quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

HISTORIAS DE ACAMPAMENTOS

Um dia, em 1969, resolvemos acampar. O campismo ainda estava engatinhando e nós achamos que era o modo mais fácil e mais barato de viajar, e o modo de unir mais a família. Custei a entrar no espírito da coisa, mas quando me envolvi foi pra valer.

Compramos barraca e todo o necessário. Horas arrumando o porta mala do carro. Nossa primeira barraca era enorme, um verdadeiro circo. Um ambiente de 2x4m, com sobreteto ainda maior de um “avance” minúsculo.

Saímos de São Paulo em um final de dezembro e fomos para o sul. O destino era Foz do Iguaçu, mas a primeira parada foi em Cascavel (Pr), no Parque Florestal.

Primeira providência: montar a barraca. Onde estava a barraca? No fundo do porta malas, com todo o material – que não era pouco – em cima. Inexperiência lógico. Tivemos que tirar tudo, colocar no barro sob chuva intensa para chegar à barraca. E agora tinha que ser montada. Mais de uma hora, manual na mão, três homens (Ayrton, Flavio e Décio) para dar palpites e segurá-la.

Finalmente montada, todo o aparato instalado, a fome apertou. A coisa mais fácil de fazer era sopa pronta, de pacote. Panela no fogo, pó e água - medida em um cantil sendo estreado – e nunca engrossava!!!! Tínhamos comprado um cantil com capacidade de 2 litros e pensamos que fosse de um litro. Tínhamos dobrado a quantidade de água. Paciência. Tomaríamos água quente com traços de legumes e macarrão. Aí, o “avance” da barraca, cheio de água da chuva desabou e acabou de encher a panela. Agora, nem água quente.

E, pouco antes de nos recolhermos, o guarda chegou com uma cobra cascavel recém morta e quando perguntado se havia muita possibilidade de tais cobras habitarem o lugar, respondeu: “ Por que vocês acham que esta cidade se chama Cascavel?”

Dormimos com fome e apavorados de medo das cobras. Dormimos? Dormimos sim, de cansados.

Em Foz do Iguaçu ficamos em um lugar que não era camping, não tinha nenhuma infra-estrutura e tudo era improvisado, inclusive andávamos uns 100 metros para lavar a louça.

Mas, foi ali que conhecemos um de nossos melhores amigos: o Zé Valarelli com sua família: Vic, a esposa e Leandro e Leonardo os filhos, menores do que os nossos.
Zé era muito distraído e atropelou várias árvores com o seu fusquinha. Nós o apelidamos de Prof. Pardal. De outra vez, esqueceu uma lata de leite condensado aberta e as formigas quase nos carregaram.

Éramos campistas de primeira viagem, levamos montes de roupas e de inutilidades e eu levei – imagine – minha peruca, que se usava então. Fui muito gozada e até hoje riem de mim por isso.

Com o tempo, acampamos em melhores condições, em campings completos e aí, tivemos uma barraca que nós chamávamos de “holandezinha” porque realmente tinha vindo da Holanda através de um cliente do Ayrton. Era mais moderna, tinha dois quartos e uma sala.
O barato mesmo era transar na barraca. O que nos separava do ambiente era só um paninho fino. Ouvíamos todas as pessoas do lado de fora comentarem sobre a barraca, que era uma gracinha. Era como se estivéssemos em público e isso era excitante.

Mas, já era 1972.

3 comentários:

Milene Rolan disse...

Ótima história!
Parabéns pelo Blog, adoraria poder acompanhar seu blog, pois é recheado de coisas boas.

Um forte abraço, Milene!!

Noeli disse...

Se a barraca falasse...

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