segunda-feira, 25 de outubro de 2010

COLÉGIO DE APLICAÇÃO - 40 ANOS DEPOIS



DOCUMTÁRIO II – ANEXO
Dia 24 de outubro de 2010
Às 8 horas da manhã, depois do café e o jornal, com uma vasta agenda programada para este domingo, encontrei no meu caminho, um livro vermelho com o post it que dizia “MÃE – ESTE É SEU” Flavio.
A capa:
FACULDADE DE FILOSOFIA, CIÊNCIAS E LETRAS DA U.S.P.
COLÉGIO DE APLICAÇÃO
Rua Gabriel Santos,30
Tel. 52-3503 – São Paulo


DOCUMTÁRIO II 40 ANOS DEPOIS

CURSO GINASIAL - 1ª a 4ª SÉRIE - CLASSE A/B – ANO 67/70


Tinha tudo para me atrair, a começar do nome da antiga FACULDADE DE FILOSOFIA , CIÊNCIAS E LETRAS DA USP, a “minha” faculdade, anterior à atual FACULDADE DE FILOSOFIA, LETRAS E CIÊNCIAS HUMANAS (FFLCH)

O nome COLÉGIO DE APLICAÇÃO me levou à década de 60 da minha vida, época centrada na educação dos filhos e portanto ligada ao que acontecia no campo. Além disso, minha ação de professora secundária estava conectada aos acontecimentos politicos e educacionais da época.

A chamada – 40 ANOS DEPOIS – despertou meu interesse atual que é a construção de memórias pessoais ou coletivas. E este era um verdadeiro resgate de memória coletiva.

Era pouco mais de 8 horas quando, em uma cadeira confortável, um bloco de post-it para as marcações, iniciei a leitura. Determinada a ler tudo em seguida, eram 13,30h quando terminei. 5 horas de leitura sem nenhuma interrupção resultaram 34 post-it usados sempre que alguma coisa me interessava.

E resolvi escrever sobre o que tinha lido.

Este é um texto pessoal, escrito da minha maneira, mais coloquial do que acadêmico, e a justificativa para sua produção é juntar minha participção na vida de estudante do meu filho aos depoimentos de seus amigos da época. . Sempre se acrescenta alguma coisa que reflete um contexto social. Não conheci todos os ‘meninos” e escrevi pelos que conheci e pelos depoimentosque foram dados.

Como este texto vai para o meu Blog, preciso fazer uma introdução dizendo o que foi o COLÉGIO DE APLICAÇÃO

O COLÉGIO DE APLICAÇÃO foi criado em 13 de março de 1957 por convenio celebrado entre a Faculdade de Filosofia e a Secretaria de Educação do Estado como um centro de experimentação e demonstração pedagógica do ensino secundário, e promotor de ensaios de renovação pedagógica. Continuou assim até 1970, quando, a transformação do antigo Departamento de Educação da Faculdade de Filosofia na atual Faculdade de Educação, institucionalizou novos campos de pesquisa.

Em 1969/1970, quando a FACULDADE DE FILOSOFIA, CIÊNCIAS E LETRAS teve sua área de CIÊNCIAS separada (Biociências, Geociências, Física, Quimica, Matemática e Psicologia) e se transformou em FACULDADE DE FILOSOFIA, LETRAS E CIÊNCIAS HUMANAS, o COLÉGIO DE APLICAÇÃO não teve mais objetivo e deixou de existir.

Como os vários departamentos e cadeiras não estavam centrados em um lugar só como é hoje, tudo na Cidade Universitária, o COLÉGIO DE APLICAÇÃO também ocupava um prédio comum, na Alameda Gabriel Santos nº 30, quase na esquina da Avenida São João. O prédio ainda está lá, abrigando uma faculdade da Associação Paulista de Educação e Cultura. Mas, ainda é uma referencia para ex alunos do Colégio de Aplicação. Mais felizes eles são do que os gletianos que tiveram demolida sua referencia, na Alameda Glette,

A partir de 1970 o Colégio de Aplicação transformou-se em um colégio estadual comum, o Fidelino de Figueiredo, sem mais aqueles objetivos especiais.

Explicado o que foi, onde funcionava e quais os objetivos desse COLÉGIO DE APLICAÇÃO, vamos em frente.


O livro a que me referi foi escrito com a colaboração de ex alunos daquela data mencionada. Pela Internet foram sendo achados e contatados. Editados os depoimentos, resultou um livro de memória coletiva.

Como mãe de um ex aluno peço licença aos outros para complementar com algumas informações e considerações. Participei e muito desses 4 anos que também para mim foram significativos.

Não terei método. Vou seguindo os post-its e intercalando considerações. É uma contribuição vista de um outro ponto de vista.

Aqui vai o que escrevi do livro:

- O titulo DOCUMTÁRIO resultou de um erro de grafia, rabiscado distraidamente. Ficou. Por que não? Erros são responsáveis por muitas descobertas (afirmação científica) Além disso ficou diferente. Chama a atenção. II porque é o segundo encontro dos ex do Aplicação.

- O cursinho da Dona Marina e do prof. Clovis – foi marcante em 1966. Em uma vila da rua Rosa e Silva, ficava bastante longe de nossa casa, na Lapa. Então, de manhã era o avô que levava o Flavio e na hora do almoço eu saia do meu trabalho e ia buscá—lo. Como sempre fui muito pratica, e já que estava na rua e por perto, ia até a PUC buscar uma visinha que lá estudava Direito. A vila era estreita e tinha que manobrar para sair. Mas, eu tinha 36 anos e tudo era fácil.

Por que o Flavio foi para o Aplicação? Eu lecionava em um colégio particular e ele fez até o quarto ano primário no Campos Salles. Mas, continuar, não. Filho de professor tem uma sina; se vai bem, foi proteção da mãe; se vai mal, está envergonhando a mãe. O melhor é estar longe e ter sua propria identidade. E sempre ligados à Educação, sabiamos do Aplicação. Como chegamos à dona Marina, não tenho a menor idéia.

                                                      Prof. Clovis e Dona Marina

- Na citação sobre as aulas de “Educação Sexual”. Era mesmo algo inusitado, mas eu, como boa professora de Ciências, já tinha minhas aulas organizadas. Sabiam que naquela época os livros de Ciências não faziam referencia a orgãos sexuais? Nem se cogitava explicar como nos reproduziamos. Acreditavam em Geração Expontânea? Por essa minha interferencia na “moral e bons costumes”, no começo da década de 70 fui chamada ao Quartel do Segundo Exército para uma conversa sobre o que eu ensinava na Educação Sexual. Meu argumento é que, na minha matéria, eu dava Informação Sexual, anatomia dos orgãos e não comportamentos. Acho que acreditaram porque não tive outros problemas. Mas o depoimennto foi identificado formalmente, assinado e arquivado.

- Gostei do depoimento da Marina e Maria Clara Marsicano porque revelam um testemunho dos comportamentos da época. Mudanças mesmo no comportamento sexual só depois de um tempo de consolidação do uso da Pilula anticoncepcional. .

- Lindinhos os meus filhos. Jurema estava em colégio particular onde eu lecionava. Flavio no Aplicação. Bem “etiquetado”

- O João Farkas era bonitinho quando menino. Você não acha Fátima?

- Adorei a idéia da festa para o Niemeyer – “regada a mingau de maizena e chá de boldo.

- Com paciência e boa vista dá para plagiar uma boa aula de História a partir das respostas e das linhas do tempo do José Otávio. A matéria era Estudos Sociais. As instruções para o trabalho eram primososas. Professores primeira classe.

- gostei da menção ao FLANELÓGRAFO como o avô do power point. Usei tanto nas minhas aulas quanto uso hoje o ppt.

Para quem não sabe:
O Flanelógrafo foi utilizado como técnica pedagógica há algumas décadas atrás e hoje está em desuso. É composto por um pedaço quadrado
ou retangular de tecido felpudo (os mais usados são o feltro e a flanela), de
cor escura – verde escuro ou preto – de dimensões que sejam satisfatórias
para leitura à distância, que não costumam ser menores que 2,0 m.Na superfície desta base são afixados desenhos que são montados em uma base rígida leve (isopor, papel cartão ou cartolina). No verso do desenho é colado um pedaço de velcro ou lixa, para fácil aderencia.
Esta técnica pedagógica caiu em desuso no país, principalmente a
partir da década de 1980.

- Na carta de Margarida, o testemunho de costumes em um país distante e tido como “civilizado” o uso de PALMATORIA é inconcebível. Um instrumento educativo......Ah!!! pesquisem para saber. E escrever 80 vezes uma sentença é “dose”. E em Edinburg(uma grande cidade da Escócia), mesmo em 1970.

- Coisa que me causou admiração como recurso didático foi a “Estudo do Meio” quando os alunos se deslocavam para um determinado lugar e a aula era aí, in loco, com uma multidisciplinaridade de fazer inveja. Chegavam mais tarde o ônibus sempre atrasava e eu ficava esperando muito tempo para pegar meu filho. Confesso que plagiei esse método em muitas das minhas aulas. Mas, como “na natureza nada se cria nada se perde, tudo se copia” não fiz nada de mal.

- Do Cafu tenho lembranças. Ele mesmo comentou com o Flavio sobre as “excursões” à Interlagos para ver corrida de 24 horas, da barracona que montávamos para não perder nada da corrida. Levávamos muita comida e a garotada em volta sempre dava uma bicada. Eu me lembro do fato mas não da presença do Cafú nesse acontecimento. Foi assim mesmo ou não?

Cafu, também eu tive nefrite, só que em 1938. Passei meses na cama em um quarto em que dormíamos 4 pessoas. E passei um ano comendo sem sal. Não havia sulfa, antibióticos. A cura era por reação do próprio organismo ajudado por um medicamento de nome comprido: cloridrato de fenil etil amino propanol
Eu tinha 8 anos, já sabia ler e ficava orgulhosa de ler e falar esse nome. Lembrei disso agora. Memória é assim: puxa-se um fio e vem um novelo.

Já vc teve sorte. Nefrite em 1966 já contava com medicamentos mais recentes. Sinal dos tempos e testemunho de progressos cientificos.

Mas a lembrança mais marcante que tenho do Cafu, foi em 2 de março de 2000. Ayrton tinha acabado de fechar seu ciclo vital quando a primeira pessoa que eu vi em casa, foi Cafu, nos hipotecando solidariedade em uma hora dificil. Nunca esqueci disso e sempre agradeço esse gesto carinhoso.

                                                                   Cafú                                                                                                          
-  
 - Sabe Zé Octávio. Posso entender a sua decepção. Também saí de uma escola como primeira aluna e no primeiro ano de Faculdade fiquei em segunda época de Quimica. Quase desisto do curso.

- Clara Alicia – Ter sido casada com um musico do porte do Antonio Carrasqueira é motivo de orgulho. Ele e sua flauta cativam e emocionam. Já o ouvi muito.

- chegou a vez da Fátima. Foi e ainda é uma grande amiga do Fla e minha. Não importa que nos vemos pouco mas sempre existe um fio que nos une. Frequentou muito minha casa nos bons tempos em que eu e Ayrton éramos um casal. Lembro que nas festinhas, a mãe da Fátima deixava ela ir se o Fla fosse (era assim?) Muito tempo sem nos ver, mas sempre acompanhando a trajetória de sua vida. Há uns dois ou três anos encontrei Fátima e João na Livraria Cultura. Ela fez tanta festa que fiquei encabulada. Mas, emocionada por uma demosntração de carinho tão autentica. Depois disso trocamos alguns e-mails, sabia que ela estava na França curtindo neto e muito feliz. Como sempre está muito bonita e a foto dela que tenho nos meus arquivos é de uma jovem senhora no melhor de seu tempo, mas que com certeza ainda lembra do seu Gordine pé de boi. Vamos conversar um pouco via e-mail para que eu possa atualizar seus registros no meu acervo?

Prof. Clovis,      Bia,     Fátima (sempre o mesmo jeitinho de olhar) João

- O compartilhar da historia de cada um é o que de mais bonito encontrei nesse livro.

- Dei boas risada lendo o diálogo do Mauro Reiter com o presidente Costa e Silva. Que coragem!!!!!

- Que vida a de Rodrigo Otavio de Lima e Castro Bernardo. Dá para vários romances. A começar pela explicação do porque de seu nome.

- Chegou a vez do General Emilio. Como me lembro bem dele. Nos dias em que passo no Lapapel Festas, na rua Ulpiano da Lapa, sempre entro para perguntar a seu pai como vai o filho quatro estrelas. Conheço a familia de longa data. O avô do general é de São Carlos e o seu sobrenome materno, Próspero, é ainda respeitado na cidade.
Seu curriculo é de fazer inveja e acho que nem os pais tem consciencia de quanto ele é importante.

- Um arquiteto ambientalista, trabalhando a sustentabilidade com conhecimento de causa foi o deu o Ivo.

- Cosmopolita de 75 paises, com 6 ou 7 mulheres no curriculo, não tem entre os meninos do aplicação nenhum que lhe faça frente. Ganha longe em multiplicidade de ações. Esse é o Lucio.

21 – Oi Bia!!! Agora é vc. Das amigas do Fla naquele tempo, vc foi de participação efetiva. Dois fatos eu resgato de minha memória: um dia, Flavio sabia que vc estava no Guarujá, convenceu o pai a ir até lá , achamos o seu espaço e ficamos um tempinho do dia com vcs se conversando. Fomos lá só para isso. Lembro bem desse dia porque entre procuras, conversas e passeios os 3: Ayrton, Flavio e Jurema esqueceram do meu aniversário. Eu passei o dia todo esperando que lembrassem. Mas voltamos para casa e só no dia seginte se deram conta da falha.

Vc nos convidou uma vez para um almoço em sua casa na Homem de Mello (?) Não conheciamos ninguem, mas sua avò que já nessa altura se mostrou a nós como uma lider familiar, foi muito gentil em nos colocar à vontade. Por que mesmo que vc nos convidou?

Bom mesmo foi ver vc naquela casa de pau a pique em Ubatuba. Era nós termos umas coordenadas e acabavamos chegando. Não foi fácil. A casa era em um morro, de pau a pique mesmo e quando chegamos, para podermos entrar , vcs tiveram que tirar o tatame. E quase não podiamos ficar em pé. Depois para maior espaço fomos conversar em um regato de água limpida, fresquinha, que vcs usavam para tudo.

Reencontramos vc na Ibeji quando íamos levar Bruno e Tiago. Sabiamos de sua vida e admirávamos o seu pique, seu fôlego e seu desprendimento criando os seus filhos, os filhos de outros que foram chegando por via do amor. Me manda os nomes de todos eles e suas ligações com vc e com outros. Quero montar uma rede e depois fazer uma “leitura” dessas ligações. Sua vida dá um romance mesmo. Vamos pensar nisso qualquer dia? E a sua árvore genealógica então.Vai pirar na sua geração. Vamos trocar figurinhas em nome de um passado tão interessante?

                                                            Bia

- Flavio, porque não desenha mais carros em garagens como nos seus 12,13 anos? Não tenho visto desenho seus, mas seus filhos herdaram essa aptidão. Bruno desenha rostos e Tiago corpos em movimento. Mas, por força dos estudos não têm desenhado.

Quem herdou, acho que por tabela esse gosto por carros e os desenha muito bem, é o André, seu sobrinho. Mas que também parou por força de trabalho.

Flavio é muito fechado (ou eu desligada) e muito do seu curriculo vim a saber lendo o seu depoimento hoje.

                                                                  Eliana Flavio Bia

- Maria Clara di Pierro (e eu sempre pensei que Scipione fosse o sobrenome. Mas, era o nome do seu pai) Lapeana já começou a sua formação nno Experimental da Lapa, que era uma escola diferenciada. Daí para o Aplicação foi um pulo.

Maria Clara fazia parte dos que eu pegava no Aplicação e levava para casa. Em um fusquinha íamos eu, Flavio, e mais 3 que eu sei eram Maria Clara, o Rodolfo Gamberini e ???

Uma cena: subindo a rua Pio XI, na altura da rua Duarte da Costa, um velho (não tão velho, mas distraido) cruzou na nossa frente. Caiu, mas não aconteceu nada. Apavorados os meninos queriam que eu continuasse depois que o sr.levantou. Não fiz isso. Desci, atendi a pessoa e só continuei quando tive certeza que ele estava bem. Na volta ao carro, dei a maior bronca em quem tinha querido que eu continuasse sem socorro. Claro que o medo em crianças dá lugar a um raciocinio pouco claro. Acho que foi a Maria Clara quem levou a bronca. Ela mesma contou isso e nunca mais a esqueceu. Lições a gente recebe em qualquer lugar e em qualquer situação de vida.

                                                         Maria  Clara - Luis Terepins (?)


No ano passado em conversa com pessoal da Casa das Rosas, tive o prazer de relacionar uma das escrevivnetes mais simpáticas e uma escritora de mão cheia, a Concha, com Maria Clara. São irmãs. O mundo é pequeno e quem vive no mesmo meio acaba sempre se encontrando.

Acho que chega. Mais de 19h. trabalhando desde às 8h mas consegui uma estrutura do texto e falta as“costuradas” das partes. Logo dou por pronto.

Não foi fácil escolher fotos. mas, não cabia mais. E para contentar gregos e troianos, vai uma foto do grupo


Comentem por favor. Criticas positivas são tão importantes quanto as negativas. Estas nos fazem parar para pensar e promovem um aprendizado maior.

Até a comemoração dos 60 anos com o DOCUMTÁRIO III
(credo!!! Que otimismo – até lá terei 100 anos)

Neuza Guerreiro de Carvalho (mãe do Flavio de Carvalho)
25 de outubro de 2010


10 comentários:

LEO ROSENHEK disse...

Cara Profa. Neuza,

Grato pelos comentários a respeito do DOCUMTÁRIO-II, que trazem imagens coloridas deste passado cinzento em nossa memória.

Graças ao esforço do Flavio, Cafu, Fanny, Claudio, Milton e Martha, tivemos todo o nosso turbilhão afetivo, emocional e histórico documentado neste livro inesquecível!

Parabéns pela vivacidade e clareza do seu texto!

Está aceito o compromisso para o DOCUMTÁRIO-III, com grande prazer! Até lá!

Léo Rosenhek
Aplicaciano, 1967-1970.

Sonia disse...

Querida Profa. Neusa,

a lembrança que tenho da Sra. é ainda com seus cabelos negros. Os cabelos embranqueceram, mas as feições, sua simpatia e inteligência permanecem. Estive algumas vezes em sua casa e uma vez no sítio no sul de Minas, sendo sempre muito bem tratado como convidado, pela Sra. e pelo Dr. Ayrton. Um grande prazer reencontrá-la nesse blog. Saiba que tenho um grande orgulho em ter sido companheiro numa equipe de trabalho com o Flávio pelos quatro anos de ginásio. Formávamos uma equipe inquebrável e inoxidável, eu, o Flávio, Ivo e Hugo. E realmente, o Flávio tinha a mágica capacidade de transformar cadernos em garagens, eu o estou entregando depois de quarenta anos.
O objetivo desse reencontro do CA é o de valorização. Valorização da amizade, maior legado que levamos dos anos de escola, e valorização do trabalho e esforço dos nossos professores. Valorização através do reconhecimento. Fica a esperança que o Estado também valorize os professores, com uma justa remuneração.
Um respeitoso e carinhoso beijo a Sra. por ser a mãe do Flávio e por ser professora.
Zé Eduardo (soedu@globo.com)

Mario disse...

Dna Neusa,
Provavelmente a senhora não se lembra de mim, eu cheguei no Aplica apenas em 70, mas frequentei também a casa do Flávio. Era apenas mais um dos "cabeludos", morador da Lapa "quase de baixo", talvez diferenciado apenas pelo sotaque...
O carinho demonstrado pelo nosso Documtario me deixou emocionado. Um carinho que acredito apenas professores e educadores podem ter, a capacidade de perdoar os pequenos erros e defeitos e apreciar o esforço, a contribuição e a dedicação dos seus "alunos". Junto-me aos votos do Zé Eduardo na esperança de que um dia essa profissão seja valorizada da forma devida.
Mario "Baiano" Abramo

Beatriz disse...

Oi Neusa

jä tinha ouvido falar do seu blog, mas nunca havia entrado.
Parabéns!Uma delícia ler seus comentários.
Vejo qua acompanhou momentos importantes da minha vida, visitou minha família, foi me ver em Ubatuba e ainda participou como avó do projeto da escola.Para mim é um privilégio participar das suas lembranças e ainda poder ve-la tão ativa e observadora.
Gostaria muito de combinar um encontro. Agora também sou avó!
bjs
Bia

Noêmia A. Lourenço disse...

Vovó Neuza, a Sra. é simplesmente uma FOFA!!!
Adorei sua entrevista na TV Gazeta esta manhã. Parabéns!
Identifiquei-me com seu jeito 'Relax' de ser que a faz ser mais linda ainda.
Quero lhe fazer um convite: tenho um blog também e gostaria que a Sra. o visitasse. Nele abri recentemente um espaço para postar depoimentos sobre experiências na escola, seja como professor(a) ou aluno(a), sejam negativas ou positivas. O objetivo é proporcionar oportunidade de reflexão. Ao conhecer meu blog sinto que entenderá melhor. Sendo assim, peço desculpas pela ousadia, mas será gratificante receber sua visita lá e postar um relato seu, afinal adorei saber que a Sra. gosta de escrever e compartilhar.
O endereço do blog é http://psicopedagoclieduc.blogspot.com. Utilize o e-mail pedagopsicopedago@hotmail.com para contato e enviar o relato caso aceite fazê-lo, ok?

Grande abraço e Parabéns pelo exemplo de vida, sabedoria e conhecimento que a Sra. é.

Com Carinho

Noêmia A. Lourenço

Rosimarcia disse...

Vovó Neuza!!!

Desculpe-me pela liberdade de chamá-la assim, mas fiquei encantada com a senhora e com sua vivacidade ao vê-la hoje no programa Manhã Gazeta. Quando crescer quero ser como a senhora rs,rs. Não sou nenhuma criança, mas perto de sua experiência de vida é assim que me sinto. Vou continuar lendo o seu blog e quem sabe algum dia tome coragem e faço o meu.

Parabéns pelo seu trabalho e muitas felicidades!!!

Rosimárcia

♫Pri disse...

Admira demais a senhora e sua vivacidade!!!
Quero ser asim quando crescer!

Parabéns!

Priscilla Castro

Isabel Raia disse...

Oi Vovó Neuza,

Sou estudante de jornalismo e fiquei encantada ao te ver na TV Gazeta. Estou fazendo um livro-reportagem sobre pessoas ativas na 3a. idade e gostei muito do seu blog e do seu trabalho de recuperação da memória. Podemos agendar uma entrevista?
Por favor me responda no meu e mail: belraia@gmail.com

Obrigada e parabéns pelo trabalho! A senhora é um exemplo para todos nós.

Abraço,
Isabel

molda sabir disse...

Neuza.Parabens pelas suas atividades passadas e presentes. Ví na matéria das seminovas a Edna Gimenez, viuva do meu grande amigo Armando Gimenez.Ficarei muito feliz se você me puser em contato com ela.
Meu nome é Dalmo Ribas e meu e.mail é: dalmo.ribas@terra.com.br
grande abraço.

Paulo Tadeu F Danese disse...

Também tive a honra e a sorte grande de estudar no Aplicação. Até hoje, aos 64 anos, utilizo aprendizados de outrora, ministrados pela Drª Miriam Krazilchik, Ana Maria, Prof. Machado, Prof. Jaim e tantos outros que me marcaram a juventude profundamente.