domingo, 17 de junho de 2012

VIAGEM - SEGUNDO DIA – SÁBADO – 31 DE MARÇO DE 2012


Para mim uma noite mal dormida. Muita agitação, muito cansaço, espaço diferente, sons inusitados.  Absolutamente sem rotina a não ser acordar com a claridade. E sempre sou a primeira a acordar.

Café da manhã bem reforçado (para não ter preocupações com almoço) em um local proximo. É hábito sempre mesas na calçada, não importa se frio ou não. Depois, andando até o metro, estação de Tetuan. Descemos em Paseo Livre e andamos até a Plaza de Cataluña para um ônibus de turismo. Dia totalmente azul, sem uma nuvem e sem poluição.
  Plaza Catalunya - foi o ponto nevralgico da vila comercial até o momento da demolição dos edificios medievais em 1854. Uma vez que o  quarteirão l’Eixample foi definido, ela foi projetada como   uma praça cheia de esculturas, fontes monumentais e des bassins.Uma praça que serve de ligação entre o velho quarteiraõ e o l’Eixample. É dessa praça que parte uma das ruas mais emblemáticas da cidade, La Rambla, que desce até o mar.
A Plaça Catalunya foi nossa referencia muitas vezes.  Onde o ônibus do aeroporto nos deixou,  como ponto do ônibus turistico, como destino do metro que vinha de Tetuan, como localização da FNAC (que estava fechada), como saida para Las Ramblas


Acompanhando com o mapa que nos disponibilizaram, aproveitamos todas as linhas: verde, vermelha e azul e assim passamos por Barcelona toda, parte nova, parte antiga, sempre com explicações históricas, politicas e atuais. Fones de ouvido em várias linguas e “até em português”.
Compra-se um tiket para dois dias e pode-se usar todas as linhas, descer nos pontos mais interessantes, tomar o próximo ônibus.  Bem organizado.
Nos mostra uma Barcelona moderna, de largas avenidas com lugar de  pedestres e de bicicletas. Redutos modernistas e testemunhos antigos.



     Uma das largas avenduga (avenidas) com espaço para bicicletas


Assim, pudemos ver também:
Casa Batlló – É uma das produções mais caracteristicas de Gaudi. É uma representação da Barcelona modernista. A fachada, de uma grande originalidade, é feita com cerâmica cuja forma faz pensar em escamas de peixe que se sucedem representando a espinha dorsal de um dragão.
Sabe-se que, por volta de 1900 o arquiteto Antoni Gaudí foi contratado pelo proprietário Don José Batló Casanovas para projetar um novo edifício para o local, demolindo o existente. No entanto, tempos depois, o proprietário mudou de ideias e optou por uma reforma, executada pelo arquiteto no período de 1904 a 1906.
A fachada principal, tal como o interior do edifício, capta a atenção do espectador com os inúmeros detalhes e as originais ondulações do telhado e dos balcões, que parecem simplesmente brotar da parede plana.
Casa Milà, também conhecida como La Pedrera, é um edifício desenhado pelo arquitecto catalão Antoni Gaudí e construída entre os anos 1905 e 1907. Foi construída para Roger Segimon de Milà.
É parte do Património mundial da UNESCO, juntamente com outras obras de Antoni Gaudí.
O edifício não possui quaisquer linhas retas. A maioria das pessoas considera-o magnífico e arrebatador; alguns dizem que se parece a ondas de lava ou a uma duna de areia. O edifício parece desafiar o nosso conceito de arquitetura convencional. O aspecto mais impressionante é o telhado, com uma aparência quase lunar ou de sonho.
O edifício pode ser considerado mais uma escultura do que um edifício convencional. Os críticos salientam a ausência de preocupação com a utilidade, outros o consideram como arte. Os habitantes da cidade consideravam-no feio, daí a alcunha de "pedreira", mas hoje em dia é um dos marcos da cidade.



Igreja Sagrada Família - O templo Expiatório da Sagrada Família é uma igreja monumental iniciada em 1882, a partir de um projeto de um arquiteto que não a completará até sua morte ano. Ao final de 1883 esse arquiteto encarregou Gaudi da continuação sua obra.  E não foi completada nem até a morte de Gaudi em 1926.  A partir de então diversos arquitetos tem continuado sua obra, seguindo a ideia original de Gaudi.  A construção talvez se complete no primeiro terço do século XXI
edifício está situado no centro de Barcelona e é umdos ícones de identidade  mais universal da cidade e do país.  Atualmente visitado por milhões de pessoas.



                  Nas fotos, como a igreja se salienta na cidade, como ela está sempre em construção, como guindastes fazem parte dela e como é monumental o seu interior



Não descemos na Sagrada Familia. Vésperas de Semana Santa, muita gente, não dava para chegar perto. O que se viu foi uma situação de construção, andaimes, telas, guindastes. O interior, só em fotos.


                     Parque Güell  é um grande parque, originalmente destinado a ser uma urbanização, foi concebido                                                                                                                                                  pelo arquiteto Antoni Gaudí, expoente máximo do modernismo catalão, por encomenda do empresário Eusebi                                             Güell. Construído entre 1900 e 1914, revelou-se um fracasso comercial e foi vendido ao Município de Barcelona em 1922, tendo sido inaugurado como parque público em 1926.  No recinto do parque, numa casa onde Gaudí morou durante quase vinte anos, funciona desde 1963 a Casa-Museu Gaudí, cujo acervo inclui objetos pessoais e obras de Gaudí e de alguns dos seus colaboradores.

O Parque Güell é um reflexo da plenitude artística de Gaudí; e pertence à sua etapa naturalista (década de 1900), período no qual o arquiteto catalão aperfeiçoou o seu estilo pessoal, inspirando-se nas formas orgânicas da natureza A isso acrescentou uma grande liberdade criativa e uma imaginativa criação ornamental.

 Embora contenha vários elementos característicos da fase final da carreira de Gaudí, o parque apresenta uma mistura de elementos de diferentes estilos (românico, barroco, dórico, pré-romano, etc.) que remete para as suas primeiras obras. Uma das características mais marcantes do Parque Güell é o contraste entre as texturas e cores dos diferentes materiais de construção (cerâmica brilhante e multicolorida versus pedra rústica castanha), tão apreciado pelos arquitetos modernistas.

Fizemos uma parada nesse parque. Vários quarteirões que levam á entrada do parc, com uma sequencia de lojas vendendo todo tipo de quinquilharia alusivas ao parque e ao tipo de decoração como cerâmica. Restaurantes, mercadinhos, roupas... Marlene comprou um avental de babados para curtir com a familia e amigos. Eu não consegui subir até o último terço e fiquei no amplo espaço plano de onde se tinha bela vista da cidade.  

Aproveitei para escrever e para telefonar para Adolfo e Elena dando  conta de nossa chegada e dando o endereço e telefone do nosso hotel.





Em todo o caminho, chama à atenção a quantidade de flores já no começo da primavera.  Parece que brotam todas ao mesmo tempo cansadas de esperar dormentes durante todo o inverno.

Voltamos ao ônibus com outro trajéto e fomos até o caminho para Montjuic, passando pela Fundação Miró perto da qual comemos uma paella congelada, bolinho de bacalhau e tomamos vinho. De onde estávamos uma bela vista da cidade. Não chegamos até o alto, mas vimos o castelo e o palácio. A fonte monumental só começa a funcionar em maio como soubemos pelo amigo Adolfo no dia seguinte. Vimos o Museu Nacional de Arte da Catalunya e a Vila olimpica.

Montjuic – quer dizer "Monte dos judeus", do catalão medieval, motivada pela  existencia, confirmada por documentos e arqueologia, de um cemiterio judeu na montanha.

Sempre foi um lugar estratégicco de defesa da cidade, tendo em cima uma fortaleza. En 1751 se construiu o atual castelo .
Esse castelo também foi utilizado como prisão durante a ditadura  de Franco, e lugar donde posteriormente eram fusilados e enterrados. Durante os séculos XIX  XX foi cenário de numerosos  fuzilamentos

V
     Museu Nacional de Artes - Montjuic


                                                                   Castelo de Montjuic

Fundação Joan Miró, situada no Parque de Montjuïc, foi criada pelo próprio Joan Miró  em1975. Fundação é o cenário ideal para as animadas esculturas e para as pinturas de cores vivas de Joan Miró. Uma galeria construída propositadamente para acolher o seu trabalho, com uma vista soberba sobre a cidade. As suas paredes brancas, laje em terracota e telhados elegantemente curvados emprestam-lhe certo ar mediterrâneo que complementa o trabalho de Miró.

A finalidade da criação desta fundação foi a de abrir um centro dedicado ao estudo e experimentação da arte contemporânea.


A vila Olímpica, ou anel olímpico é um anel olimpico localizado em Montjuic que foi construída para os jogos olimpicos de verão de 1992. Tem um estádio olimpico, a torre de telecomunicações, o Instituto Nacional de Educação Física

Vila Olímpica com torre  transmissão telefonica e de TV


O ônibus passou também pelo litoral, pelas praias, pelo cassino, pelo Museu Marítimo e mostrou um grande número de embarcações.

 No litoral vimos também um dos parques empresariais mais emblemáticos de Barcelona.  Sinal de modernidade.

O World Trade Center. Esse edificio em forma de um barco é um dos  mais importanes centros de  escritórios de aluguel,  salas de conferências e salas de reuniões.

E como não podia deixar de ter, ali estava McDonald, ao lado também de um inusitado guindaste de uma construção não tão comum.


Terminado o passeio turístico pela cidade, voltamos á Plaza de Catalunya e pelo metro tentamos voltar ao hotel.  Erramos inúmeras vezes, andamos por corredores longos e isolados (quase o tanto de uma estação e outra) e depois de aventuras por esse metro finalmente chegamos ao nosso pouso, o hotel.   Metro antigo, feio, escuro e sem nenhum atrativo.

Na porta estavam nos esperando o meu amigo de Internet, Adolfo Turquetto e sua mulher Elena. Subimos, conversamos muito, muito, sentados nas camas.  Ele já começou a nos ajudar procurando com Maria Inês como alugar um carro.

Foi um momento muito especial. Conhecia Adolfo e Elena através de Internet. Ele é sogro do filho de Angel, um amigo meu que mora nos Estados Unidos.
Sempre trocamos notícias, participei através de fotos das bodas de ouro de Adolfo e Elena, e foi através dele que soube detalhes da morte de Lina em 2005.  Lina é mulher de Angel e qualquer dia falarei mais desse casal.  O momento do encontro foi aquele em que o virtual se transformou em real, o abstrato se tornou concreto, e o abraço de contato pele a pele trocou emoções ainda não sentidas entre nós. 

Dei a ele o presente que tinha levado: um exemplar de    SÃO PAULO VISTA DO CEU. Que mais poderia levar senão alguma coisa da nossa cidade?

Despedimos-nos para um sono descansativo e a promessa de um novo encontro amanhã.  
Nosso segundo dia de viagem, na Espanha, em Barcelona. Neste dia só vimos turistas.Ainda não deu para observar o povo.


Um comentário:

Rafael Faria disse...

Lindas palavras. As descrições escritas por ti vão além do pensamento comum para um blog, é uma junção de filme, de estar no local e de conhecimento. Me pareceu legal ser um turista na Europa =D Curta bastante o passeio.