domingo, 4 de novembro de 2012

VIAGEM - DÉCIMO SÉTIMO DIA – DOMINGO - 15 DE ABRIL DE 2012


Não confiantes no alarme do telefone que em Barcelona não tocou e quase nos fez perder a hora de encontrar Adolfo, pedimos à recepção do hotel que nos acordasse às 3h e 45 minutos.  Malas já prontas, não nos fizemos esperar e às 4h em  ponto  Pedro chegou para  -em uma gentileza única – nos levar à Barajas, o aeroporto que é bastante longe da cidade. E nós três, mais as seis malas fomos conduzidas por Pedro em seu super carro. Ainda escuro.
Última despedida com o coração acelerado e uma vontade de que  o tempo parasse para que o abraço continuasse.

“ATÉ MAIS PEDRO!!!!”

A tristeza só não foi maior pela perspectiva de um encontro próximo com a filha biológica, que há muito eu não via.
Pela Air Europa e no avião  Embraer 190 -  saímos  do terminal 2 de Barajas  às 6,55h e em um voo que durou 1:25h chegamos  ao terminal 1 de Barcelona às  8:20h . Caminho complicado quando poderíamos ir direto de Madrid para Veneza, mas os horários não batiam. Precisávamos chegar em Veneza com tempo de ainda ver André e Rosinha. Toda essa coordenação precisou  ser pensada e adequada à oferta de voos no dia e no momento em que foram  reservados.
Em voos curtos não oferecem nem água.

                        O EMBRAER 190 é um avião a jato com capacidade para 100 passageiros,                                fabricado no Brasil pela Embraer.

Em Barcelona foi uma corrida. Juntando a grandiosidade de Barajas com o também grande (mas nem tanto) aeroporto de Barcelona, tivemos que nos deslocar muito. E o espaço de tempo entre a chegada em Barcelona 8:20 e  a saída  , para Veneza  no mesmo aeroporto, mas em outro portão distante, às 10:05h   foi curto para todos os procedimentos  e deslocamentos. Corremos muito (nem sei como aguentei)e mesmo que tivéssemos procurado o balcão da Singapore Airlines para transferir a passagem e ficar mais tempo como M. queria, não teria dado tempo.
O voo Barcelona-Veneza foi feito pela Ibéria e durou 01h45minmin.  Com chuva contínua. E chegamos em Veneza  às 13:30h (- diferença de  fuso horário?)

Até pegar toda a bagagem (seis malas mais as bolsas) demoramos um pouco para chegar ao ponto de encontro. Jurema e Oscar já nos esperavam. Foi um abraçar sem fim. Embora eu tivesse visto Jurema há uns dois anos, agora eu a estava vendo no seu lugar, na sua cidade de agora e isso é diferente. Não era um passeio deles, mas um passeio nosso.
Desde o aeroporto Jurema já começou a nos assessorar, procurando um caixa eletrônico, pois precisávamos dinheiro.
                                                     Chegada em Veneza

Oscar foi buscar o carro. Chovendo bastante mesmo. Embora eles já tenham feito esse percurso Veneza - Lindinara muitas vezes levando e trazendo pessoas que os visita, Oscar ou distraído ou emocionado (acho mais certo essa segunda hipótese) errou o caminho. Quando deu pela conta estava quase em Vincenza, com mais de 30 kms de erro. Entre ida e volta aumentamos 70kms de estrada.
André e Rosinha estavam nos esperando. Muitos abraços, o carinho especial deles nos emociona muito.  Tinham ficado em casa da Jurema-Oscar para preparar o nosso almoço de chegada. E colocaram todo seu amor nos pratos que fizeram. Um almoço inesquecível.  Pela comida, pela companhia, pelo prazer de estar junto a entes queridos.

chegada em Lendinara
André e Rosinha tinham vindo de onde trabalharam – a estação de Sky de La Tuille - até Milão onde alugaram um carro para facilitar o transporte de malas. Muitas, pois estavam praticamente de mudança.
Depois do almoço ainda fomos todos, em dois carros, até Ferrara para que conhecêssemos a cidade e para tomar sorvete.
No caminho, desviamos um pouco para que víssemos a fazenda (tratoria) onde Jurema-Oscar moraram e onde  Oscar trabalhava.

Chegamos em Ferrara

Ferrara é comuna italiana da região da Emília-Romanha, uma área de 404 km², tendo uma densidade populacional de 323 hab/km². Situada nas margens do rio  Pó di Volano, um canal que se ramifica a partir do curso principal do rio Pó. Ferrara tem uma estrutura urbanística que se radica no século XIV, quando era governada pela família dos Este.

Uma cidade especial. Predomina o medieval, com construções típicas do século XIV. Jurema e Oscar moraram lá um tempo e a conhecem bem.   Depois do prometido sorvete, andamos pela cidade.  Passamos pelos lugares onde eles moraram. Para André e Rosinha é uma cidade muito querida porque nela estudaram para a atual profissão, nela se acomodaram em espaços pequenos junto com  Oscar e Jurema , e nela trabalharam profissionalmente  pela primeira vez.
Vimos o castelo, uma rua mais larga e outras estreitíssimas, vimos o centro histórico, as adaptações à modernidade mesmo em prédios medievais.
É uma cidade diferente e muito linda. São muitas as fotos representativas para a família e mais ainda por conta dos acontecimentos destes últimos  tempo, dos quais falo mais adiante.
Do nosso passeio por Ferrara ficaram muitas fotos e mesmo escolhendo, são muitas que não posso deixar de rever.
Duomo de  Ferrara
Castelo Delhi Estense-Fer

Interior do restaurante Dom Giovanni – prédio histórico


Neuza com algodão doce gigante

Tomamos sorvete, comemos algodão doce gigante e fomos visitar o restaurante onde André e Rosinha trabalharam. Fomos acolhidos com um carinho muito grande.  Sentamos-nos todos para bebericar um vinho acompanhado de beliscos da casa. Éramos sete. Local diferente como mostram as fotos. Prédio histórico.
Depois da prosa, ao nos despedirmos soubemos que toda a consumação tinha sido uma gentileza da casa por conta do prazer que André e Rosinha lhes deram pela visita e ainda por mostrar esse lugar magnífico para seus pais, avó e amigos. 

Já escuro, voltamos para Lendinara onde Oscar e Jurema moram.  A  segurança do André na estrada  impediu possíveis erros. Só paramos para o diesel do carro do Oscar.  Quando chegamos em casa, Oscar  deu por conta  ter esquecido a tampa e a chave do tanque de diesel no posto. André com sua calma e paciência voltou com o pai 60 km para buscar a chave.


Neuza - Rosinha – Jurema - Oscar – Marlene – Maria Inês – falta o André que tira  a foto
Em casa de Oscar e Jurema no dia da chegada – 15 de abril de 2012 -Rosinha, Oscar, Jurema, Marlene, Neuza, André, Maria Inês


Ainda deu tempo de uma cochilada de André. Ele e Rosinha tinham que ir até Milão, entregar o carro alugado e esperar no aeroporto até de manhã, pelo voo para a Alemanha onde vão ver outro serviço com entrevista já marcada.
Felizmente arranjamos horários e voos para poder encontrar André e Rosinha. E tudo deu certo.
Quando despediu de mim, sabia que demoraria para nos encontrarmos de novo e me abraçou com muito carinho. Sempre esquecia alguma coisa para voltar e se despedir de novo.  E ainda me deu 100 euros para que eu gastasse com coisas para mim. É um doce de menino. Tem um carinho só dele mesmo. 

ATÉ MAIS ANDRÉ E ROSINHA. VOVÓ ESPERA POR VOCÊS NO BRASIL LOGO LOGO.

E então, sentamo-nos todos para tomar um fôlego. Oscar e Jurema ainda ‘balançados pela chegada da mãe e partida do filho O prazer de uma não obscurece a saudade do outro. “Eu duplamente ‘balançada” pela despedida do Pedro, correria pelos aeroportos (afinal foram  três em poucas  horas: de Madrid, de Barcelona e de Veneza)
E aí, só restou nos acomodarmos para dormir.  No apartamentinho de Jurema e Oscar sempre cabe mais um – desta vez foram mais três-  porque não importa o tamanho da casa, o coração é que é grande. 
Estarei aqui por uma semana, vivendo a vida deles e acumulando vivências e compartilhar para supri as saudades futuras.

Nota - Um mês depois, aconteceu um terremoto na região de Ferrara. Jurema escreveria:
 Depois de mais de um mês do primeiro tremor de magnitude 5.9, foram registrados mais de 1850 tremores de varias intensidades na faixa que se visualiza no mapa.

Existem ainda hoje mais de 14.000 desabrigados, alojados em barracas, trailers, ginásios de esportes, etc.  12.000 edifícios foram analisados  e mais de 4.000 foram dados como inadequados.
O calor já beirando os 40° esta levando muitos desabrigados ao hospital.

Enquanto colocávamos as emoções em ordem, aproveitamos cuidar de coisas práticas: qual o programa para amanhã. Jurema sempre com o computador a postos já cuidou de ver horários de trem porque a  resolução foi ir para VENEZA.
E então, estávamos muito cansados todos e nos acomodamos para dormir.
Como ficaremos aqui uma semana, circulando pela região, nada melhor do que um mapa para sentir os espaços entre cidades e vizinhança. Podemos situar Veneza,  Rovigo,  Lendinara,  Ferrara, Bolonha e  Firenze.


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