domingo, 8 de novembro de 2015

UM EVENTO, UM LIVRO SUPRESA SOBRE UM “GATO”, UM CLUBE DE LEITURA, UMA FLOR


O evento foi no dia três de setembro deste 2015 – na Academia Paulista de Letras, quando tomou posse como acadêmico o prof. José de Souza Martins. Estive presente porque minha admiração pelo prof.  é cada vez maior.              

Evento solene, presença de muitos acadêmicos, um discurso de posse muito especial (tenho o texto guardado nos meus arquivos com todo o carinho) e um encerramento genial com o violão de Ivan Vilela na plenitude de sua emoção e interpretação. 

                          Evento registrado - Neuza e o prof. José de Souza Martins

Por conta da assinatura no livro de presença com endereço eletrônico, passei a receber comunicados da Academia Paulista de Letras e tomei conhecimento da existência de um Clube de Leitura, reunião livre que acontece nas últimas quintas feiras de cada mês, às 19h no prédio da Academia.

Embora meu foco maior não seja leitura, sempre leio regularmente e sempre tive vontade de ter com quem trocar ideias sobre a leitura de um determinado livro. E coloquei na minha agenda estar presente à reunião do dia 5 de novembro. Tive o prazer de ter a companhia de Maria Inês, uma presença sempre querida.

Inscrição feita, recebe-se da APL a indicação do livro a ser comentado e discutido e até uma resenha. Se já estava ansiosa, toda essa atenção recebida aumentou meu interesse.

O livro em questão para esse dia 5, foi “Memórias de um Gato” de Luiz Carlos Lisboa. Pela Estante Virtual comprei o livro e sem me deslocar, o recebi depois de poucos dias.  Pela ‘orelha” do livro tomei conhecimento do autor e uma visão geral do assunto.

Comecei logo a ler, embora outros livros já me “assediassem” para serem lidos. Atenção presa logo nas primeiras páginas, comecei a comentar com amigos sobre o livro e “n” vezes tive que explicar que não se tratava de um gato –bicho, mas de uma personagem interessantíssima, um escravo africano, muçulmano, culto, inteligente, ágil e.........

Enquanto lia já interessada, providenciei a compra dos outros dois, sequência da vida do ”Gato”: - “Um Gato Aprende a Morrer” e “A Guerra Santo do Gato”. E, roubando o tempo de outros trabalhos, fui lendo e lendo e lendo. Já estão emprestados para Maria Inês não    se privar da convivência com o “Gato”.

Não tenho formação para fazer um comentário, nem amador. O mínimo que posso dizer é que me proporcionou muito aprendizado, muito conhecimento de um Brasil geográfica e historicamente “descrito” nas aventuras do Gato no século XIX. Muita filosofia pessoal, muita espiritualidade, muita introspecção, vão me fazer ler de novo os três livros, devagar, saboreando e procurando entender melhor os trechos mais profundos.

A sessão do Clube de Leitura   da APL desta quinta, 05, se ateve ao primeiro livro apenas, muito comentado, muito detalhado por acadêmicos presentes. Eu sabia que a vida do “Gato” não terminava no final do primeiro livro, continuava a ser apresentada com riqueza de acontecimentos, considerações e ensinamentos.  Se tornou necessidade de, com muita presunção intervir no final, quando os ouvintes puderam ter um espaço, e aludi à insatisfação de ter a vida do “Gato” interrompida quando continuou rica e descrita nos dois livros de continuação.

Meu intensão foi  motivar os presentes a continuarem a conviver e viver com o “Gato” Terão grande surpresa na trajetória dessa personagem em busca de autoconhecimento. Seria muito bom que num futuro próximo os dois livros fossem então comentados.

Final de reunião, algumas palavras com uns e outros e prometendo voltar no dia 26 de novembro para nova sessão.

E aí,em pleno Largo do Arouche, em frente à clássica banca de flores – que já  tem  um feitio mais elaborado  - as lembranças chegaram forte  e presentes: todas as sextas feiras quando eu e Ayrton ainda éramos jovens adultos com família formada mas ainda  muito apaixonados,  “namorávamos” , dando a um relacionamento pessoal só nosso uma grande importância. : cinema, jantar especial –possivelmente no Le Casserole que ainda está lá – e ao passar pelas flores sempre, com um carinho que foi sua marca registrada Ayrton  me comprava um buquê de violetas –as antigas, pequeninas – ou de flor de ervilha, coloridas, delicadas.
Comentei isso com o florista – Sr. Ângelo -  e certamente o sensibilizei com minhas lembranças porque ele me ofereceu uma rosa amarela com uma gentileza toda especial. Me comoveu muito.
A rosa amarela está aqui fotografada e registrada como um momento feliz de minha vida.







2 comentários:

lucas torres disse...

Saudade da senhora e da maria.
Espero revê-las um dia, em breve.
Abração!

teluyo disse...

Feliz você Neuza que tem tanto a recordar e a viver. Obrigada por nos trazer tanta sensibilidade.