DIVULGO E PARTICIPO
Já
divulguei com a devida antecedência a performance dos músicos indianos aqui em
São Paulo. Publiquei nos meus blogs, no
twitter, e passei para todos os meus grupos de confivência. E finalmente
chegou dia da apresentação.
É do
meu perfil me envolver em tudo o que antecede a apresentação pública. Pude fazer isso porque de certa maneira , e
muito pouco, participei do projeto.
Quando
o publico toma contato com os músicos,
não tem ideia da infra estrutura necessária Desde as 10h da manhã uma equipe de
pelo menos umas 10 pessoas se deslocou, esticou fios, ligou microfones, testou sons em todas as nuances necessárias.Tudo
diferente porque os músicos tocam sentados, com microfones bem baixos, e que tem
que responder á sensibilidade de cada instrumentos.
Cenário
montado com colchas coloridas .Figurino a carater.
Circulei
por lá. Atenta a tudo e todos filmei, fotografei.
Mas, não sou fotógrafa e tudo fica apenas registrado sem boa resolução ou
qualidade.
Atentei
bem para as fisionomias procurando uma identidade física. “Vi” rostos esteticamente bem estruturados
harmoniosos e, recobertos pela pele
azeitonada, são únicos, inconfundíveis.
E belos.!!!!
No texto de divulgação falei só
de Ravikiran, mas outros três músicos fazem parte do conjunto do qual Ravikiran
é o maestro, o líder, o guru..
Ravikiran toca um instrumento construido por ele; a Chitravina, instrumento de 21
cordas. Toca
sentado em almofadas, no chão, com o instrumento apoiado no colo.
Ravikiran é inovador do conceito
musical Melarmonia, unidade de
melodia e harmonia. Mais dados sobre ele já foram apresentados na divulgação.
Fazem parte do conjunto:
Ghatam Giridhar
Udupa - O ritmo flui em seu sangue.
Denominado “O Rei do Pote” , originário de família de artistas musicais e
literatos toca com maestria o Ghatam
(pote de argila) e outros instrumentos de percussão.
Udupa tem tocado em várias
orquestras do mundo, com artistas renomados, sendo detentor de inúmeras
premiações. É um dos fundadores do movimento Layatharanga grupo que busca criar
novas ondas musicais pela combinação de ritmos clássicos e populares de
diferentes partes do mundo.
Jayachandra Rao
- Iniciou aprendizado do antigo Mridangam, instrumento dos Deuses (percussão) com 5 anos, toca
também flauta e busca o virtuosismo melódico, ele é ainda reconhecido cantor
clássico. Conhecido pelo "Gayaki Style" de tocar e sua incrível
habilidade em antecipar o estilo livre (Manodharma) do artista principal lhe
tem rendido convites para performances de dança, jazz, world music, fusion
music, trilhas de filmes comerciais, e arte experimental.

Charumathi Raghuraman
Nascida entre músicos, revelou
seu talento e interesse por violino aos 5 anos de idade, aos 8 anos iniciou
estudos formalmente com renomados professores tanto em instrumento como canto
vocal. Aspira o virtuosismo instrumental. No grupo é quem todo instrumento
clássico, o violino.
Tudo
pronto, com pequenos ajustes feitos na hora, começou a apresentação.
Ou
se presta atenção à musica, ou se registra.
Preferi ouvir e ouvir bem.
A
sensação de prazer era a tonica dominante nos músicos, expressada em
sorrisos. A comunicação olho no
olho entre os quatro, Ravikiran conduzindo. E para mim,
música enchendo a minha alma.
Não
conhecia música indiana. É diferente, mas
empolga e emociona. Fecha-se os olhos e
encontra-se a melodia procurada.
O ritmo e a técnica de Udupa e Rao requer olhos abertos e ouvidos bem atentos.E
cada um tem o seu momento de solo em que
expressa tudo o que sabe e sente.
Auditório
cheio, fato inusitado em uma quarta feira às 14h, aplaudiu de pé e pediu bis. E
a surpresa chegou: Asa Branca baião de
Luiz Ganzaga que está na alma de cada brasileiro, tocada pelos instrumentos indianos diferentes.
Enfrentando ritmos diferentes. Mas
gênio, técnica e arte não fogem de obstáculos. Os enfrentam. E foi lindo,
lindo. E o público vibrou.
Publico
saindo, equipe recolhendo as coisas, ainda tive tempo de registrar um ponto de sensibilidade pessoal: Simone e
Greg, a simpatia e competencia circulando, um casal que projeta o futuro.
Compartilham funções e conhecimentos
entre eles e com toda a equipe. O resultado é um espetáculo nota 10 como
acabei de assistir.
Gostamos
tanto que repetimos a dose às 19 horas no espaço Brahama Kumari, organização
indiana. Ouvimos de novo as maravilhas.
Nada melhor do que beleza para fechar um
texto
SIMONE E GREG "o casal vinte"
Comentários
Abraço, Célia.