quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

A MINHA TRAJETÓRIA NA MODERNA TECNOLOGIA

Neste ano de 2009, nas entrevistas que me solicitaram – e foram ao todo 39 entre rádio, jornal, TV, telefone, ao vivo ou gravadas – sempre me perguntavam sobre minha iniciação em computação: quando, onde e porque entrei no mundo virtual.
Isso me obrigou a trabalhar a memória, estabelecer contextos, ligar acontecimentos para chegar a uma resposta certa.

Aonde foi? – ligando fatos e acontecimentos familiares lembrei que foi aqui em casa mesmo. Meu filho estava morando aqui e com ele veio toda a parafernália que o caracteriza. Na mesa da sala, embora grande, quase não cabiam os computadores e periféricos que ele usava para trabalhar. Mas, sobrou um cantinho, justo para uma mesa de computador daqueles primeiros: torre, teclado, monitor .

Quando foi? Por volta de 1995.Relaciono a presença ainda viva do Ayrton (meu marido),minha mãe com pouco tempo de viúva e meu filho com sua vocação de polvo, ocupando toda a casa. Mudanças de lugares dos móveis, lugares da casa usados com caixas e caixas e caixas. Os netos gêmeos sempre aqui para estar com o pai aumentavam para seis o numero de familiares. Uma zona.

Eu estava começando a escrever a nossa história e escrever em letra cursiva não dava. Maquina de escrever não se encontrava, substituída pelos teclados e telas. Desde menina usando a datilografia aprendida, o teclado me atraiu e foi fácil uma vez que escrevia e continuo escrevendo com os 10 dedos.

Meu filho me “presenteou” com um computadorzinho simples que hoje seria chamado de dinossáurico, que ele descartou: um computador com processador 486 com pouca memória e poucos recursos.Usava Windows 95 e não tinha multimídia. E no cantinho sobrado da sala nós o instalamos. E eu fui aprendendo por ensaio e erro. Morria de medo de perder o que tinha feito – e devo ter perdido muito.A impressora era matricial,manual, de uma folha por vez. A barra de tinta durava e era muito barata.

Nota - Uma impressora matricial ou impressora de agulhas é um tipo de impressora de impacto, cuja cabeça é composta por uma ou mais linhas verticais de agulhas, que ao colidirem com uma fita impregnada com tinta (semelhante a papel químico), imprimem um ponto por agulha. Assim, o deslocamento horizontal da cabeça impressora combinado com o acionamento de uma ou mais agulhas produz caracteres configurados como uma matriz de pontos.

Nos meus primeiros trabalhos eu aprendi sozinha como formatar, que fonte usar, como tornar o texto equilibrado e outras coisinhas que foram se somando. Mas não foi fácil. Dá para ver nas pastas de Historias de vida da família que eu não tinha a menor noção de estética e de economia. São sempre em letra fonte 20 e negrito. Imagine quanta tinta gastei. Só a pratica me ensinou que o usual era fonte 12, Times New Roman (que eu continuo não gostando – uso Arial para o dia a dia)

Arranjei uma escola, mas ela faliu. O professor veio me dar aulas em casa, mas era devagar, quase parando. Dispensei-o e continuei sozinha. Quando o aperto era grande pedia auxilio para o Flavio que morava aqui. Já tinha instalado o Family Tree e fiz árvores genealógicas das 8 famílias em estudo. Um grande trabalho, um grande aprendizado e um grande prazer.

Meu marido não se ligava muito a essa tecnologia por não gostar mesmo e por sua deficiência visual. Tentamos motivá-lo colocando na tela letras enormes. Nem assim. Por isso custei a convencê-lo a comprar para mim um computador mais moderno o que consegui em 1999. Agora era um processador Pentium 233 com multimídia. Progredi muito.

Depois que Ayrton se foi, passei um tempo desligado do mundo. Acho que só em 2001 recomecei a escrever e usar o computador. Escrevi muito muito com o titulo “Nossos Espaços” e portanto digitei e imprimi muito.

Quando André foi para a Itália a “torre” dele que era mais nova ficou e o Flavio fez adaptações em HD, maior memória e instalando programas. Por ensaio e erro fui aprendendo, mas só o que preciso. Não dá para aperfeiçoar cada programa porque fico devendo aos outros. Com o Page Maker escrevi meus livros editados, mas não tenho mais o programa e preciso arranjar o CD de instalação para poder ler. De Photoshop sei o essencial. Para imprimir etiquetas uso o Pimaco. Para gravar CDs tenho o Nero. O Power Point serve para montar palestras. Picasa para agrupar todas as fotos de todos os tempos. O Desktop é um Google do computador. O Word -com Office 3 é o mais usado e se atualizado ajuda muito. Mas não preciso muito. O Media Player permite ouvir musicas que eu acho no YouTube. Com o Execel fiz linhas do tempo da Historia da Musica e da Arte (coma ajuda de Jarlei) Com o skype converso com a Jurema quanto quero e não pago nada. E se a WebCam é boa nos vemos em tempo real. Com pendrive transito com meu material por onde quero e preciso porque seu tamanho não incomoda.

Depois da impressora matricial tive uma robusta impressora espanhola que veio a mim através do Rick, um amigo do Flavio. Durou quase 10 anos, mas quando o prazo de validade foi chegando ao fim tive que trocar por uma multifuncional HP. Tem sido ótima.

Jarlei, meu querido hospede (que ficou aqui 2008 e um pedaço de 2009) tinha também o seu computador. Cabíamos os dois aqui no escritório. Mas seu computador sempre dava problemas e quando ele foi para a Austrália deixou-o aqui. Só usei dele o Monitor. O resto não prestava mesmo. Em compensação, o dono me ensinou muita coisa.

Até a metade de janeiro era esta a minha situação informática. Situação dos objetos materiais. Depois de um Windows 98, agora tenho o Windows XP.

Paralelamente a tudo isso entra a Internet, nosso mais atual meio de comunicação. Em 1997 já me relacionava com ela porque foi através do Museu da Pessoa que minhas histórias de vida pessoal e da família foram para o ar. Fui escrevendo e eles publicando. Eu escrevendo e eles publicando. Cheguei a ter, segundo eles umas mil páginas. Abasteci durante muito tempo o site do Museu.

Através da Internet muitas pessoas me acharam (ex-alunos, antigas amigas), e eu achei muita gente. Meu provedor sempre foi o UOL e sou até cliente VIP porque há mais de 10 anos o uso. Faz um tempinho tenho também o gmail.

Acho que foram os netos que me propuseram o nome de vovoneuza@uol.com.br. Pegou, todo mundo gosta e é fácil de guardar. Passei mesmo a ser a vovoneuza.
Tenho um mailing muito grande e me correspondo com muita gente. Coisas sérias. Não gosto de repasse. Quando escrevo, esqueço da vida. Escrevo como se estivesse falando e por isso é bom. Não são mensagens telegráficas. Tenho amigos na Espanha, na Suécia, na Itália (Jurema minha filha) Nova Zelandia, Portugal com os quais me comunico em tempo real se quiser. Mas prefiro por
e-mail porque escrevo a hora que eu quero e posso e também leio quando posso. Não me ajeito com MSN

Há quase dois anos passei a usar o Blog como meio de divulgar meus textos e escrevo muita coisa pessoal como este texto que logo vai para o ar. Faço comentários pessoais e sempre procuro relacionar a um contexto social e familiar. Dá bastante trabalho para abastecer, mas é muito gostoso. Exercita muito o ato de escrever. No meu vovoneuza.blogspot.com publiquei 132 textos em 2008. Em 2009 foram 71 porque então tenho também o Topblog.com.br/metrópole no qual sou colunista e postei quase 100 textos agora só sobre a cidade de São Paulo.

Como não podia deixar de ser, entrei na onda da moda: o Twistter. Gostei, Só posso publicar no máximo 140 caracteres, mas dou meu recado, seja ele divulgação, critica ou informação.

E chego ao dia 20 de janeiro quando consegui comprar um laptop. Minha ultima parafernália já estava dando sinais de velhice e como precisamos de mais espaço resolvi me atualizar. Flavio já instalou tudo, me ensinou muita coisa (que não sei se aprendi). Tem Windows Vista e ainda não sei qual a diferença do XP.
Ainda não me cheguei a ele. É bonitinho, jeitoso, com mais recursos que eu preciso. Mas parece que tenho “medo”. Quando passar para ele, deixo de vez esse histórico objeto. Estou criando coragem.

Qual será o próximo passo?

Flavio passou já para ele tudo o que meu pendrive de 4GB continha desde 2003 E até agora a minha produção alcançou 5,9GB. Só em 2009 produzi 3,24GB em um total de mais de 500 arquivos. Tive que fazer o Backup em um DVD.

14 comentários:

Juliana Oliveira disse...

Oi Vovó Neuza,vi a reportagem sobre você na Ana Maria e resolvi visitar seu blog.
Você é um exemplo pra muitos nesse nosso pais.

Seu blog é muito bom visitarei sempre.

Um grande abraço!!!

Helena Mello disse...

Aconteceu o mesmo comigo.Sou jornalista e estou fazendo o mestrado em Artes cênicas aqui no RS. Fui atraída pela tecnologa logo de cara. Assim, minha pesquisa é sobre crítica na era digital. Tenho 47 anos, mas desde 84 tenho um zumbido no ouvido esquerdo e este nao comecei a ter dificuldade para ouvir direito. Vi que tu também tens que lidar com este problema. Mas a gente toca para frente com entusiasmo e supera, né? Parabéns pelo blog. Um exemplo de vida. beijos

Dom Morais disse...

P4R4N014 V1RTU4L
Autor: Dom Morais

Meu barco tem vários navegadores
E eu atrapalhado não sei qual acionar
Enfeitado qual penteadeira de quenga
O meu processador i7 hoje vou estrear

O vento norte me traz boas lembranças
Do meu saudoso e rodado Pentium 100
Tinha o Netscape instalado no sistema
Creative Labs 4x e Subwoofer também

O pano de fundo era a Cindy Crawford
Na proteção de tela o Johnny Castaway
No zumbido da noite inocentes disputas
Tantos Lammers e até Larvas derrubei

A união das fronteiras distorceu os limites
Papo entre aparelhos Bluetooth já é banal
A ida do homem à lua, leigos dão palpites
O assunto rola no Twitter, à moda digital

Com pacotes de malicia e receitas de bolo
Menino virando H4cK3r parece coisa normal
Dispara seu torpedo farejador o tenro tolo
Brincadeiras de Curumim que só fazem mal

Na Backdoor, Rootkits e seus malwares
São alados os rasteiros cavalos de Tróia
Tiram de orbita satélites em plenos ares
E eu cá no divã, pherdido nessa paranóia.

Dom Morais disse...

Velha e sonolenta mãe
Autor: Dom Morais

Não ouves direito o que te falo mouca?
De macaquinho já não me carregas mais...
O teu andar compassado alá filha do vento
Hoje medem passos em turvos olhos d’água
Faz parte de um soluçar silenciado por dentro

A oclusão desconexa escorre-te a polenta
É apenas empapada... Não podes acelerar?
A ciranda agora roda em eterna correria
Na mochila que me punhas pão e caderno
Traz um notebook... É o amigo de cada dia

Ontem tua paciência de Jó me aguardava
No meu zig, zig, zá de teimosia me afagava
Minha vida mãe, agora é um versejar malfeito
Não sei por quanto tempo te terei por perto
Pra dizer que te amo, recostado em teu peito.

isabella disse...

Oi vovó Neuza vi sua reportagem na Ana maria e vi que a senhora tinha um blog na mesma hora liquei o computador e vi o seu blog e ja sou sequidora do seu blog.

voi um prazer visitar seu blog.
a não tenha medo de mecher no leptop ta

bjoss

Neide disse...

Olá vovo Neuza,

Já postei comentários aqui antes, leio o seu blog desde que o descobri em novembro de 2008. Fiz questão de lê-lo por completo desde sua primeira postagem. Uma vez por semana dou uma passadinha pra ler as novidade. Gosto muito de sua escrita, é muito prazeiroso a leitura. Também leio o TOPBLOG.
Assisti sua participação na Ana Maria e os outros vídeos postados.
Admiro-a muito, és um exemplo de vida pra pessoas de qualquer idade.

Quando for à São Paulo (moro em Foz do Iguaçu-PR, mas toda minha familia mora em SP, tenho apto aí em Pinheiros, ao lado da Praça Benedito Calixto),gostaria muito de conhecê-la pessoalmente.

Um fraterno abraço

Dom Morais disse...

Parabéns Vovó Neuza...
Você é eternamente jovem, Te admiro.
Grande beijo no coração

Eu tenho dois grandes exemplos iguais a você em minha família.
Minha mãe Vovó Idalina: 82 anos.
Ela malha todos os dias 1 hora por dia desde 2006, não necessita mais dos remédios.

Outro Exemplo é minha sogra que nos deixou faz 2 anos ela tinha 70 anos e jogava on-line com meus filhos, amigos e com minha esposa. Ela era recordista de um jogo usado pelos adolescentes. Devorava livros e mais livros, você me fez lembrá-la

Meu filho dizia no joga: - cuidado com minha vó ela ta te atacando!
Os colegas ficavam espantados: - Tua Vó?
- Minha mãe também ela está atrás de você!
O que?
Desculpe pelas poesias, postadas nos seus tópicos, mas são voltadas a era da informática e acontecimentos do dia a dia, poesia é meu passa tempo e Informática é meu trabalho.
Essa é minha maneira de manifestar minha opinião nos blogs maravilhosos iguais aos seus.

TE ADORO JOVEM VOVÓ NEUZA

Alyni Lima disse...

Olá, Vovó Neuza!

Parabéns pelo blog! A senhora escreve muito bem! Vou voltar sempre!

Um abraço!

Otávio henrique disse...

oi vovó neuza, vi a sua reportagem na ana; Queria ter uma vovó assim como a senhora.

beeeijos

Meyka disse...

oie
é umka delicia ver seu blog !
é minha segunda visista por aqui
virei sempre !!

a senhora é porva que para tecnologia não existe idade , parabéns !!!!!!

beijssssssssssssssssss

Anônimo disse...

Olá D Neuza!Apesar de morar em Portugal, gosto muito do programa da Ana Maria Braga, e foi nesse programa que acabei por "conhecer" a senhora. Tenho uma amiga que acabou de se aposentar, e como ela também tem computador, vou sugerir o seu blog, logo que ela consiga se entender com a informática. Os seus dois blogs vão ficar nos meus favoritos para que eu possa estar a par das suas novidades. Parabéns pela sua personalidade. Um abraço! Luciana

val du disse...

Parabéns pelo blog.
Parabéns pra você.

Beijos.

mrssilva17 disse...

Vovo.
Te acho o maior barato!
Moro em Doha no Qatar e vi voce na Ana Maria Braga.
Quero ser que nem voce,antenada com o mundo moderno.
Bjus.
Marisa Silva.

♥ XÂNDRYA ♥ disse...

Olá vovó Neusa, eu como muitos outros conheci a senhora pela entrvista na Ana Maria Braga, a senhora é um exemplo de vida. Tenho uma bisavó que é muito jovem, ela não mexe com computador e essas coisas todas,mas ela é uma jovem pra idade dela, ela conversa sobre qualquer assunto, ela sempre esta por dentro de tudo! Eu não tinha um blog, então minha mãe fez uma para ela e me ensinou a fazer um também,como estou aprendendo agora a manusear o blog foi um pouco dificil para mim encontar a senhora, foram tardes procurando pela senhora. Agora que encontrei posso segui-la, pois adoro conversar com pessoas que tem diversos assuntos e experiências. Gostaria que a senhora visitasse meu blog e dê sua opinião sobre ele. Parabéns pela sua história de vida! Bjus. Xândrya