sábado, 18 de agosto de 2012

VIAGEM - NONO DIA – SÁBADO – 07 DE ABRIL DE 2012


Tomamos nosso café no hotel novo, em Lisboa, o Hotel Roma. Boa situação (perto de uma estação do Metro), boa qualidade de acomodações e café da manhã excelente. Atendimento muito pessoal.
Saímos as três. Aqui não há lei da cidade limpa e a propaganda corre solta. Achamos muita graça com um poster enorme com um português jovem, “gato,” com a legenda “PRONTO PARA UMA RELAÇÃO.”Nos perguntamos: que tipo de relação?
 Cada Metro tem um sistema, mas já estávamos escoladas com o Metro de Barcelona. Tomamos o Metro na Estação Roma (umas três quadras do Hotel) da linha verde e na estação Baixa do Chiado passamos para a linha azul, até a estação marquês de Pombal.
Grande praça onde ficam os ônibus de turismo que durante duas horas percorrem a cidade mostrando os pontos turisticos.
Antes de chegar ao ônibus me defrentei com uma placa onde estava uma frase:

“começam de enxergar subitamente
Por entre verdes ramos várias cores”

Em pesquisas posteriores fiquei sabendo que é uma frase dos Lusíadas de Luiz de Camões, Canto 9, estrofe 68 que na íntegra vai aqui:

Começam de enxergar subitamente
Por entre verdes ramos várias cores
Cores de quem a vista julga e sente
Que não são das rosas ou das flores,
Mas da lã fina e seda diferente,
Que mais incita a força dos amores,
De que se vestem as humanas rosas,
Fazendo-se por arte mais formosas

Nessa praça, Praça do Marquês de Pombal estaremos várias vezes: chegadas e partidas dos ônibus das linhas vermelha, azul, verde e laranja. 

Em geral cada circuito leva 2 horas e se pode parar onde quiser continuando com os ônibus seguintes. Como em Barcelona.  A praça fica  no final da Av. da Liberdade e tem um pedestal com a figura do Marquês de Pombal
Praça Marquês de Pombal

                                     O Marquês de Pombal, que é representado nesta praça, foi um estadista, que conduziu o país para a era do iluminismo, governou entre 1750-77. A sua imagem, está no alto da coluna, com a mão pousada num leão(símbolo de poder), com os olhos virados para a Baixa.
Na base do monumento, as imagens alegóricas representam as reformas políticas, educacionais e agrícolas que efectuou. As figuras de pé representam aUniversidade de Coimbra, onde criou uma novaFaculdade de Ciências. As pedras partidas na base do monumento e as ondas representam a destruição causada pelo Terramoto de 1755.
Foi o primeiro-ministro do rei José I (1750-1777), e é considerado até aos nossos dias como sendo uma das figuras mais controversas e carismáticas da História Portuguesa. Foi ele o responsável de realizar a reconstrução de Lisboa depois do tremendo terremoto de 1755. Não obstante, um incidente desagradável com a família dos Távora e a expulsão dos jesuítas, parece que ensombraram a sua gestão política.

 No turismo feito pelos ônibus tomamos conhecimento de muito da cidade de Lisboa. O bairro Alto, onde de dia há movimento comercial e o bairro baixo onde se vive a noite de Lisboa.  O Rossio é o centro conservador da cidade com a estátua de Dom Pedro IVº de Portugal e Iº do Brasil.
                                               Rossio - Lisboa

A Baixa do Chiado é o charme de Lisboa.  Sentamos ao sol, tomamos  café e tiramos fotos  ao lado da estátua de Fernando  Pessoa. Andamos pela Rua Augusta e comemos um bolinho de bacalhau como não conheci outro igual. Era uma doceria brasileira. Tinha pães, doces e bolinhos inigualáveis.

  Baixa do Chiado – Lisboa    estátua  de Fernando Pessoa á esquerda                    

Rua Augusta

Passamos pelo elevador Santa Justa, no meio da Rua Augusta (semelhante às Ramblas, com ruazinhas estreitas desembocando nela) .E muitas lojas de modas onde fizemos algumas compras. (Foi lá que clonaram meu cartão de crédito)

 Passamos por Alfama com muitas roupas estendidas pelos terraços.
Alfama é o mais antigo e um dos mais típicos bairros da cidade de Lisboa. O seu nome deriva do árabe al-hamma (الحمّة), que significa banhos ou fontes.
Alfama é um bairro muito peculiar; assemelha-se a uma antiga aldeia na qual as pessoas se conhecem umas às outras e se cumprimentam diariamente. O bairro é frequentado diariamente por turistas portugueses e estrangeiros, sendo considerado como o mais seguro de toda a cidade de Lisboa. É conhecido pelos seus restaurantes e casas de fado, A maioria dos prédios resistiu ao terramoto de 1755. Apesar de praticamente já não existirem casas mouriscas, o bairro conserva um pouco do ambiente dessa época (atente-se ao casbácom as suas ruelas, escadarias e roupa a secar nas janelas). As áreas mais arruinadas foram alvo de profundas obras de restauro e a vida desenvolve-se tranquilamente em volta das pequenas mercearias e tabernas.  A “fabrica” de Pasteis de Belém pode ser vista com filas enorme a procura do doce típico de Portugal.

                           Alfama-vários aspectos

Passamos também pelo Museu do Fado que fica em Alfama

O Museu do Fado foi inaugurado a 25 de Setembro de 1998 e é um museu consagrado ao universo do fado e da guitarra. O museu localiza-se no bairro de Alfama em Lisboa, Portugal.
O edifício do museu foi outrora uma estação elevatória de águas Este espaço cultural é actualmente uma referência entre os espaços culturais de Lisboa. Conta com uma exposição permanente, um espaço de exposições temporárias, um centro de documentação, uma loja temática, um auditório, um restaurante e a Escola do Museu, onde são ministrados cursos de guitarra portuguesa e de viola de Fado, e onde é possível frequentar um seminário para letristas.

A Casa dos Bicos foi construída em 1523, É situada a oriente do Terreiro do Paço, perto de onde ficavam a Alfândega, o Tribunal das Sete Casas e a Ribeira Velha (mercado de peixe e de produtos hortícolas, com inúmeras lojas de comidas e vinhos).
A fachada está revestida de pedra aparelhada em forma de ponta de diamante, os "bicos", sendo um exemplo único de arquitectura civil residencial no contexto arquitectónico lisboeta. Os "bicos" demonstram uma clara influência renascentista italiana. 

Casa dos Bicos


Quase noite resolvemos procurar uma casa de fado para  usufruir desse tipo de música, embora se saiba que as apresentações são para turistas e não autênticas. Fomos parar em uma delas levada por um taxista, mas, já as resevas estavam fechadas porque estava tudo lotado. Ficamos talvez de voltar no dia seguinte.

Para não perder a viagem entramos em um restaurante típico para comer o bacalhau que a Marlene tanto queria. Não foi o que eu esperava. Não sei das outras.  E voltamos para o hotel.

                         Restaurante da Rua do Fado

Jantadas e cansadas só nos restou dormir.

Comentário- Tem feito dias ótimos, com muito sol e temperatura agradável. 

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