sábado, 28 de novembro de 2009

NOVEMBRO CULTURAL

Continuo fazendo deste Blog um diario e uma prestação de conta para mim mesma. E aproveito para mostrar tudo o que São Paulo oferece e também ostrar que se eu, com tantos anos vividos posso usufruir dessas ofertas, muita gente pode.

E agora é novembro.
Vejamos o que consegui assistir em novembro, em termos culturais. Não muito porque este mês foi de finalizações de cursos e alguns trabalhos.
Algumas rotinas consegui manter. Outras não.

Em relação às óperas filmadas do Istituto Italiano di Cultura, consegui assistir às três do mês:

La Serva Padrona em duas montagens: uma de 1733, estreada em Nápoles com música de Pergolesi e libreto de Gennarantonio; filme dirigido por Carla Camurati e Orquestra de Câmara do Sesi Minas. Montagem viva, de ação cômica , agradável.
Outra montagem de 1781 estreada na Russia com musica de Paisiello e libreto do mesmo Gennarantonio Federico com leves alterações feitas pelo compositor. Muito parada, cenografia pobre.

Il Barbiere di Siviglia – musica de Rossini, libreto de Sterbini, baseado em comédia de Beaumarchais
Ópera bastante conhecida, ópera bufa com áreas de domínio publico. Na nossa apresentação tivemos um apagão no exato momento do quase final do 2º ato, quando a mocinha Rosina vai fugir com o Conde de Almaviva. Que pena, na parte mais engraçada, com uma confusão generalizada é que a luz foi embora.

L’Elisir D’Amore – musica da Caetano Donizetti e Libreto de Romani.
Em uma montagemde 2005 em Viena a ópera se apresentou bastante agradável. Não sou critica e não sei dos pormenores. Só sei que gostei.


Nas aulas do prof. Marcos, sobre Caymmi, foi um banho das canções de Amor, de religião e de cantigas de roda. Tudo de Caymmi no final representado pela criatividade do grupo. E ainda ganhamos o CD com as músicas analisadas.


No meu curso de “Musica do Brasil Independente” do IEB-USP, apresentei em um seminário “A Musica Popular de São Paulo na década de 30” e fiz ouvir fragmentos de musicas dessa época: Perdão Emilia, Ave Maria, Noite Cheia de Estrelas...
A moçada do curso de graduação não entendeu nada. Serenata x balada quem ganha?


No FINAESCUTA do SESC, Dante Pignatari variou suas palestras musicais de novembro: Musica Contemporânea no Brasil, O Romantismo e o Nacionalismo no Brasil e Musica Antiga – Do canto Gregoriano ao Barroco. Sempre com seu conhecimento abrangente, as ligações com História e Musica sempre foram bem apresentadas.

Sempre no dia seguinte às palestras, os concertos, mais propriamente recitais ou pequenos conjuntos. . Para ilustrar a Musica Contemporânea no Brasil, o compositor Silvio Ferraz apresentou com a pianista Lídia Bazarian e a poeta Annita Costa Malufe, composições suas: Triptico das casas, Triptico da repetições e Triptico do caos. Poema de Cortázar, piano e eletrônica fecharam o programa. Não conheço quase nada de Musica Contemporânea, mas tenho ouvido muito para conhecer melhor.


O Trio Images com Cecília Guida, Henrique Miller e Acchille Picchi tocou Villa-Lobos e Francisco Braga. . Boniato mesmo foi Achille Picchi tocando ao piano o Trenzinho Caipira de Villa Lobos como ele o sente. Lindo lindo.
Canto Gregoriano e o Barroco foram apresentados pelo grupo Musica Dramática com 2 sopranos, mezzo-soprano, tenores e barítono e mais o instrumental de cravo, violinos e violoncello. Abel Rocha dirigiu tudo isso tocando Monteverdi.


E o encerramento do curso foi um bate papo com Dante em que ele falou muito de musica aqui da cidade, músicos, o que temos e o que podemos ter. Assuntos variados perspectivas futuras....
No dia seguinte o trio do qual faz parte o Dante, com um nome bastante difícil que até merece caixa alta – PLUSQUAMMEMBÍ se apresentou para as despedidas. Dante ao piano, Kátia Guedes no canto e Nivaldo Orsi com um sonoro clarinete.
O repertório variado, mas moderno, apresentou Mendelssohn, Schumann, Ravel, Schubert mas também brasileiro atuais: Mannis, Paulo Chagas, Silvio Ferraz, Eduardo Álvares.

No sábado 21 foi over dose. De manhã, no MASP fazendo parte do final do Simpósio sobre Villa-Lobos, o Quinteto Villa-Lobos – flauta com o Carrasqueira que eu acompanho há muito tempo e o oboé, clarinete, trompa e fagote, tocaram muito Villa-Lobos (o centenário de sua morte). As Bachianas Brasileiras nº 5 arrasaram. Grupo muito equilibrado, bem humorado, simpático.
Á tarde, no mesmo MASP a Orquestra Sinfônica da USP volta a apresentar Villa-Lobos com uma quantidade maior de instrumentistas e tocam Bachianas (agora as de nsº 9 – 10), uma Fantasia e o Momoprecoce com o piano de Débora Halász

Para quem não sabe
MOMOPRECOCE foi escrita em 1929 e dedicada a Magdalena Tagliaferro (1894-1986), então radicada na França. A grande pianista brasileira fez uma gravação histórica desta obra em junho de 1954, com a Orquestra Nacional da Rádio-difusão Francesa, tendo Villa-Lobos como regente. Nesse período o compositor também vivia na França, entremeando viagens ao Brasil, concertos em Londres, Buenos Aires, Berlim, Viena e em outras diversas cidades européias. Foi o período em que compôs suas melhores obras, entre elas as Cirandas, a série de Choros e o Noneto.
Momoprecoce é uma reciclagem de material composto em 1920 para O Carnaval das Crianças, série de oito peças para piano cujos temas tradicionais de cantigas infantis foram misturados a melodias populares brasileiras, inspiração que Villa-Lobos utilizou em muitas outras obras. (PESQUISA Google)

Domingo 22, fui ao Sesi ver “Villa das Crianças”. Não tenho criança, já passei da época as boas musicas simplificadas não me satisfazem. Perdi um Mozart e Haydn na sala Olido. Também erro.

Hoje, 28 eu deveria ir ver AIDA de Verdi, mas não agüento. Tenho de fazer os meus comentários e escrever textos. Já vi AIDA muitas vezes. Me perdôo.


Em termos de Artes Visuais falhei. Só estive no MASP na aula de História da Arte dos sábados. Mas, a aula do Renato Brolezzi é tão densa que vale por muitas.

O quadro tema deste sábado 08/11 foi “Banhistas no rio Sena “ de Manet A partir deste, tudo o que se relaciona ao quadro ou outros do mesmo pintor, , ou semelhantes, é estudado. As relações História, Mitologia, tornam tudo mais agradável. Muitos outros quadros de Manet foram apresentados.

É muita coisa para este pouco espaço. É um programa muito especial desenvolvido pelo Educativo do Masp para professores que eu aproveito porque sei que acontece.

A várias exposições que estão pela cidade ainda me esperam. Quem sabe Dezembro ou mesmo Janeiro que é mais tranqüilo.

Um comentário:

quatro patas que me seguem disse...

Querida neusa,não a chamarei de vovó porque temos quase a mesma idade.A admiro e a respeito como ser humano,acho você criativa,inteligente e sábia.Ainda tenho bastante dificuldade com a informática ,mas estou procurando seguir seu exemplo.Escrevi um livro >Quatro patas que me seguem.Em fevereiro estará nas bancas e gostaria de lhe mandar um de presente ficarei orgulhosa se puder ler.Beijos Tereza vasconcelos