EM ABRIL DE  2007





quinta-feira, 22 de setembro de 2016

DIVULGAÇÃO

SEGUE O CONVITE PARA UM EVENTO IMPORTANTE PARA OS  USPIANOS

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

UMA SEMANA COMO EU GOSTO

       
Atrasada na publicação de textos para o blog, vou tentar tirar a diferença e já nesta semana escrevo alguma coisa.
Terminei a semana passada envolta em música ao vivo e até escrevi sobre isso.Pude então começar a semana com disposição, pique para dar vasão à minha multifacetada personalidade.

De trabalho, continuei a recolher dados do que pretendo escrever sobre “O Beijo através dos Tempos e da Arte” nos moldes do que escrevi sobre “Adão e Eva” . Inventei também recolher através do drive-externo, todas as minhas RETROSPECTIVAS desde 1954. Procurei imagens de “baratas” para complementar minha leitura de A metamorfose de Kafka.Mas, minha porção doméstica me chama e tive que sair para um supermercado. Também se come!!!!

Passou a segunda, já veio a terça e aí tenho mais tempo porque chegou a santa Doralice que me ajuda há mais de 30 anos.
E fiquei livre para responder a todos os e-mails na fila e ainda procurar fazer uma lista com todos os Fletíamos. Consegui somar 947, resgatei as 3 listas (Química, Psicologia Experimental e História Natural) tenho isso aqui no computador, mas não consigo achar. Devo ter feito uma bobagem qualquer  Perdi um tempão procurando.Felizmente achei, por acaso. Não foi trabalho perdido.
À noite fui até a Unibes Cultural com a DoCarmo, para uma entrevista: Mona Dorf entrevistando André Sturm atualmente no MIS, mas com uma vivencia e uma capacidade de comunicação muito especial. Falou sobre cinema e outras coisas. Valeu.

Na quarta tenho o meu trabalho de Encontros de Memória Autobiográfica que vai indo, mesmo com pouca gente. Do Hospital Universitário onde trabalho, vou para a Farmácia -USP e para os Encontros Culturais que frequento há uns 9 anos. Filme de hoje foi pesado demais e não tive pique para ficar para os comentários. Mas, tive uma grande surpresa ao saber da minha querida Marta Vannucci que agora está no Brasil e em São Paulo. Na primeira oportunidade falo dela.
Em casa acabo de ler A Metamorfose – Kafka; entro na minha porção doméstica, deixando coisas prontas porque amanhã também estarei fora o dia todo.

Nesta quinta, teria que ir ao CIEE para a palestra sobre a História de São Paulo, mas tinha consulta agendada na Psiquiatria do HC para continuidade de pesquisas do LIM 27 (Laboratório de Investigação Médica) e passar  de novo por uma bateria de testes psicológicos, de memória, de cognição.... Faço isso a cada seis meses para saber se ainda  estou no grupo de Controle. De lá vou direto para a USP, abraço Angélica e aguardo o evento do Instituto de Psicologia   em homenagem a uma das primeiras psicólogas do Instituto. Encontro gente conhecida e troco ”figurinhas”.
Em casa e à noite falo com Flavia que me deu o contato com Marta e com Lilian sobre  o evento do dia 29.

Na sexta minhas atividades são variadas:
Entro em contato telefônico com Marta Vannucci e o que deixou super emocionada.  Vamos voltar a nos falar.
Saio as 11h e tomo o ônibus de novo, tentando voltar à minha vida ativa. Não tenho tido problemas por conta da ainda pós cirurgia.  Encontro as Semi Novas no Shopping Light para nosso almoço mensal e fico lá até 16h em conversas variadas. Pretendia voltar de ônibus outra vez mas tive que acompanhar DoCarmo que sozinha não venceria o caos de gente que é, à tarde  na zona  da praça Ramos. Entregue DoCarmo, vim para casa finalmente.

No sábado, depois da minha rotina diária que inclui “leitura” de jornal e fisioterapia fiz pequenos trabalhos no escritório que inclui trocar tintas da impressora. Fiz hora até meio dia , quando Maria Inês e Hélio  me deram carona até o Bovinu's, para o almoço de comemoração dos 10 anos   dos Encontros Cultuais do Terron. Muitos participantes (umas 50 pessoas), a maioria que conheço e me conhecem porque já frequento o Encontro desde 2008. Valeu. Foi muito bom mesmo.  Somos já uma “comunidade” cultural sempre em renovação e sempre ligados por amizades únicas.
Mesmo depois de um cochilo necessário (por conta de uma caipirinha deliciosa) esperei pelas 21:30, pelo programa Clássicos da TV Cultura. O programa de hoje foi “russo”, com Rachmaninov  e Tchaikovsky . De Rachmaninov o Concerto nº3 para piano e Orquestra, dificílimo, mas magistralmente executado por Nicolay Loganski  e  Isaac Karabichevsky na regência. No bis, também de Rachmaninov um Prelúdio. E ainda a Sinfonia nº 1 de Tchaikovsky - Sonho de Inverno.  Quatro movimentos com participação diferenciada de flauta e oboé no Adágio.  Sensacional.  Tudo isso com o a OSESP
E fui dormir feliz, com os últimos acordes ainda enchendo meus ouvidos.

E o domingo chegou, com muito serviço pela frente por conta do evento do dia 29. Estou montando mini pôsteres dos antigos professores chegados à Universidade, que é o tema do Evento. Muita atividade com fotos, trabalhando com o que sei de Photoshop. 
Parei para o programa também da TV Cultura, Concertos Matinais ao meio dia. Hoje bastante variado, sob o comando de Júlio Medaglia:
 - O Concerto para violino e Orquestra de Tchaikovsky em uma gravação de 2009 com o violinista saído do programa Prelúdio, Misael Jr.
  - Chopin  com parte da Polonaise brilhante  com o pianista Pablo Rossi, gravado em 2008.
  - De Villa Lobos, As Bachianas Brasileiras nº 4 com a Orquestra Sinfônica de Heliópolis, com regência de Isaac Karabichevsky.
  - A 1ª Sinfonia de Beethoven (1º movimento) com a Orquestra Sinfônica do Festival de Inverno de Campos de Jordão.
 - A “Dança do Sacrifício” da Sagração da Primavera de Stravinsky com essa mesma orquestra regida por Carolyn Kuan, gravação e 2013. Um programão.
Ainda voltei para meus trabalhos com antigos professores da USP, e acho que vou encerrar o dia com um relaxamento não sei de que e nem como, mas vou descobrir.  Semana próxima espero mais “light’.