sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Meu Setembro Musical

01 – Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo –na Biblioteca Municipal Mário de Andrade. Não preciso mais tecer comentários sobre esse conjunto. O que tenho a acrescentar apenas é que pude conversar um pouco com o Nelson Rios, que sempre me cumprimenta. Talvez porque conhece o meu visual insistente nas apresentações.
Tocaram Alexandre Mihanovich (desconhecido para mim) e Ravel, que sempre soa conhecido aos ouvidos.

02 -Auditório Camargo Guarnieri – USP – programa mensal de parte do programa total que é exibido na Sala São Paulo. exibição mais descontraida, com músicos à vontade. Maestrina Ligia Amadio.
No programa Ronaldo Miranda- suite festiva e o Concerto para piano e orquestra nº 2  de Camargo Guarnieri. Solista  ao piano Sonia Rubinsky. Não me agradou muito.

04 – Museu da Casa Brasileira – com a Orquestra Arte Barroca composta por violinos, violas, cravo, violão barroco, cello, contrabaixo e teorba (predecessor do alaude.
Executaram Concertos Grossos:de Francesco Geminiani, Corelli,Vivaldi.
Vou procurar saber mais sobre esse conjunto.

11 – Cinemateca 18h  No evento  da entrega do Troféo Averroes a Ecléa Bosi houve música. Assisti  ao concerto de Ivan Vilela e EnsembleSP (o quarteto  de cordas da cidade de São Paulo) Um programa diferente que aliou o quarteto que sempre toca música erudita com um músico e compositor  que dialoga música de tradição popular com   música erudita.  Uma interação ótima.  Uma apresentação do “meu” quarteto em um formato totalmente diferente. O que mostra a versatilidade deles. Arranjos de músicas  folcloricas conhecidas, alguma coisa dos Beatles e composições proprias de Ivan Vilela, tocadas com muita sensibilidade e envolvimento. Um ótimo programa.
Do primeiro arranjo do grupo  captei


Tristeza do Jeca - Angelino de Oliveira
Nestes versos tão singelos, minha bela meu amor
Pra você quero contar o meu sofrer e a minha dor
Eu sou como sabiá, quando canta é só tristeza
Desde o galho onde ele ta
Nesta viola eu canto e gemo de verdade
Cada toada representa uma saudade
Eu nasci naquela serra num ranchinho à beira chão
Tudo cheio de buraco aonde a lua faz clarão
Quando chega a madrugada lá no mato a passarada
Principia um barulhão
Nesta viola eu canto e gemo de verdade
Cada toada representa uma saudade
O choro que vai caindo devagar vai se sumindo
Como as águas vão pro mar


13 – Theatro Municipal –Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo e Cristina Ortiz como solista de piano.   Cinco fugas, “fuguinhas” -como disse o Marcelo Jafé -  de Mozart que provocaram aplausos no fim da terceira e da quarta.  ??  Depois Chopin, que foi meu ídolo de juventude. Concerto nº 2 e nº 1 (na ordem  em que foram compostos). Gosto muito mais do nº 1, tem melodia que  marca o subconciente em cantarolar durante um bom tempo.
Quarteto impecável, pianista  idem. Betina com seus babadões que lhe caem tão bem quanto os babadinhos. Explicações de Marcelo Jafé necessáarias porque a maioria não lê o programa onde está tudo escrito. Bom para mim que os guardo todos.  E durante o intervalo deve ter havido comentários  sobre os aplausos em momentos indevidos porque eles não acontecerm mais.

14 – Aula na Faculdade de Educação USP –Música e Memória. Com tema deste semestre AS CANTORAS DO RÁDIO. Marcos Ferreira Santos é um palestrante excepcional. Com uma sensibilidade incomparável, um envolvimento muito além do esperado, ele encanta e apaixona quem o ouve. Em um primeiro momento tinha  nos introduzido nesse tema falando das  “matrizes míticas da música” e “matrizes musicais do mito” e continuando  por falar de Marlene Dietrich e seu carisma e uso do rádio  para “cantar política” . Neste 14  as cantoras focalizadas foram Edith Piaf e Amália Rodrigues. Com o mesmo enfoque, abordando detalhes significativos da vida de ambas, deu  às duas a meerecida posição no cenário musical  quase atual.

14 –Theatro Municipal  -ópera Rigoletto de Verdi. Sendo  de Verdi já é um monumento. Seus coros são inigualáveis. Rigoletto é uma das mais belas óperas de Verdi e é a segunda vez que a vejo neste espaço de um mês: 13 de agosto e 14 de setembro. Duas performances diferentes: DVD com montagem de Barcelona (veja comentários  do dia)  e na versão paulistana, com elenco brasileiro ( em outros dias foi o elenco principal, um irlandez e uma russa). Sem comparação. Diferentes. Mas,  tanto quanto a outra versão essa também me agradou muitissimo (no que eu entendo) Cenários de bom gosto e a água do terceiro ato (que  alargou o intervalo possivelmente para a montagem) surpreendeu No espeetáculo  que assisti, a Gilda morreu “em pé”.Em outras apresentações ela morreu “deitada”. Licença poética com certeza.

Mas, o ponto alto foi mesmo a regência de  Abel Rocha. Em muitos momentos desviei a atenção da cena para acompanhar a regência. Cada gesto estava incorporado ao canto. E ele cantou junto o tempo todo.Do meu lugar privilegiado, acompanhei cena, regência, música e dramaticidade em todos os momentos. Não pisquei nas três horas que durou a ópera.  Valeu!!!!!!
O programa impresso está muito, muito bom. Informações, imagens, comentários. Guardo todos eles.


18 – Theatro Municipal- 11h -   - Orquestra Experimental de Repertório de Jamil Maluf.  Com Strauss (O Richard), Puccini, Leoncavallo e Gounod, representando a música alemã, italiana e francesa, a orqestra e o maestro deram umshow..Cantores do nivel de Rosana Lamosa e Fernando Portari em uma interpretação melodramática da cena final de Romeu e Julieta foram responsáveis por aplausos continuados.
O programa impresso com verdadeiras aulas de História da Música é exemplar a ser guardado.
Enquanto eu admirava o reflexo do teto do bar no tampo espelhado de suas mesas, me deliciando com  a beleza restaurada, o encontro  de quatro pessoas do meu passado, me jogou para épocas  produtivas de minha vida.  As irmãs Marlene, Marilena, Marilda e a prima Beth foram o encontro que emoldurou o meu domingo de música.


21 –Faculdade deEducação USP – Música e Memória –Hoje, Misora Hibari, Billie Holiday e Ima Sumac. Música de outras maneiras, mas sempre música.


25- Theatro Municipal – 11h -Orquestra Sinfônica Municipal – regente Luiz Gustavo Petri
Peça orquestral Rio São Francisco de um compositor desconhecido para mim: João Guilherme Ripper. Peça com todas as caracteristicas brasileiras, mas como primeira vez não impressionou.  De Saint Saëns “O Carnaval dos Animais”. Lindo O Cisne que não gostei muito porque acho que é para cello solo, mas como o compositor escreveu para cello e dois pianos foi assim que o ouvimos. Os pianos encobre o cello. E o final, conhecidíssimo é empolgante com a orquestra em tutti.
De um dos solistas de piano, Gilberto Tinetti também vi embanquecerem os cabelo.
Finalizando com Debussy e o conhecido “La Mer”  Musica “aquatica” mostrrando o amor de Debussy pelo mar.  Muito trabalho dos sopros e como não podiam deixar de estar presentes na música de Debussy, duas harpas que dão o ondular do mar com perfeição.
Programa perfeito .


28 – Mais música  com Marcos. Chegamos às cantoras brasileiras representadas pelas irmãs Miranda (Carmen e Aurora) e irmãs Batista ( Linda e Dircinha). Final da aula com a aparesentação de “Assim como Tú’  música que me fala muito por traduzir aquilo que ainda sinto pelo  meu perdido amor.


29- Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo – Biblioteca Mario de Andrade. Encerrando o setembro musical. Composições muito além do meu entendimento, principalmente um Villa-Lobos mais complexo. Mas,  Debussy deixa entrever  sua porção “música aquática”. Mas, como eu digo sempre, música  é música e sempre faz bem. Recompõe das agitações cotidianas



30 – Auditório Camargo Guarnieri- USP – com a OSUSP parte do programa completo que sempre é executado na Sala São Paulo. Desta vez foi mais do que a metade que seria: Liszt – Os Prelúdios – Concerto para Piano e Orquestra nº 2 de Prokofiev (terceiro e quarto movimentos) e Sinfonia nº 4 de Brahms. Como no bis foi tocado o segundo movimento do concerto de Prokofiev, só nos faltaram os dois últimos movimentos da sinfonia de Brahms. Quase  programa total.  E o prazer de ouvir Fabio Martino, jovem pianista de apenas 23 anos  com um brilho e técnicas que  projeta seu futuro  especial.

Contabilizando -13 eventos musicais no mês não o desejável, mas o possível. 


2 comentários:

Célia disse...

Belíssimo foi o seu Setembro Musical regado à cultira e das boas! Parabéns, Neuza!
[ ] Célia.

Oliani de Almeida disse...

adorei ! visite o meu também http://frutosdeumavida.blogspot.com/