terça-feira, 27 de novembro de 2012

O MACBETH QUE EU NÃO VI


23 de novembro de 2012
USP Prédio da Engenharia Química, bloco 22 – Aula extra do prof. Terron. É um abnegado.  Como no Teatro Municipal vai ser levada a ópera Macbeth de Shekespeare-Verdi, ele ficou até de madrugada preparando um resumo da ópera com todos os links de direito e todos os YouTube  dos melhores momentos. Passou-me esse DOCUMENTO e eu repassei aos muitos Encontristas (ou terronristas). Também recebi cedo e ás 9h todos do mailing já tinha recebido. Maravilha de trabalho, de cuidado, de dedicação, projeto e envolvimento. Nós vos agradecemos Terron

Às 14horas fomos à nossa sala para ouvir, como nas quartas a ópera escolhida pelo professor, em uma sala comum, nada de um cinema, mas tudo de participação. Estavam apenas 10 dos mais de 30 (era um dia extra e muitos tinham outros compromissos). Confesso que nos primeiros 10 minutos cochilei feio. Minha fisiologia não me deu trégua, mas assim que aquela necessidade premente do desligamento passou, acendi e não pisquei mais até o fim.

Foram quatro horas de ópera pesada, trágica, dramática.
A montagem que vimos foi do Royal Opera House de Londres (2011), com sua orquestra e coro. Regente Antonio Pappano, que segue a música com a boca. Não canta, mas faz movimentos que segundo Terron parece a boca de um peixe.  Gostei demais da figura de Macbeth com o barítono Simon Keenlyside (guardar esse nome) com cara de Macbeth mesmo. A atuação dramática foi muito muito especial.  O melhor do elenco para mim. A soprano Liudmyla Monastyrska,  passou bem a mensagem de rainha má e depois rainha louca. Dramaticidade conquistada.
E para o coro de Verdi nem há palavras. É sempre a cereja do bolo de suas ópera Em minha opinião é claro. Cantando em “staccato”, meio boca chiusa compôs  o ambiente tétrico e passou  a angústia do povo oprimido.

Não vou ao Municipal. Não vou assistir a nossa apresentação. Só há apresentações começando às 20 h e são quatro horas de ópera. Não tenho condições de sozinha voltar à meia noite. Não dá para tudo o que se quer. Mas, graças ao professor  Terron, pude conhecer melhor Macbeth

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