quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Meu Dezembro Musical


02- Auditório Camargo Guarnieri – OSUSP-Programa  parcial do que seria apresentado no dia 4 na Sala são Paulo. Não constando do programa impresso Abertura Ruslan e Ludmila-de Glinka. Ao invéz de Rachmaninoff, Concerto nº 3 de Beethoven. Pianista com Luiz de Moura Castro comum aspecto “esquisito”. Mas,conseguiu tocar. Até apresentou uma suite de valsas de Chopin como  bis.. Só isso. O que tinha coro foi deixado para o domingo.

04 –Sala São Paulo- Programação completa com alterações. Abertura de Glinka, e o Concerto nº 3 de Beethoven em lugar de Rachmaninoff. Depois, Magnificat-Aleluia de Villa-Lobos com coro e orquestra. Ultimo número o TeDeum  de Antonin Dvorak com orquestra, coro e solistas (soprano e baixo).
No ambiente Sala São Paulo, a acustica impecável dá um outro sentido às  peças. Coro é sempre bem-vindo e o coro da OSESP é perfeito.. A maestrina como sempre, uma figura.  Loira, alta, toda turqueza na roupa, continua apresentando o efeito  “movimento em negro” quando a sompra da trave de segurança  se projeta sobre ela  e se movimenta com seus movimentos. Belo.
Seu entusiasmo e envolvimento tornam qualquer peça do repertório, um encanto para os ouvidos.

11  -  O programa era “O Morcego”de Johan Strauss II, uma opereta, peça leve, própria para época  festiva, de final de ano. Quando possível leio os comentários no jornal e já esperava uma versão atualizada, para século XXI e para o Brasil. Dentro desse contexto, cenários, figurinos, interpretações, vozes, coro, corpo de baile, direção musical (de um Abel Rocha sempre atuante e participante, cantando junto) tudo  esteve perfeito, pelo menos para mim que sendo uma ouvinte amadora não capto detalhes negativos. Piadinhas atuais e bem brasileiras. Celular para contatos e tira de  preservativos oferecidos para a ida a uma festa.
Como estou sempre aberta  para o novo, levo um pouco de tempo, mas consigo assimilar o novo como coisa diferente e não fazendo comparações. O tradicional era apenas uma opereta da Viena  da Belle Époque.  O novo, uma mistura de musical, ópera, balé,  e até comédia (traço antropofágico segundo uma critica mais especializada e sofisticada). Então, curto o que vejo agora. E sempre procuro o belo e o bom, Nunca (ou quase nunca) me detenhho no negativo.
Minha mensão especial vai para  Edna D’Oliveira como Adele. E mais especial ainda para o maestro Abel Rocha. Para o coro e o corpo de baile o que disser é redundante.

12 –No evento comemorativo dos 25 anos do IEA (Instituto de Estudos Avançados) da USP, a parte musical foi com Ivan Vilela como compositor, acompanhado por Gilberto  de Syllo (baixo) e Paula Ferrão arruda (violino) .Um violão clássico em músicas folcloricas. Genial.
18 –Theatro Mvnicipal- Orquestra Experimental de Repertório. RegenteJamil Maluf. Sem programa??????A primeira obra deu para  saber que era Uma Noite em Monte Calvo de Mussorgsky. Bastava lembrar o filme Fantasia com suas imagens de cemitério com esqueletos saindo de túmulos durante a noite para servir ao diabo.  A segunda obra, jamais teria reconhecido porque só tem a valsa como conhecida. Trata-se de O Cavaleiro da Rosa de Strauss, que eu consegui ler na partitura dos violinos porque estava no balcão nobre, bem em cima da orquestra.O concerto de Scriabin foi substituido por Petruchka de Stravinsky. Grande orquestração como seria de esperar do autor e ótima interpretação da orquestra e o magnifico regente.

18 -  Com tempo apenas suficiente para dar uma parada em casa, saio de novo, agora para o Masp onde o Coralusp se apresentou para o concerto de encerramento da temporada 2011. Apresentação de vários pequenos grupos e no fina, lacho que aproximadamente 300 vozes cantando músicas natalinas  O que eu mais gostei mesmo foi de Adeste Fidelis, musica tradicional de Natal.

22 -  No Theatro Mvnicipal o concerto de encerramento da temporada. A orquestraSinfônica Municipal e o coral paulistano  apresentaram Corelli em “concerto fatto per la notte di Natale”, Bach com o conccerto de Brandemburgo nº 2 e uma Cantata de Natal de Ernani Aguiar. Maestro entusiasta , Luiz Gustavo Petri, levou bem o espetáculo. Programa razoável com destaque para o concerto de Bach onde  quatro solistas de oboé, trompete, flauta e violino faziam o  principal,com o cello no fundo. Orquestra como coadjuante.Foi bonito, mas jávi melhores encerramentos.
24– TV Cultura  balê de Tchaikovsky  O Quebra Nozes. Encenação linda com a orquestra da ópera de Berlim e Daniel Barenboim como regente. Duas horas de espetáculo lind, lindo.

E neste final de mês não haverá  nada de novo em música. Todos viajam , a cidade fica vasia de musicos e de ouvintes. Janeiro haverá alguma coisa, mas pouca e tudo volta em fevereiro.









2 comentários:

Célia disse...

Pois é, Neuza! Os espetáculos de alto nível desaparecem do calendário nos finais e início de ano! Resta-nos os DVDs e algumas reprises... Aguardemos a próxima agenda! Enquanto isso, seja muito feliz! Abraço, Célia.

Carmen disse...

¿Què hi tinc jo a veure, digueu-me homes,
amb les espases i les batalles?
L'única estrella que prenc per guia
és la del gaudi i de la música.
Feliç any 2012!!