quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

VIAGEM - VIGÉSIMO DIA – QUARTA FEIRA – 18 DE ABRIL DE 2012



O programa hoje foi Verona, cidade da qual já sei alguma coisa.
A cidade de Verona, ao que parece foi fundada pelos Celtas. Mais tarde, foi uma colônia romana em 89, com o nome de Augusta. Em 145 foi uma colônia de monges Benedetinos.
Verona chegou a ostentar a supremacia artística de toda a Itália, sendo sede de uma escola pictórica onde se destacou Paolo Veronese.
Verona foi incorporada ao Reino de Itália, em 1866, com a Terceira Guerra de Independência Italiana.
A cidade foi declarada patrimônio da humanidade pela UNESCO por causa da sua estrutura urbana e arquitetura: Verona é um maravilhoso exemplo de cidade que se desenvolveu progressivamente e sem interrupções durante dois mil anos, integrando elementos artísticos de altíssima qualidade dos diversos períodos que se seguira m, representa também, em um modo excepcional o conceito de uma cidade fortificada em etapas determinantes da historia europeia.

O Trio se desfez por força das circunstancias: compromisso profissional da Maria Inês. Só duas agora, com encontros e desencontros. Maria Inês, que era o ponto de equilíbrio faz muita falta. É calma, tranquila, neutra.

Aproveitamos para conhecer um pouco de Lendinara quando precisamos ir até a loja de passagens aéreas. É simpática, uma pracinha encantadora, comércio o suficiente e pouca gente circulando pela rua. É uma espécie de cidade-dormitório. Pela manhã os carros todos saem (são sempre carros novos) para o trabalho nas cidades próximas. Ficam as mulheres e velhos em casa. Mas, nenhuma rodinha, grupinho de conversa, passeios, poucos carros.
Fomos comprar a passagem Veneza – Barcelona.  Barcelona São Paulo já tínhamos comprado ida e volta pela Singapore Airlines.
Mais andanças, agora um pouco mais devagar. Conferindo contas.
Saímos de Lendinara às 12,45h. e chegamos às 14h. Com Jurema, sempre como assessora.  Foi rapidinho.  Chovendo.  Na impossibilidade de andar a pé (felizmente) tomamos um desses ônibus turísticos. Mas, não havia ninguém dentro dele e com muito favor deu uma meia volta pela cidade. Poucas explicações. Eu já sabia alguma coisa da cidade e o que me interessava ver era a Arena de Verona  e só para  constar, a casa da Julieta e o balcão onde ela recebia o Romeu. Há uma estátua externa e namorados passam a mão em seus seios para terem sorte no amor. ?????? Os pobres seios  já está brilhando e desgastando.

Balcão de Julieta - Verona é um dos locais onde se passa a história da peça Romeu e Julieta escrita por William Shakespeare. No centro da cidade existe uma vila onde, pelo que conta a história, Julieta morava. Este é um grande marco da cidade, que recebe a fama de cidade dos namorados, atraindo centenas de turistas.
O balcão da Julieta
Estátua da Julieta com os seios gastos

 A cidade é cortada pelo rio Adige como se vê em todas as fotos altas.  Para entender as relações do rio Adige com a cidade veja o mapa.

Como elementos de passagem sobre o Rio Adige, Verona tem pontes, uma delas bem conhecida.

                                                       Ponte Scaliero

   
 A volta pela cidade embora rápida e mal feita e ainda com chuva, nos mostrou partes de algumas coisas.  Uma catedral gótica do século X, o Castelo Vecchio, a Ponte (nem sei qual).    Tive que completar meus conhecimentos com pesquisas. 
O que mais me interessava era ver a ARENA DE VERONA por seu valor  na história da música, principalmente na história das óperas.
A Arena de Verona é um anfiteatro romano, localizado em Verona, conhecido pelas monumentais produções de ópera que nela são apresentadas. É uma das estruturas do seu tipo que se encontram melhor conservadas.
Os ludii (espetáculos e jogos) que ali se encenavam eram tão famosos que alguns espectadores se deslocavam grandes distâncias propositadamente para assistir.
O anfiteatro tem uma capacidade para 30.000 espectadores.
A fachada era originalmente de pedra calcária, branca e rosada, originária de Valpolicella. Depois de um terramoto que ocorreu em 1117 e que quase destruiu o anel exterior, a Arena foi utilizada como pedreira para outros edifícios. As primeiras intervenções de restauro aconteceram no Renascimento e tiveram por objetivo recuperar a funcionalidade da Arena para representações teatrais.
Graças à sua impressionante acústica, a Arena de Verona é um excelente local para a realização de concertos, prática que se iniciou em 1913. Hoje em dia, são ali apresentadas anualmente cerca de quatro óperas, entre Junho e Agosto, no âmbito do Festival Lírico Areniano.



                                                             Arena  de Verona

Em Verona ainda procuramos – sempre com assessoria da Jurema-  comprar uma passagem de trem para Munique  na  Alemanha, para visitar Jarlei. Precisaria ter reservado com três meses de antecedência. Avião, muito caro.  Notificado, Jarlei ficou de fazer o caminho inverso: Munique – Itália.

Voltamos a Lendinara com chegada às 20h. Felizmente Oscar foi buscar.

Qual o programa para o dia seguinte. Foi aventado Cortina D’Ampesso (lugar que todo mundo vai) e Roma. Todos os estudos sobre Cortina, não deram certo por horários e porque como havia acabado a temporada de inverno, tudo estava já fechado. Restou Roma.  Estudadas as minhas condições financeiras e de saúde, mais as informações da Jurema (que não foram bem recebidas e tidas como boicotes) eu desisti formalmente de Roma. O custo-benefício em relação a dinheiro e saúde-viagem Roma  foi negativo.  

E assim passou o vigésimo dia de viagem. 

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