terça-feira, 31 de julho de 2012

VIAGEM - SEXTO DIA – QUARTA FEIRA – 04 DE ABRIL DE 2012



Depois de uma noite bem dormida e depois de tudo acertado, carregamos o carro. Grande trabalho de descarregar seis malas às 23 horas e carregar depois às 9horas.
Para adiantar o expediente Maria Inês comprou frutas, queijos, jamons e sucos em um supermercado em frente ao hotel. Para comermos no caminho.
Com o carro carregado demos uma bela volta pela cidade. Saímos do hotel logo depois do café.  Na verdade só dormimos nesse bom hotel. Mas, Maria Inês sempre trabalhando, fazendo relatórios ou ainda organizando a palestra e o material que tinha que apresentar em Lisboa e Firenze. A última a dormir, mas sempre pronta para continuar.

Cartagena  (não confundir com Cartagena das Indias na Colombia) é um município da Espanha na comunidade autónoma de Múrcia, Foi, senão a primeira, a principal porta de entrada dos Cartagineses na Península Ibérica, no século III A.C..

O municipio conta com 214 918 habitantes distribuidos em  de 558,08 km². Sua área metropolitana conta com uma população de 385.341 habitantes.

A cidade de Cartagena foi fundada no ano de  227 a. C., e conheceu seu apogeo durante época romana, com o nome de Carthago Nova. Com o desaparecimento do imperio romano, Cartagena se tornou parte dos dominios bizantinos na  península ibérica, mas foi destruida pela tomada pels visigodos. Depois deles, Cartagena entrou em um periodo de decadência que permaneceu até a idade moderna. A partir do século XVI potencializou o papel militar de Cartagena devido à importancia estratégica de seu porto. Atualmente, Cartagena vive principalmente da construção e reparação naval, a refinação de petróleo e exportação  de azeite de oliva.... É uma das principais bases navais do país.

Aprontando para sair do hotel


Um tanto de carro, outro a pé, demos a volta possível na cidade. Não podemos dizer que a conhecemos. A pé, fomos acompanhando a muralha do mar, próxima ao porto, naturalmente defensiva desde sempre.

Porto de Cartagena


Estátua gigante homenagem às vitimas do terrorismo
em abril de 2009

Demos por vista a cidade de Cartagena. Maior do que eu esperava.

Saímos para a estrada de Almeria às 11h30minh, passando por Mazaron. Estamos em uma estrada regional, estreita e perigosa. Passa por dentro de “ruas”, entre casas e há muitas flores amarelas (primavera)
Serra com vista bonita, com ruinas recuperadas.
Quando a estrada passa por dentro de Mazaron, para maior segurança, há aquilo que nós chamamos “obstáculo” e que eles chamam de “piso sobrelevado”.

Chegamos á praia de Mazaron Sentamos perto do Mar Mediterrâneo, pés de Maria Inês e Marlene dentro da água O prazer de molhar os pés no Mediterrâneo.  Praia de pedras. Sentadas, lanchando o que Maria Inês comprou no supermercado: queijo, jamon, bananas e pão ainda de Terragosa.

Praia de Mazaron –  Marlene e o  Mediterrâneo

Voltamos à estrada regional, agora com oliveiras outra vez. Descemos para pegar azeitonas e eram amêndoas. Muitas amendoeiras.  Por isso há muitos doces de amêndoas nessa região.

Imensas estufas de tomate que continuam por quilometros. Zona de pedra, não tem como plantar no chão. Outras estufas com??? Recemplantadas e cobertas com plástico para evitar a neve.

Quilometros e quilometros sem nada plantado, nem cuidado. Sem casas nem cidades. Região árida, sem nenhuma beleza. Pedras e pedra em um nunca acabar.

Estrada isolada por um longo espaço. Meus medos aumentam.

Chegamos e paramos em Aguilas, às 13h40minh. Uma cidade grande.  Paramos para o lanche: café, tortillas e sorvete. Saímos às14: 30h.


Procurando o caminho para Almeria. O nosso GPS não tem serventia nenhuma aqui. Com um grande mapa vou tentando como posso orientar a motorista. Mapa já muito manipulado, até rasgando. Não posso ter muito cuidado em um pequeno espaço do banco traseiro do carro, sempre a dobrar e desdobrar. Não tenho tanta culpa.

Às 15h30min passamos perto de Antas.

 Antas é a cidade de meu avô paterno. Teria obrigação de parar e procurar alguem da familia.    Enquanto cochilava e antes de chegar em Antas, tentei fantasiar um diálogo na cidade:

 -Alguem conhece aqui a familia Guerrero Ávila? (em portunhol) No começo do século XX tinham minas de prata.
 - Por que?
-Sou bisneta de Francisca de Ávila e Juan Guerrero da qual tenho uma carta escrita em 1913 para seu filho Juan Guerrero Ávila.  Juan nasceu aqui em 1885, mas foi para o Brasil já casado com Leonarda Cano Serrano.  Meu pai saiu daqui “encomendado” e nasceu no Brasil em 1906.
 - Conhecemos sim. Vamos levá-la a um atual Guerrero Ávila.

E eu chegaria a conhecer um parente atual e recuperaria minhas raizes. E  poderia acrescentar uma outra emoção às muitas que eu pretendia nessa viagem.   Só fantasia. Entraria pela tarde adentro só a procura.  Desisto de Antas. São min, estamos muito longe de Sierra Nevada e a prioridade é chegar mais cedo. 

Seguimos pela estrada A 7 - Autovias do Mediterrãneo, com morros dos dois lados com rochas de mica (malacacheta). Não é um solo produtivo.
Solo pedregoso, muitas, muitas e muitas estufas de tomate (?). Não há  casas e as que existem estão desabando.  Muitas placas de produção de energia solar e muitas torres de energia eólica.

Pegamos agora a estrada A-92, Almeria – Granada e são muitos quilômetros sem nenhum verde. Rocha pura.  Damos viva quando aparece um posto de combustível, às 17h onde tomamos lanche.

Somos três no carro. A medida certa. Uma só é perigoso e sem troca de idéias; duas, é pouco; três é o ideal. O equilíbrio.

Idas e voltas, erramos, voltamos e pegamos a estrada para  Sierra Nevada às 19:15. Depois de andar meia hora por uma estrada perigosíssima,  voltamos para a estrada principal porque estávamos no caminho errado.  Nosso hotel ficava no km 21,5 a partir da estrada principal. Hotel El Guerra  chegamos bem depois de 20h, já escuro.



                                  


Só forças para dormir e tentar uma comunicação via internet. Conseguimos porque o Hotel é grande e tem Wi-Fi.  Maria Inês estudando até depois de meia noite quando foi tocada do salão onde estava.

Meu comentário pessoal: na verdade eu não estava nada interessada em Sierra Nevada. Foi uma escolha de Marlene. Como se trata de uma estação de Sky, e o inverno já tinham acabado, e eu não ia skyar, ver a neve que só se acumulava nos altos não me atraia muito.  Acho que a serra perigosa que me causou muito medo foi incompatível com a paisagem.

Teria preferido muito mais ir até Granada, tão perto quanto Sierra Nevada e com muito mais conteúdo histórico.


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