NOTICIAS SOBRE A PAINEIRA (S) E A FIGUEIRA DA GLETTE


Na verdade, as que eu vejo daqui e me confundiram são duas: a que está mais próxima da rua é a que está na UTI precisando urgente ser pelo menos podada. Tem poucas folhas, que timidamente procuram sobreviver. Flores? Nem pensar. São tão mirradas de só folhas, que nem as maritacas a querem.
A PAINEIRA mais perto de mim e que eu vejo melhor, me deu esperanças de melhoria de saúde quando ela se encheu de botõezinhos, futuras flores em um final de verão.


Esta imagem mostra as duas PAINEIRAS Em primeiro plano a que tem botõezinhos e ao fundo a que está mal, precisando de poda “pelo menos”

Pois as MARITACAS nos seus voos expiratórios descobriram os botõezinhos e começaram o ataque. Já comiam os óvulos ainda antes das flores se abrirem e expondo os ovários com óvulos.  Os botões sobreviventes ainda se abriram em flores que atraíram mais e mais maritacas.  E o jardim novamente começou a ser coberto por pétalas caídas depois do ataque das aves.

Compreendo as relações de predação da Natureza: óvulos das PAINEIRAS são o alimento das MARITACAS não importa a elas que as PAINERAS não tenham flores, nem frutos, nem sementes, as tão esperadas “painas” que cobriam de um branco sedoso a grama do jardim. Neste fim de abril há cada vez menos flores, menos pétalas caídas e menos MARITACAS por aqui.

Egoisticamente as MARITACAS me incomodam pela sua ação predatória e já me incomodavam pelo barulho ensurdecedor que fazem no começo da manhã quando aos bandos atacam a PAINEIRA.

Para as PAINEIRA o ciclo de vida não se completará: não haverá frutos, nem sementes. A cada ano estarão mais e mais “doentes”



E a FIGUEIRA DA GLETTE?
Pelas últimas notícias recebidas, o Conpresp acabou arquivando o processo de tombamento da FIGUEIRA, argumentando que ela já é protegida por um Decreto de Vegetação Imune ao Corte. Sugerem o reconhecimento do valor da FIGUEIRA se dê por uma medida, por exemplo como Selo de Valor Cultural o que vamos procurar conhecer e batalhar por isso.
Atualmente o que nos incomoda é que a FIGUEIRA não está sendo adequadamente preservada pelos agora responsáveis proprietários do terreno e tem sob sua copa um “ninho de ratos’.
Continuamos a nossa Luta pela FIGUEIRA agora em outro campo que é novo para nós mas procuraremos entender e lutar por isso.

Comentários

Célia Rangel disse…
Oi, Neuza!
Quando será que o homem aprenderá a respeitar e cuidar da Natureza, hein?
Sua postagem levou-me a pensar em tamanho descaso...
Abraço.

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