segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

MINHA MÚSICA EM 2013



No ano passado, registrei toda a música que ouvi, mês a mês. Foram 21 no primeiro semestre porque viajei um mês e 49 no segundo semestre. 70 no ano acho que não foi mal. Não postei no meu blog. Acho que não deu tempo mas este ano vou postar sim a programação mensal porque meus comentários fazem bem a mim, me situam como ouvinte comum (não sou musicista, não tenho ouvido absoluto). Pode ser interessante para alguém.

Meu ano musical começou ainda e fevereiro, no dia

24 – Theatro Municipal com o Concerto Sinfônico de abertura da Temporada 2013. Com John Neschling como novo diretor Artístico, com sua trajetória na cidade um tanto atribulada, a Orquestra Sinfônica Municipal tinha que dar tudo de si.  E eu acho que deu. O Prelúdio e Morte do Amor de Tristão e Isolda é uma das músicas que mais mexem comigo. Não entendo o suficiente de música como um critico do jornal que afirma “às madeiras, justamente faltou um pouco de homogeneidade nos ataques e no timbre..O som das cordas por outro lado, esteve redondo e envolvente em Wagner, mas sofreu nas passagens rápidas da obra seguinte, a “Sinfonia nº 2 de Camargo Guarnieri.”

Sou exatamente o oposto. Não me perco em detalhes, (justamente pelo meu ouvido não absoluto) mas aprecio a música como um todo. E curto muito mais, me emociona e me envolvo totalmente. Em alguns trechos do Prelúdio e Morte do Amor, chego a ficar sem fôlego, acompanhando a sequencia ‘torturante” da música que vai, vai, não se resolve, continua indo até um  ponto de repouso como uma entrega total. Já devo ter dito mas repito o que uma professora de música nos disse em 1980:” é como um orgasmo que custa a chegar ao fim, mas chega a um  “depois” repousante.“

A execução, orquestra e a regência de Neschling me satisfizeram totalmente.

No Uirapuru de Camargo Guarnieri, a brasilidade se faz presente nas primeiras notas segue com essa característica por todos os movimentos. Sem muitos comentários.

E os coros de Verdi, são os coros e Verdi. Sem palavras.  Mas, como dizia o critico,”em alguns momentos o coro esteve forte demais, invadindo a textura.” Não percebi nada disso. Só senti a beleza.  A ligação coro Laudi Alla Vergine Maria com Dante Alighieri, só quem entende muito muito das duas coisas. Não é o meu caso. Portanto, não percebi.

Como encontrei em um jornal, este foi o primeiro embate entre dois gigantes da ópera que fariam 200 anos em 2013: Wagner e Verdi. Neste ano outros embates seguirão e nós ganharemos com isso porque muita música vai fluir.  

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