quarta-feira, 21 de maio de 2014

SÃO PAULO ONDE SEMPRE COISAS NOVAS ACONTECEM


Fazia tempo que não acontecia. A primeira vez registrada foi em 1995 – na Vila Madalena e alto de Pinheiros - Aconteceu novamente em 2004, - Perus e Pirituba - se repetiu em 2010 – Guarulhos - mas nunca como agora neste 2014 que escolheu o bairro da Aclimação e mais precisamente uma rua com o poético nome de Pedra Azul, encostada ao Parque da Aclimação. 




O que aconteceu foi uma chuva de granizo ou “chuva de pedra” no falar tupiniquim.  Ao invés de água, caem pedras  dos mais variados tamanhos. Compactadas formam  no chão uma camada dura de gelo

Por que esse preciso lugar? Porque foi aí que aconteceram fenômenos meteorológicos propícios.

Depois de mais de 30 dias de clima seco, uma massa de ar frio e úmido chegou à São Paulo, deixando as condições favoráveis para a formação de nuvens de tempestade chamadas cumulus-nimbus, nuvens altas de até 25km de altura  Os movimentos verticais de ar, favorecem o crescimento das gotas de água,  que quando chegam às nuvens e encontram temperaturas abaixo de 80°C, viram gelo. Congelado, o vapor de água fica com mais peso do que a nuvem pode aguentar e cai, em forma de pedra de gelo, que chamamos de granizo.
Quando os cristais de gelo caem, eles são segurados pelas correntes novamente e crescem cada vez que passam por esses ventos. Quando o granizo chega ao chão, é porque ele já está pesado e passa pelas correntes sem ser ssegurado. Se uma pedra dessas for cortada, o número de camadas indica a quantidade de vezes que ele passou pelas correntes verticais.




 Essa chuva de granizo em grande escala deu a São Paulo uma paisagem inusitada que causou curiosidade  não só nos moradores do local  mas naqueles que tomaram conhecimento do acontecimento pela mídia.

E, para àqueles que não leem jornal compartilho as imagens da Folhapress da Folha de São Paulo.

E os paulistanos sempre de bom humor fizeram sua esculturas, seus bonecos de gelo com muita criatividade.





Mas o brusco resfriamento das águas do lago pegou os peixes desprevenidos e muitos, muitos não resistiram.



Trabalho grande tiveram os poderes públicos para resolver os problemas causados pelo gelo que cobriu as ruas.




Mas, mesmo com a intervenção rápida dos 20 caminhões em 52 viagens, as  mais de 300 toneladas de granizo das ruas  devem levar quatro dias para derreter totalmente.

Este foi para São Paulo um acontecimento pelo menos inusitado.




Um comentário:

M de mulher disse...

VoVó Neuza ,você é um amor,um exemplo para gerações mais novas