segunda-feira, 17 de setembro de 2012

VIAGEM - DÉCIMO SEGUNDO DIA – TERÇA FEIRA 10 DE ABRIL DE 2012


Ainda em Lisboa.
Noite agitada. Me pergunto por quê?  E a resposta vem logo: expectativa do encontro com Pedro. A insegurança de ter que ir sozinha para Madrid, aeroportos, aviões, atitudes etc em um lugar desconhecido. Estaria preparada? Fisicamente, logisticamente, tecnicamente e emocionalmente?
Das três viajantes sou eu quem está mais envolvida emocional e fisiologicamente.  Passo a ser a pessoa introvertida que quase nunca sou. Converso comigo mesma, faço perguntas, dou respostas. É um preparo para o desconhecido.  Como vou encontrar Pedro?  Estão chegando os momentos dos verdadeiros contatos afetivos.  Assustador.

O tempo mudou. Chove em Lisboa. 

Maria Inês escreve relatórios para a Universidade. Eu espero por Joice e Marlene espera. Pronta, em pé, de bolsa na mão.  E não gosta muito. Eu e Joice já havíamos combinado um encontro. Sei que ela remanejou seus compromissos para que pudéssemos nos conhecer

Conheci Joice através da Jurema e trocamos e-mails nos tempos que ela morava em Badajós na Espanha.  Largos espaços de tempo sem contato não destroem um vinculo que sem saber por que se mantem. Sei um pouco da vida dela, como ela sabe da minha através dos blogs. Sei que é casada há muito tempo (raro encontrar casais estaveis hoje em dia), mas quero caracterizá-la melhor.

Conversamos horas, como se nos conhecêssemos de sempre. Mal acomodadas, em um quarto de hotel. Mas, mais pessoal do que se estivessemos no salão.  E, compromissos de trabalho nos separam. Continuaremos o contato virtual
Seu livro – Sala dos Sonhos –que trouxe para mim vai ser lido com o carinho com que ela me ofereceu. Depois comento

Marlene e Maria Inês arrumaram as malas e sairam. O programa delas é ir para o Porto e depois para Santiago de Compostela.  Como, nem elas tinham certeza do que iam (trem, carro ou avião) na verdade eu não sei como foram. Estava muito envolvida nos meus proprios problemas e expectativas.

Como chovia, resolvi não sair. Tempo bom para ficar escrevendo, respondendo e-mails de pessoas que me cumprimentavam pelo meu aniversário (dias 9 e 12). Levei um tempo grande porque eu tinha uma “briga” como laptop que funcionava como ele queria. Temperamental. Atividades financeiras, conferindo saldo para próximos dias. 

Almocei um pastel de Belém que Maria Inês nos tinha trazido, dormi um pouco à tarde no escurinho e quentinho do quarto e curti o estar sozinha depois de 12 dias de 24h de convivência.
Tomei uma sopa grossa e quente, um banho revigorante e tentei dormir.
Choveu, parou, choveu, parou. Esfriou
Hoje não tem imagem. Só falação




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