sábado, 19 de novembro de 2016

BOAS VINDAS AOS NOSSOS “FIGUINHOS” Filhotes do clone da Figueira da Glette


Quem acompanha os meus textos neste Blog já sabe o quanto a Figueira da Glette representa em minha vida. (Veja publicações de 21 de março de 2008 sobre A Figueira da Glette e o Palacete da Glette e procure  o livro  A Glette, o Palacete e a Universidade de São Paulo  onde a Luta pela Figueira foi tanta que mereceu até um capítulo próprio. 

Vai lembrar que em 24 de novembro de 2006 um clone da Figueira da Glette foi plantado na Praça do Por do Sol da USP com toda a pompa e circunstância. Muitas fotos foram tiradas.


Clone da figueira no dia do plantio em novembro de 2006
Vista de São Paulo no fundo


Grupo que vivenciou o plantio do clone da Figueira  na Praça do Por do Sol – USP em novembro de 2006



Eu Neuza plantando o clone da Figueira na Praça do Pôr do Sol –USP em novembro de 2006 – ao lado profa. Berta Lange de Morretes, atualmente com quase 100 anos.

Placa comemorativa


No  próximo dia 24 esse acontecimento vai fazer 10 anos

Durante todos esses anos, quando passei por lá - e foram muitas passagens de ônibus ou de carro nas andanças pelos cursos da Universidade Aberta à Terceira Idade- USP – sempre a “cumprimentava” porque para mim era uma referência importante.

Às vezes me assustava com a aparência meio decadente que sugeria uma “morte anunciada”. Desconhecida, apesar da placa identificadora do que a planta representava, quase ninguém lhe dava um olhar ou reconhecia o seu significado dentro da USP.

De repente, um susto e uma alegria. De tanto me ouvir falar desse clone, um dia destes, meu filho parou, olhou, fotografou e fez um close da folhagem. E, para surpresa, lá estavam “figuinhos” –seus pequenos frutos – que mostravam que ela estava ainda viva.

É com emoção que eu dou as boas-vindas a esses “figuinhos”, porque eles representam o resultado de muito trabalho de preservação da memória coletiva de quase mil gletianos que tem neles a referência de um tempo de estudantes.
Aqui estão eles fotografados em novembro de 2016


                                    O clone da Figueira em novembro de 2016



Ache os "figuinhos" e dê as boas vindas simbólicas a eles


domingo, 13 de novembro de 2016

DIÁLOGO NO ESCURO


FUI E VIVI A EXPERIÊNCIA DO DIÁLOGO NO ESCURO. VALEU A PENA. GRANDE LIÇÃO DE VIDA E APRENDIZADO.  

UMA EXPERIENCIA IMPERDÍVEL – DIÁLOGO NO ESCURO


Não perca. Vale a pena
Vc pode vivê-la  na UNIBES CULTURAL. Na rua Oscar Freire 2500 (ao lado do Metrô Sumaré) tel. (11)30654333.  De segunda a sábado das 11:00 até 18:30; quartas feiras das 13:00 até 20:30 (entrada até uma hora antes)
Último dia – 03/12/2016
 Preço – R$ 6,00 meia e R$ 12,00 inteira

O que o folheto nos informa:
Sentir o mundo sem enxergar. Ser conduzido por guias deficientes visuais através de salas totalmente escuras e especialmente construídas, em que cheiros, sons, vento, temperatura e textura apresentam as características de ambientes cotidianos.

Interagir sem a visão, mas usando seus outros sentidos. Uma inversão de papeis, em que as rotinas diárias tornam-se uma nova experiência, fora do ambiente familiar. São os guias, deficientes visuais, que proporcionam segurança e sentido de orientação e respondem a questionamentos que normalmente não se tem a chance de fazer, reduzindo as barreiras e ajudando na compreensão mútua.

Durante a visitação, o visitante pode fazer perguntas que normalmente não se tem a chance de fazer a uma pessoa com deficiência visual, reduzindo as barreiras de ambos os lados e ajudando a compreensão mútua. 

No DIÁLOGO NO ESCURO a ênfase não é sobre a deficiência visual, mas sim sobre a importância da compreensão, empatia e solidariedade.
O passeio em si dura pouco mais de uma hora, mas os efeitos podem durar uma vida.
Mais de 8 milhões de visitantes em 140 cidades de 40 países já viveram essa experiência.

Venha ver de perto

terça-feira, 8 de novembro de 2016

"MEU" OUTUBRO DE 2016

Hesitei muito em publicar este texto porque é muito pessoal. Mas, como sempre afirmei, desde 2008 quando comecei a postar meus textos, meu blog é uma colcha de retalhos. Escrevo sobre coisas pessoais, sobre histórias de minha cidade, resgate de minhas memórias, meus pensamentos, minhas considerações sobre  fatos, meus comentário vários. Assim resolvi que  a publicaão deste texto estava dentro do que me  propunha e é um jeito de  participar  minha vida  com meus leitores.  E aqui vai o texto
“MEU”OUTUBRO DE 2016 – UM MÊS DE MUITAS NOVIDADES
Este outubro foi realmente “recheado” de coisas diferentes em minha vida. Além, das minhas rotinas pessoais que incluem ler jornal junto com o café da manhã, fazera minha própria fisioterapia especifica, dar uma geral na casa (louça, roupa, chão, comida…)  os compromissos de trabalho com os Encontros semanais no HU, frequentar os Encontros Culturais do Terron, ir ao CIEE nas quintas para palestras sobre a História de São Paulo, compromissos sociais necessários e prazerosos (almoço comemorativo dos 10 anos de Encontros Culturais, pizzada tradicional), que me tomam tempo de pesquisa e estudo, com contrapontos de tricô e leituras atuais, ainda  novos acontecimentos fizeram parte de minha vida.
Começou até um pouco antes de outubro, quando já em agosto recebi um convite de participação de um evento sobre documentos da USP, no Arquivo do Estado de São Paulo. E, o convite incluiu a minha atuação como mediadora nesse evento.  Eu nunca exerci esse papel, nem tinha muita ideia de como seria. Então, durante cerca de um mês estudei muito, pesquisei sobre os participantes na fala dos quais eu devia intervir com complementações ou mais dados que eles por modéstia não tinham exposto.  Fiz o que não me foi pedido e montei uns mini pôsteres de alguns dos primeiros professores que foram contratados e que foram meus professores. O arquivo os exibiu em uma vitrine que ficou no saguão à vista de todos.
Mas, tudo para mim era novidade, desconhecido e dependia da minha improvisação. Parece que deu certo, tenho tudo relatado para meu acervo e os comentários foram positivos
De qualquer forma, exercer uma ação nova aos 86 anos dá um certo orgulho, aumenta a autoestima e me dá mais uma ‘profissão” – mediadora em eventos. Sou capaz de assumir.

E em 11 de outubro estive na rádio CBN para uma entrevista gravada sobre idosos de modo geral, quando pude expor minhas ideias atuais, fruto de muita experiência e principalmente vivência.  Acho que ainda nem foi para o ar e não sei como me saí. Mas, de qualquer forma foi uma atividade fora da rotina, de responsabilidade porque muita gente ouve e as mensagens precisam ser consistentes em firmeza e conteúdo.

No dia 22, encontrei o   pessoal do Páteo do Colégio, aqueles colecionadores de discos antigos (alguns tem quase 3 mil discos entre 78rpm e long plays) que se reúnem naquele espaço há 40 anos. Todos velhinhos, mas alegres com o reencontro. Milton, o mais jovem deles junto com o   Paulo Yabuti, o mais velho e ativo do grupo, montaram o que se chamou ‘PASSATEMPO MUSICAL” uma espécie de programa de calouros com perguntas e sons programados para serem respondidos em todos os detalhes. Respostas certas valiam pontos que são somando para uma classificação. E até o quinto colocado há prêmios em livros, vinhos, discos antigos. Durou das 15h até 20h, quando cada um retomou sua vida. Reunião diferente. Foi muito bonito ver os “velhinhos” vibrarem quando respondiam certo, recebiam pontos e aplauso de todos.

No dia 23, um domingo passei a tarde e até mais de 21h trabalhando em material dos Encontros. Trabalho extra que eu inventei. Como perderei 3 encontros por conta de feriados que caem na quarta feira, tive que fazer arranjos e o Tema Fotografia ficou sozinho. Como o achei pequeno para 15 dias de folga das participantes (por conta do feriado do dia 2 de novembro), juntei a ele um tema que inclui neste semestre: Atividades Culturais – Artes Visuais, Música e Literatura. Como não tinha ainda montado textos de apoio para esse tema, tive que montá-los com pressa para mandar para Ana Lucia (o meu contato com o HU) imprimir para a distribuição ser no dia 26 e assim as meninas terem trabalho nos 15 dias seguintes.  Não contava com mais esse trabalho “trabalhoso” porque edição de grandes materiais não é fácil.

No dia 27, dia do Grupo de Leitura da Academia Paulista de Letras compareci com minha amiga Jolanda embora   o evento ocorra no centro da cidade (largo do Arouche) e às 19h, não de tão fácil acesso. Mas, o livro a ser comentado era A Metamorfose de Franz Kafka, leitura obrigatória e comentado e explicado “n” vezes por escritores e críticos. Todos concordam que é uma metáfora, dão explicações sociológicas, psicológicas, psicanalíticas, e mutatis mutantis, as palestras são bem parecidas. Não há grandes divergências e o que mais há são detalhes e explicações pessoais.
E aí eu entro muito enxerida. 
Nas minhas várias leituras em edições diferentes, nunca pude deixar de lê-lo dominada pela minha formação biológica. Assim quando Gregor Samsa acorda como um “inseto monstruoso”, esse inseto sempre foi uma “barata” e conhecendo a morfologia desse inseto é muito mais completa a minha compreensão do que ele sentia nessa situação. Consegui listar 36 parágrafos do livro em que a condição de “barata” é provada. E até levei umas imagens explicativas.
Nem sei como tive coragem de intervir e expor meu ponto de vista em uma comunidade de acadêmicos, todos literatos e com cultura saindo pelo ladrão. Mas aprendi a expor minhas opiniões, tenho segurança e perdi (acho que até demais) a minha antiga timidez.
Não sei se gostaram muito, mas o produtor cultural pediu o texto para mandar a todos.  Gostaria de ser uma mosquinha para ouvir os comentários de cada um. O quanto devem ter me gozado. Não importa. Participei. Compartilhei o que sabia sobre insetos, testei a minha cognição e capacidade de expressão e atuei em outro ambiente que não o meu, o que foi mais uma coisa nova na minha vida.

E no dia 29, outra coisa completamente diferente na minha vida. Com preparo no dia 28 em que durante duas horas provei roupas para escolha adequada, no sábado comecei o dia saindo daqui as 7h. Sempre alguém vem me buscar e depois me trazer. Não sei se é o critério ou fazem isso porque sou uma “velhinha” e preciso de mais cuidados.
Estava então por conta da produção da O2 –Cinema para gravação de imagens. Para uma vinheta? Para um pedaço de alguma coisa televisiva com certeza. Com um estacionamento fechado na rua Libero Badaró toda a equipe a postos e trabalhando. Umas 50 pessoas, equipamentos mil, material diversificado, camareira, maquiadora...
Café da manhã farto, servido para todos.
Roupas trocadas e saída dos participantes para o ponto entre final (ou começo) do Viaduto do Chá, rua Libero Badaró onde ela limita com a Praça do Patriarca e todo o espaço em frente à Prefeitura. Equipamento montado e acessado pelos técnicos, direção de Quico Meireles e assistentes, eu estava lá no meio e só então me foi dito qual era meu papel. Eu atuaria como uma senhora idosa que está nesse ponto, testemunha a colisão de um carro em um poste, se assusta…Cena do carro no poste já tinha sido filmada e o barulho da batida é gravada em separado.
Em outras tomadas eu devo atravessar a rua. Espero o sinal abrir, com cuidado olhando para os lados, e um cavalheiro me oferece o braço como ajuda. E vamos atravessando seguindo as marcações no chão. Cenas intermediarias que serão mescladas, o cavalheiro me abandona no meio da rua e eu me apavoro. Não sei se fiz bem a cara de idosa apavorada.
Repetimos como sempre, mais de uma dezena de vezes a mesma cena. Ainda bem que o cavalheiro em questão era nada menos do que o super ator global TONY RAMOS. Paciente, me dava as dicas com grande classe. Nos intervalos conversamos bem.
Imagine um sábado pelas 11h, meio dia, os transeuntes passando em grande número, transito sendo parado no momento certo da gravação, fãs agitadas por passar pelo seu galã de telenovela…Fitas amarelas e pretas, características, tem que delimitar o espaço.
Só quem participa avalia o trabalho perfeito de equipe para um tempo limitado depois da edição.
E essa brincadeira foi até depois das 13h quando enfrentamos um transito paulistano mesmo para voltar ao estacionamento. Eu e Tony trocamos muitas conversas interessantes sobre as vidas de cada um de nós. Assunto sempre há.
14h o almoço nos espera. Cada um que vai chegando vai se servindo de uma mesa farta e é um momento de comentários sobre as atividades.
Minha parte foi encerrada, troquei a roupa da cena pelas minhas e fui trazida para casa às 15 horas
Acho que fui um pouco mais do que figurante, mas o cachê desta vez foi pequeno. Sempre ajuda
Não importa. Me diverti, fiz coisas completamente diferentes do que estou acostumada, conheci muita gente em ambiente de trabalho especifico e muito qualificado e sempre aprendo coisas. Estive em uma parte de São Paulo que conheço bem, sei de suas histórias e reforcei-as ao conta-las.
O resto do sábado e o domingo foi de assimilação de tanta atividade e trabalhando a cabeça para compor este texto.
E ainda no dia 1 de novembro, um presente gentil do Eduardo Barros, um vídeo de divulgação do meu trabalho, gravado, editado e lançado por ele foi para o ar pelo o YouTube.
Este foi o final de setembro e o começo de novembro de minha vida. E o mês de outubro inteiro.  Com sete acontecimentos diferentes da minha rotina.
Às vezes tenho medo que o “motor”  funda.

Este texto é uma prestação de contas para mim mesma, uma maneira de me saber ainda íntegra e com bom pique, até mais do que tinha antes da cirurgia. Parece que subconscientemente estou resgatando o tempo meio ocioso da época.  Estou ansiosa por saber e principalmente compartilhar. Tudo que sei de bom passo para a frente. Atropelo os outros e me atropelo. Estou assim, porque estou saudável e estou saudável porque estou ativa. É um círculo vicioso e o segredo da minha qualidade de vida.
    
    

domingo, 2 de outubro de 2016

EM TEMPOS DE ELEIÇÃO E SEMPRE - DIGA NÃO

NÃO

Este não é um texto. É um desafio.
 Diga NÃO à:

      • AGRESSÃO À NATUREZA
      • AGRESSÃO FÍSICA
      • AGRESSÃO MORAL
      • ALARMISMO
      • AMBIÇÃO DESRREGRADA
      • ANALFABETISMO
      • ASSÉDIO MORAL
      • ASSÉDIO SEXUAL
      • BUROCRACIA
      • CALÚNIAS
      • CARA DE PAU
      • CASTIGOS FÍSICOS
      • CASTIGOS MORAIS
      • CENSURA EXPLICITA OU NÃO
      • CIDADANIA DESRESPEITADA
      • CONDENAÇÃO DA CAMISINHA
      • CORRUPÇÃO
      • DESNUTRIÇÃO
      • DESONESTIDADE
      • DESRESPEITO
      • DISCRIMINAÇÃO
      • EGOCENTRISMO
      • EGOISMO
      • ESCRAVIDÃO BRANCA
      • FACTOIDES
      • FALTA DE ÉTICA
      • FAVELIZAÇÃO
      • FOFOCAS
      • GUERRA
      • “GATOS”
      • IGNORANCIA
      • IMPOSIÇÃO
      • IMPUNIDADE
      • INCOMPETENCIA
      • INTERNACIONALIZAÇÃO DA AMAZÔNIA
      • JEITINHO
      • LIXOS MISTURADOS
      • MANIPULAÇÃO DE OPINIÃO.
      • MARGINALIZAÇÃO
      • MENTIRA
      • NEPOTISMO
      • POLUIÇÃO
      • POLUIÇÃO DE QUALQUER TIPO
      • PRECONCEITO
      • PREGUIÇA
      • PROPAGANDA ENGANOSA
      • SENSACIONALISMO
      • SUJEIRA
      • TERRORISMO
                        E....................

Medite sobre cada palavra, tente construir um texto sobre o assunto, pesquise e :

 - PROPONHA ESTRATÉGIAS
 -  ARGUMENTE SUA POSIÇÃO
 - TRABALHE
 - SE ENVOLVA
 - VIVA O PROBLEMA

TEXTO ESCRITO EM ABRIL DE  2007





quinta-feira, 22 de setembro de 2016

DIVULGAÇÃO

SEGUE O CONVITE PARA UM EVENTO IMPORTANTE PARA OS  USPIANOS

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

UMA SEMANA COMO EU GOSTO

       
Atrasada na publicação de textos para o blog, vou tentar tirar a diferença e já nesta semana escrevo alguma coisa.
Terminei a semana passada envolta em música ao vivo e até escrevi sobre isso.Pude então começar a semana com disposição, pique para dar vasão à minha multifacetada personalidade.

De trabalho, continuei a recolher dados do que pretendo escrever sobre “O Beijo através dos Tempos e da Arte” nos moldes do que escrevi sobre “Adão e Eva” . Inventei também recolher através do drive-externo, todas as minhas RETROSPECTIVAS desde 1954. Procurei imagens de “baratas” para complementar minha leitura de A metamorfose de Kafka.Mas, minha porção doméstica me chama e tive que sair para um supermercado. Também se come!!!!

Passou a segunda, já veio a terça e aí tenho mais tempo porque chegou a santa Doralice que me ajuda há mais de 30 anos.
E fiquei livre para responder a todos os e-mails na fila e ainda procurar fazer uma lista com todos os Fletíamos. Consegui somar 947, resgatei as 3 listas (Química, Psicologia Experimental e História Natural) tenho isso aqui no computador, mas não consigo achar. Devo ter feito uma bobagem qualquer  Perdi um tempão procurando.Felizmente achei, por acaso. Não foi trabalho perdido.
À noite fui até a Unibes Cultural com a DoCarmo, para uma entrevista: Mona Dorf entrevistando André Sturm atualmente no MIS, mas com uma vivencia e uma capacidade de comunicação muito especial. Falou sobre cinema e outras coisas. Valeu.

Na quarta tenho o meu trabalho de Encontros de Memória Autobiográfica que vai indo, mesmo com pouca gente. Do Hospital Universitário onde trabalho, vou para a Farmácia -USP e para os Encontros Culturais que frequento há uns 9 anos. Filme de hoje foi pesado demais e não tive pique para ficar para os comentários. Mas, tive uma grande surpresa ao saber da minha querida Marta Vannucci que agora está no Brasil e em São Paulo. Na primeira oportunidade falo dela.
Em casa acabo de ler A Metamorfose – Kafka; entro na minha porção doméstica, deixando coisas prontas porque amanhã também estarei fora o dia todo.

Nesta quinta, teria que ir ao CIEE para a palestra sobre a História de São Paulo, mas tinha consulta agendada na Psiquiatria do HC para continuidade de pesquisas do LIM 27 (Laboratório de Investigação Médica) e passar  de novo por uma bateria de testes psicológicos, de memória, de cognição.... Faço isso a cada seis meses para saber se ainda  estou no grupo de Controle. De lá vou direto para a USP, abraço Angélica e aguardo o evento do Instituto de Psicologia   em homenagem a uma das primeiras psicólogas do Instituto. Encontro gente conhecida e troco ”figurinhas”.
Em casa e à noite falo com Flavia que me deu o contato com Marta e com Lilian sobre  o evento do dia 29.

Na sexta minhas atividades são variadas:
Entro em contato telefônico com Marta Vannucci e o que deixou super emocionada.  Vamos voltar a nos falar.
Saio as 11h e tomo o ônibus de novo, tentando voltar à minha vida ativa. Não tenho tido problemas por conta da ainda pós cirurgia.  Encontro as Semi Novas no Shopping Light para nosso almoço mensal e fico lá até 16h em conversas variadas. Pretendia voltar de ônibus outra vez mas tive que acompanhar DoCarmo que sozinha não venceria o caos de gente que é, à tarde  na zona  da praça Ramos. Entregue DoCarmo, vim para casa finalmente.

No sábado, depois da minha rotina diária que inclui “leitura” de jornal e fisioterapia fiz pequenos trabalhos no escritório que inclui trocar tintas da impressora. Fiz hora até meio dia , quando Maria Inês e Hélio  me deram carona até o Bovinu's, para o almoço de comemoração dos 10 anos   dos Encontros Cultuais do Terron. Muitos participantes (umas 50 pessoas), a maioria que conheço e me conhecem porque já frequento o Encontro desde 2008. Valeu. Foi muito bom mesmo.  Somos já uma “comunidade” cultural sempre em renovação e sempre ligados por amizades únicas.
Mesmo depois de um cochilo necessário (por conta de uma caipirinha deliciosa) esperei pelas 21:30, pelo programa Clássicos da TV Cultura. O programa de hoje foi “russo”, com Rachmaninov  e Tchaikovsky . De Rachmaninov o Concerto nº3 para piano e Orquestra, dificílimo, mas magistralmente executado por Nicolay Loganski  e  Isaac Karabichevsky na regência. No bis, também de Rachmaninov um Prelúdio. E ainda a Sinfonia nº 1 de Tchaikovsky - Sonho de Inverno.  Quatro movimentos com participação diferenciada de flauta e oboé no Adágio.  Sensacional.  Tudo isso com o a OSESP
E fui dormir feliz, com os últimos acordes ainda enchendo meus ouvidos.

E o domingo chegou, com muito serviço pela frente por conta do evento do dia 29. Estou montando mini pôsteres dos antigos professores chegados à Universidade, que é o tema do Evento. Muita atividade com fotos, trabalhando com o que sei de Photoshop. 
Parei para o programa também da TV Cultura, Concertos Matinais ao meio dia. Hoje bastante variado, sob o comando de Júlio Medaglia:
 - O Concerto para violino e Orquestra de Tchaikovsky em uma gravação de 2009 com o violinista saído do programa Prelúdio, Misael Jr.
  - Chopin  com parte da Polonaise brilhante  com o pianista Pablo Rossi, gravado em 2008.
  - De Villa Lobos, As Bachianas Brasileiras nº 4 com a Orquestra Sinfônica de Heliópolis, com regência de Isaac Karabichevsky.
  - A 1ª Sinfonia de Beethoven (1º movimento) com a Orquestra Sinfônica do Festival de Inverno de Campos de Jordão.
 - A “Dança do Sacrifício” da Sagração da Primavera de Stravinsky com essa mesma orquestra regida por Carolyn Kuan, gravação e 2013. Um programão.
Ainda voltei para meus trabalhos com antigos professores da USP, e acho que vou encerrar o dia com um relaxamento não sei de que e nem como, mas vou descobrir.  Semana próxima espero mais “light’.


domingo, 11 de setembro de 2016

DE VOLTA Á MÚSICA ORQUESTRAL AO VIVO


Os meus primeiros passos de volta à Música ao Vivo,foram com o Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo onde reencontrei e matei a saudades de Betina, Marcelo, Nelson e Robert. Em duas apresentações comecei a me satisfazer de música ao vivo.

No domingo passado, 4 de setembro, por inércia, preguiça, covardia ou medo não fui ao Teatro Municipal como tinha vontade. Fiquei mal comigo mesma.

Neste domingo, 11 resolvi ter coragem, perder o medo, mandar a preguiça embora e dar um “empurrão” em mim mesma para sair, sozinha, para o Teatro Municipal. Primeira vez que saio sozinha, de ônibus, depois da cirurgia de implantação de uma prótese coxo-femural.  Pisos Baixos facilitam a vida para quem a mobilidade já não é tão fácil.
Subi bem, desci tão bem quanto.

O deslocamento até Teatro é curto e logo eu estava no meu “Templo de Música”. Gentil atendente me conseguiu um bom lugar, onde até minha perna “doente” tinha espaço para se esticar.

Era cedo, pouca gente, e um chocolate quente com pãezinhos de queijo me aqueceram enquanto eu lia A METAMROFOSE de Kafka me antecipando para a reunião da Academia Paulista de Letras onde esse livro vai ser comentado e discutido no dia 29 de setembro.

Depois, o prazer de encontrar Rosa, a chilena amiga desse espaço, cujos encontros frequentes vai nos tornando boas amigas.

E na programação, mas não no programa impresso: Concerto para Trompa e Orquestra, diferente, mas sensacional. Em seguida uma sinfonia de Brahms.

Merece comentário elogioso a atuação do maestro Carlos Moreno. Ele é tudo o que eu espero de um maestro. Envolvido, participante, (sem batuta) gestual entusiasmado, expressão corporal e facial arrebatadores. Finaliza a condução até com simpático “pulinho”, braços abertos envolvendo o tutti da orquestra. E a valorização de cada naipe da orquestra.


Alguns comentários pessoais: Me pareceu uma programação de última hora -  não havia referência no folheto de programação do mês – com preço muito baixo – R$ 5,00 -   para atrair público e talvez mascarar   o desconforto causado pelas últimas notícias sobre “corrupção” no Teatro. O Teatro estava lotado com um público heterogêneo e aproveitando a bela manhã de sol com a oportunidade de estar em um espaço prenhe de música e beleza visual.

E o inevitável acontece com palmas entre os movimentos da Sinfonia, tirando a concentração e o clima de ouvintes e músicos e quebrando a unidade da peça. 
Seria oportuno esclarecer o público heterogêneo sobre o momento dessas palmas.

Faltou uma apresentação do programa com nome do solista de Trompa, o nome das peças e seus compositores e pelo menos a informação de situação de cada um no tempo e no espaço. Em um aspecto mais didático seria interessante a apresentação dos naipes da orquestra, como acréscimo de conhecimento.

Volto à música ao vivo assim que houver oportunidade. Nada a substitui. Musica em rádio e TV são alternativas apenas.



quarta-feira, 13 de julho de 2016

UM REQUIEM PARA NICOLAU

Com autorização de Dante Pignatari, autor do texto,  estou republicando  a Homenagem a Nicolau de Figueiredo através do  link

http://www.ccsplab.org/maisccsp/homenagem-a-nicolau-de-figueiredo-1960-2016/

e com o texto completo.


O espírito do barroco

            Conheci Nicolau de Figueiredo em 2009. Uma primeira curadoria de quatro concertos de música brasileira para o SESC Paulista levou a uma segunda série, “Fina Escuta”, de 17 apresentações de música de câmara. Um dos concertos da primeira série trazia o violoncelista Dimos Goudaroulis e André Mehmari tocando cravo e improvisando ao piano. Conversando depois do concerto, me disse o Dimos que tocava com o Nicolau quando ia à Europa.
            Dos meus tempos de estudante, eu lembrava vagamente de um moleque ruivo e sardento que tocava piano como um demônio, que tinha uma leitura espantosa, transpunha qualquer peça a primeira vista para qualquer tonalidade... tudo isso mais de ouvir falar do que de fato presenciar. Eu também era jovem, e logo o tinha perdido de vista.
            Para a segunda série do SESC, programei um recital do Dimos com o Nicolau. Foi no dia 9 de Outubro de 2009. O então responsável pelo selo SESC assistiu à apresentação. Após o concerto, foi ao camarim e ali mesmo convidou a dupla para gravar um CD. Eu, na plateia, estava embasbacado, e mais ficaria na medida em que o fui conhecendo.
            Depois do concerto, fumando um cigarro na calçada da Paulista, ele me confidenciou, em tom conspiratório: “Eu faço ópera”. Eu sabia o que isso queria dizer: transcrever em notação moderna partituras que em geral só se encontram em manuscritos de época, escrever as ornamentações e os “da capos” das árias, preparar as partes, ensaiar cantores e instrumentistas e reger a coisa toda. Um trabalho insano e que exige conhecimentos musicais francamente esotéricos. Uns anos depois, veria com meus próprios olhos o trabalho hercúleo, e ouviria o resultado.
            Bolamos um projeto grandioso, de levar música barroca para as igrejas de São Paulo, com destaque para a produção brasileira do período colonial. Os pontos altos da programação seriam o Requiem de 1816 do Padre José Maurício e uma ópera do Alessandro Scarlatti. Não deu certo, mas desenvolvendo esse projeto, fui conhecendo o Nicolau e me impressionando cada vez mais com a vastidão de seus conhecimentos musicais, e quão profundamente tinha mergulhado no universo barroco.
            No final de 2011 passei a integrar a curadoria de música do Centro Cultural São Paulo. Foram vários os concertos protagonizados pelo Nicolau na Praça das Bibliotecas e na Sala Jardel Filho, ao cravo, ao órgão e regendo: recital de cravo, música sacra para a semana santa, para a quaresma, concerto de natal, música colonial brasileira. E outros, memoráveis todos, em outros locais: no órgão da Sé de Mariana com Pergy Grassi, o Orfeu do Gluck na inauguração da Praça das Artes, uma Paixão de Bach na Igreja da Consolação, uma suíte de Rameau no Theatro São Pedro...
            Dava gosto ver o Nicolau trabalhar, a entrega e a paixão com que acometia um volume assombroso de trabalho. Ensaiando cantores e instrumentistas, era tão incansável como implacável, com os outros e consigo mesmo. Podia ser muito duro, inclusive com os amigos. Quase sempre, era justo, e não guardava rancor. Nem sempre era muito coerente, mas não se importava em absoluto. Mudava de ideia, e pronto. Em geral, uma aura de gentileza o envolvia, e quando estava alegre e cordial, o que nele era natural, me lembrava sempre um gentil homem do início do século XVIII. Suas maneiras aristocráticas, a fala, os gestos, tinham algo de barroco.    
            Me disse que tinha estudado teoria dos afetos com uma velha atriz francesa. Um dos maiores cravistas (e organista, e regente) do mundo aprendeu a expressão e a retórica barrocas com uma intérprete de Racine e Molière; com a sinceridade e a convicção que só a verdadeira fé traz, dizia que a música que fazia era não para si, e sim para maior glória de Deus. Quando penso no sujeito generoso, divertido, despretensioso, amoroso, gentil e nobre que brevemente nos iluminou com a sua presença, só posso agradecer a sorte de ter podido compartilhar um pouco de música e de vida com um homem tão extraordinário.
            Perdemos nós, perde o Brasil, perde a música. No céu, certamente em festa, guirlandas de querubins e serafins se unirão em coro às milícias dos anjos do Senhor para receber esse músico que com fé sincera, determinação e rigor, tanto fez pela música, pelo Brasil e pelos que o admiraram e amaram.
            Axé, Nicolau!
Dante Pignatari - Pianista e curador de música do Centro Cultural São Paulo

segunda-feira, 11 de julho de 2016

RETORNANDO, EXPLICANDO E DIVULGANDO


Desaparecida desde 29 de março, não desisti dessa colcha de retalhos que é o meu blog. Estive ”hibernando”.

Durante 2015 e os primeiros meses de 2016, minha saúde me causou muito desconforto e fiquei sem pique para escrever. Uma Artrose Pélvica progressiva ocupou minha vida pessoal, cultural e profissional. Só conseguia mesmo  ler.

Só em abril, por uma cirurgia de implante de prótese coxo-femural é que voltei ao normal. Cirurgia de sucesso, me devolveu a qualidade de vida que eu pretendia, e estou voltando à ativa profissional, com o trabalho de Resgate de Memória Autobiográfica, com meus concertos, com   participação em eventos culturais e festivos.

E em um primeiro momento faço o que gosto de fazer: DIVULGAÇÃO de cursos que frequento há anos, e que vale a pena continuar.
Vai aqui copiado:
13o CURSO DE HISTÓRIA DE SÃO PAULO

Inovação, pioneirismo, criatividade

Em parceria com a Academia Paulista de História, o CIEE tem o prazer de apresentar a 13a edição do Curso de História de São Paulo que a cada ano, desde 2003, oferece a estudantes, professores, pesquisadores, profissionais de turismo e demais interessados. Sob a coordenação da Profa. Ana Maria de Almeida Camargo, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, o curso compreenderá 10 aulas, de 25 de agosto a 10 de novembro de 2016, ministradas no Espaço Sociocultural - Teatro CIEE, à rua Tabapuã, 445 - Itaim Bibi, São Paulo (SP). As aulas versarão sobre o tema da inovação e do pioneirismo que, em diferentes momentos de um passado que remonta ao período colonial e chega ao século XX, despontaram como soluções para o enfrentamento de problemas e desafios de natureza diversa: saúde, administração, obras públicas, arquitetura, tecnologia e cultura, entre outros.  


PROGRAMA

25/8
O pavor das "bexigas" e a introdução da vacina em São Paulo
Luís Soares de Camargo
(Prefeitura Municipal de Itatiba)
1/9
A expansão econômica da Província de São Paulo e as lideranças nacionais paulistas
Miriam Dolhnikoff
(Universidade de São Paulo)
15/9
O Gabinete Topográfico da cidade de São Paulo
e as obras públicas da Província (1835-1847)
José Rogério Beier
(Universidade de São Paulo)
22/9
Da imagem pictórica à imagem técnica: Hercule Florence e a invenção da fotografia
Boris Kossoy
(Universidade de São Paulo)
29/9
Arquitetura do ferro em São Paulo

Beatriz Mugayar Kühl
(Universidade de São Paulo)
6/10
Inovação institucional e pioneirismo científico: a Comissão Geográfica e Geológica de São Paulo (1886-1931)

Silvia Fernanda de Mendonça Figueirôa
(Universidade Estadual de Campinas)
20/10
A higienização dos costumes na São Paulo da Primeira República
Heloísa Helena Pimenta Rocha
(Universidade Estadual de Campinas)
27/10
Modernização ou americanização de São Paulo?
Antonio Pedro Tota
(Pontifícia Universidade Católica de São Paulo)
3/11
São Paulo, 1932: a tecnologia e revolução



Ricardo Frota de Albuquerque Maranhão
(Academia Brasileira de Gastronomia)
10/11
Ambivalências do moderno: o modernismo de São Paulo em meados do século XX

Maria Arminda do Nascimento Arruda
(Universidade de São Paulo)


Horário: das 9:30 às 12:00 horas

Como participar: as inscrições são gratuitas e devem ser feitas, obrigatoriamente, antes de cada aula, pelo site do CIEE - www.ciee.org.br/portal/eventos

Certificados: uma semana depois de cada aula, os participantes poderão imprimir, pelo site do do CIEE, o certificado de presença com a correspondente carga horária da aula assistida.
           
Material didático: no início de cada aula, os participantes receberão um roteiro dos assuntos que serão abordados, com bibliografia básica a respeito do tema. Os textos completos do curso serão objeto de publicação especial no próximo ano.

Haverá estacionamento gratuito no local.

Espero encontrar os amigos por lá