terça-feira, 20 de novembro de 2012

VIAGEM - DÉCIMO NONO DIA – TERÇA FEIRA 17 DE ABRIL DE 2012


Hoje é dia do aniversário do Oscar. Ele faz 56 anos. Não pude cumprimentá-lo cedo porque quando acordamos e levantamos, ele já tinha saído às 7horas.
Com calma programamos o dia de hoje: horários, preços de passagens, destino. Como sempre aqui, Jurema tem sido nossa assessora, mas hoje não vai conosco. Por ser aniversário do Oscar quer fazer um jantar melhor, festivo.
Ainda não tive tempo de me recuperar das andanças de ontem, o atrito entre meus ossos continua a causar dores:
Na minha artrose pélvica, quando o lubrificante entre as articulações é menor ou nenhum, a cabeça do fêmur e a cavidade do osso ilíaco estão secas e o atrito é doloroso.

Mas, vou ter que aguentar e novas andanças me esperam, agora na cidade de Firenze ou Florença.
Maria Inês arrumou a mala porque hoje vai ficar em Firenze para um congresso que começa amanhã, e depois, e no dia 20 vai direto para São Paulo. Ficaremos só as duas. Um km até a estação para a preliminar e depois de trem de Lendinara – Rovigo (16 km- 25 minutos) e Rovigo - Firenze (1h e 20 min. uns 80 km). Saímos às13h. Na minha opinião muito tarde para sair. Aproveitaríamos melhor o tempo se saíssemos mais cedo.
 Estávamos em uma cabine de trem e começamos conversa com um italiano que também estava lá.  Maria Inês foi quem falou com ele o tempo todo porque fala bem inglês. Quando descemos em Firenze, continuamos a conversa e ele nos ajudou muito com as passagens que deveríamos comprar porque italiano se entende melhor com italianos. Jurema não estava conosco.  Inclusive descobriram que eu teria desconto na passagem pela minha idade. Cada um foi para o seu lado e combinamos nos encontrar na estação às 18h porque ele também pegaria o trem para Veneza onde mora.  Seu nome? Maurizio. Só.
Chegamos em Firenzi  pelas 15 horas Da cidade eu já sabia alguma coisa.
Florença (em italiano: Firenze é um município italiano, capital e maior cidade da região da Toscana.
 É considerada o berço do Renascimento italiano, e uma das cidades mais belas do mundo.
Tornou-se célebre, também, por ser a cidade natal de Dante Alighieri, autor da "Divina Comédia", que é um marco da literatura universal e a língua italiana moderna tem várias influências desta obra.

Nesse poema ele descreve a cidade de Florença em muitas passagens, assim como alguns de seus contemporâneos florentinos célebres, como Guido Cavalcanti,. Também é florentino Cimabue, o último grande pintor italiano a seguir a tradição bizantina, e responsável pela "descoberta" de Giotto.

A pé fomos procurar o hostel da Maria Inês já reservado. Logo descemos para almoçar, já tarde quase 16horas.  Pertinho e um lugar interessante de aparência, mas comida ruim e cara. Todas risonhas, mas eu parece que não estou bem. Já andei bastante de novo. Para os meus padrões.



E aí fomos nos deslocando pelas ruas estreitas da cidade e felizmente tomamos um taxi para chegar ao centro histórico.
No caminho encontramos o de sempre em cidades turísticas: comedorias, sorveteria, lojas, lojas e lojas, camelôs pelas ruas e gente, gente, gente.


Carro não entra no centro histórico e precisamos andar novamente pelas  muitas ruas abarrotadas de lojas e o que mais me surpreendeu foram mais de dois quarteirões de joalherias, todas elas cheias de consumidores. Quem compra tanta joia?

                                               Esta é uma das muitas lojas.

Me arrastando, ficando sempre para trás,esperando pelas entradas nas lojas e as fotografias de tudo e todos, chegamos  à Praça da Senhoria. Aí,  deu para parar, olhar, saborear um pouco aquilo  que eu já conhecia de minhas leituras, minhas coleções e minhas aulas sobre arte.
Para entender melhor Firenzi, veja o mapa em que aparece o rio Arno, um rio da Itália que nasce nos Apeninos e atravessa a região da Toscana, percorre 241 km e passa por Florença e Pisa antes de desaguar no Mar...



Nessa praça está a Catedral
A Basílica di Santa Maria del Fiore é a catedral, ou Duomo da Arquidiocese da Igreja Católica Romana de Firenze. Notabilizada por sua monumental cúpula - obra do celebrado arquiteto renascentista Brunelleschi - e pelo campanário, de Giotto, é uma das obras da arte gótica e da primeira renascença italiana, considerada de fundamental importância para a História da Arquitetura, registro da riqueza e do poder da capital da Toscana nos séculos XIII e XIV


                     Catedral com cúpula e Campanário de Giotto

 Está também
O Palazzo Vecchio (Palácio Velho) é um palácio de Firenze, localizado na Praça da Senhoria (Piazza della Signoria) da capital toscana. Atualmente é a sede do município florentino e no seu interior acolhe um museu que expõe, entre outras, obras de Agnolo Bronzino, Michelangelo Buonarroti e Giorgio Vasari.
Chamado inicialmente de Palazzo della Signoria (Palácio da Senhoria), nome do organismo principal da República Florentina, assumiu ao longo dos séculos nomes diversos:. O nome Vecchio é adoptado em 1565, quando a Corte do Grão-Duque Cosme I se transferiu para o "novo" Palazzo Pitti
Palázzo Vecchio

 Na frente ao palácio é o chamado arengário – lugar onde se faziam os discursos públicos, uma zona que toma o nome da "balaustrada. Deste lugar, os priores assistiam às cerimônias citadinas ocorridas na praça. No final do século XV foi decorado com esculturas que, se não foram substituídas por cópias ou ligeiramente deslocadas, ainda se podem admirar como a fonte de Netuno.


As mais antigas são o Marzocco (1418-1420) e a Judite e Oloferne (1455-1460), ambas as obras criadas por Donatello, as quais foram substituídas por cópias devido à sua preciosidade. O Marzocco é leão heráldico símbolo da cidade de Firenze.



Na entrada principal do Palazzo Vecchio, com o frontispício está o David de Michelangelo que marcou a entrada do palácio entre 1504, ano da sua conclusão, e 1873, quando foi deslocada para a Galeria da Academia. No seu lugar encontra-se uma cópia desde 1910,



                          Davi  de Michelangelo - de frente e de costas - igualmente genial


Chegamos também até a Ponte Vecchia, depois de muito, muito andar.
 A Ponte Vecchio (Ponte Velha) é uma Ponte em arco medieval sobre o Rio Arno, em Florença, na Itália, famosa por ter uma quantidade de lojas (principalmente ourivesarias e joalharias)
Acredita-se que tenha sido construída ainda na Roma Antiga e era feita originalmente de madeira. Foi destruída pelas cheias de 1333 e reconstruída em 1345, Consiste em três arcos, o maior deles com 30 metros de diâmetro. Desde sempre alberga lojas e mercadores, que mostravam as mercadorias sobre bancas
                                                   Ponte Vecchia

Igrejas têm mais de 20, todas elas obras de arte. Entre elas a de Santa Maria da Cruz


Ao andarmos por lá pagamos um tributo ao rio Arno que atravessa a cidade toda. É o “rio da cidade”. Nossas fotos mostram o rio e a casario que o circunda.

Procurei a Galeria degli Uffizi, (Galeria dos Ofícios) a mais famosa pinacoteca do mundo, datando de 1580. Tem um frontal que se debruça sobre o rio Arno e dois corpos e jardins com nichos que albergam estátuas de ilustres personagens toscanos como Giotto, Leonardo da Vinci, Donatello..........
Arredores não muito bem cuidados pelo que eu pude ver

             Galeria degli Uffizzi com o Castelo Vecchio ao fundo
   

Não entrei, mas me satisfiz de ver pelo menos de perto.Volto lá.

Tentei contato com Marta Vannucci, antiga professora da História Natural.Mandei e-mail,, ela respondeu dando o telefone, mas com o pouco tempo, nem cheguei a encontrá-la. Não teria dado tempo para dizer “alô” e eu ficaria ainda mais frustrada.  Preferi assumir para mim não procurá-la mais.
Estávamos voltando para a Estação Ferroviária. Com a desculpa de “agora está perto” “agora está perto” fomos andando e eu me arrastando. Não tenho vocação para “heroína sofredora’ mas desta vez  por pouco não sentei na calçada e chorei mesmo. É um tipo de dor desconfortável ao máximo.

Encontramos Maurizio na estação como tínhamos combinado.  M.I. ficou e nós tomamos o trem direto para Rovigo. Mesmo não falando a língua dá para um parcial entendimento e ele perguntou muito sobre são Paulo, perguntas sobre a cidade e o povo. Interesse de pessoa culta como ele pareceu ser
Mas, ficou no Maurizio apenas acrescentando que mora em Veneza e é artista plástico. Valeram as duas horas de semi-prosa.
Em Rovigo Oscar e Jurema já nos esperavam. E nos esperava também um jantar caprichado - arroz com  aspargos que lá são excelentes – com direito de sobremesa de bolo com velinhas.
Depois uma enxurrada de telefonemas pelo Skype: André, Victor, irmãos do Oscar, todos querendo falar, uns esperando os outros no telefone ou skype, uma confusão só, mas de alegria e abraços pelo aniversário.
Não fosse pela alegria familiar, o dia hoje teria sido desastroso.
Duas horas de andanças jamais daria para conhecer nem que fossem pinceladas de Firenze.  Pretendo voltar.








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