quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

UMA NOITE ESPECIAL EM QUE VOLTO A ENCONTRAR A ÌNDIA E INDIANOS


Há dias em que inesperadamente acontecem coisas que me deixam feliz, me colocam em contato com o mundo e me fazem ver que, apesar dos muitos problemas, ainda sou “gente”, capaz de valorizar situações de grandes emoções.

Isso aconteceu ontem, na noite de 26 de janeiro de 2016.

Com algum sacrifício de locomoção consegui, ajudada por Maria Inês (a amiga sempre atenta às minhas necessidades culturais e de contatos pessoais), me deslocar até um evento em que se comemorava o 67º aniversário da Independência da Índia.

Contatos com o consulado Indiano em 2013, do tempo de Kamal Jit Sing foram frequentes, prazerosos. Me valeram muitas informações preciosas de uma civilização que eu não conhecia, de costumes e tradições diferentes.

Kamal e sua linda família foram embora de volta à Índia, eu tive minha mobilidade reduzida e deixei de frequentar o Centro Cultural da ìndia porque a distância Av. Paulista, - Al Surutaiá se tornou difícil.  Ficava sempre na vontade quando recebia programação cultural E sentia saudades de pessoas que tinham ficado por lá:  Rafael, Simone, Cibele,  a aarqueóloga do grupo e Regiane,presidente da Brind ARC Brasil-ìndia- Associação de Redes de Conhecimento.

Não podia deixar de aproveitar a ocasião, qualquer que fosse o sacrifício.
E fui. Revi Simone, Rafael, Cibele, Regiane (agora com o seu lindo indiano Jasdeep), conheci de longe embaixador da Indiano Brasil, mas não tive o prazer de conhecer a consulesa que agora está no lugar de Kamal. Mas revi Laura da FLCH trabalhando em literatura irlandesa entre outras coisas, conheci Maria Fernanda que dá aulas sobre Arte da China na FFLCH-USP ......

Uma apresentação de dança folclórica colorida e rica em sons e gestos enfeitou mais a noite

Infelizmente, dos discursos nada entendi (continuo frustrada por não falar e não entender inglês), mas me senti atraída por um dos indianos presentes, que falou bastante, com humor (percebido pelas expressões fisionômicas) e soube depois que era o Premio Nobel da Paz de 2014. Que privilégio até então, com um contato apenas visual.     Não podia deixar de ter registrado esse momento importante de minha vida e cheguei até ele para as clássicas fotos. Gentileza sua, logo expressa com a presteza com que me ajudou ao me ver amparada com uma bengala.  E então me abraçou carinhosamente e eu absorvi um pouco da energia positiva que emanava de alguém cujo sentido de vida é tão precioso.  Veja a foto preciosa para mim.



Um abraço carinhoso de Kailash Satyarthi e Neuza


Seu nome:  KAILASH SATYARTHI, de difícil pronuncia na nossa língua, mas inesquecível quando se sabe o seu valor.
Mas, o registro não teria acontecido se o recém conhecido Jasdeep não tivesse fotografado tudo. Ele e Regiane, um charmoso casal brasileiro- indiano me mandaram as fotos ontem mesmo repetindo a atenção especial que recebi deles.



Eu, Neuza Jasdeep e Regiane

 Algumas fotos do evento:

                  Laura -Maria Inês, Neuza - Kailash e esposa,Regiane, entre outros



Entre quase os mesmos da foto acima mais à direita Regiane e Cibele




Neuza - Kailash Satyarthi e sra, Regiane e Jasdeep

Maria Inês -Cibele - Neuza - Jasdeep



Na minha ânsia de saber mais de pessoas com quem cruzo e admiro, pesquisei, editei a pesquisa e acrescento como complemento para os que não sabem o valor e importância de um Prêmio Nobel e o quanto conhecer um deles, principalmente da Paz foi importante para mim.


PREMIO NOBEL DA PAZ  DE  2014
O Nobel da Paz é o único que se outorga e se entrega fora de Estocolmo por decisão do criador dos prêmios, o magnata sueco Alfred Nobel, já que na época a Noruega fazia parte do Reino da Suécia. No ano passado, 259 personalidades e instituições foram nomeados para o prêmio, que acabou sendo dado à Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPCW, na sigla em inglês), por seus esforços para eliminar esse tipo de arsenal.


 A ativista paquistanesa Malala Yousafzai e o indiano Kailash Satyarthi. / Foto: AFP | Vídeo: Reuters Nobel da Paz em 2014


        A paquistanesa MALALA YOUSAFZAI, jovem baleada na cabeça por militantes do Talibã em 2012 por defender a escolarização das mulheres, e o ativista indiano KAILASH SATYARTHI foram agraciados com o prêmio Nobel da Paz de 2014 “por sua luta contra a opressão de crianças e jovens e pelo direito a todas as crianças à educação”, segundo anunciou o Comitê Nobel norueguês, nesta sexta-feira.
O Comitê destacou que KAILASH SATYARTHI, “mostrando grande valor pessoal” e seguindo a tradição de Gandhi, “liderou várias formas de protesto e manifestação, todas pacíficas, concentrando-se na grave exploração de crianças para obtenção de benefícios financeiros”. O ativista também “contribuiu para o desenvolvimento de importantes convenções internacionais sobre os direitos da criança”. Kailash Satyarthi, engenheiro informático indiano que abandonou os computadores há 28 anos para denunciar multinacionais que exploram crianças de 5 a 12 anos em seu país, encabeça a organização Global March, que libertou da escravidão empresarial cerca de 80.000 crianças em mais de 160 países.

MALALA  YOUSAFZAI “apesar da pouca idade”, vem lutando há anos “pelo direito das meninas à educação e mostrou com seu exemplo que crianças e jovens também podem contribuir para melhorar suas próprias situações”. O Comitê Nobel ressaltou ainda que “ela o fez sob as circunstâncias mais perigosas”. “Mediante sua luta heroica, ela se tornou uma destacada porta-voz dos direitos das meninas à educação”, acrescentou o júri.
Malala, que acaba de fazer 17 anos, ficou famosa quando o Exército paquistanês expulsou o Talibã do Vale do Swat, em 2009. Foi quando se descobriu que ela era a autora de um diário no qual contava como era a vida sob o controle dos extremistas e que era publicado no site da BBC Urdu. Desde seus 11 anos, sob o pseudônimo de Gul Makai, Malala vinha relatando com bastante franqueza como as restrições iam aumentando até todas as escolas para meninas serem finalmente fechadas.
“O Talibã emitiu uma lei que proíbe todas as meninas de ir à escola”, escreveu ela, em uma das postagens no site. “[. Hoje] só 11 das 27 alunas assistiram à aula. (...) Três amigas minhas foram embora para Peshawar, Lahore e Rawalpindi com suas famílias depois da lei”. A angústia das meninas se revela quando ela relata que uma colega lhe perguntou: “Pelo amor de Deus, diga a verdade, os talibãs vão atacar nossa escola? ”.
Não era um medo irracional. Um relatório publicado pelo Exército na época afirmava que os militantes tinham decapitado 13 crianças, destruído 170 escolas e colocado bombas em outras cinco. Quando os militares puseram fim à tirania dos talibãs em Swat, Malala utilizou sua fama repentina para promover o direito à educação, com ênfase especial às meninas. Seu ativismo, dando palestras em escolas de todo o país, foi reconhecido pelo Governo, mas não caiu bem entre os extremistas, que, após tê-la ameaçado em várias ocasiões, tentaram assassiná-la em 9 de outubro de 2012.
Nem essa experiência traumática afastou Malala de seu objetivo. Foi acolhida no Reino Unido com sua família e, uma vez recuperada, continuou promovendo o direito à educação das meninas. Há poucas semanas lançou internacionalmente uma versão infantil de seu livro Eu Sou Malala (Companhia das Letras, 2013). Sua atitude lhe rendeu reconhecimento internacional. No ano passado, recebeu o prêmio Sajarov da União Europeia e foi nomeada para o Nobel da Paz. Também foi convidada a fazer um discurso diante da Assembleia Geral da ONU, que declarou o dia de seu aniversário, 12 de junho, como o Dia de Malala.
Apesar disso, Malala não incomoda só ao Talibã, com sua visão estreita e seu temor de que a educação afaste as pessoas de seus postulados. As escolas particulares do Paquistão proibiram seu livro. Os responsáveis pela decisão argumentaram que ela não é suficientemente respeitosa com o Islã, porque quando menciona o nome do profeta Maomé não acrescenta a seguir a expressão “que a paz esteja com Ele”, como é comum entre os muçulmanos piedosos. Um mero pretexto que esconde do temor às represálias dos extremistas a simples ciúme, passando pela ausência de uma verdadeira vontade política para mudar um país paralisado pela pobreza e pela degeneração social.

Noites assim a gente nunca esquece.



2 comentários:

Maria do Carmo Vieira disse...

Parabéns, Vovó Neuza, é muito bom ler teus textos. Abração!

Costura disse...

OI
adorei o tour q fiz pelo seu cantinho
Abrass Renato

Caixas MDF