quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

DIVULGO E PARTICIPO



Já divulguei com a devida antecedência a performance dos músicos indianos aqui em São Paulo.  Publiquei nos meus blogs, no twitter, e passei para todos os meus grupos de confivência. E finalmente chegou  dia da apresentação.

É do meu perfil me envolver em tudo o que antecede a apresentação pública.  Pude fazer isso porque de certa maneira , e muito pouco, participei do projeto. 

Quando o publico toma contato com os  músicos, não tem ideia da infra estrutura necessária Desde as 10h da manhã uma equipe de pelo menos umas 10 pessoas se deslocou, esticou fios, ligou microfones,  testou  sons em todas as nuances necessárias.Tudo diferente porque os músicos tocam sentados, com microfones bem baixos, e que tem que responder á sensibilidade de cada instrumentos.

Cenário montado com colchas coloridas .Figurino a carater.

Circulei por lá.  Atenta a tudo e todos filmei, fotografei. Mas, não sou fotógrafa e tudo fica apenas registrado sem boa resolução ou qualidade.

Atentei bem para as fisionomias procurando uma identidade física.  “Vi” rostos esteticamente bem estruturados harmoniosos e, recobertos pela  pele azeitonada, são  únicos, inconfundíveis. E belos.!!!!

No texto de divulgação falei só de Ravikiran, mas outros três músicos fazem parte do conjunto do qual Ravikiran é o maestro, o líder, o guru..
Ravikiran  toca um instrumento construido por ele; a Chitravina, instrumento de 21 cordas.   Toca  sentado em almofadas, no chão, com o instrumento  apoiado no colo.



Ravikiran é inovador do conceito musical Melarmonia, unidade de melodia e harmonia. Mais dados sobre ele já foram apresentados na divulgação.

Fazem parte do conjunto:
 Ghatam Giridhar Udupa - O ritmo flui em seu sangue. Denominado “O Rei do Pote” , originário de família de artistas musicais e literatos toca com maestria o Ghatam (pote de argila) e outros instrumentos de percussão.
Udupa tem tocado em várias orquestras do mundo, com artistas renomados, sendo detentor de inúmeras premiações. É um dos fundadores do movimento Layatharanga grupo que busca criar novas ondas musicais pela combinação de ritmos clássicos e populares de diferentes partes do mundo.



Jayachandra  Rao - Iniciou aprendizado do antigo Mridangam, instrumento dos Deuses (percussão) com 5 anos, toca também flauta e busca o virtuosismo melódico, ele é ainda reconhecido cantor clássico. Conhecido pelo "Gayaki Style" de tocar e sua incrível habilidade em antecipar o estilo livre (Manodharma) do artista principal lhe tem rendido convites para performances de dança, jazz, world music, fusion music, trilhas de filmes comerciais, e arte experimental.


Charumathi  Raghuraman 
Nascida entre músicos, revelou seu talento e interesse por violino aos 5 anos de idade, aos 8 anos iniciou estudos formalmente com renomados professores tanto em instrumento como canto vocal. Aspira o virtuosismo instrumental. No grupo é quem todo instrumento clássico, o violino.

Tudo pronto, com pequenos ajustes feitos na hora, começou a apresentação.

Ou se presta atenção à musica, ou se registra.  Preferi ouvir e ouvir bem.

A sensação de  prazer era  a tonica dominante nos músicos, expressada em sorrisos.  A comunicação olho no olho  entre  os quatro, Ravikiran conduzindo. E para mim, música enchendo a minha alma.  

Não conhecia música indiana.  É diferente, mas empolga e emociona. Fecha-se os olhos e  encontra-se a melodia procurada.  O ritmo e a técnica de Udupa e Rao requer olhos  abertos e ouvidos bem  atentos.E cada um tem o seu momento de solo  em que expressa tudo o que sabe e sente.

Auditório cheio, fato inusitado em uma quarta feira às 14h, aplaudiu de pé e pediu bis. E a surpresa chegou: Asa  Branca baião de Luiz Ganzaga que está na alma de cada brasileiro,  tocada pelos instrumentos indianos diferentes. Enfrentando ritmos diferentes.  Mas gênio, técnica e arte não fogem de obstáculos. Os enfrentam. E foi lindo, lindo. E o público vibrou.

Publico saindo, equipe recolhendo as coisas, ainda tive tempo de registrar  um ponto de sensibilidade pessoal: Simone e Greg, a simpatia e competencia circulando, um casal que projeta o futuro. Compartilham funções e conhecimentos  entre eles e com toda a equipe. O resultado é um espetáculo nota 10 como acabei de assistir.

Gostamos tanto que repetimos a dose às 19 horas no espaço Brahama Kumari, organização indiana.  Ouvimos de novo as maravilhas.
     
             Nada melhor do que beleza para fechar um texto



SIMONE E GREG   "o casal vinte"



Um comentário:

Célia disse...

Sensacional experiência a sua, Neuza, com a música e a arte indiana! Meditação pura! Parabéns!
Abraço, Célia.