terça-feira, 18 de julho de 2017

RESPONSABILIDADE DO IDOSO

QUEM É O IDOSO NO CONTEXTO SOCIAL ATUAL?
Até 1978 usava-se nomear de MAIORIDADE ou MATURIDADE os indivíduos entre 45 e 59 anos; IDOSO os indivíduos entre 60 e 70 anos; ANCIÃOS, os indivíduos entre 75 E 90 anos e VELHICE EXTREMA mais de 90 anos.
 A partir do momento em que o aumento dessa faixa etária começou a aparecer nas estatísticas e a expectativa de vida aumentou, ela começou a ter visibilidade na sociedade. E há na Medicina uma especialidade que é a GERIATRIA e até uma parte da GERIATRIA que trata dos NONAGENÁRIOS.  

E todo um movimento começou a acontecer

Atualmente há até nomes inventados, criativos, mas exagerados, que acabam por se tornar “etiquetas” para os simplesmente “idosos”
 - Feliz/idade / Melhor/idade / Maior/idade / Longiv/idade/ Divers/idade    Oportun/idade / Potencial/idade /Util/idade...........
 -  Terceira Idade - Idoso
 -   Idade de ”Juventude Acumulada” – frase de ex- reitor da USP -  Jacques Marcovitch-
 -  Parafraseando Machado de Assis em sua poesia “Menina e Moça” - minha definição
                                “ ESTÃO NAQUELA IDADE INQUIETA E DUVIDOSA
                                   QUE É UM FIM DE TARDE E COMEÇA A ANOITECER. ”
-  Escolhidos para uso didático:
                                    IDOSO
                                   TERCEIRA IDADE
                                   QUARTA IDADE(?)
 - Definição da Organização Mundial de Saúde -   IDOSO É TODO INDIVIDUO COM MAIS DE 60 ANOS.

Mas, o idoso de 60 anos não é mais igual ao idoso de 80 anos ou mais. E foi por isso que por força de lei deste mês de julho no Brasil uma nova lei foi criada.

A partir de agora, pessoas com mais de 80 anos terão preferência no atendimento em relação aos demais idosos. A mudança no Estatuto do Idoso que estabelece essa prioridade especial — Lei 13.466/2017 — foi sancionada pelo presidente Michel Temer) nesta quarta-feira (12/7/2017).

Partindo da definição “Idade da juventude acumulada”, a melhor entre todas as outras apresentadas, a proposta de uma nova caracterização para o idoso, pode ser como Idade dos “Bens acumulados”  colocando-o em um outro patamar de utilidade, e considerando como ”BENS” a soma do que os idosos acabam por ter pelos anos vividos: 


 - Cultura, conhecimento - O conhecimento não é para ser guardado, mas dividido que é a única maneira de multiplicá-lo
 - Sabedoria, vivências, experiências
 -Princípios éticos, valores morais e valores comportamentais, (solidariedade, tolerância, aceitação dos “diferentes” ...)
- Sensibilidade em sintonia mais fina
- Exercícios de cidadania
- Acuidade maior de percepções e emoções
- Dons inatos reconhecidos
- Bens materiais (mas não necessariamente)

Cabe a eles, idosos, a responsabilidade de COMPARTILHAR, de DIVULGAR, esses “bens” e MOTIVAR o exercício deles em qualquer idade.
Cada ser tem um dom, uma maneira pessoal, diferente e especial de fazer determinada coisa, nem que seja fazer melhor o seu feijão, um bolo com sua marca, a sua receita de tricô ou crochê que é sempre elogiada, o seu tempero especial de um churrasco, a sua “caipirinha “única, o seu cuidado pessoal com seu carro...E até bens materiais excessivos.    A obrigação é passar para frente, ensinar para outros, partilhar sua sabedoria e até bens materiais excessivos com quem tem vida financeira limitada.  Seus “dons” são preciosos. Não levar consigo o seu “especial” quando partir para outros mundos.   
                                              
                       
COMO EU, NEUZA, VOU USAR MINHA RESPONSABILIDADE DE IDOSA?   COMPARTILHANDO CULTURA PORQUE BENS MATERIAIS SÓ OS DE SOBREVIVÊNCIA.

“CULTURA não é apenas a soma de diversas atividades, mas um estilo de vida”, uma maneira de ser em que as formas têm tanta importância quanto o conteúdo.  Dá sentido e orientação aos conhecimentos.  A CULTURA é algo anterior ao conhecimento, uma propensão do espírito, uma sensibilidade e um cultivo da forma, T.S.ELIOT (1948)
O CONHECIMENTO tem a ver com a evolução da técnica e das ciências.  Requisito fundamental para a Cultura, mas não o suficiente. São orientados pela Cultura.

Dentro do meu conceito de responsabilidades do idoso de compartilhar “BENS,” partilho o que sei de MÚSICA, LITERATURA, ARTES VISUAIS, RESGATE DE MEMÓRIA e a HISTÓRIA DE SÃO PAULO que seriam meus BENS CULTURAIS mais explorados atualmente. Bens materiais não os tenho mais.

Como compartilho?
“Projetando”, “Participando da Construção” e “abastecendo” um ESPAÇO CULTURAL. Usando como veículos:
Blog – onde exponho minhas ideias meus conhecimentos, meu comportamento e meus valores.
Palestras – atividades para um público alvo intermediário entre acadêmicos e leigos, de cultura e conhecimentos médios, com vontade de aprender o que não tiveram tempo durante sua fase produtiva.                  
         Entrevistas – sempre há uma mensagem a transmitir. Nunca me nego porque quem me entrevista está fazendo seu trabalho.
         Participação em cursos para uma atualização e sobreviver na sociedade em constante mudança.
      Exercendo meu dever de cidadã ao participar de pesquisas principalmente médicas. Não sou “cobaia” sou participante de estudos.
      Motivando a escrever uma História de Vida e assim preservar suas memórias, deixando uma herança cultural e ética para os descendentes.
        Valorizando os que nos prestam serviços independentemente de cor, raça ou credo.



Mas, há algumas coisas que planejadas, ainda não foram feitas. Isso me incomoda, porque meu tempo é cada vez mais curto.
Que coisas são essas?
             - Conscientizar meus próximos da necessidade de reciclagem de lixo. Uma obrigação pela minha própria conscientização ecológica.
                    - Conseguir motivar para o uso de um espaço ocioso onde vivo para uma horta comunitária e os salões de festas também ociosos, para cursos ou palestras.
                     -  Deixar preservado como bem cultural o espaço da Figueira da Glette
                  - Compartilhar sempre aquilo que aprendo. Aprendo para passar para frente meu aprendizado.
             - Ser aceita no programa de “Autopsia por Ressonância Magnética” e assim completar o ciclo de contribuições para estudos iniciado com a “Doação de Corpo”.
             - Defender meus direitos de participante da USP como Instituição e ser reconhecida como tal.

              Minha palavra de ordem é COMPARTILHAR.

                      TEXTO   COMPLETADO   EM JULHO DE 2017 


COMPARTILHAR (escrito em maio 2008)
Compartilhar – ter ou tomar parte em; participar de; compartir; dividir

EU COMPARTILHO minha amizade com todos aqueles com quem tenho empatia.
TU COMPARTILHAS o teu Amor comigo
ELE COMPARTILHA o que sabe com as crianças
NÓS COMPARTILHAMOS com a esperança no futuro
VÓS COMPARTILHAIS de vossa sabedoria dividindo-a com a humanidade.
ELES COMPARTILHAM seus cuidados e atitudes preservando a vida
                       


                                                                      




Um comentário:

ANA LUCIA disse...

Adoro tudo o que a senhora escreve, com tanta sensibilidade e conhecimento. Isso me inspira a querer cada vez mais te seguir e refletir sobre essa informações utilizadas de forma poética! beijo grande! Ana Lucia