sábado, 13 de outubro de 2012

VIAGEM - DÉCIMO QUINTO DIA - SEXTA FEIRA - 13 DE ABRIL DE 2012


Com Maria Inês e Marlene já recuperando o trio, levantamos mais cedo para aproveitar o tempo. Chovia.   Café bastante bom.
Às 10,30 h Pedro chegou e as três saímos com ele, no seu belo carro, um Volvo S80 que, não como se diz, “só falta falar”, mas até fala. Lembrei-me do meu Volvo 1951, o meu primeiro carro. 62 anos depois em um Volvo atualizado.
 Hoje Pilarim não foi conosco.

Fizemos um circuito diferente do circuito de ontem. Carro no estacionamento e andamos a pé. Durante essa andada a pé, como eu sempre fico para trás porque ando mais devagar em função de minha perna doendo, Maria Inês e Pedro se distanciavam e conversaram muito muito. A paixão de Pedro por Anatomia, por Medicina encontrou em Maria Inês uma interlocutora especial.  E entre outras coisas falaram em células e em Ramon y Cajal. Vai ter conseqüências. Aguarde.

A primeira visita foi para o Palácio Real.

Foi uma visita emocionante e contraditória. Ao mesmo tempo em que se via um exagero de luxo e ostentação me questionei sobre os conflitos entre essa riqueza e o atual estado de crise. Levamos horas percorrendo os aposentos reais, vendo mais do que ouvindo as explicações. Um resumo do que é esse palácio se faz necessária.

As origens do Palácio Real de Madrid remontam ao século IX, quando o emir de Córdoba, construiu uma edificação defensiva. Dois séculos mais tarde, o primitivo castelo muçulmano transformou-se num alcazar. .O Real Alcázar de Madrid sucumbiu a um incêndio na Noite de Natal de 1734 e o rei da época decidiu que se construísse o palácio no mesmo lugar, simbolizando a continuidade da Monarquia Espanhola. As obras começaram em 1738,
Atualmente, o Palácio Real de Madrid é administrado pelo Patrimônio Nacional de Espanha, dependente do Ministério da Presidência.

O Palácio Real de Madrid é o maior de toda a Europa Ocidental, é a residência oficial do Rei da Espanha. Ocupa uma extensão de 135 000 m². Tem três andares e quatro entre pisos, abaixo e acima de cada um dos andares principais. As fachadas do palácio medem 130 metros de lado por 33 de altura. Tem 870 janelas e 240 balcões que se abrem às fachadas e pátio. No total, o palácio possui cerca de 2800 divisões. Em algumas delas não se entra desde há anos. A mesa da Sala de Refeições de Gala tem capacidade para 145 comensais. O palácio alberga a coleção de instrumentos Stradivarius mais importante do mundo.

As obras começaram em 1738, Atualmente, o Palácio Real de Madrid é administrado pelo Patrimônio Nacional de Espanha, dependente do Ministério da Presidência.



No interior do palácio, são interessantes alguns aposentos. A mim interessou a Sala de refeições de Gala pelo  exagero em luxo, riqueza......... 
 - A Sala de Refeições de Gala, com uma superfície de quatrocentos metros quadrados Está decorada com tapetes de Bruxelas do século XVI, jarras de porcelana chinesa do século XVIII e peças da vila francesa de Sèvres. Tem lugar para 145 comensais.

                                 Sala de jantar do Palácio Real- vista lateral
                       
                                   
 Vimos tudo isso no que tivemos de tempo. 

De novo me questionei. Tanto luxo era sufocante. Testemunho de uma época e de uma sociedade. Como a sociedade atual suporta tudo isso? Tanto luxo, tanta riqueza, tanto valor material e o atual estado de crise.  Essa coisa me deu o que pensar, mas não cheguei a uma conclusão sobre valores. Penso e não entendo.
Ao longo da passagem Pedro foi explicando coisas que guia nenhum nem sabe.   Ele conhece bem a história de Espanha e tem uma capacidade de comunicação muito grande. Foi uma “aula” do que vimos de material e do que ficou em minha cabeça de “revolução.”

Ainda na Plaza de España onde está o Palácio Real, fomos ver o monumento a Miguel de Cervantes e as grandes estátuas de Dom Quixote e Sancho Pança. e também Cervantes


                            


E  de novo com o carro, passamos pelo centro financeiro onde estão os edifícios  mais altos, de grandes multinacionais, o Banco de Espanha, o banco Bilbau Viscaia(BBVA) e edifícios públicos como a prefeitura.


Madrid tem uma série de edifícios considerados arranha céus que se distribuem  em zonas distintas do centro da cidade A área de arranha-céus mais famosa de Madrid é AZCA, no Passeio da Castellana. Onde está a Torre Picasso com 157 metros de altura. Na Praça de Castelahá duas torres especialmente chamativas pelo ângulo agudo que formam suas fachadas com o solo. Atualmente o parque industrial chamado Quatro Torres Business Area (CTBA) no Norte do Passio da Castelana, é onde está o arranha-céu mais alto da Espanha, a Torre Caja Madrid, com 250 metros.




Edifícios KIO estão na entrada de Madrid conhecidas como Torres "Puerta de Europa”. São construídas de cristal, granito e metal. São inversamente simétricas. Sua altura é de 114 metros de altura distribuídos em 27 pisos e seu grau  de inclinação  é  de 15°. 

  E passamos muitas vezes por um prédio que tinha o nome de “El Corte Ingles”. Já havíamos visto isso em Cartagena.
El Corte Ingles é uma loja de departamentos de enormes proporções que tem seu quartel general em Madrid. Dominam também a Europa.
Em Madrid tem muitos prédios de muitos andares com diversidade grande de produtos. Não há o que não se encontre nas suas lojas: cama, mesa, banho, artigos esportivos, moda masculina, feminina e infantil, lojas de grife européias.  Todo madrileño compra no El Corte Ingles. Até eu comprei.
Pedro nos deixou, as três, em um dos “El corte Ingles”. Maria Inês foi a pé até o Instituto que pretendia visitar para saber se era compatível com o assunto da tese do Rômulo e eu e Marlene ficamos dando voltas por esse mundo que era El Corte Ingles (e era um só deles). Andar por andar, reviramos a loja e eu comprei uma jaqueta só pra dizer que comprei alguma coisa. Nas andanças vimos até uma loja que só exibe vestidos sevilhanos, aqueles de muitos babados.




 Tomamos lanche na praça de alimentação, nos mesmos moldes das daqui, e na saída comemos doces deliciosos. Entre as lojas dos muitos departamentos, uma delas, de frutas, mostrou frutas do mundo todo: bananas, só nanicas, e do Peru; morangos descomunais, peras das melhores procedências. Não vi nada do Brasil.
Já orientadas pelo Pedro procuramos o metro, na porta da loja e achamos a linha seis (6), cinza, circular.  Comprar os ingressos, já não tinha segredo. Tínhamos aprendido em Lisboa, mas entramos na plataforma errada e tomamos o trem no sentido inverso. Tudo bem que era circular, só que em vez de oito estações passamos por 20. Mas chegamos. E aí, subimos a rua ao invés de descer. Voltamos e por fim encontramos o Hotel Ayres Gran Colon na calle Pez Volador. 

Já era escuro. Maria Inês chegou mais tarde e ficamos esperando... O que?  Que o Pedro telefonasse, mas ele estava esperando que nós telefonássemos. E, por erro de comunicação só nos comunicamos às 21 h quando já era tarde para qualquer programa.

E agora, um problema para o dia seguinte: eu queria ficar com o Pedro. Qualquer tempo é pouco. Marlene e Maria Inês queriam ir para Toledo. Nem entro na discussão porque já tenho meu programa definido.








Um comentário:

Célia Rangel disse...

Belos relatos, Neuza! Viajo mentalmente...
Bj. Célia.