O MACBETH QUE EU NÃO VI


23 de novembro de 2012
USP Prédio da Engenharia Química, bloco 22 – Aula extra do prof. Terron. É um abnegado.  Como no Teatro Municipal vai ser levada a ópera Macbeth de Shekespeare-Verdi, ele ficou até de madrugada preparando um resumo da ópera com todos os links de direito e todos os YouTube  dos melhores momentos. Passou-me esse DOCUMENTO e eu repassei aos muitos Encontristas (ou terronristas). Também recebi cedo e ás 9h todos do mailing já tinha recebido. Maravilha de trabalho, de cuidado, de dedicação, projeto e envolvimento. Nós vos agradecemos Terron

Às 14horas fomos à nossa sala para ouvir, como nas quartas a ópera escolhida pelo professor, em uma sala comum, nada de um cinema, mas tudo de participação. Estavam apenas 10 dos mais de 30 (era um dia extra e muitos tinham outros compromissos). Confesso que nos primeiros 10 minutos cochilei feio. Minha fisiologia não me deu trégua, mas assim que aquela necessidade premente do desligamento passou, acendi e não pisquei mais até o fim.

Foram quatro horas de ópera pesada, trágica, dramática.
A montagem que vimos foi do Royal Opera House de Londres (2011), com sua orquestra e coro. Regente Antonio Pappano, que segue a música com a boca. Não canta, mas faz movimentos que segundo Terron parece a boca de um peixe.  Gostei demais da figura de Macbeth com o barítono Simon Keenlyside (guardar esse nome) com cara de Macbeth mesmo. A atuação dramática foi muito muito especial.  O melhor do elenco para mim. A soprano Liudmyla Monastyrska,  passou bem a mensagem de rainha má e depois rainha louca. Dramaticidade conquistada.
E para o coro de Verdi nem há palavras. É sempre a cereja do bolo de suas ópera Em minha opinião é claro. Cantando em “staccato”, meio boca chiusa compôs  o ambiente tétrico e passou  a angústia do povo oprimido.

Não vou ao Municipal. Não vou assistir a nossa apresentação. Só há apresentações começando às 20 h e são quatro horas de ópera. Não tenho condições de sozinha voltar à meia noite. Não dá para tudo o que se quer. Mas, graças ao professor  Terron, pude conhecer melhor Macbeth

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

QUARESMEIRA OU MANACÁ DA SERRA?

UM DOMINGO NO MUSEU DA CASA BRASILEIRA

PAINEIRAS E MARITACAS