quarta-feira, 21 de agosto de 2013

DOIS PAULISTANOS ATUANTES EM EDUCAÇÃO

Um nasceu em Moema em 1961 e o outro nasceu no Brás em 1943. 18 anos de diferença, portanto duas gerações diferentes.

Um estudou no Liceu Pasteur e Arquidiocesano o outro no Colégio Bandeirantes, todos eles colégios de referencia.

O objetivo imediato dos dois – a Universidade de São Paulo, curso de Medicina.

Atingiram esse objetivo e então os caminhos foram diferentes: um, oncologista, outro neurocientista.

Ambos estudaram muito, muito, muito, mas desde sempre tendo uma meta a que haviam chegado  por contatos ou  pessoais ou por estudos.

Um sempre acreditou que o ensinar é algo que está na pessoa.  Não é um caminho escolhido, é algo que dá prazer. É um comunicador nato e escolheu temas polêmicos como Câncer  (quando começou a falar nisso era um tema tabu)  e AIDS. Enfrentou um publico alvo difícil, refratário e precisou usar toda sua criatividade para atingi-lo.  Hoje tem ao seu dispor uma ferramenta abrangente, a TV. Com o seu amor ao ensino, à transmitir informações básicas e essenciais, atinge um numero fabulosamente grande de pessoas. Cumpre o seu papel na sociedade.  É um educador de populações com informações desprovidas de julgamento moral.

Outro enveredou por um tema difícil, pouco conhecido e polêmico: o funcionamento do cérebro humano.  Começou estudando os circuitos e redes  neurais com simulações computacionais.    Durante anos esteve mergulhado no estudo da Neurociência e o resultado praticos da tecnologia desenvolvida mexe com a definição do que é um portador de deficiência física, permitindo agir sobre essa deficiência.  Está criando no Rio Grande do Norte especificamente em Natal, um pólo de Neurociência.
Considera Ciência como um agente de transformação social e criou uma nova forma de ensina-la.  Criou uma escola diferente com exploração cientifica de forma empírica, abolindo teorias. Sem nenhum respaldo governamental ou institucional.
Nessa escola é oferecida a liberdade de explorar sem medo. É um laboratório de oportunidades.
Seu logotipo - um menino de short, sandália e camiseta andando pelo mundo – ilustra bem a filosofia de ensino.



Ambos acreditam que:

 - quando a emoção acompanha a informação a retenção é sempre muito melhor.

 - Conhecer é um prazer e pode significar viver melhor quando os novos conhecimentos passam a fazer parte do cotidiano de crianças ou adultos.  É a aprendizagem significativa (mediador)

 - a educação é um ato de amor de uma geração que ensina para a geração que aprende

 - O professor deve acreditar no que faz acreditar que ensinar é um prazer, que é fundamental transmitir o que ele sabe para o aluno.

  -A vida é adquirir e transmitir conhecimentos continuamente. 


Se vocês não descobriram ainda quem são esses dois paulistanos   de referencia, orgulho de São Paulo, posso dizer agora. Respondem pelo nome de

DRAUZIO VARELLA E MIGUEL NICOLELIS 
            (em ordem alfabética porque nenhum é maior do que o outro)


O texto foi montado a partir do livro PRAZER EM CONHECER – a aventura da Ciência e da Educação que representa uma conversa entre DRAUZIO VARELA e MIGUEL NICOLELIS, mediados por GILBERTO DIMENSTEIN.



Um comentário:

Célia Rangel disse...

Oi, Neuza! Acompanho e leio muito Dráuzio e Nicolelis! Grandezas na educação, e atuação na sociedade em geral, sem duvida alguma.
Bj. Célia.