quinta-feira, 15 de maio de 2008

MUSICA EM ABRIL

São Paulo me oferece muito em termos de musica. Não consigo aproveitar a metade. E são só as musicas eruditas, as que eu gosto mais. Gosto de falar do que ouço, tentando motivar pessoas a conhecerem um tipo de musica que se diz eletizante mas na verdade é pouco conhecida.

Ao enumerar as musicas que ouvi, comentar o que achei (sempre comentários pessoais) retorno a elas e é uma dupla vivencia musical. E a variedade de estilos é que dá a graça.

Prestando contas da minha musica em abril.

Começamos com o dia 2, dia especial, de festa no lançamento do livro “São Paulo Minha Cidade”. Muita musica de um São Paulo meio antigo, compositores paulistanos presentes e prestigiando cantores novos para suas musicas. As músicas de São Paulo me emocionam, sejam elas sambas, rocks, canções temáticas. Final com uma apoteose com cantores e compositores cantando “São Paulo que Amanhece Trabalhando”. Bela festa musical na também bela Sala São Paulo. Começamos bem o mês musical.

O Anel dos Nibelungos de Wagner ocupou a aula de Apreciação Musical. O prof. Terron apresenta essa obra nas mais variadas formas. E isso ocupou todas as aulas de abril. É uma composição pesada, difícil de entender porque é toda focada na mitologia nórdica e o numero de personagens é enorme. Mas, de tanto ouvir, acabamos aprendendo (eu já a tinha ouvido no ano passado, na casa Brasileiro-Britanica em quatro sessões) .

Ópera “Falstaff” de Verdi. Uma comédia lírica. Leve, engraçada mesmo. Agora, com a moda de colocar legenda, entende-se melhor o enredo.

Terminou tarde e eu vim sozinha para casa, depois de 23 horas. Não tenho mais medo, e vim de metrô porque o ônibus daqui demora a chegar.

Na aula Musica e Memória do prof. Marcos tivemos a maravilhosa, “As Time na Góes By” com o piano de Sam, do filme Casablanca. Que saudades desse tipo de filme em que a musica envolvia, falava ao “coração” e se tornava inesquecível.

E na "Caixa de Musica" piano a quatro mãos com Ravel, Villa Lobos, Mignone e um encerramento glorioso com “Rapsody in Blue” de Gershwin.

Na Casa das Rosas, neste mês de Abril André Domingues dá aulas sobre Serestas. Muita musica brasileira dos anos 30. Comentários das musicas sempre tocadas e acompanhadas como as letras que são fornecidas.

De novo na "Caixa de Musica" o Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo que eu aprecio bastante. Já os ouvi inúmeras vezes, “quase” nos conhecemos pessoalmente tantas vezes os vi. Não perco apresentação falada e explicada do Marcelo Jafé. Neste 16 de abril tocaram Bach, Bartok, Villa Lobos e Piazzolla.

E de novo o Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo no dia 17, no Municipal , com Brahms.

Camerata Fukuda no Municipal que entre outras tocou as Quatro Estações de Vivladi. Divina.

Sem programa no Teatro Municipal fui até o Museu da Casa Brasileira onde, sob a curadoria de João Carlos Martins um trio (piano, violino ea violoncelo) tocou Beethoven e Piazzolla.

No ultimo domingo do mês, a OCAM (Orquestra de Câmara da USP) toca no MASP e desta vez ouvimos Stravinsky (suíte) , um concerto de Reinecke para flauta, espetacular e a Sinfonia nª 4 de Beethoven. Programão.


E na segunda feira 28, no campus da USP, a Orquestra Sinfônica da USP deu seu recado sobre o problema ecológico da Água sem palavras, mas com notas, tocando peças todas elas direcionadas à água: Smetana com o Rio Moldavia, Debussy com sua “musica aquática”. E Strauss como seu Danúbio Azul.

Na quarta feira 30 e, portanto aula de Musica e Memória, com Marcos Ferreira Santos e suas trilhas sonoras de filmes. Neste dia vimos trechos de filmes e ouvimos entre outras trilhas de Sansão e Dalila e ...E o Vento Levou. Volta ao passado sem saudosismo.


Travessia pelo Viaduto do Chá, Rua Direita (dezenas e dezenas de camelôs à noite) e Praça da Sé para palestras-concertos CAIXA DE MUSICA na Caixa Cultural. Com um quarteto, obras de Bela Bartok e Heitor Villa Lobos. Estou aprendendo a ouvir musica contemporânea com Bartok para depois decidir se gosto ou não. Mas, musica é sempre musica e sempre há o que aproveitar.

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