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A ARTE DE GIUSEPPE ARCIMBOLDO (Artista que poucos conhecem)

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Giuseppe Arcimboldo nasceu em Milão (Itália), no ano de 1527 . No início, Arcimboldo foi discípulo do pai, com quem colaborou no desenho dos vitrais da catedral de Milão.   Cedeu às repetidas solicitações do Imperador Fernando I para morar em Praga, na Tchecoslováquia, recebendo o convite para ser o artista da corte. Durante vários anos, esteve a serviço dos imperadores Fernando I, Maximiliano II e Rodolfo II. Serviu aos imperadores como arquiteto, cenógrafo, engenheiro, organizador de festejos e criador de máscaras e fantasias. Arcimboldo apreciava transformar um rabanete em um rato? Uma vagem em um inseto? Com certeza ele expandiu a imaginação de seus contemporâneos e de artistas (e não-artistas) até os dias de hoje.   Por meio de sua visão vegetariana, ele explorou a relação do homem consigo mesmo e com a natureza. Ele via uma ligação singular entre seres humanos e outros organismos vivos. Suas obras mais famosas são as várias cabeças compostas, ...

CANOS DE PAPELÃO

Complementando a publicação anterior do mesmo Afonso Schmidt em “São Paulo dos meus Amores” – edição de 2003 – pag. 56 Uma vez, o saudoso escritor Afonso A. de Freitas (contou-me ele próprio, certo dia, no Instituto Histórico) passava pela rua Quintino Bocaiuva quando viu alguns operários a fazerem profunda escavação na via pública, com o fim de substituir canos de água. Sobre o entulho, tirado do buraco, viu um tubo quase desfeito, tendo nas extremidades aros de ferro. Aquele objeto atraiu-lhe a atenção, pois ele, nos seus estudos, havia encontrado várias referências a um encanamento feito com canudos de papelão, cobertos de asfalto.  Pediu-o aos trabalhadores que não viram utilidade no trambolho, e fê-lo transportar para sua casa ou para o Instituto Histórico, ali perto. Aquilo, no entanto, era uma preciosidade para o historiador. Como, mais tarde, pôde averiguar e registrar no livro Reminiscências , o Sr.Barão de Itaúna, presidente da Província, mandara em 1868 fazer...

SECAS E INUNDAÇÕES

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Na sequência da publicação de Paula Janovitch do versaopaulo  e comentando o livro de Afonso Schmidt  “São Paulo de Meus amores”. O livro de Afonso Schmidt “ São Paulo de meus Amores ” publicado em 1954 tem nada menos de 106 crônicas, umas pequenas, outras maiores sobre a cidade cuja “ grande marca está no colorido engenhoso dos painéis animados com que elas retraçam itinerários perdidos na cidade que mudou.” De tempos em tempos vou transcrever um deles e hoje nada mais adequado daquele que Paula cita parte, e eu transcrevo. SECAS E INUNDAÇÕES – São Paulo dos meus Amores - Afonso Schmidt (1890-1964) Transcrição na íntegra da edição de 2003 pag. 131 “ Nos anais do século assado, as estiagens se revezavam com as enchentes. Ficou na história da cidade a tempestade de 1º de janeiro de 1850. A chuva foi tão copiosa que fez transbordarem os tanques Reúno e do Bexiga, atirou para fora do leito o romântico Anhangabaú, destruiu doze casas, botou abaixo a ponte da Abd...

ENCONTRADO NO BAÚ DE HISTÓRIAS

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De tempos em tempos faço uma revisão no meu acervo porque acabo não sabendo de tudo o que tenho. Afinal são 44 pastas com histórias de minha família e particularmente de fatos de minha história. E encontro coisas interessantes como esta foto.E ela gerou uma história        VISITA À FAZENDA ONDE SERIA EDIFICADA A CIDADE UNIVERSITÁRIA Da esquerda para a direita: Otto Bier, do Instituto Butantã, Prof. André Dreyfus, prof. Jorge americano (reitor da USP) e seu filho, no terreno da atual Cidade Universitária, que fazia parte das terras do Instituto Butantã, obtido mediante troca por fazenda pertencente ao Estado. Instantâneo obtido durante visita à fazenda, na época em que se estudava a troca. Quando a copiei e registrei ainda não tinha o hábito de escrever a fonte nem a data, coisa muito importante em registros. Mas, se não me falha a memória (e ela continua muito boa mesmo) devo tê-la copiado de...

DE SÃO PAULO - O VELHO E O NOVO CONVIVENDO

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Em um terreno de uma quadra na avenida Brigadeiro Faria Lima, área de localização privilegiada em São Paulo, um imponente edifício espelhado coexiste harmonicamente com uma casinha branca que retrata o estilo rural das obras paulistas do período colonial.   Para não obstruir a vista do imóvel tombado (em 1982, pelo Condephaat - Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico, e em 1992, pelo DPH - Departamento do Patrimônio Histórico da Secretaria Municipal de Cultura)-  um novo edifício foi projetado em forma de “U” invertido, com um vão livre central de 44,4 metros. Seu revestimento em vidro espelhado reflete e multiplica as imagens do antigo casarão entre árvores e arbustos. Localização Casa Bandeirista restaurada e Torre Victor Malzoni entre as ruas Horácio Lafer e Aspásia. A Casa Bandeirista Construído no final do século 18, o imóvel restaurado é um dos exemplares remanescentes do Ciclo Bandeirista na capital - e aprese...

LUGARES ESQUECIDOS OU DESCONHECIDOS DE SÃO PAULO

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1. Museu do Theatro Municipal "O acervo do museu é composto por livros, documentos, fotos, material audiovisual e recortes de jornais. Fica embaixo do viaduto do Chá e é aberto à consulta pública. É um importante local de pesquisa para os que buscam conhecer melhor a vida cultural da cidade."R. Formosa, s/nº, Centro, região central, São Paulo, tel. 00/xx/11/3241-3815. Em 2014 – MUSEU FECHADO ???????? Onde está agora? 2. Estátua de Giuseppe Verdi Instalado no Vale do Anhangabaú, na escada de saída para a Rua Libero Badaró, altura do número 346, Centro, região central, São Paulo, o monumento a Giuseppe Verdi homenageia o ilustre compositor italiano, autor das óperas consideradas as mais populares do mundo. Inaugurado em 1921, o monumento foi feito pelo italiano Amadeo Zani. Peça – Bronze (5,23m x 3,08m x 2,94m), Pedestal – Granito (1,50m x 2,20m x 2,12m "A escultura é tão grande que foi difícil encontrar um lugar adequado, após ela ter sido retirada da ...

500ª POSTAGEM

COMEMORANDO A POSTAGEM DE NÚMERO 500 . Até que é uma produção razoável. Mantenho o Blog e "não deixo a peteca cair"

DE SÃO PAULO - DE 117 DIAS A OITO SEGUNDOS =a medida da tecnologia

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Até 1971, bem no centro de São Paulo existiam duas praças: a Praça da Sé e a Praça Clovis Bevilácqua.  Vizinhas, separadas principalmente pelo Palacete Santo Helena, imponente construção com seis andares. Estava lá desde 1922.  Havia  uma rua de comunicação entre as duas praças,  a rua Santa Tereza, curtinha  como uma passagem. Nesta pequena rua, ao lado do Edifício Santa Helena ergueu-se, em 1963 um grande prédio, com 30 andares, o Mendes Caldeira, recorde de velocidade de construção porque nele foi usado pela primeira vez  concreto usinado. Vem o metrô e muita coisa tem que ser sacrificada. As principais condenadas  foram o Palacete Santa Helena e o Edifício Mendes Caldeira. O primeiro, com 49 anos, mas firme, foi demolido em 1971 a golpes de marreta em 117 DIAS . Materiais nobres como o pinho de riga dos assoalhos, os lustres de cristal e demais restos de demolição  foram disputados “a tapa”.  Poucos anos depois, o Mendes C...