sexta-feira, 9 de março de 2012

MEU FEVEREIRO MUSICAL



O mês de fevereiro começou com problemas. Como o Theatro Mvnicipal divulgou a programação do mês,  corri logo para a bilheteria para reservar meus ingressos. Como agora sei que tenho direito a ingressos isentos de qualquer pagamento, pedi por eles. Surpresa: para idosos, só na galeria (anfiteatro, vulgo”poleiro”). De lá não se vê nada e se ouve menos ainda. Não tive recurso senão comprar pagando a metade para´,  pelo menos dois programas. Mas, aí chega a Tsu. Ela é bem mais  “briguenta” do que eu, pintou e bordou. Pegamos então os ingressos de galeria como prova do que pretendíamos fazer; protestar. Ela telefonou para jornais e rádio e eu, mais quietinha, escrevi para o Secretário da Cultura. Postei do Twitter e no Facebook.  A Folha de São Paulo comprou a briga, publicou na Ilustada de sábado a matéria com foto da Tsu exibindo os ingressos. Na sexta, quando entreguei a carta, algum resultado  teve porque no jornal há  resposta do secretário. Repercutiu de certa maneira porque quando fui “trocar” meus ingressos de galeria fui perguntada: “Onde a sra.  Quer?” E eu escolhi um bom lugar.

Resta agora esperar pelo dia 18, para assistir  ao programa de um lugar adequado à nossa idade.
Tudo documentado, registrado e colocado na pasta 2012.

Enquanto isso, nos dias 6,7,8 e 9 de fevereiro, eu já tinha programado um curso com o Dante  Pignatari.  Em anexo.
O  nome do curso: De Chopin a Schoenberg: o caminho cromático”.São quatro aulas,no decorrer da semana.
No primeiro  - significado da Música, da harmonia (campo de força, ponto de equilibrio da música) .Tudo a partir de 1600.Falou sobre  o sistema tonal, sobre as escalas cromáticas e sobre Gesualdo (madrigais) – Romantismo. Toca a Sonatina de Clementi
No segundo dia, volta a falar em tensão e relaxamento,  Diferenças entre musica do oriente (pentatônica) O Cravo Bem Temperado para mostrar as vantagens dessa 24 tonalidades.  Também demonstradas nos 24 prelúdios de Chopin, um em cada tonalidade.  Chopin e Liszt.  Comentário sobre a Marcha Fúnebre de Chopin. Nenhuma é igual. Passa atravé  dos anos. É “a” Marcha Fúnebre.
Reforça que a beleza da música de Chopin Suas melodias são longas, longas até chegarr a uma resolução final. Foi mestre nesse procedimento. Influenciou Wagner Liszt e Debussy.
Maior atenção ao Noturno opus 27 nº2   Citando “Chopin, o Arquiteto do Êxtase” seu outro curso.
Na terceira aula continua com Chopin, sobre a vida de Liszt quando monge quando sua produção é maior, explorando todas as técnicas de tonalidades, composições cheias de ubuguidades, extranhesas.
Em seguida sobre Wagner que dá susto.Faz música para o futuro.
Aí, em uma Viena decadente, na primeira década do século XX apaarce Schoenberg e seu Pierrot Lunaire sobre 21  poemas de Albert Girauds. Traduzido por Augusto de Campos.  Musica nem tonal, nem atonal mas pantonal.
Na quarta aula – Debussy, Satie, Stokenhouser, Pierre Boulez e JOHN CAGE., fechando o ciclo.
Dante sempre toca em um magnifico piano de cauda que faz parte do auditório onde se realiza o curso.

13 – por gentileza de Ivanilson e Margarete  consegui dois ingressos para assistir ao ensaio geral da ópera Magdalena de Villa-Lobos. Fui com minha amiga Marlene, das Semi-Novas. Como vou assistir de novo no domingo,19, agora em récita normal, quero comparar  as duas apresentações. Alguns comentários deixo para fazer depois porque podem ser apenas de ensaio, sendo corrigidos para apresentaçõs normais.

18 Continuando com a  programação do Municipal, em comemoração aos 90 anos da Semana de Arte Moderna de 1922,  eu assisti no dia 18  As ANDRADIANAS, um chamado de reflexão. Aconteceram intervenções no saguão do teatro,  expressões corporais, canto entre os visitanes e atitudes  pessoais de artistas. Diferente e interessante  pelo compartilhar artistas x público.
Fazendo parte das Andradianas,  a suite Vila Rica, de Camargo Guarnieri, com a  participação da Orquestra Sinfônica Municipal, o Coral  Paulistano e o Balè da Cidade de São Paulo. Divinos.
Ainda no mesmo programa, Pedro Malazarte, ópera com libreto de Mário de Andrade e música de Camargo Guarnieri, sobre um conhecido personagem do folclore brasileiro.
Programa curto mas excelente, variado, de alto nivel artístico.

19- Finalmente pude assistir à ópera MAGDALENA, de Villa-Lobos,   na versão final. Vi o ensaio e realmente muitos detalhes ainda  incipientes foram corrigidos.  A parte falada, que não tem legenda foi ajustada  e foi possivel ouvir o texto. No geral foi igual, mais vivido pelo elenco. O balé estava a contento (no ensaio estavam murchos. A orquestra foi a Orquestra Sinfônica Municipal e o Coral da Gente.É mais um musical do que uma ópera.
Magdalena tem como tema central um rio –o rio Magdalena da Colômbia  - e  o enredo trata de questões políticas entre índios colombianos e militares. Mas, sem a explicação do programaé dificil acompanhar o desenrolar do assunto. Um pouco de religião demais e crenças e fanatismo.   Cenários modernos e adequados. Balé muito bom (especialmente na valsa), figurino vindo especialmente da França. E a música de Villa-Lobos deixa sempre entrever sons folcloricos brasileiros. 
A semana de Arte Moderna em seus  90 anos prossegue.
25  - Theatro Mvnicipal. Quarteto de Cordas da Cidade mais Caio Pagano.Tudo o que eu disser é repetição. Marcelo “atacado” falando muitas e boas. Betina toda de babadões coloridos era o arco iris entre os “homens de preto”. Quando começam a tocar desprendem-se de si e voam para outros mundos. Lindas as “pipocas” de Villa-Lobos e o segundo movimento do Quinteto de Schumann.
26 – Encerramento da Semana de Arte Moderna, versão 2012. Orquestra Experimental de Repertório e um Jamil  Maluf envolvidíssimo.  Todo o programa brasileiro. Um Batuque monumental,  o Momoprecoce de Villa e a Sinfonia Popular nº 1 de Radamés Gnatalli fez o teatro vir abaixo.  Muito, muito lindo. 









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