quarta-feira, 18 de maio de 2011

E AGORA....OS QUATRO


Nossos quatro netos. Os elos genéticos através dos quais nos continuaremos pelas gerações futuras.

São todos meninos. E adaptando  o poema de Vinicius de Moraes “O Poeta Aprendiz”:
                                   Já foram meninos
                                   Valentes, caprinos
                                   Pequenos infantes
                                   Sadios e Grimpantes
                                   Anos, tiveram dez
                                   E azinhas  nos pés...

São agora  o meu quarteto. Quando fui escrever a história dos quatro, nomeei-os de ANBUTIVI embora graficamene fique esquisito: N antes do B e o Bu em vez de Bru. Mas, para mim estava bem.


São um punhado de meninos, de idades  proximas. André nasceu em 1984, Bruno e Tiago (Bu e Ti) em 1985 e só Victor se distanciou um pouco  1988. Mas estava sempre de rabicho com os outros três.
André e Victor moravam em um sitio e cresceram no meio de cachorros – Paloma a mãe  e seus filhos Pamina, Sol e Lua. Fora os outros que foram aparecendo pelos cruzamentos; cabras – Samambaia, Bruna Lombardi, Odete, Colombina, Maria Clara, Doroti.... e bodes – Obelix (que acabou na panela), Café.... ; flores  -as lindas bolas de neve e crisantemos coloridos - os queijos de leite de cabra que a mãe fazia. Bu e Ti eram sempre carregados por nós avós para o sitio onde tinham um contato sadio com a natureza. Cresceram todos respeitando bichos e plantas, partilhando os nascimentos de cachorros  e cabritos e também enfrentando a morte como coisa natural. Isso valeu para toda a vida. Jabotis  se perderam na “imensidão” do espaço..

E, teve um tempo em que criamos minhoca  e eles acompanhavam a vida no minhocário e sabiam da anatomia porque a avó não perdia  a oportunidade de dar uma de professora.
E teve  um tempo em que acompanharam a vida da aranhinha Tetéia de quem já falei. Quando levantavam cedo, viam as teias entre as plantas, brilhando com o sol  que as tornava lindas, mas também as desmanchava logo com o calor.

Victor o mais bicheiro teve calopsida, codornas, tartarugas, coelhos e muitos passarinhos em  um viveiro para acompanhar o ciclo de vida.
Bu e Ti só tiveram gatos aqui na cidade, mas participavam de tudo.

Enquanto pude mantive os quatro juntos. Quando compromissos escolares apareceram,  os contatos diminuiram e foram diminuindo sempre. Mas a ligação afetiva continua, não importa o quanto estejam juntos.
Comemorávamos o aniversário dos quatro juntos André, de 19 de setembro, Bu eTi de 24 de setembro e Victor embora de fevereiro comemorava o seu meio ano também junto. E eram sempre os bolos de chantilli com morango durante todos os anos.





A vida vai  separando: André na Itália, Bruno e Tiago já formados continuam em São Paulo, e Victor em São Roque. A ultima vez que consegui juntar os quatro comigo foi em 2005.Agora, tento mas não consigo. Entendo, não reclamo e aceito numa boa mesmo quando vou ter que  montar uma fotografia dos quatro  juntos.

 Em outra postagem o registro fotográfico  da vivencia dos quatro em ordem cronológica.

Um comentário:

Jurema - filha da Neuza disse...

Achei bem legal o texto e as fotos e fiquei muito feliz que o sitio foi palmo dessa vivencia toda, desse contato. Tenho certeza que levarao para toda a vida. Vejo em Andre e Victor(mais de perto) como o contado com a natureza ja foi incorporado no DNA deles. Nao faz muito tempo Bruno comentou uma foto onde aparecia a cabra Doroty e ele comentou, com saudade, do tempo do leite morno tomado diretamente da fonte. Sao essas coisas que nos dao certeza de nossas escolhas, de nossos caminhos. O sitio foi muito importante para muita gente, sempre tenho referencias de amigos. Até Bruno e Mauro fazem parte do quarteto-sexteto que acontecia nas ferias... Agora so falta mesmo intima-los para uma foto recente.