domingo, 27 de agosto de 2017

UM DOMINGO NO MUSEU DA CASA BRASILEIRA


Não importa que tenha sido a semana difícil, se muitos compromissos não puderam ser honrados, muitos desejos não realizados, muitas ansiedades refreadas, muitos problemas desagradáveis empurrados para “debaixo do tapete”.

Um domingo musical por excelência compensa e faz esquecer tudo.

Esse domingo foi hoje, dia 27 de agosto. Último domingo do mês, escolhida foi a programação do Museu da Casa Brasileira.  Por que? O nome JAFFÉ foi suficiente para saber que teria música de qualidade.

Acompanho o nome há muito tempo, e nem sei quantos anos os nomes de Alberto e Daisy Jaffé fazem parte da minha vida de ouvinte de música.
Sei que a família toda é musical. Que eu saiba Marcelo toca viola, Claudio toca violoncelo, Leonardo toca violino e Renata está brilhando como maestrina. E parece que há uma além de violinista também cantora.

Claudio Jafffé só ouvi uma vez quando o Quarteto teve que se deslocar para os porões do Theatro Municipal porque o saguão onde eles tocavam ia ser usado por algum evento político.  Claudio estava de passagem para visitar a família e foi constituir um Quinteto. Não me lembro em que ano foi mas faz muito, muito tempo.

Marcelo vejo sempre que posso no Quarteto de Cordas da cidade de São Paulo com sua viola e seu humor incomparável para apresentar o programa. Impressionante é ver o seu olhar de compartilhamento com os outros componentes. Olhos que falam com Betina, Nelson e até há pouco tempo com Robert (agora?)

Leonardo ainda não conheço mas sei que é violinista jovem já conceituado e que estuda em Londres. Certamente faz jus ao DNA que recebeu.

Renata só vi uma vez em 2012 no mesmo Museu da Casa Brasileira já apresentando a orquestra atual com outro nome (???), mas o mesmo patrocinador. E revi hoje em uma manhã de música, como maestrina da Orquestrado Instituto GPA.

A surpresa foi uma orquestra de participantes só “meninas” A Orquestra do Instituto GPA é integrada por alunas do Programa de Música e Orquestra das Unidades de Osasco e Santos. São jovens entre 10 e 21 anos em uma iniciativa de inclusão social funcionado desde 1999. As “meninas” de hoje estavam lindas todas de azul; muitos contrabaixos, muitos cellos, violas e violinos. Entre os contrabaixos, chamou minha atenção uma belíssima negra, quase da altura do seu instrumento e simpatia irradiante. Nem sei seu nome.  Renata apresentando cada peça com profissionalismo e humor. E simpatia irradiante.

No programa, Edu Lobo (Beatriz), Chico Buarque (Ciranda da Bailarina). Henry Mancini (The Pink Panther) etc. etc., mas, bonita mesmo foi apresentação da suíte de Bach e em seguida a Bachiana nº5 de Villa-Lobos inspirada na composição de Bach. Linda e emocionante. E a fantasia de Cirandas de Caudio Jaffé me fez voltar às cantigas de roda que eu tinha recuperado para meus trabalhos há uma semana.  Coincidências.

Impressionante as semelhanças entre Marcelo e Renata. A maneira de se comunicar, a interação com os ouvintes, o humor sutil. Até a postura. DNA familiar se manifestando. Como disse José Saramago “Há sempre uma linha no rosto que pertence a um outro novelo”.  Prestei a tenção e encontrei essa linha entre Marcelo e Renata.
E, há uma   outra geração dos Jaffé a caminho da música (??)

Emoções pessoais são indescritíveis.

Fico por aqui.









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