segunda-feira, 31 de outubro de 2011

MINHA MÚSICA EM OUTUBRO

01 - Começo bem. Sala Cultura Inglesa do CBB. Òpera comentada (em DVD) AIDA. Sendo de Verdi não há o que comentar mais. Continuam os coros grandiosos  e os balês  como parte importante. Sendo  com orquestra e coro do Teatro Alla Scala de Milão, a regência de Riccardo  Chailly e direção cênica de Franco Zeffirelli, o espetáculo só poderia ser muito, muito especial. E foi realmente. Embora com cenários “faraônicos’ (justificados), muito dourado, muitas figuras mitológicas exageradamente grandes,  me agradou. Do coro, frequentemente solicitado na ópera, nem preciso falar mais. Do Balê de Wladimir Vassiliev (importante para mim e uma história que talvez eu conte um dia)  ficou uma visão de perfeição acima de tudo.
Gostei mais de Amnieris do que da própria Aida. Radamés,  com Roberto Alagna me surpeendeu. O tenor tem uma biografia bastante agitada como encontrei no Google:

ROBERTO ALAGNA  nasceu na França,  em 1963 de pais  siciliano (italianos) imigrantes. Como um adolescente, o jovem começou cantando pop em cabarés   de Paris .  Influenciado por  gravações históricas de muitos tenores, ele então mudou para ópera, mas permaneceu em grande parte auto- didata. Após  vencer o  Concurso de Voz Luciano Pavarotti ,  Alagna fez sua estréia profissional em 1988 como Alfredo Germont em La Traviata  papel que ele viria a cantar mais de 150 vezes. Sua reputação cresceu e ele logo foi convidado para cantar em grandes teatros como o La Scala em 1990, Covent Garden , em 1992, ea Metropolitan Opera como Rodolfo em 1996. Suas performances de Roméo em Roméo et Juliette de Charles Gounod , no Covent Garden em 1994 (em frente Leontina Vaduva ) catapultou para o estrelato internacional.
Alagna abriu a temporada 2006/07 no La Scala em 07 de dezembro de 2006 na nova produção de Aïda por Franco Zeffirelli . Durante a segunda apresentação em 10 de Dezembro, Alagna, cuja abertura desempenho foi considerado pouco à-vontade, foi vaiado e assobiado do loggione (os assentos mais baratos na parte traseira do La Scala), e ele saiu do palco. A reação do tenor à sua crítica pública foi denunciado como imaturo e pouco profissional por La Scala e Zeffirelli, O papel de Radamés foi assumida com sucesso para o resto do desempenho por seu suplente Antonello Palombi , que entrou no palco vestindo calça jeans e uma camisa preta. 

Comentários Editorial - Amazon.com

Esta Aida de dezembro 2006 no  La Scala a encenação de Franco Zeffirelli, o cenário é feito por   conjuntos suntuosos, espetaculares cenas de multidão, mais comum para um filme do que uma performance no palco.
 Zeffirelli preenche o La Scala com estatuária suficiente para encher a ala egípcia de um grande museu. Bustos enormes figuras faraônicas acima dos cantores, uma parede que cobre o fundo do palco está cheia de figuras detalhadas extraídas antigas relíquias egípcias, e quando cantores, dançarinos, coro  e extras preenchem o palco durante a Marcha Triunfal, parece como se todos os de Tebas saissem  para a comemoração. 
 No momento em que chegamos à cena túmulo final, o herói e heroína são vistos através da escuridão, enquanto acima deles, os sacerdotes e sacerdotisas da corte do Faraó invocam sua divindade. Mas, enquanto a direção de palco e conjuntos são importantes, qualquer Aida  requer cantores para fazer o seu impacto máximo.  Honras vão para a heroína, por Violeta Urmana demonstra uma voz soprano impressionante em sua uniformidade, sua facilidade no topo de seu alcance e suas notas de fundo rico. Ela não vai fazer você esquecer suas antecessoras famosas no papel, mas ela definitivamente vale a pena ouvir. O mesmo pode ser dito de Roberto Alagna, o Radamés. Ele deixou a produção após a performances filmadas aqui por causa de vaias do público, mas para além de uma tensa Celeste Ainda seu canto aqui é muito bom, com frases sensíveis.
A Amneris, Ildiko Komlosi, domina o palco em suas cenas como a filha imperiosa  do Faraó.  Como sua rival no amor de  Radamés- Aida, é uma clara vantagem nesta produção.  Orquestra é liderada por Ricardo Chailly. Ele trata a  ópera com vigor, expõe detalhes da pontuação muitas vezes esquecidos.  O balé tem  um toque Hollywoodianesco que se encaixa na produção. Detalhes de decoração palco, véus e luzes não agradávei,  especialmente porque eles geralmente ocorrem em meados de aria, sabotando o fluxo musical e desviando  a atenção dos cantores . 
08 Quarteto de Cordas da cidade de São Paulo ( que hoje foi quinteto porque Claudio Jafé, violoncelista estava presente)    Tocaram  Beethoven e Schubert.   Sem muuitos comentários a não ser que a companhia para esse concerto tornou-o mais  vivo. Comentar sobre o quarteto é ser repetitiva

09 – 11h. Theatro Municipal – Orquestra Sinfônica Municipal com regência de Osvaldo Colarusso – Keila de Moraes – meio soprano  e Alexandre de Léon –viola. No programa –Minueto Antigo de Ravel.  Fero Dolore-cantata dramática para voz feminina, viola solista, percussão e cordas, de Azio Corghi –No mínimo diferente. Completou o programa uma sinfonia em três movimentos de Stravinsky

09 – 19h – Memorial da América Latina-  Evento da USP comemorando os 100 mil títulos de  Pós-Graduação. Muita música em um auditíro bonito – Auditório Simão Bolivar no Memorial da América Latina. Ligia Amadio regendo a OSUSP. Programa  só de músicas brasileiras prestigiando Francisco Manuel da Silva, Francisco Braga, Carlos Gomes, Frutuoso  Viana, Camargo Guarnieri, Villa-Lobos, Francisco Mignone,Ciro Marin Pereira. Orquestra completa emum amplo palco com visual  e auditivo especiais.  As peças musicais entre as falas foi inteligente.

12Teatro Municipal -17h  L’Enfant  et  les Sortilèges  fantasia lírica de Maurice Ravel em 01 ato e duas partes. Peça densa, muito dinãmica, rica em cores e coreografia belíssima. Vários coros. Diferente e interessante. Próprio para crianças, e estreou no próprio dia das crianças. A descrição está toda no programa de qualidade,  de topo. Guardo sempre os programas.

16 –Theatro Municipal-11h - Dia excepcional porque  consegui  complementar com  um pouco de boa música a estada aqui de 10 indianos que vieram para um simpósio Brazil-Índia, na USP. Procurei a Secretaria Municipal de Cultura e através de uns e outros consegui ingressos  de cortesia para todos e mais os acompanhantes. Foi um sufoco cuidar de 10, sem saber se aquilo era ou não do agrado deles. Mas, só a beleza do teatro, seu aconchego rosado e o dourado recem restaurado, deve tê-los impressionado. Não que não os tenham em seu país, mas aqui há a considerar que temos  um teatro de apenas 100 anos. Um “bebê” perto   da idade dos deles. 
Programa com a Orquestra Sinfônica Municipal e  regência de Abel Rocha ,  começou com abertura da Flauta Mágica de Mozart e continuou com Shostakovsch  e Prokófiev. E principalmente com a genialidade de Antonio Meneses como violoncello solo. Ele toca um violoncelo Gagliano, construido em Nápoles em 1730.l   Este é um dos músicos que eu também vi embranquecerem os cabelos  tanto tempo faz que o ouço.

23 – Sala São Paulo – Concertos matinais com a Orquestra Sinfõnica do Estado de São Paulo – OSESP. Regente Claudio Cruz. No programa Bach (Suite Orquestral) e Mozart – Sinfonia Praga
Depois de esperar mais de hora e meia pela minha amigaTsu que tinha ingressos para essa programação, acabei entrando sozinha por gentilesa de um dos atendentes que me disponibilizou um ingresso.
Bach eu não estava afim de apreciar. É perfeito, sua música é matemática pura, mas nem sempre o emocioal está para ele. E o meu emocional não estava. Nem tinha com quem dividir a apreciação ou não.
Mozart me trouxe mais ao ambiente. É mais leve. Encontrei amigos na saida e o equilibrio voltou. Valeu muito pelo local - uma Sala São Paulo que me faz sempre bem.

26 -Teatro SESI – 12h – Banda Sinfõnica do Estado de São Paulo
Com regência de Marcos Sadao Shirakawa  (um japonês simpático com boa comunicação e muito sorriso) a série “Pra Ver a Banda Tocar” , a banda tem uma formação diferente com menos instrumentos, muitos sopro madeiras (oboés na maioria). Abertura de O barbeiro deSevilha para criar um clima. Atitude inteligente. Prepara para peças mais complexas e desconhecidas como foram Larsson e Casella.  Concerto de Larsson, compositor pouco conhecido, brilhou pelo solo de saxofone de Douglas Braga. 
“Os  Pinheiros de Roma”, de Ottorino Respighi (apenas o quarto movimento) encerraram a apresentação que  teve de diferente a subida ao palco de componentes de uma banda de Mairique, que tocaram com os músicos profissionais   uma  suite de Ennio Morricone. Nervosos, ansiosos, sairam-se bem.É uma oportunidade de enfrentamento como grande público. Atitude louvável.

28 – Teatro CIEE -20h.  Coro da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo sob a regência de Naomi Munakata. Um senhor coro, nada comparável a esse “corinhos’ que se ouve por aí. Também, para fazer  parte da OSESP, tem que ter qualidade. Programação rica, entremeando música sacra,  de grandes compositores, de brasileiros e folclorica. Programa que valeu a pena para se ouvir a somatória de vozes diferentes, em  interpretações  perfeitas. Bom dar visibilidade ao coro e não deixá-lo sempre vinculado  à orquestra.

30 Dois encontros musicais totalmente diferentes, em espaços também diferentes.
No MASP em um auditório de construção moderna, onde predomina o concreto armado, sem enfeites, sem rococós, mas meu velho conhecido de antigos tempos onde ouvimos o Zimbo Trio  e até a OSESP quando ela ainda não tinha “casa”  E quando um cinegrafista da Cultura filmava por entre os músicos sem nunca atrapalhar. Parecia um “gato” ao se deslocar entre eles. Nunca soube seu nome. Gostria de saber.
No Teatro Municipal do qual eu já falei à exaustão, com seus rococós próprios de sua época.

No Masp fui ouvir a audição de encerramento do Festival Internacional de Violão de Leo Brouwer, violonista e compositor cubano que acontece em são Paulo a cada dois anos. Tomei conhecimento, mas nunca fui ver de perto. Sua  parceria com Gil Jardim do Departamento de Música da ECA-USP , deu a curiosidade que eu devia já ter tido. Mas, nunca é tarde. Foi um belo fim de manhã, com musica do próprio Leo Brouwer, Gnattalli,  Ginestera. Violonista uruguaio, Eduardo Fernandes e o Duo Siqueira Lima (Cecilia uma graça, miniatura de uma bonequinha sorridente) deram a visibilidade requerida ao violão em conjunto com a OCAM. Depois, alguém (que eu não consegui  captar o nome)  fez uma apresentação bela solando uma gaita. E isso me tocou muito, por razões obvias.

No Teatro Municipal a Messa da Requiem de Giuseppe Verdi, com a Orquestra Sinfônica Municipal e o Coral Municipal . Dois encontros em uma só expressão musical de rara beleza. Não fosse também Verdi!!!!!! E não fosse a empolgação do maestro Abel Rocha, que novamente vejo cantando junto com o coro.
O Requiem de Verdi foi feito para uma grande orquestra, consistindo de três flautas (a terceira flauta dobra o piccolo), dois oboés, duas clarinetas, quatro fagotes, quatro trompas, oito trompetes (dos quais quatro tocam de fora do palco durante o Tuba mirum), três trombones, um oficleide (instrumento obsoleto, normalmente substituído pela tuba em performances atuais), tímpanos, bumbo e cordas.
A obra também conta com um quarteto de cantoquestra Sinfônica res solistas (soprano, mezzo-soprano, tenor e baixo), bem como um coro duplo.”
Tudo estava como  pede o texto
Encontro com o prof. José de Souza Martins (e sua simpática esposa) completou a tarde chuvosa, fria,  mas rica em arte, em calor humano.
Um bom fechamento para o mês de outubro, com 11 encontros musicais variados.  


2 comentários:

Célia disse...

Finíssima tarde cultural teve você, Neuza! Parabéns!
Abraço, Célia.

Kill disse...

Bom dia,

Meu nome é Kilder de Meneses, sou filho de José Carlos.

Entro em contato porque após inserir alguns dados da minha família na página http://www.myheritage.com.br, a página enviou informações sobre coincidências de nomes (meu e dos meus irmãos) através do Smart Matches.

Pergunto: Essas coincidências conferem?

Deixo meu endereço eletrônico para contato. killder@gmail.com

Abraços.